Páginas

terça-feira, 22 de maio de 2018

‘Não queremos as botas dos Estados Unidos muito menos da Europa, aqui somos soberanos’

Foto Guilherme Imbassahy
Confira o relato de Luiza Lafetá, vice-presidente, diretora de Relações Internacionais da UJS e observadora internacional das eleições presidenciais na Venezuela.

“Dolarização já!”, dizia um outdoor de pelo menos 10 metros no centro de Caracas. A mensagem é de Henri Falcon, candidato á presidência da Venezuela e opositor a Nicolas Maduro. Durante toda campanha Henri mostrou um claro alinhamento aos Estados Unidos como única saída para a crise do país.
Nas primeiras horas de votação uma senhora dizia ao nosso lado “não queremos as botas dos Estados Unidos muito menos da Europa, aqui somos soberanos” em referência às possível ingerência estrangeira caso o candidato oposicionista chegasse à presidência.
A campanha que se iniciou em março de 2018 terminou no final da tarde desse domingo com a vitória de Nicolás Maduro com 65% dos votos. A contundente vitória do atual presidente representa a força do chavismo que através das comunas de bairros e da organização partidária da juventude e dos trabalhadores combateu a desproporcional ofensiva imperialista para manter firme a revolução bolivariana.
Os feitos do chavismo já são conhecidos: a estatização da empresa de petróleo, a universalização do ensino superior e dos serviços de saúde. Mas para quem acompanha a eleição nacional, o que mais impressiona é construção de uma democracia particular. Foram 24 eleições em 19 anos. Apesar do voto facultativo a média de participação eleitoral é de 72% em um universo de 18 milhões de pessoas aptas para votar. A constituição inaugurada por Hugo Chávez em 1999 implementou um sistema que levou os centros de votação para dentro dos bairros, “aqui votamos cedo, porque não precisamos mais pegar transporte para ir votar” dizia um morador do bairro 23 de janeiro que ás 6h da manhã já estava na fila do centro de votação.
Outra característica peculiar é a valorização dos partidos políticos. Em tempos de descrédito dessas instituições, o sistema eleitoral venezuelano garante a eleição dos representantes legislativos em listas fechadas, além de ter a opção do eleitor votar no partido político de sua preferência. Dessa maneira, os partidos da coligação possuem força própria para ampliar a sua presença eleitoral. Os partidos que não possuem nenhum voto tem o prejuízo de não participar das próximas eleições.
O trabalho de base, a organização partidária e o alto investimento político e financeiro no sistema eleitoral se transformaram em um poderoso combustível para o consciência popular. Na Venezuela não está sendo construída uma democracia representativa. Trata-se de uma democracia participativa em que cada voto é valorizado como peça fundamental da soberania nacional. Os ataques que vimos cotidianamente dos grandes meios de comunicação e dos organismos internacionais sobre a realidade Venezuela de fato não chegam nem próximos da realidade que vi aqui. O que vi aqui foi uma gigantesca mobilização popular, antes de mais nada, pelo direito de ser venezuelano e de construir de uma potência democrática.
Foto: Campanha Maduro

Foto: Campanha Maduro
Foto: Campanha Maduro
Foto: Campanha Maduro

Fonte: UJS

UBES divulga identidade visual de seu Seminário Nacional de Educação

Baixe as artes aqui e ajude a UBES a divulgar o evento pelo Brasil


A identidade visual do Seminário Nacional de Educação da UBES, encontro que acontece nos dias 8 e 9 de junho, em São Paulo, foi inspirada na realidade das escolas brasileiras.
“Tendo em mente que este é um espaço de formulação para debater sobre políticas educacionais, realidade das escolas e caminhos possíveis para uma educação pública gratuita e de qualidade, tentamos trazer elementos da escola pública, como os azulejos tão presentes nas cantinas”, explica Maiakovski Pinheiro, designer que assina o conceito da arte deste evento.
As tramas que compõem a identidade visual do Seminário fazem uma alusão aos padrões presentes em diversos azulejos. Essas peças de cerâmica que, sozinhas, não dizem muito, mas agrupadas formam um novo desenho, trazem a noção de coletividade e a mensagem de que “juntos, somos mais fortes”.
E é com esse espírito de conjunto que a UBES pretende, a partir do Seminário, formar e informar os estudantes de todo o país sobre a atual conjuntura e construir com eles caminhos para superar a crise na Educação e edificar uma escola que tenha a cara dos estudantes brasileiros.

Baixe aqui as artes:

Imagem para Stories do Instagram:

Card para feed do Instagram e Facebook:
Capa Página de Facebook:
Fonte: UBES

Debate mais importante sobre Educação Superior no Continente acontece em Junho

Conferência Regional de Ensino Superior acontece de 11 a 15 de Junho em Córdoba, na Argentina 

No marco dos 100 anos da Reforma Universitária de Córdoba acontecerá na mesma cidade a Conferência Regional de Ensino Superior, a CRES 2018, entre os dias 11 e 15 de junho de 2018. Este é o evento regional mais importante de educação da América Latina e reúne reitores e reitoras, diretores e diretoras, estudantes, pós-graduandas e pós-graduandos, centros de pesquisa, organizações governamentais e não- governamentais, trabalhadoras e trabalhadores docentes e administrativos da educação superior de todo o continente.
A conferência discutirá critérios, formulará propostas e linhas de ação que consolidem a educação superior como um bem social, direito humano universal como responsabilidade do Estado. A UNE e Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) estarão presentes com um grupo de delegados. “É nosso papel defender a Educação Superior como direito de todas e todos. Neste momento de crise é preciso ressaltar que é dever do Estado garantir uma educação pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada para alavancar o desenvolvimento igualitário da nação”, explicou Tamara Naiz, presidenta da ANPG.
O representante da UNE e diretor da OCLAE (Organização Continental Latino Americano e Caribenha dos Estudantes), Rafael Bogoni, valorizou a participação essencial dos brasileiros. “A CRES 2018 também celebrará o primeiro centenário da Reforma Universitária ocorrida em Córdoba. Já realizamos alguns debates prévios à Conferência e alguns ainda estão previstos no Brasil e em outros países. Não há melhor maneira de honrar a luta daqueles jovens que assumir e participar da III Conferência sobre a Educação Superior com o compromisso e a decisão impostergável de construir um futuro de prosperidade e bem-estar para os países da América Latina e o Caribe garantindo a Educação Superior como ferramenta estratégica para o desenvolvimento sustentável e soberania dos nossos países.”

100 ANOS DA REFORMA DE CÓRDOBA

Participação democrática dos estudantes nos rumos da universidade e no currículo, soberania dos países e o primeiro grito dos universitários pela integração latino-americana. Esses são alguns méritos do manifesto que ficou conhecido como Reforma de Córdoba e levantou bandeiras que se fazem atuais até o dia de hoje: como a defesa do estudo gratuito de qualidade com pensamento crítico que servisse de ferramenta para o desenvolvimento científico. Há cem anos esses pressupostos acabaram com alguns valores conservadores e mexeu nas estruturas de poder dentro da universidade.
“Em 1918 os estudantes de Córdoba ocuparam a universidade e começaram a geri-la. Naquele momento a universidade era muito elitizada e ligada a igreja, os estudante romperam com isso propondo autonomia e inspiraram reformas de ensino em todo o mundo”, destaca Bogoni.
Apesar da reforma ter sido no ensino superior ela chama a qualidade do ensino em todos os níveis e da integração da educação no continente.
Para a OCLAE – entidade que representa 36 Federações Estudantis, organizações do movimento estudantil secundarista, universitário e de pós-graduandos de 23 países do Continente Americano com mais de 150 milhões de membros – os estudantes contemporâneos tem o desafio de atualizar 100 anos depois as necessidades dos estudantes e do movimento estudantil na América Latina e do setor da educação.
Fonte: UNE

Menos bomba, mais bolsas! UNE Volante debate orçamento no Rio

Comunidade Acadêmica mostrou que tem condições também de apontar saídas para a crise financeira das estaduais

Nesta terça-feira (22), a UNE Volante promoveu o debate “Universidade não se vende, se defende: os orçamentos das universidades estaduais”.
Mediado por Jessy Dayane, Vice-presidenta da UNE, o encontro teve a participação de Tania Maria de Netto, Subreitora de graduação da UERJ; Luis Passoni, Reitor da Universidade Estadual Norte Fluminense (UENF); Dani Monteiro, estudante UERJ; Silvia Maria S. dos Santos, diretora de Assistência Estudantil da UNE e Alexania Rossato, do Movimento de Atingidos por Barragem.
Jessy Dayane: “A UNE Volante está junto da UERJ na resistência e na defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade”. Crédito: Bárbara Marreiros
Silvia Maria contou sobre as dificuldades que a UERJ vem tentando transpor. “Resistimos a diversos ataques em 2017. Queriam tirar a faculdade do Direito com o intuito de desmonte. Se saísse o Direito outros cursos poderiam seguir o mesmo caminho. Além disso, vivemos um dos piores momentos orçamentários das universidades estaduais, especialmente no Rio de Janeiro”.
Ela lembra que a UERJ teve diversas greves e por meio delas a comunidade acadêmica debateu profundamente a questão da autonomia financeira da universidade. “Os estudantes, os técnicos e os professores participaram da PEC 47, que garante autonomia financeira às universidades estaduais e foi aprovada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Temos um compromisso histórico na UERJ porque ela sempre contribuiu para o auxílio do estudante que trabalha por meio das bolsas e por ter sido a pioneira no curso noturno”, disse Silvia.
Dani Monteiro falou sobre as lutas do movimento estudantil no meio da crise do Rio de Janeiro. “Quando a gente procurou a Alerj para entendermos os motivos da crise na UERJ, fomos recebidos por bombas que custam R$ 400 cada uma. E cada bomba daquela custa o valor da bolsa do estudante da UERJ. Veja, há dinheiro para as bombas em nome da suposta segurança e não temos dinheiro para as bolsas? Nós não tínhamos bandejão e conquistamos por meio de luta”,  contou ela sobre o episódio em que estudantes foram violentamente reprimidos em meio a discussão sobre o orçamento do Estado.
Jessy Dayane e Dani Monteiro lembraram do simbolismo do assassinato de Marielle. “Eu fui assessora da Marielle e entendo que a morte dela mostra que nossas diferenças não podem ser maiores do que a luta pela democracia porque do outro lado há a barbárie. Marielle foi executada com 9 tiros no meio da cidade. Que nem diria Tati Quebra Barraco: ‘Se o bagulho tá louco, a gente tem que ser mais louco que o bagulho’. É assim que precisamos nos unir”, disse Dani.
Luis Passoni ressaltou o momento de crise e golpe que o Brasil enfrenta que acaba chegando no orçamento destinado para as Universidades estaduais. “Estamos nesse contexto de forças internacionais que não querem que o Brasil tenha independência. Imagina, formar o BRICS no quintal dos colonizadores foi uma grande ousadia. Aqui no estado do Rio de Janeiro ficamos sem salário por 4 meses e não deixamos de acreditar. A Universidade é estratégica na resistência e não é a toa que vem sofrendo tantos ataques”.
A UERJ tem em sua história o pioneirismo das cotas e do ensino noturno contribuindo com a permanência dos estudantes que trabalham. Crédito: Bárbara Marreiros
Tania Maria Netto se emociona com as lembranças de luta contra a ditadura e com a reedição da UNE Volante.”A sociedade pública precisa oferecer ensino laico, gratuito e de qualidade. A UNE Volante está em um momento iluminado percorrendo o país alertando sobre o golpe e abrindo frentes de luta. Nós precisamos novamente entrar nas salas de aula e enfrentarmos esses retrocessos. Querem efetivar o desmonte da Universidade. Estudantes, uni-vos, mesmo em nossas diferenças. Assim teremos condições de luta”.
A ex-aluna Natália Trindade participou do debate e reafirmou que a UNE sempre participou das mobilizações da UERJ. “Eu fui coordenadora do DCE e sinto muito orgulho da passagem da UNE Volante hoje na UERJ e lembro que ela sempre esteve conosco. As lutas do movimento estudantil não dizem respeito apenas aos estudantes, mas lutamos também pelo salário em dia dos terceirizados, os direitos dos professores e participamos ativamente dos debates de orçamento. É fundamental essa solidariedade que fala de uma sociedade mais justa e igualitária e sobre uma universidade pública de qualidade. Não acaba aqui. Queremos que cada um de vocês possam ingressar na UNE e nas mobilizações. A UERJ nos UNE”.
Fonte: UNE

sábado, 19 de maio de 2018

66º Coneg da UNE acontecerá nos dias 08, 09 e 10 de Junho em São Paulo

DCEs, UEEs, federações e executivas podem baixar a ata e se inscreverem

O maior encontro de DCEs do Brasil, o 66º Conselho Nacional de Entidades Gerais (CONEG) da UNE acontecerá nos dias 08, 09 e 10 de Junhoem São Paulo. 
Além de representantes de DCEs, o fórum vai reunir Uniões Estaduais dos Estudantes (UEEs), federações e executivas de cursos credenciados.
O credenciamento ao 66º CONEG vai acontecer no dia 4 de Junho das 10h às 22hs, na sede da UNE em São Paulo/SP (Rua Vergueiro, 2485, Vila Mariana).

EDUCAÇÃO, LIBERDADE E DEMOCRACIA

Nesta edição o tema será Educação, Liberdade e Democracia assim como a UNE Volante e vai reforçar o espírito de luta do movimento estudantil contra as ameaças a soberania do país e da universidade pública, assim como denuncia a perseguição com fins eleitorais do ex-presidente Lula.
“ No encontro vamos organizar também uma plataforma eleitoral da entidade para as eleições municipais de 2018, as propostas dos estudantes brasileiros para as nossas cidades, e para a conjuntura política do país”, explicou o diretor de Memória Estudantil da UNE, Iago Montalvão.

QUEM PODE PARTICIPAR DO 66º CONEG?

Pode participar do fórum qualquer interessado. Os participantes são divididos em delegados e observadores credenciados. Delegado é o representante do DCE, Executiva ou UEE, que tem direito a voz e a voto. Observador é o participante que irá apenas assistir e debater.

INSCRIÇÃO

As entidades devidamente credenciadas deverão pagar a anuidade da UNE para poderem retirar o seu crachá durante o evento. Serão cobrados os seguintes valores das respectivas entidades e estudantes observadores:
a) UEEs e Entidades Municipais – R$ 500,00 (quinhentos reais);
b) Executivas, Federações e Coordenações de Cursos R$ 400,00 (quatrocentos reais);
c) Entidades que representem mais de 20 mil estudantes – R$ 300,00 (trezentos reais);
d) Entidades que representem de 10 mil a 19.999 estudantes – R$ 200,00 (duzentos reais);
e) Entidades que representem de 01 a 9.999 estudantes – R$ 100,00 (cem reais);
f) Observadores: R$ 75,00 – (setenta e cinco reais) para o (a) estudante que possui Carteira de Identificação Estudantil de 2017 ou 2018 e R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) para o (a) estudante que não possui a Carteira da UNE.
§ Único – O pagamento da anuidade das entidades e da taxa de inscrição para os observadores, dá direito a uma credencial, alojamento e participação em todas as atividades do CONEG.
Fonte: UNE

NOTA DA UNE SOBRE FALSIFICAÇÃO DE CARTEIRAS EM PATO DE MINAS

Entidade saúda atuação da política no sentido de coibir a falsificação de carteiras estudantis 

A Polícia Civil de Pato de Minas, em Minas Gerais, desarticulou um esquema de falsificação do documento estudantil nesta semana. Os investigadores acreditam que 24 mil carteiras estudantis adulteradas forma feitas para pessoas que estão fora de escolas e cursos. Por isso a União Nacional dos Estudantes veio a público prestar as seguintes informações em relação à notícia recebida nesta terça-feira (15/5):

NOTA DA UNE SOBRE FALSIFICAÇÃO DE CARTEIRAS EM PATO DE MINAS

Uma vez confirmados e provados os fatos, a UNE saúda a atuação da polícia no sentido de coibir a falsificação de carteiras estudantis, um delito que prejudica não apenas os estabelecimentos que oferecem meia-entrada estudantil, mas todo o conjunto dos estudantes brasileiros que legitimamente têm assegurado por lei este benefício. Desde 2013, quando a atual Lei da Meia-Entrada (Lei n. 12.933/93) foi promulgada, e concedeu à UNE e outras entidades estudantis a responsabilidade definir o padrão nacional da Carteira de Identificação Estudantil – CIE, a UNE vem trabalhando incansavelmente para que o documento seja seguro e confiável, assim como para que todos os estudantes do Brasil possam fruir de seu direito à meia-entrada de forma clara e transparente. Até mesmo por isso, atua de forma enérgica contra a emissão fraudulenta de Carteiras Estudantis, por meio de parcerias com órgãos fiscalizadores como o PROCON, instituições educacionais e estabelecimentos comerciais. Dito isto, a informação de que um dos integrantes do referido grupo fraudador seria integrante da UNE causa perplexidade, e caso confirmado podemos afirmar tratar-se de ação individual e contrária aos interesses e objetivos da entidade. A UNE fará o que estiver ao seu alcance para elucidar o caso e deseja que esta ação policial seja um exemplo que se espalhe para outras localidades em que houver atuação de fraudadores.
União Nacional do Estudantes
Fonte> UNE - 15/05/2018

7 décadas em 7 entrevistas: 7 perguntas sobre os anos 2010

Camila Lanes, presidenta da UBES de 2015 a 2017, analisa e relembra a geração da Primavera Secundarista


Camila Lanes começou seu envolvimento com o movimento secundarista, em São José dos Pinhais (PR), junto com o início da década, em 2012. E suas vivências resumem bem a montanha russa que foram estes anos.
Em três frases: era uma vez o sonho dos 10% do PIB brasileiro para a educação. A conquista veio em 2014. E, o golpe que anula a prioridade para educação, em 2016. Isso durante a gestão da paranaense na UBES (2015-2017), que participou da organização de resistência.
Hoje presidenta da UJS (União da Juventude Socialista) no seu estado, Camila reflete sobre estes altos e baixos do contexto nacional. Ao mesmo tempo, o período foi de ocupações, de Primavera Secundarista, de empoderamento feminino, de movimento estudantil vivíssimo.
Mesmo sem ter terminado, esta década já é uma das mais agitadas da história da UBES, que chega aos 70 “aninhos” em julho. Vem relembrar com a gente:

1- Em 2012, os estudantes conquistaram a Lei de Cotas, que passou a garantir 50% das vagas das faculdades e institutos federais para jovens da escola pública. Como isso impactou os secundas desta geração?
Camila Lanes: Esta lei foi uma de várias conquistas para a renovação de esperanças da juventude. Vejo como parte de um ciclo desde 2003. Os resultados da Lei de Cotas são vistos ainda hoje, mesmo com o desgaste e precarização da rede federal no atual governo.
Os resultados são os muitos sonhadores e sonhadoras Brasil afora, que puderam acessar os institutos federais, uma graduação, um curso, tantos deles pela primeira vez em suas famílias.
Isso foi muito muito importante. E representa também a resistência de filhos de trabalhadores e trabalhadoras que lutam por um Brasil e por uma vida melhores.

2- Junho de 2013 foi um dos momentos mais agitados da década. Olhando agora, o que aquilo tudo representou para os estudantes?
Camila: Acho que vai ser uma época muito marcante na lembrança de milhões de brasileiros. Foi um momento de manifestação intensa, quando todo mundo, independente da pauta, estava na rua levantando seu cartaz. A mensagem de “Cadê o Amarildo?” [Amarildo Dias de Souza, pedreiro morto na favela da Rocinha por policiais militares] é uma das que mais reverbera daquele período.
Mas também teve um outro lado, a intensidade com que um movimento conservador ocupou as ruas. Em parte, foi o pontapé para que outras manifestações de direita acontecessem. Nisso tudo o movimento estudantil secundarista foi resistente.
A gente esteve presente, em quantidade e intensidade surpreendentes, em todas as manifestações, com as nossas pautas. E, inclusive depois, continuamos. Alguns foram para as ruas apenas naquele período. Nós nunca saímos delas.
Junho de 2013: “Alguns foram para as ruas apenas naquele período. Nós nunca saímos delas.”
3- Você participou da conquista dos tão sonhados 10% do PIB para a educação, com o Plano de Educação em 2014, e dois anos depois viveu o golpe da “PEC do Fim do Mundo”, que inviabilizou tudo isso ao congelar os gastos federais. O que esta vitória e esta derrota representaram?
Camila: Lutar e acreditar pelos 10% do PIB para a educação, lá no Paraná, quando eu tinha acabado de conhecer a UPES e a UBES, representava um sonho. O movimento secundarista tinha esse tema como pauta principal, uma movimentação muito intensa.
Eu lembro quando estava no Congresso Nacional e de fato foi aprovado este sonho dos movimentos sociais. Foi o momento em que todos entenderam a mensagem mais presente da luta: de que vale à pena.
Depois de alcançar esta meta, depois de conseguir elaborar com o movimento educacional o Plano Nacional de Educação, conseguir sustento e prioridade para a educação pública, os royalties do petróleo para a educação, a gente viu a “PEC do Fim do Mundo” desabando nossas conquistas ao chão. Foi um grande baque para todo mundo. Mas algo que representou muito a ruptura que estávamos passando no contexto nacional: a mudança do governo Dilma para o governo Temer, essa postura de esvaziar todas as políticas públicas já conquistadas.
Foram sinais e respostas para quem ainda tinha dúvida do que seria e a que se prestava o governo Temer. Para o movimento estudantil foi um sinal evidente para a gente se organizar e resistir. O que continuamos fazendo até hoje.
Uma das muitas manifestações secundaristas por financiamento da educação pública. A conquista do sonho veio em 2014, com o Plano Nacional de Educação.
4- Com a “PEC do fim do mundo”, reforma no ensino médio, por exemplo, a educação foi uma das áreas mais atingidas pelo golpe. Por que, na sua opinião, tanto ódio dos golpistas com a área?
Camila: Acho que essa inversão de prioridades se deve muito pelo medo. Quem defende o ensino público de qualidade quer uma escola que inclusive possa ensinar para a classe trabalhadora de onde nós viemos, onde nós estamos e para onde podemos ir.
Formar as pessoas para que não sejam simplesmente jovens que apertam parafusos, mas que também tenham consciência de classe e política no Brasil, é algo que eles temem. Para as pessoas no poder hoje, não é bom que os filhos da classe consigam se formar, tenham sonhos, perspectivas e planos.
Mas estamos aqui dispostos para lutar contra isso. A gente precisa mudar a chave e a disputa de ideias começa dentro das escolas públicas também.

“Para as pessoas no poder hoje, não é bom que os filhos da classe consigam se formar, tenham sonhos, perspectivas e planos.” (Foto: Matheus Alves | CIRCUS da UBES.)
5- O que explica o fato dos secundaristas terem sido os maiores protagonistas no Brasil contra o golpe de 2016, com a ocupação de mais de mil escolas na Primavera Secundarista?
Camila: Desde a sua fundação a UBES luta por um país democrático, soberano e popular. Os estudantes terem se movimentado contra o golpe em 2016, contra a reforma do ensino médio que estava sendo colocada na época, reafirma a postura histórica dos estudantes na defesa de uma nação com instituições fortalecidas, que funcionem em prol da população.
O movimento das ocupações não é algo pequeno e que a gente possa deixar passar com o tempo. Pelo contrário. Tem que ser estudado, tem que ser compreendido. O que move mais de mil escolas a pararem suas atividades em prol de algo maior se não a esperança de um mundo melhor?
6- As ocupações foram um movimento totalmente novo. O que a geração das ocupações ensinou para o Brasil?
Camila: Em primeiro lugar, acho que mostrou para a sociedade em geral a olhar para a escola além da fachada. Muitas vezes, o que tem lá dentro machuca, dói, abandona, em especial quando a questão é opressão, é falta de estrutura, de trabalhadores, falta de perspectiva.
Aquele movimento deixou claro que o cidadão e a cidadã precisam se mobilizar. Sem ser em coletividade, nós não vamos conseguir mudar as coisas.
A geração das ocupações também mostrou para o Brasil que a gente pode sim lutar por algo maior, lutar coletivamente para construir algo novo. Eu vi isso em muitas ocupações por onde passei, em que a galera unida tinha cuidado, recuperado, pensado, amado a escola. Isso destaca que os estudantes não estão aí só para ser a parte inconsequente da sociedade. Nós somos capazes de pensar, fazer e correr atrás. Não só com inconsequência, mas com irreverência.
Aquele movimento deixou claro que o cidadão e a cidadã precisam se mobilizar. Sem ser em coletividade, nós não vamos conseguir mudar as coisas.
Primavera Secundarista de 2016: “A geração das ocupações mostrou para o Brasil que a gente pode sim lutar coletivamente para construir algo novo”

7- Em 2010 aconteceu o primeiro encontro de mulheres da UBES, que já vai para a 4º edição. Foi uma década decisiva para a participação das meninas e mulheres na política e no movimento estudantil? Por quê?
Camila: Tanto no movimento estudantil quanto na sociedade, as meninas vêm ocupando cada vez mais espaço. Nas ocupações a gente viu muito disso, muita liderança feminina, a maioria mesmo.
O 4º EME da UBES foi um momento ímpar porque não teve só menina. A gente teve, sim, espaços auto-organizados em que as meninas puderam conversar sobre temas relevantes ao feminismo, mas também teve espaços mistos e, especial, espaço em que só tinha meninos, para debater entre eles e com facilitadoras sobre o machismo e como eles podem superar atos machistas que muitas vezes fazem naturalmente.
Foi muito interessante, isso demonstrou um passo que damos aos poucos para mudar a sociedade. As meninas ocuparem os espaços, eu ser a oitava garota a presidir a UBES, significa que ocupamos cada vez mais espaços e que, com isso, novas necessidades estão sendo criadas. A Primavera Secundarista é só o começo da nossa revolução.
Entre Brisa Bracchi e Juliene Silva, no 4º EME da UBES, em 2017 (Foto: Guilherme Silva/CUCA da UNE)

Fonte: UBES

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Estudantes da UFBA defendem bacharelado interdisciplinar


Em uma mesma sala de aula, há estudantes que desejam ser engenheiros, matemáticos e também indecisos procurando direcionamento
Como escolher os rumos da vida com 15, 16 anos? Essa é uma das dificuldades que o bacharelado interdisciplinar (BI) propõe ajudar. Por meio do BI, numa mesma sala de aula, há estudantes que desejam ser engenheiros, matemáticos, e, sim, indecisos em busca de direcionamento.Todos estão na universidade, mas ainda não precisam escolher a profissão.
“A principio, eu escolhi BI porque não tinha certeza do que eu queria, depois eu entendi que a proposta é formar profissionais pensantes e não há motivos de temer falta de oportunidades no mercado. Ao contrário, a gente acaba tendo um diferencial”, conta Victor Santana Sales, 18 anos, que estuda BI humanidades na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pretende seguir para o Direito.
Marcus Alexandre Barbosa, 24 anos, estudante de BI artes na UFBA conta sobre as vantagens de disciplinas diferentes na composição do curso. “A situação das políticas culturais no Brasil é um curso obrigatório em BI de artes aqui da UFBA que me ajudou muito na formação que quero ter em cinema. Para não falar no contato com pessoas de enfermagem, biólogos, engenheiro. Um amigo que estava fazendo ciências fez o BI de artes e decidiu mudar o seu rumo acadêmico. Agora ele vai seguir no BI de artes para seguir com cinema”.
“Um amigo que estava fazendo ciências fez o BI de artes e decidiu mudar o seu rumo acadêmico”, conta Marcus

A Universidade Federal do ABC (UFABC) criou o primeiro curso BI em 2006. Depois, a nova carreira voltada ao BI entrou trilha das mudanças propostas pelo Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, conhecido como Reuni, aprovado em 2008 e que tem como principal objetivo ampliar o acesso e permanência na universidade. Hoje, ao menos 15 federais oferecem a modalidade.
A UFBA oferece o BI desde de 2009 e é a Universidade que oferece mais áreas de formação: 1300 vagas por ano em Salvador e 170 vagas no campus Barreiras.
Victor Santana e Rafael Oliveira estudam BI na UFBA

Já Rafael Oliveira Santana, 17 anos, estudante de BI de Humanidades, pretende se especializar em Psicologia e defende os caminhos possíveis por meio de um curso abrangente.“A gente faz matérias obrigatórias nos primeiros semestres e depois você pode optar de continuar nas área geral ou migrar para áreas específicas. A possibilidade de conhecer outras áreas por meio do BI me fez ter certeza que me especializarei em psicologia”.
“Em 2018 completa 100 anos da Reforma de Córdoba e uma das questões que a UNE Volante está levando para todas as regiões do Brasil é justamente a reforma universitária. O BI é uma das iniciativas para modernizar a Universidade e aqui na Bahia temos essa questão bem forte. É fundamental debatermos mais sobre bacharelado interdisciplinar nas universidades”, afirma Leonardo Guimarães, diretor das Universidades Públicas da UNE e coordenador da UNE Volante.
O BI contempla quatro áreas: Saúde, Humanidades, Ciências & Tecnologia e Artes. Os cursos têm duração máxima de cinco anos e são divididos em duas etapas: formação geral, que dura três semestres e é igual para todos os BIs; e a etapa da formação específica, que permite que o aluno escolha entre ingressar em uma área de concentração, com grade curricular específica, ou seguir na grande área, que permite ao estudante uma formação generalista no bacharelado escolhido.
Qual é a sua opinião sobre os BIs, estudante?
Fonte: UNE

A Semana de Ação Mundial acontecerá em junho

capa fbk 1

Coordenada pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação há 15 anos, a SAM 2018 acontecerá entre os dias 3 e 10 de junho em todo o território nacional. Ela precede a data de aniversário do Plano Nacional de Educação (PNE), dia 25 de junho de 2014, quando foi sancionado. Assim, a SAM brasileira está dedicada ao monitoramento da implementação do PNE.
Sob o mote, “Se prioridade é educação, tirem a tesoura da mão! Direitos valem mais, não aos cortes sociais!”, a SAM garantirá um olhar nacional crítico para esse debate, reforçando a necessidade da implementação plena dos marcos legais já existentes para o cumprimento do direito à educação e da necessidade de um chamamento nacional por nenhum retrocesso.
Inscrições
As inscrições para a Semana de Ação Mundial 2018 já estão abertas no site www.semanadeacaomundial.org. Lembrando que as inscrições são pré-requisito para o recebimento do certificado de participação após realização das atividades.
Evento Nacional
O Evento Nacional da Semana de Ação Mundial (SAM) 2018 contará com o Seminário "O CAQi e o CAQ no PNE e no Fundeb: quanto custa a educação pública de qualidade no Brasil?" e ocorrerá no dia 05 de junho de 2018, às 18h, em São Paulo, na Escola Dieese de Ciências do Trabalho - Rua Aurora, 957, Santa Ifigênia, São Paulo - SP, próximo ao Metrô República.
Quanto custa a educação de qualidade? O que está previsto em Lei para implementá-la? Quais são as políticas recentes que andam na contramão do financiamento previsto no Plano Nacional de Educação? Quais são os debates em pauta para o novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação? Na ocasião, especialistas em financiamento e fiscalização dos investimentos em educação estarão presentes, trazendo um panorama sobre os debates sobre o assunto que circulam hoje na esfera pública brasileira.
Participe! Inscrições limitadas: https://goo.gl/forms/4aRedfQ1whtLiepm1
Mais sobre a SAM 2018
Neste ano, a mobilização da SAM é formada por três pilares:
Por um PNE pra Valer - marcamos um balanço da implementação da Lei nº 13.005/2014, do Plano Nacional de Educação (PNE), e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionados, de forma a exigir o cumprimento dos compromissos firmados pelo governo brasileiro.
Por um Fundeb pra Valer - pautamos um novo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) permanente e robusto, que seja pautado por insumos de qualidade para a educação brasileira, são eles o Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi) e o Custo Aluno-Qualidade (CAQ), previstos na meta 20 do PNE.
Pela revogação da EC 95 - E, para que tenhamos um Fundeb e um PNE pra valer, fazemos face aos retrocessos, especialmente na revogação da Emenda Constitucional 95/2016, que impõe um Teto de Gastos nas áreas sociais. Nesse sentido, a SAM 2018 se soma à campanha nacional “Direitos valem mais, não aos cortes sociais!”, que mobiliza diversos setores sociais pela revogação da EC 95.
De 2003 a 2017, a Semana já mobilizou mais de 70 milhões de pessoas em todo o mundo. Apenas no Brasil, já são 1,4 milhão de pessoas. É a maior atividade de mobilização da sociedade civil pelo direito humano à educação.
O grande objetivo é fazer uma grande pressão sobre líderes e políticos para que cumpram os tratados e as leis nacionais e internacionais, no sentido de garantir educação pública, gratuita, equitativa, inclusiva, laica, e de qualidade socialmente referenciada para toda criança, adolescente, jovem, adulto e idoso que vive no Brasil.
Este é o nosso primeiro comunicado; queremos trazer notícias e incentivar o planejamento de atividades para a SAM 2018. A partir de agora, enviaremos periodicamente comunicados por e-mail para trocarmos informações sobre a organização da Semana em todo o Brasil.
Como participar da SAM 2018?
Qualquer pessoa, grupo ou organização pode participar da SAM, discutindo o tema e realizando atividades em creches, escolas, universidades, sindicatos, praças, bibliotecas, conselhos, e secretarias, envolvendo todas e todos os que se interessam pela defesa da educação pública, gratuita e de qualidade no Brasil. A SAM é um chamamento intersetorial, por isso é importante unirmos forças em todos segmentos e áreas.
O Comitê Técnico que apoiará a execução da SAM 2018 já está composto e trabalhando na produção dos materiais de subsídios. Enviamos aqui a lista de organizações que integram o Comitê Técnico deste ano. Conheça mais o trabalho delas e engaje-se!
Ação Educativa
ActionAid
Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF)
Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará (CEDECA-CE)
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE)
De Olho nos Planos
Escola de Gente
Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação (Fineduca)
Fundação Abrinq
Friedrich Ebert Stiftung (FES)
Laboratório de Dados Educacionais (LDE)
Mais Diferenças
Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil (Mieib)
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
Plataforma Dhesca
Rede Escola Pública e Universidade (REPU)
União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme)
União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime)

Para obter mais informações sobre a SAM 2018 escreva para: sam@campanhaeducacao.org.br

Fonte: CNTE

CNTE lança campanha para o Dia Internacional de Luta Contra a LGBTfobia - 17 de maio

20180517 site lgbtfobia


"É uma data de celebração, comemoração, mas também é um dia de luta. Neste ano no Brasil não temos muito a comemorar porque vivemos um golpe recheado de retrocessos. A comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros/Transexuais) é amplamente afetada pela dificuldade de acesso ao mercado de trabalho, à educação e aos programas sociais", avalia o diretor de Direitos Humanos da CNTE, Christovam Mendonça.

Em celebração ao 17 de maio - Dia Internacional de Luta Contra a LGBTfobia, a CNTE lançou neste mês a campanha Escola Sem LGBTfobia, que incluiu a produção de cartaz e jornal mural de sensbilização sobre o tema. O material foi encaminhado para os sindicatos filiados à CNTE e escolas de todo país. "A campanha vem apresentando bastante aceitação. O pessoal da Bahia já está incluindo os cartazes da CNTE no trabalho deles. Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso e Espírito Santo também já deram retorno positivo", relata Christovam Mendonça.
cartaz traz a mensagem "Área protegida contra a LGBTfobia", que propõe o desafio para que as escolas desenvolvam ações de combate aos preconceitos que atingem lésbicas, gays, bissexuais e transexuais/transgêneros. Para Christovam Mendonça, esse debate precisa chegar até nas famílias que têm alguma resistência a esse assunto: "Elas podem não estar preparadas para o debate. Mas se não estão, em que momento estarão? Então a escola precisa dialogar com respeito e ser esse espaço democrático, plural e inclusivo. Essa diversidade não pode amedrontar, ela precisa ser motivo de orgulho e valorização".
jornal mural divulga um editorial que aborda os efeitos do golpe na população LGBT. Além disso, destaca notícias diversas como a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao registro civil (nome) para transexuais e transgêneros nos cartórios; dados sobre os índices de violência contra pessoas LGBTs em 2017 e dicas de leitura infanto-juvenil para trabalhar o tema da diversidade nas famílias.


Fonte: CNTE