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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

No RN, grêmios denunciam retrocessos na educação

Secundaristas de todo o estado aprovaram Carta do Atheneu no 1º Encontro de Grêmios e Coletivos

No último sábado (16), estudantes de Natal, Região Metropolitana e interior do Estado aprovaram, durante a plenária final do 1° Encontro Metropolitano de Grêmios e Coletivos Estudantis, a Carta do Atheneu. O evento reuniu na capital do Rio Grande do Norte cerca de 300 estudantes secundaristas, 80 delegados e 40 grêmios e coletivos.
A carta final reflete os debates que aconteceram ao longo de dois dias no Colégio Estadual do Atheneu Norte-Riograndense, mais antiga instituição de ensino do Estado, sobre temas essenciais para a Educação. Nela, os estudantes se colocam à disposição da luta e se posicionam contra os cortes nos investimentos públicos e o consórcio golpista que se formou no Congresso Nacional, e “que tem se empenhado para desmontar totalmente o Estado brasileiro”.
Os secundaristas também se posicionam contra “a Reforma, leia-se deforma, do ensino médio, que foi aprovada sem nenhum tipo de diálogo com a classe estudantil” e o PL da Escola sem Partido (Lei da Mordaça), e ratificam o combate a todas as formas de opressões como uma tarefa de todos. “O machismo, racismo e lbgtfobia estão na nossa ordem do dia. A construção de um mundo mais fraterno, onde o amor seja livre e amar não seja um crime. É tarefa de todos e todas as secundaristas travar a luta nesse campo”.
Por último, a Carta do Atheneu convoca os estudantes para o 16º Congresso da Associação Potiguar dos Estudantes (APES), que será realizado em novembro de 2017, afim de fortalecer e engrandecer cada vez mais o movimento estudantil do Rio Grande do Norte.
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(Leia a carta na íntegra abaixo).

CARTA DO ATHENEU

Nós, estudantes secundaristas de Natal e de diversos municípios do Rio Grande do Norte reunidos no 1º Encontro Metropolitano de Grêmios e Coletivos Estudantis da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Natal – UMES-Natal, que conta com a participação de 40 grêmios e coletivos estudantis e mais de 200 participantes, após dois dias de intensos debates sobre os rumos das nossas cidades, do nosso estado e país, apresentamos a sociedade a Carta do Atheneu. Nela, concretiza-se não apenas um conjunto de opiniões, mas a disposição de luta pela construção de outra realidade, bem diferente da atual, que possa ser capaz de tornar realidade todos os nossos sonhos.
Nos últimos anos o Brasil viveu um intenso momento de transformações sociais significativas, que proporcionaram ao povo brasileiro o acesso a vários direitos historicamente negados, sobretudo, às classes mais pobres do nosso país. Agora estamos vendo esses mesmos direitos arduamente conquistados sendo retirados à surdina e na calada da noite. O consórcio golpista que se formou no Congresso Nacional tem se empenhado para desmontar totalmente o Estado brasileiro e, infelizmente, têm conseguido fazer isso. A PEC 55, que limita os investimentos nos serviços públicos de seguridade social pelos próximos 20 anos, é um exemplo desse desmonte e que tem impacto direto em áreas como educação, saúde, assistência etc.
Várias das nossas riquezas nacionais estão sendo entregues ao capital estrangeiro e isso além de fragilizar nossa economia, também dissolve a soberania do nosso povo. As reformas trabalhista e da previdência ceifam os nossos direitos a um trabalho digno e a possibilidade de um dia aposentar-se. Não aceitaremos essa cantilena de crise. Se existe crise, a culpa não é nossa! A culpa é dos que sempre saquearem o nosso país e que insistem em roubar os recursos da educação, da cultura, e de todas as áreas em que o povo é o centro. E para quê? Para continuar a priorizar o pagamento da dívida externa e engordar os bolsos dos banqueiros. Já chega! Nenhum centavo a menos!
Agora mais do que nunca vivemos um momento intenso de luta e RESISTÊNCIA. É de total responsabilidade da nossa geração não permitir que isso aconteça! Nossa organização no movimento estudantil é crucial para fazer o enfrentamento e barrar todo esse retrocesso. Precisamos convencer o povo de que a saída é sempre pela política, por isso, a formação de uma frente ampla, que congregue setores progressistas e mais avançados da sociedade com a pauta central: #DiretasJÁ!
#SECUNDAS RESISTEM
No nosso estado o cenário não é muito diferente. Nossa educação cada vez mais precarizada, nossas escolas cada vez mais sucateadas, nossos professores e professoras com salários mal pagos e atrasados, a segurança em estado de calamidade, a saúde pública da mesma forma etc. Isso tudo é consequência das políticas impopulares impostas pelo governo Temer, mas que nosso governo estadual e nossos deputados federais, que em nada nos representam, têm total responsabilidade sobre isso também, pois são cúmplices da quadrilha que dia a dia sucateia mais o nosso país e nosso estado.
A educação sempre foi pauta principal dos debates da juventude brasileira. Nós estudantes sempre nos organizamos para reivindicar e dizer qual é o modelo de educação que a gente quer, pois sabemos bem que no nosso país isso sempre foi um privilégio para os filhos da classe dominante. E enquanto educação for um privilégio, lutar para que ela seja acessível, universal, gratuita e de qualidade é um dever nosso!
Tivemos uma experiência no último período que provou que isso pode ser diferente e de que a educação é prioridade SIM! Pois investir num serviço público como esse, é também investir num projeto de nação e de povo, é investir na construção de outro modelo de sociedade. Ampliação e interiorização dos Institutos Federais por todo Brasil é uma exemplo disso. Os investimentos em tecnologia, pesquisa e extensão nas universidades e nos IF’s também são exemplos.
Mas tudo isso agora tem sido atacado de forma direta pelo governo do presidente ilegítimo Michel Temer. Os cortes nos investimentos públicos não param, assim como outras mudanças nada positivas que esse governo tem imposto, como a Reforma, leia-se deforma, do ensino médio, que foi aprovada sem nenhum tipo de diálogo com a classe estudantil e com os profissionais da educação e que acarreta prejuízos significativos tanto para os estudantes, quanto para os professores e professoras. Não se aprova uma medida dessas sem diálogo e sem criar as condições necessárias. Defendemos outro modelo de educação e concordamos que se faz necessária uma reforma, mas não dessa forma como esta sendo imposta. Outra medida nada democrática, é o PL da Escola sem Partido (Lei da Mordaça), em outras palavras, querem dizer que nós não podemos falar ou ter opinião, intervir e pensar. Escola sem partido e sem pensamento crítico é ditadura e isso nós não vamos admitir!
O combate a todas as formas de opressões é algo indissociável da nossa luta diária. Precisamos dar efeito a tudo aquilo que foi debatido e construído neste Encontro. Assim, o machismo, racismo e lbgtfobia estão na nossa ordem do dia. A construção de um mundo mais fraterno, onde o amor seja livre e amar não seja um crime. Dentro e fora das escolas, nos grêmios e coletivos estudantis, enfim, em todos os espaços. É tarefa de todos e todas as secundaristas travar a luta nesse campo.
Além do combate às opressões é necessário pautarmos junto aos grêmios estudantis a conquista do direito ao passe livre estudantil da rede estadual e federal do Rio Grande do Norte, como forma de fazer com que os estudantes tenham acesso à educação e à cidade, para que nossa vida não tenha nenhuma mordaça nem catraca.
#BONDEDOOCUPATUDO
Convocação do ConAPES:

Diante de todos esses desafios emergentes, não podemos parar! Precisamos nos organizar e mobilizar escola por escola, convencendo cada vez mais pessoas a se somarem nessa luta. Para isso, precisamos de um movimento estudantil interiorizado, forte, grande e coeso, pronto para enfrentar todos esses retrocessos, mas, sobretudo, um movimento estudantil capaz de apresentar novos rumos e perspectivas para a educação e para a juventude brasileira.
Por isso, o 1º Encontro de Grêmios e Coletivos Estudantis da UMES – Natal, com tamanha legitimidade e representação, tendo como participantes estudantes de grêmios da capital e região metropolitana , bem como entidades e coletivos do interior do estado, convoca o 16º Congresso da Associação Potiguar dos Estudantes (APES) para novembro de 2017, afim de fortalecer e engrandecer cada vez mais o movimento estudantil do Rio Grande do Norte.
#ForaTemer, #DiretasJÁ, #NenhumDireitoAMenos, #SecundasResistem.
Natal/RN, 16 de setembro de 2017.

Com Comunicação da UMES Natal
Fotos: Maiakovisk Pinheiro e Rodrigo Lima

Seis dicas do Jornalistas Livres para a sua página, blog ou site

Laura Capriglione, uma das coordenadoras da rede alternativa, participou do Coneg da UBES e, de quebra, aproveitou para dar sugestões aos jovens comunicadores

As redes sociais são ambiente em disputa. É no que acredita Laura Capriglione, dos Jornalistas Livres. Para fortalecer a mídia dos jovens secundaristas, pedimos algumas sugestões da experiente jornalista, logo depois da participação dela na mesa “Comunicação das Novas Narrativas”, no 16º Coneg da UBES, em São Paulo, no último dia 9 de setembro. Ali mesmo no auditório da faculdade Zumbi dos Palmares, Laura se prontificou a tentar ajudar.

Ao contrário de quem vê o futuro do jornalismo com pessimismo, ela enxerga grandes possibilidades:
“Quando eu fazia movimento estudantil, para escrever era preciso escolher um dos jornais da imprensa alternativa. De tão pequenininhos, eles eram chamados de ‘imprensa nanica’. Hoje é possível ter uma página própria, com milhões de pessoas compartilhando. Vejo o jornalismo mais vivo do que nunca! Mas a gente precisa ocupar o espaço”.
Confira algumas dicas dela para ocupar e resistir na rede:

1) Ter mais de um publicador

Quanto mais gente com acesso para publicar, melhor. Laura diz que assim é mais fácil manter o espaço sempre ativo e, por isso, garantir um público frequente: “É preciso movimento, engajamento, compartilhamento. As pessoas precisam se habituar a entrar na sua página, e elas farão isso se tiver sempre novidades. É bem mais difícil conseguir manter com só uma pessoa publicando”.

2) Fazer reuniões

“No Jornalistas Livres, desenvolvemos uma tecnologia muito boa”, explica Laura. Trata-se de manter as pessoas que publicam sempre em contato pelas redes sociais, mas ainda assim realizar reuniões presenciais toda a semana. “Discutindo olho no olho criamos relações de confiança, decidimos quais são os assuntos e dividimos as tarefas para realizar. Se não for assim, não vai ter conteúdo sempre, vai morrer na areia”, ela diz.

3) Não depender de atos

“Se as entidades estudantis forem construir mídia que só fale de ocupações de escola, por exemplo, vão construir uma mídia que só existe quando tem luta. Não adianta… As pessoas têm que ficar com você no dia a dia”, dispara Laura. Para ela, o melhor jeito é falar sobre o que as pessoas vivem diariamente. Por quais problemas elas passam? Que coisas legais elas fazem? O que está acontecendo agora?

4) Se errou, corrija

Anota mais essa: “As redes sociais são um território em disputa. Tem muito boato, informação ruim. O segredo é a gente construir ilhas de credibilidade. Para isso, tem que fazer correção. Se você publicou algo com enfoque errado, se foi preconceituoso sem querer, tem que se desculpar, corrigir”.

5) Quem gostou, compartilha

Muitas redes sociais só divulgam os conteúdos das páginas quando são patrocinados. Laura tem uma dica para “hackear o sistema”: “Tem que usar a força de quem simpatiza com você. Quando é importante, tem que chamar o pessoal que tem interesse, pedir para compartilhar, para mostrar para mais gente. Precisamos usar a força dos movimentos sociais, da militância interessada e disposta a ajudar”.

6) Incluir, mas incluir MESMO

Para Laura, é fácil se achar inclusivo, mas, sem perceber, estar excluindo pessoas. “Se você defende, por exemplo, que todos os evangélicos são conservadores, fundamentalistas, só vai sobrar os conservadores para dialogar com eles e eles vão virar conservadores, mesmo”, explica.
Pega essa:

“Não adianta falar que é inclusivo, é de esquerda e falar mal de evangélico, falar mal de quem gosta de funk. Você perde oportunidade de dialogar com um monte de gente”.
Por Natália Pesciotta, de São Paulo
Foto: Guilherme Silva – CIRCUS da UBES

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Alunos das escolas públicas do RN apresentaram espetáculos “de gente grande” no XII FESTUERN

Por
Arte, educação e saúde. Durante três dias essa foi a temática central dos espetáculos apresentados no Teatro Dix-huit Rosado, em Mossoró, durante o XII Festival de Teatro da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), o FESTUERN, que aconteceu de 11 a 13 de setembro, trabalhando o tema Teatro do Bem Viver.
Os espetáculos envolveram quase 400 pessoas, entre elenco, produção, direção, equipe de apoio, entre outros. Dentro da proposta do Teatro do Bem Viver, durante os três dias de festival, 20 grupos de teatro de escolas públicas de Mossoró, Assú, Apodi, Macaíba, Patu, Guamaré, Alto dos Rodrigues, Lajes, Pendências, Macau, e da própria Universidade, representaram a vivência de valores como a ética, a não violência, o amor, o senso de justiça, a verdade, a compaixão, os cuidados com o ambiente e com a saúde.
As temáticas da saúde e da preservação do meio ambiente permearam a maioria dos espetáculos, em especial, a importância do combate permanente ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. No ano passado, o estado do Rio Grande do Norte enfrentou uma forte epidemia dessas doenças, que debilitou grande parte da população, sendo um dos fatores que motivou a escolha do tema trabalhado nesta edição do festival.
O público, estimado em aproximadamente 3 mil espectadores, foi formado em sua maioria, por estudantes e professores de escolas das redes estadual e municipal de Mossoró, e ficou encantado com a qualidade dos espetáculos apresentados. A expectativa é que novos grupos surjam para participar das próximas edições do FESTUERN.

O FESTUERN é o maior festival de teatro escolar do RN e é uma realização da Pró-Reitoria de Extensão da UERN, através da Diretoria de Educação, Cultura e Artes. Esta edição também contou com a participação de 24 alunos voluntários da UERN, de diversos cursos.
Os espetáculos foram gratuitos, no entanto, a organização solicitou a doação de alimento não-perecível para ser encaminhado a instituições filantrópicas. Foi arrecadada 1,4 tonelada de alimentos, que deverão ser direcionados às instituições na próxima semana.
HOMENAGEM – Nesta edição do Festuern foi homenageando, in memorian, o educador, médico e ex-reitor da UERN, Professor Milton Marques de Medeiros, grande incentivador do Festival. A homenagem se deu devido à sensibilidade artístico-cultural de Milton Marques e seu empenho em construir uma educação transformadora, além de sua dedicação ao bem-estar coletivo e amor ao próximo. Cada grupo participante recebeu o Troféu Candeeiro, com o  nome do homenageado.
O XII FESTUERN teve o apoio da Prefeitura Municipal de Mossoró, TCM, Bauducco, Edmilson Serigrafia e Projeto Cine Sertão.
Fonte: Portal da UERN

SINTEST/RN oferece curso de formação sobre a dívida pública

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Promovido em conjunto com o Sinasefe, Sinai, Sindbancários e Sindprevs, nosso sindicato oferece 15 vagas para os interessados no curso sobre Dívida Pública que acontece no próximo dia 29 (sexta-feira).O curso será ministrado pelo Dieese e acontece no auditório do SINDPREVS-RN, localizado à rua Quintino Bocaiúva, 19, no centro da cidade (Rua da Igreja do Rosário).
Fonte: SINTEST/RN

Categoria deliberou pelo enfrentamento e indicativo de greve para outubro, contra o desmonte da carreira e em defesa da Educação

 A próxima plenária da Federação será de 20 a 22 de outubro na cidade do Rio de Janeiro.
Nesta manhã, 17, a Plenária Nacional realizada em Recife-PE aprovou o indicativo de greve para outubro, o plano de lutas e o calendário da Federação. Os delegados também aprovaram a suspensão das assembleias para eleição de delegados do XXIII Congresso da FASUBRA (CONFASUBRA).
Plano de Lutas
Para retomar a unidade, a FASUBRA vai procurar todas as centrais sindicais para propor  construção de um calendário unificado de lutas, que mobilize a classe trabalhadora brasileira rumo a uma nova Greve Geral.
A luta pela revogação da Reforma Trabalhista também será incorporada. A Federação orienta que as entidades de base assinem a lista de apoio ao projeto de Lei de iniciativa popular que revoga a Lei nº 13.467, de 13 de julho de 2017, e a Lei nº 13.429, de 31 de março de 2017,e dá outras providências.
Será encaminhado ao Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) uma proposta de construção de uma forte greve do funcionalismo contra a reforma da previdência e o pacote de maldades de Temer. Também será investido fortemente na organização do Fórum das Entidades da Educação.
A FASUBRA orienta as entidades filiadas a organizar comitês unificados nas Universidades e demais  instituições de ensino superior.
O debate nas assembleias de base, no caso de impossibilidade da construção da greve do funcionalismo e  não descarta uma greve da educação federal, ou até mesmo uma greve da Federação em defesa da carreira, deve ser realizado e encaminhado à Federação.
Caso seja editada a Medida Provisória que ataca a Carreira, a Plenária autorizou a Direção Nacional da FASUBRA a antecipar o indicativo de greve.
A mobilização da Categoria deve ser intensificada com ações unificadas da comunidade universitária, como assembleias universitárias, audiências públicas nas Assembleias Legislativas e atividades nas Praças.
A construção da greve também deve ser intensificada, indicando um calendário de lutas unificado para o mês de setembro e primeira quinzena de outubro às  entidades da educação e ao funcionalismo.
Também será importante a realização de paralisações e manifestações de rua, denunciando a crise das universidades, dos serviços públicos bem como a reforma da previdência e o ataque à carreira.
A FASUBRA se dispõem a construir com as demais entidades, datas que contribuam com a unificação com o Fonasefe e  Fórum da Educação.
Jornada de Lutas
Setembro
28 e 29 de setembro – Dia Nacional de Luta - realização de Assembleias Universitárias e atividades extra  muros da Universidade.
Outubro
03 de outubro - Dia Nacional de Lutas nas Universidades
09 e 10 de outubro - Dias Nacional de Luta – com atos fora da Universidade  e atividades na praças, dialogando com a população.s
23 de outubro - Data provável para  Greve Nacional, flexível, em caso de acordos de greve unitária com outras categorias, em que precisamos ajustar a data da deflagração.
A Federação orienta rodada de assembleias na primeira quinzena de outubro, para discussão das propostas em todas as entidades de base, enviando retorno para a FASUBRA.
20, 21 e 22 de outubro - Plenária Nacional da FASUBRA com ato na cidade do Rio de Janeiro  
Eixos
Os principais eixos da greve serão a luta contra a reforma da previdência, revogação da reforma trabalhista, o pacote de reestruturação das carreiras e a defesa das Universidades e Institutos Federais.
Ações
  • Construir uma audiência pública com o Fórum Parlamentar em Defesa do Serviço Público no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas nos estados e incorporar as agendas das Centrais Sindicais.
  • A FASUBRA e as entidades filiadas precisam fazer ampla divulgação nas ruas, para disputar a opinião pública sobre a crise das universidades, o pacote de Temer contra o funcionalismo e as consequências da reforma da previdência.
  • Intensificar ações nas redes sociais de denúncia dos ataques do governo Temer.
  • Articular ações com as categorias de trabalhadores que estão em campanha salarial como os Metalúrgicos que estão articulados nacionalmente.Construir e fortalecer os Fóruns Estaduais do funcionalismo público federal.
  • Como resolução do último seminário de Hospitais Universitários (HU), convocar o Grupo de Trabalho dos HUs para discutir problemas e apontar ações.
  • Propor as centrais sindicais e movimentos sociais um grande encontro para construção de um calendário unificado que prepare uma nova greve geral no país.
CONFASUBRA
A proposta aprovada por ampla maioria, prevê a suspensão das assembleias para eleição de delegados para o Congresso da FASUBRA. A avaliação da necessidade de adiamento ou não do XXIII CONFASUBRA será na próxima Plenária Nacional, prevista para outubro, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).
A resolução sobre o regimento do CONFASUBRA foi aprovado pela Plenária Nacional, apresentado pela comissão organizadora, cumprindo os prazos estatutários. Na próxima plenária serão discutidos e deliberados todos os destaques e pontos que as entidades de base e a direção da FASUBRA tiverem interesse em discutir.
Comissão de Mulheres


A Comissão de Mulheres da FASUBRA Sindical apresentou o Relatório do Trabalho sobre  a denúncia de machismo e assédio moral na base do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da Universidade Federal de São Carlos (Sintufscar), da cidade de São Carlos - SP. O documento foi aprovado por aclamação, o relatório completo e as deliberações serão divulgadas em breve.
Prestação de contas
Ao final, a prestação de contas foi apresentada ao plenário pelos coordenadores de administração e finanças Rolando Malvásio e Paulo Cesar Vaz e os representantes do conselho fiscal Leonir Tunala Resende (SINTUR-RJ), Mozart Roberio de Sá Siqueira (SINTUFEPE- UFRPE), Mauro Mendes (SINTFUB), Ademar Sena de Carvalho (SINTEMA), Rosangela Márcia Frizzero (SINTUFEJUF).
O parecer do conselho fiscal na prestação de contas da Federação no exercício referente a 2016 foi favorável a aprovação. Foram abertas as inscrições para que a plenária tirasse suas dúvidas. O parecer do conselho fiscal, favorável à prestação de contas do período de 2016 da Federação,  foi aprovado.

Foram aprovadas moções que em breve serão disponibilizadas.      
Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Mais ação e empatia nas universidades

Mais ação e empatia nas universidades
Desânimo, sensação de tristeza, insônia, falta de interesse....pode ser só uma 'bad", mas trate de não se acostumar com essa mal estar.

Caso esse estado emocional se prolongue por mais de duas semanas e realizar qualquer atividade tornou-se um grande fardo, pode ser que a depressão esteja te rondando.
Essa doença que tem se tornado cada vez mais comum, está bem longe de ser “frescura”, fraqueza ou falta do que fazer, e segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) já chega a atingir 5,8 % pessoas no Brasil.

Além disso, a depressão está diretamente ligada ao suicídio, que tem números alarmantes, principalmente no aumento de casos entre jovens: comparando os anos de 2010 e 2012, ocorreu um aumento de 30% nos casos, com pessoas entre 15 e 29 anos

O alerta já está dado. Tanto que desde 2014, esse mês é chamado de “ Setembro Amarelo”, e remete a campanha de prevenção ao suicídio, com diversas ações de conscientização e alertas. De acordo com dados do site oficial da campanha, são 32 suicídios por dia  - para a OMS, 9 entre 10 casos poderiam ser evitados.

A UEE-SP, como entidade representativa dos estudantes, se coloca nessa mobilização para tornar a vida universitária  mais humana e conscientizar sobre a depressão na graduação e como lidar com a doença. A campanha “ Saúde Mental - por mais empatia na universidade”  irá difundir esse debate na graduação, com uma série de ações e materiais voltados para o tema. Em abril deste ano, uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo chamou a atenção por conta do dado de seis tentativas de suicídio durante um ano, entre os estudantes do quarto período do curso de  Medicina da USP.

“Além de ser um ambiente de pressão, estamos envoltos por uma conjuntura que aumenta o estresse dos estudantes. A crise política - e consequentemente a recessão econômica - encolheram os salários e o mercado de trabalho, tornou a conquista do estágio uma tarefa árdua, e a falta de perspectivas nas universidades quanto à bolsas, a qualidade da formação e os aumentos absurdos de mensalidade intensificam a tensão”, diz Nayara Souza, presidenta da UEE-SP.

A UEE-SP também observa que o assunto é muito pouco tratado pelas instituições de ensino, mesmo com números crescentes de doenças psicológicas e suicídio.

Precisamos falar sobre depressão

Envolto aos sentimentos ruins, talvez haja dificuldade em diferenciar uma fase ruim  de um diagnóstico de depressão. Para entender, o médico psiquiatra Fernando Fernandes, que mantém o canal no youtube Psiquiatria Online, para o esclarecer questões ligadas à doença, diz que  não existe uma causa única que leve alguém a um quadro depressivo.“ Ela é multifatorial e existem fatores desencadeantes, caso haja uma origem biológica e predisposição genética para o desenvolvimento”.

O médico ainda explica que os altos índices entre jovens, refletem diversos fatores vivenciados durante essa etapa da vida. Entre eles, passagem para a vida adulta, entrada no mercado de trabalho, uso de drogas e álcool, maiores pressões e estresse. “Vale lembrar que a depressão, transtorno bipolar, síndrome do pânico, crises de ansiedade costumam aparecer na maioria das vezes  aos vinte e poucos anos”, acrescenta.

Para o médico  psiquiatra Guido Boabaid May*, o sinal extremo de que algo está “fora do lugar” acontece quando há  sensação de esforço extremo - ou até impossibilidade -  para realizar as atividades do dia a dia. “ Ao perceber que as atividades estão sendo prejudicadas Indicamos que a pessoa busque ajuda profissional e um tratamento adequado”, aconselha.



O que pode desencadear a depressão entre estudantes:

Pressão por desempenho;

Notas altas, trabalhos bombásticos, estágios “lacradores”…o estudante se vê constantemente pressionado para sair-se bem, se destacar profissional, social e financeiramente.

Ambiente Competitivo;

O estudante o tempo todo se compara aos colegas, concorre com outros alunos por determinadas vagas. Isso pode dar a sensação de que se vive em um local hostil.




Mudança de cidade;

Muitos estudantes cursam o ensino superior em outras cidades, sendo assim, ficam distantes da família e dos amigos. O contato com culturas diferentes e a sensação de solidão pode gerar tristeza e angústia.

Estresse;
Que a rotina do estudante é puxada isso não dá pra negar, ainda mais se conciliada com o trabalho. Porém a percepção de estresse aumenta se o curso escolhido não gere prazer nas atividades exercidas nem no aprendizado. Fica a dica: Siga seu sonho!

Dificuldades financeiras;

Um alerta diante da forma como a educação privada se financia atualmente e os cortes de bolsas e auxílios; O desmonte de programas como o Fies, Prouni, reajustes de mensalidade exorbitantes, contingenciamento de financiamento para pesquisadores geram gastos excessivos, dívidas e muita preocupação.

Uso de álcool e drogas

O abuso de substâncias químicas leva à alterações no funcionamento do sistema nervoso. Para quem já tem predisposição genética à depressão, o uso constante de álcool e drogas pode agravar muito a doença.



Fonte: Fernando Fernandes, médico psiquiatra e pesquisador do Hospital das Clínicas.



Como ajudar alguém com depressão
A empatia, essa capacidade de se colocar no lugar de alguém, sentir sua dor, é a nossa  grande “arma” para ajudar alguém com depressão. Portanto: ofereça-se!



Seja Disponível
Ofereça seu tempo para encontrar e sair com a pessoa que está se sentindo depressiva

Ouça
Apenas falar já pode ajudar a diminuir o sofrimento. Pratique a escuta atenciosa.

Não proponha soluções

Evite as frases de auto ajuda e de exagerado otimismo, nem minimize os sentimentos da outra pessoa

Esqueça as regras

Não aponte estratégias e planos perfeitos para a cura da depressão

Estimular procurar ajuda profissional

Aconselhe e encoraja a pessoa a buscar tratamento. Se for o caso, tente ajudá-la a tirar os preconceitos de se consultar com psicólogos e psiquiatras

Avisar pessoas próximas

Caso a pessoa com depressão sinalize que pensa em suicídio, que não quer mais viver, entre em contato com pessoas da família.

Nas universidades

Crie grupos, espaço de diálogo, debates, presencialmente e nas redes sociais, divulgue campanhas e materiais para conscientização da depressão e prevenção ao suicídio.
Fonte: Fernando Fernandes, psiquiatra e pesquisador do Programa de Transtornos do Humor do Instituto de Psiquiatria da USP, Guido Boabaid May, psiquiatra e CEO da GnTech e Guilherme Polanczyk, doutor em psiquiatria e professor associado do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP.

Fonte UEE/SP

“Criminalizar o funk é criminalizar o jovem preto, pobre e da periferia”

Em entrevista, o vice-presidente da Liga do Funk desmistifica estereótipos relacionados ao gênero musical

Seja nos fluxos de rua ou nos bailes da classe média, jovens de todo o Brasil descem e sobem ao som do pancadão. Porém, engana-se quem pensa que o funk se limita apenas ao lazer e entretenimento da moçada. Hoje, o batuque oriundo da Cultura negra significa empoderamento e geração de renda para centenas de minas, manos e monas.

A Liga do Funk, por exemplo, surgiu em 2012, a partir da necessidade social de profissionalizar jovens talentos. Desde então, o projeto já transformou a vida de 50 mil funkeiros e funkeiras de São Paulo. Com aulas de dança, canto, performance de palco e outras atividades, a Liga do Funk cumpre o papel do Estado ao promover cultura e conhecimento a meninos e meninas das periferias, oferecendo uma realidade alternativa, onde existe arte, cultura, aprendizagem e emprego.


O site da UBES conversou com o vice-presidente da Liga do Funk, Bruno Ramos, que mandou seu papo reto no debate sobre “Cultura e Movimento Estudantil” organizado pelo 16º Conselho Nacional de Entidades Gerais (Coneg). Confira!

UBES: Dá para perceber que você é muito querido pelos estudantes. Depois do debate, vários jovens vieram abraçá-lo e tirar uma casquinha. A que se deve isso?
Bruno Ramos: Eu represento uma linguagem que fala diretamente com os jovens, que representa o que eles sentem e vivem. O funk é essa representatividade periférica e aqui [no Coneg da UBES] tem muito jovem da periferia. Fico emocionado em ver essa molecada com todo esse discurso de fortalecimento das políticas que são importantes para nós, os filhos dos ricos não conseguem nem esquentar o próprio café. Ser querido por eles é sinal de que estamos muito próximos da mesma realidade, também sou de quebrada, da zona leste de Sampa, e fico lisonjeado com todo esse amor.

“Eu represento uma linguagem que fala diretamente com os jovens, que representa o que eles sentem e vivem.”
UBES: Nós estamos em um espaço de discussão política, no 16º Conselho de Entidades Gerais da UBES. De qual forma o funk e a política se misturam?
Bruno Ramos: Tudo o que acontece dentro do funk é uma expressão política, mas esse engajamento da Liga do Funk para disputar um espaço dentro da política é novo. Hoje nós temos uma proposta para além da formação artística. Agora, nós nos preocupamos também com a cidadania, em defender, entender, potencializar, educar e dar oportunidade para o jovem da comunidade, para que um dia o funk seja uma ferramenta de erradicação da pobreza.
UBES: Na prática, como o funk e a Liga contribuem com a educação?
Bruno Ramos: Nós acabamos de receber 20 jovens para conviver com toda a estrutura da Liga durante um mês, no curso de comunicação. O segundo edital que abriremos para essa convivência será de produção cultural e o terceiro, até dezembro, sobre formação artística e cidadania.
UBES: Forças conservadoras vêm tentando criminalizar o funk. Como a Liga tem encarado esses projetos?
Bruno Ramos: A criminalização parte principalmente da própria sociedade. O tema será debatido no Congresso Nacional, a partir de um projeto de lei apresentado por um empresário que saiu da periferia. Eu acho que ele precisa de ajuda, uma vez que ele tenta associar um monte de loucuras a um estilo musical. A estratégia que nós estamos seguindo é a de ocupar os espaços de fala pelos veículos de mídia alternativos, para explicar, sem agressão, que o funk potencializa o jovem da periferia.
UBES: Criminalizar o funk também é criminalizar a juventude? Por quê?

Bruno Ramos: Criminalizar o funk é criminalizar o jovem preto, pobre e da periferia. Essa criminalização é anticonstitucional, já que o artigo 5º defende a liberdade de expressão, e nós temos o direito de falar o que pensamos. O que mais me incomoda é que novamente essa tentativa só parte dos conservadores, na tentativa de destruir um movimento que é de periferia, que surgiu numa forma de entretenimento e distração onde não existe lazer. Assim como aconteceu com o samba, com o hip hop e a capoeira, todos os movimentos negros no mundo sofrem perseguição.

“Assim como aconteceu com o samba, com o hip hop e a capoeira, todos os movimentos negros no mundo sofrem perseguição.”

UBES: Costumam dizer que os bailes funks, principalmente os realizados nas ruas, expõem os jovens à pedofilia, drogas, estupros, etc. O que você e a Liga pensam disso?
Bruno Ramos: A vulnerabilidade dos jovens nas ruas não é responsabilidade do movimento funk, pelo contrário, o movimento funk tem agregado possibilidades de ganhos justos e honestos para esses jovens que estão inseridos próximos ao mundo do crime. Pedofilia, drogas e estupros acontecem pela falta de políticas públicas dentro da comunidade e a fragilidade do Estado em cuidar das nossas crianças. É muito fácil empurrar essa sujeira para debaixo do nosso tapete, excluindo a responsabilidade do poder público. Se o Estado tivesse vontade de fortalecer a nossa cultura, criaria locais adequados para os adolescentes curtirem os bailes, com segurança, e a segurança que eu falo não é armada, é com a estrutura de banheiros químicos, acompanhamento de ambulâncias, eletricistas e espaços para os shows. O sistema foge dessa responsabilidade.

“Pedofilia, drogas e estupros acontecem pela falta de políticas públicas dentro da comunidade e a fragilidade do Estado em cuidar das nossas crianças. É muito fácil empurrar essa sujeira para debaixo do nosso tapete.”
UBES: A UBES acabou de realizar o seu 4º Encontro de Mulheres. Uma das críticas ao funk é ser um ritmo machista. Como vê essa questão?
Bruno Ramos: O funk é o reflexo do que a sociedade vive e pensa, se tem uma demanda procurando e consumindo esse estilo é porque a sociedade de fato gosta das letras. O que é colocado dentro das letras é uma outra discussão, é a questão da homofobia, do machismo…. Eu como funkeiro não me sinto confortável com isso, mas me sinto no papel, como liderança à frente da Liga do Funk, em conscientizar sobre os danos que algumas letras trazem para a sociedade.
UBES: Mas há espaço para o feminismo na liga do funk?
Bruno Ramos: A Liga do Funk é composta majoritariamente por mulheres e gays. A nossa diretora de mulheres, Andressa Oliveira, é preta, da quebrada, e curte muito funk. Ela, junto com a Débora Hellen, assumem o debate sobre feminismo e têm a paciência de nos explicar o que elas sofrem no dia a dia. Se elas não tentarem nos fazer entender e compartilhar da opressão a qual sofrem, eu, como homem, nunca vou entender, ou seja, elas são uma ponte para alguns caras que têm algum tipo de resistência e não conseguem compreender as mulheres, infelizmente. Eu sou um machista em processo de desconstrução, e quando eu falo que sou machista não é motivo de orgulho. O primeiro passo é reconhecer que nós somos, que a sociedade é machista, e buscar conhecimento para saber como podemos desconstruir. A periferia também é racista, é homofóbica, temos que ter cautela e nos responsabilizar diariamente para que isso não aconteça. Nomes como a Mc Cacau Rocha, Mc Carol de Niterói e Valeska tem mandado o papo reto contra o machismo.

“A periferia também é racista, é homofóbica, temos que ter cautela e nos responsabilizar diariamente para que isso não aconteça.”
Por Amanda Macedo, de São Paulo
Foto: Guilherme Silva/CUCA da UNE