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terça-feira, 24 de abril de 2018

FALTAM 3 DIAS!!! - EM ABRIL, VEM AI O V ENCONTRO DE LIDERANÇAS DO CPC/RN, AGUARDEM!!!

Dia 27 de abril no IFRN de Parelhas-RN, o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN com apoio de lideranças sindicais, culturais e instituições educacionais realizará o seu V ENCONTRO ESTADUAL DE LIDERANÇAS CULTURAIS DO CPC/RN, com debates, apresentações culturais, informes, aprovação de propostas e muito mais. AGUARDEM!!!

Identidade Visual do “Se Liga 16!” mostra a cara e a coragem da juventude brasileira



De cara nova, a campanha da UBES mostra que é a vez dos estudantes ocuparem as urnas do país.

A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas apresenta a nova identidade visual da Campanha Se Liga 16! Com colagens que trazem a expressão de diversos secundas de luta, a arte resgata o espírito protagonista da juventude brasileira à frente das mudanças de rumo do país.
“Para a arte do “Se liga 16” tentamos representar a alegria dos jovens invadindo as urnas e se fazendo representar. A colagem mostra vários jovens e o conceito de ocupar as urnas aliados à ideia de que são os jovens quem podem realmente mudar o rumo da história no país”, diz Juliano de Oliveira Moraes, designer que assina o conceito da peça.
Diante dos recentes retrocessos, nunca se fez tão necessária a participação do jovem na vida política do país. “Os últimos anos, principalmente depois das eleições de 2014, foram sem dúvidas os mais difíceis já vividos pela nossa geração. A sensação era de ‘todo dia um 7×1’ na vida do país. Mas, a juventude, principalmente os secundas, de forma irreverente e criativa, demonstrou que não passaria em branco. Ocupamos escolas, assembleias, câmaras, secretarias, ruas e praças brigando por democracia e direitos”, diz a diretora de Comunicação da UBES, Isabela Queiroz.
A estudante lembra ainda que 2018, além de ser um ano decisivo, é também quando a campanha completa três décadas. E a nova ID do Se Liga 16! traz justamente essa ideia de renovação da luta.
“Esse ano, completando 30 anos da campanha, nos preocupamos em dar uma cara nova a ela, algo conectado com o nosso tempo, que imprimisse a nossa cara nas paredes da escola, da cidade, nos governos, no senado, na câmara e na presidência da república. A ideia foi falar na nossa língua para outros jovens e setores desacreditados da sociedade de que essa é nossa chance de virar esse jogo.”
>>BAIXE AQUI O PANFLETO DA CAMPANHA SE LIGA 16!


Relembre as artes do Se Liga 16!

Ao longo de sua história, a campanha ganhou diversas caras de acordo com o momento político que o país passava. Lembrando sempre ao jovem da importância desta conquista alcançada após forte campanha do movimento estudantil para que esse direito fosse incluído na Constituição Cidadã de 1988. Vamos relembrar? Vamos!
Teve a versão chamando os estudantes para fortalecer a luta pelas Diretas Já!, em julho de 2017:

Em março de 2016, às vésperas do golpe que retirou ilegalmente a presidenta legitimamente eleita, Dilma Roussef, a UBES convocava os jovens a participarem da vida política do país:

Em 2010, ano das eleições gerais no Brasil, a UBES mobilizava os jovens secundaristas a exercerem o seu direito ao voto:

Fonte: UBES

BNCC joga ainda mais incertezas sobre o Ensino Médio

Base Nacional Comum Curricular garante apenas português e matemática como disciplinas e pode permitir mais precarização no ensino público

Para quem não sabe, a Base Nacional Comum Curricular do ensino médio era um documento muito aguardado por quem pretende entender melhor o funcionamento do ensino médio pós “reforma” imposta pelo governo Temer. Isso porque muitas coisas não ficaram claras com a Medida Provisória 746.
Na proposta de BNCC apresentada pelo Ministério da Educação este mês, ficam estipuladas as habilidades e competências a serem desenvolvidas pelos estudantes em cada grande área do conhecimento (linguagens, matemática, ciências humanas e ciências da natureza). Mas apenas dois “componentes curriculares”, como agora são chamadas as disciplinas, tiveram os objetivos específicos detalhados, ano a ano: português e matemática.
Para Pedro Gorki, presidente da UBES, o documento é “muito perigoso”, ao abrir possibilidade para que os sistemas de ensino não ofereçam todas as disciplinas ou não tenham professores próprios para cada matéria. “Sabemos da situação das secretarias de educação nos estados e da precarização da escola pública. A tendência é fazerem todos os cortes possíveis”, denuncia Gorki.
César Callegari, presidente da comissão que analisa a BNCC no Conselho Nacional de Educação, também se manifesta sobre a insegurança que o documento transmite ao não determinar todas as disciplinas:
“Uma pergunta que se sobrepõe é: quantas aulas de história, geografia, filosofia serão cortadas? Para mim, como está, cria-se uma instabilidade na estrutura do ensino médio e também aos professores, que ficaram inseguros em relação às aulas que terão”
Hoje, sem nenhuma BNCC, quase metade dos professores do ensino médio já não têm formação específica para a disciplina que lecionam.
Um pouco confuso? Vamos organizar:

GLOSSÁRIO DO ENSINO MÉDIO

Base Nacional Comum Curricular: documento para criar uma padronização para a qualidade do ensino em todo o país, valerá para as 190 mil escolas brasileiras, públicas ou privadas. Deveria ter sido concluído em 2016, segundo o Plano Nacional de Educação.Com o texto final do MEC, passará pela avaliação do Conselho Nacional de Educação e audiências públicas.

Componentes curriculares: é o novo nome para “disciplinas”. Apenas matemática e português são componentes curriculares com objetivos específicos estipulados pela BNCC.
Áreas do conhecimento: o ensino médio agora é organizado em 4 grandes áreas: linguagens e suas tecnologias, matemática e suas tecnologias, ciências da natureza e ciências humanas. São estipuladas habilidades e capacidades a serem desenvolvidas por área, não por disciplinas.
Itinerário formativo: é parte de “aprofundamento” do ensino médio, que teoricamente pode ser escolhida por cada estudante. A BNCC não fala nada sobre os itinerários, que devem ser criados pelos próprios sistemas de ensino em cada uma das áreas do conhecimento ou em ensino tecnológico. Cada escola precisa oferecer no mínimo duas opções de itinerários, o que indica que muitos estudantes terão apenas duas opções de aprofundamento.

Quase metade do ensino médio fica sem orientação

O ensino médio tem sido alvo de mudanças antidemocráticas desde o começo do governo Temer. Segundo a “reforma” na etapa definida por uma Medida Provisória em 2016, as disciplinas iguais para todos os estudantes preenchem 60% dos três anos.
A área dos outros 40% teoricamente pode ser escolhida por cada um, como aprofundamento. O problema é que, pela MP da reforma, cada unidade precisa oferecer apenas duas das cinco opções de itinerários formativos.
Para piorar, esta parte de aprofundamento fica totalmente sem especificações, pois a BNCC contempla apenas a parte comum a todos.
“No nível de precariedade que funciona o ensino médio público do Brasil, não especificar os itinerários formativos é deixar os direitos de aprender ao campo da incerteza”, opina Cesar Callegari, do Conselho Nacional de Educação (CNE).
“Estamos muito preocupados sobre como as mudanças podem aumentar ainda mais as diferenças de qualidade entre as escolas particulares e as públicas”, afirma o presidente da UBES. “A educação deveria servir para anular as diferenças sociais, para despertar o senso crítico, não para enfatizar ainda mais as diferenças de oportunidades.”
Fonte: UBES

terça-feira, 17 de abril de 2018

EDUARDO VASCONCELOS-CPC/RN PARABENIZA YARA COSTA PRESIDENTA DA DCE-UFRN ELEITA NO ÚLTIMO FINAL DE SEMANA PRESIDENTA DA UEE/RN

Foto: Eduardo Vasconcelos - CPC/RN e Yara Costa - DCE reunidos no último dia 04 no DCE da UFRN
UNIÃO ESTADUAL DOS ESTUDANTES

O presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, radialista e ativista PARABENIZA a presidenta do Diretório Central do Estudante - DCE da UFRN pela sua eleição vitoriosa frente a UEE/RN, eleita no último final de semana no CONUEERN em Currais Novos/RN/

Para Eduardo Vasconcelos a vitória já era certa. pois quem está sempre na luta pelos estudantes um dia será recompensado e a Yara é essa pessoa! Esperamos que ela e demais eleitos da diretoria possam fazem um grande trabalho frente a UEE/RN, claro que precisará da ajuda e apoio de todos/as.

Mas, Eduardo adianta que o CPC/RN estará sempre disponível pára ajudar na hora que forem chamados. Concluiu Eduardo,

sábado, 14 de abril de 2018

UEE/RN - I E II DIAS DO CONGRESSO - CURRAIS NOVOS-RN

 Plenário literalmente lotado!

CREDENCIAMENTO

LOGOMARCA DA UEE/RN (União Estadual dos Estudantes)

Ontem (13) e hoje (14), o IFRN de Currais Novos/RN é palco de um maiores congresso estadual de estudantes universitários do estado do Rio Grande do Norte!

Várias lideranças universitárias dos DCEs, CAs, entidades em geral e autoridades estão desde de ontem debatendo assuntos inerentes não só ao seu I CONGRESSO, mas a conjuntura nacional e estadual, além temas ligados as universidades e importância da construção de uma entidade que defenda verdadeiramente os estudantes potiguares;

Além de representantes de entidades, como a UNE e UBES, participaram da mesa de abertura o Deputado Estadual e pré candidato a Deputado Federal, FERNANDO MINEIRO e o prefeito de Currais Novos, Odon Júnior;

Ontem a noite foi a abertura e hoje (sábado) segue com vários debates e amanhã será a vez das elaborações de propostas e suas aprovações. como também a eleição de sua PRIMEIRA DIRETORIA!

Axé e um abraço a todos/as!

sexta-feira, 13 de abril de 2018

CONGRESSO DA UEE/RN ENTRARÁ PARA A HISTÓRIA HOJE EM CURRAIS NOVOS-RN!

UEE RN – CONGRESSO

Hoje (13), sábado e domingo próximos a cidade da Chelita (Currais Novos-RN), sediará o Congresso de Reconstrução da UEE/RN (União Estadual dos Estudantes), entidade máxima dos estudantes universitários do Rio Grande do Norte!  Os DCEs de várias universidades, entre elas a UFRN, UERN, UNP, FACEX, entre outros estarão discutido, debatendo e aprovando estatuto da UEE;RN, elegendo sua diretoria, como também aprovando propostas de luta em defesa da educação universitária, da democracia, da liberdade de expressão;organização, em defesa da cultura e por um Brasil Soberano e dos brasileiros!

É preciso apoiar essa ideia, pois só quem ganhará são os estudantes potiguares e a sociedade como um todo. O Movimento Estudantil tem sua história escrita na transformação de uma mais justa e igualitária, portante junte-se a eles, que mais conquistas virão!

Em breve divulgaremos o resultado do referido congresso.  O Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN apoia essa luta e fará o possível para somar ao conjunto dos estudantes universitários, aliás já estar junto, pois em Nova Cruz, desde de 2008 que foi criado a Comissão em Defesa dos Campus da UERN e UFRN na Região do Agreste Potiguar (Nova Cruz), que se soma aos DCEs das referidas universidades. 

"VEM VAMOS EMBORA QUE ESPERAR NÃO É SABER QUEM SABE FAZ A HORA NÃO ESPERA ACONTECER!"

Um abraço a todos os congressistas da UEE/RN!

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Bora ocupar as urnas! UBES lança campanha “Se Liga, 16!”

“Vivemos um cenário de retrocessos e o momento de virar o jogo é agora”, convoca Pedro Gorki, presidente da entidade

A cada 10 jovens entre 16 e 18 anos no Brasil, apenas 2 já tiraram o seu título de eleitor, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para mudar este cenário, a UBES lança hoje em todo o Brasil a campanha “Se Liga, 16!”, que incentiva os adolescentes nessa faixa etária a exercerem o seu direito de participar da democracia.
A ideia é mostrar como política tem sim a ver com a juventude, com as escolas, com o dia a dia.
“Nossa sensação, com o assassinato de Marielle Franco, a chacina dos cinco meninos de Maricá (RJ), a prisão arbitrária do ex-presidente Lula, é de um cenário de retrocessos. Então o momento de mudar esse jogo é agora, com as eleições de outubro. Vamos entrar com tudo para ocupar a política”, diz Pedro Gorki, presidente da UBES.
Quatro anos atrás, o Brasil saiu das eleições gerais com o Congresso mais conservador da sua história. Isso tem trazido resultados perversos não apenas para a política, mas para o cotidiano da juventude. Exemplo disso, após o golpe parlamentar sobre a presidenta Dilma, foi a reforma que na verdade deformou o ensino médio, o congelamento dos investimentos em educação, a tentativa de amordaçar discussões dentro das escolas.
Para Gorki, é preciso combater a apatia em relação ao assunto, pois os espaços da política precisam ser ocupados “por alguém que seja gente com a nossa cara, com os nossos ideais”. Ele tem 17 anos e também vai tirar seu título de eleitor este mês.



Votar aos 16 é conquista da juventude

“Chegou a nossa vez, voto aos 16!”, gritaram centenas de jovens que lotaram a Assembleia Nacional 30 anos atrás, em março de 1988. A juventude com menos de 18 anos conquistava o direito de ir às urnas para escolher seus representantes.
Depois de muita mobilização, o direito veio com uma emenda aprovada pelos deputados constituintes. Após décadas de ditadura militar, enfim os parlamentares definiam uma nova Constituição Federal, esta que vale até hoje. Virou lei: o voto é obrigatório para os adultos a partir de 18 anos e facultativo para cidadãos a partir de 16 anos e acima de 70.

“Para os adolescentes, é uma conquista, para o País é algo de que se orgulhar, sendo referência para outras nações”, diz a cientista social e mestre em políticas públicas Gabriela Schreiner.
Desde esta vitória, “Se Liga, 16” tem sido uma campanha permanente da UBES para conscientizar os jovens de seus direitos democráticos. Dados de 1990 mostram mais de 2 milhões de eleitores com menos de 18 anos cadastrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) naquele ano, graças ao esforço.

Passo a passo para tirar o título

Fonte: UBES

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Seminário debate os rumos da educação no estado de São Paulo

Seminário debate os rumos da educação no estado de São Paulo
A União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), entidade que representa os universitários do estado, realizará entre os dias 7 e 8 de abril, o 1º Seminário de Educação, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco.

Com o tema " Universidade Não se Vende, Se Defende", a organização estudantil trará estudantes, cientistas sociais, professores, entidades que atuam em defesa da educação, artistas e movimentos culturais, para debater a atual conjuntura das universidades paulistas e os rumos da educação superior para os próximos anos.

Nayara Souza, presidenta da UEE-SP e estudante de Direito, avalia que a atual conjuntura torna o debate  urgente. "Em meio a crise política e econômica é essencial em conjunto  encontrar caminhos para a saída ao sucateamento da educação, que se apresenta em todos os níveis do ensino, desde o fundamental até a pós-graduação, tornando o futuro do país nebuloso quanto ao desenvolvimento e igualdade social", afirma .

Dentro da programação, serão debatidos diversos temas que compõe os atuais desafios, entre eles novas formas de financiamento para universidades estaduais - e as propostas de cobrança de mensalidade nas instituições públicas, a permanência estudantil, as cotas raciais e sociais, as mudanças nos projetos pedagógicos nos grupos educacionais, que geraram manifestações contrárias e demissão em massa de professores, entre outros. No final, um documento irá centralizar as propostas debatidas, para colocar educação no centro do desenvolvimento do país.

Entre os confirmados estão Madalena Guasco (Coordenadora da Faculdade de Educação da PUC SP), Marcelo Knobel, reitor da Unicamp e Marianna Dias, presidenta da UNE.
As inscrições podem ser realizadas pelo site www.ueesp.org.br/seminario e o valor é de R$ 20, par alimentação e alojamento.


Serviço: 

Seminário de Educação: Universidade não se vende, se defende
7 e 8 de abril - a partir das 10h
Local: Faculdade de Direito da USP - Largo São Francisco
Inscrições www.ueesp.org.br

Procon Paulistano lança cartilha da meia-entrada em parceria com a UNE


Publicação tem o objetivo de orientar estabelecimentos, produtoras, promotoras de eventos e prestadores de serviço de venda de ingresso sobre o direito dos estudantes brasileiros
Você sabia que os estabelecimentos que oferecem meia- entrada são obrigados a reservar 40% dos ingressos para atender estudantes e outros beneficiários?
Essa e outras questões são esclarecidas na cartilha ”O direito estudantil à meia-entrada – Diretrizes para acesso ao benefício”, uma publicação do Procon Paulistano em parceria com as entidades estudantis, UNE, UBES e ANPG. A cartilha tem como objetivo orientar estabelecimentos, produtoras, promotoras de eventos e prestadores de serviço de vendas de ingresso sobre o direito dos estudantes brasileiros.
A cartilha tem vinte páginas explicativas sobre pontos como limite de ingressos ofertados, itens de segurança do documento do estudante, e as obrigações dos estabelecimentos na oferta da meia-entrada.
Você pode baixar a cartilha aqui.

A LEI DA MEIA

A Lei da meia-entrada (12.933/2013) foi regulamentada pelo governo federal em 2015. Antes disso, apenas as legislações locais regiam o acesso a esse direito. A confusão gerava também falta de fiscalização no cumprimento do direito e os estabelecimentos sequer se viam obrigados a ofertar a meia-entrada. O direito também foi reafirmado com a aprovação do Estatuto da Juventude que define quais são os direitos da população jovem entre 15 e 29 anos. Além de prever a concessão de meia aos estudantes, o Estatuto ampliou o direito dos jovens de baixa renda e deficientes.
Com a Lei também foi estabelecido uma padrão nacional definido pelas entidades nacionais, regido por estritas medidas de segurança e fiscalização. Dessa forma, a lei determina que somente as entidades representativas do movimento estudantil podem emitir o documento. Essa medida contribui para o auto-financiamento da rede que pode arcar de forma independente com os custos de suas atividades, como palestras, debates, internet e comunicação.

QUEM TEM DIREITO?

Todo estudante tem direito ao Documento do Estudante. Ele só precisa estar regularmente matriculado no ensino infantil, fundamental, médio e técnico, Graduação, Especialização, Mestrado e Doutorado, seja no ensino presencial ou a distância.
O Documento do Estudante só é feito por meio do site www.documentodoestudante.com.br
Fonte: UNE

5 fatos que indicam perseguição no pedido de prisão de Lula

Movimento estudantil denuncia ameaça à democracia no processo que condena o ex-presidente


Em janeiro, a UNE e a UBES mudaram sua sede para Porto Alegre durante o julgamento do ex-presidente Lula no TRF-4. A partir desta quarta (5/4), mais uma vez as entidades se posicionaram e ocuparam Sindicato dos Metalúrgicos, após a negativa do habeas corpus do ex-presidente pelo Supremo Tribunal Federal. Por que defender o direito de Lula ser candidato é defender a frágil democracia brasileira? A gente explica.

1) Condenação é sem provas

Para condenar o ex-presidente, a tese que sustentaram o juiz federal Sérgio Moro, na 13º Vara Federal, em julho de 2017, e os juízes do TRF-4, em janeiro de 2018, é a seguinte: Lula teria negociado com a empreiteira OAS um apartamento no Guarujá e, em troca, teria beneficiado a empresa em contratos públicos na Petrobras. O problema é que não apresentaram provas para isso.
Não há uma escritura ou um documento que atribua o imóvel a Lula. A condenação é sustentada por “evidências” e “convicções”. As principais evidências apresentadas são depoimentos de Leo Pinheiro (ex-presidente da OAS) e Agenor Franklin (diretor da OAS), também réus no processo e que obtém vantagens por meio destas delações.

2) Pressão fez STF rejeitar habeas corpus

Manifestações que queimaram bonecos dos representantes do STF, reuniões escusas, declarações de figuras como Michel Temer e do general Villas Boas parecem ter influenciado decisão de ministros do STF ao rejeitar pedido de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta (4/4).
A corte precisava decidir se Lula poderia ser preso mesmo ainda sem ter terminado o seu julgamento – falta o TRF-4 julgar alguns embargos de declaração. Algumas decisões anteriores do STF caminharam em outro sentido. É o que mostram as Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs) 43 e 44.
A ministra Rosa Weber, por exemplo, chegou a se declarar contrária à prisão logo após condenação em segunda instância. Porém votou pelo contrário para, segundo ela, “respeitar a decisão colegiada”.

3) Pedido de prisão relâmpago e arbitrário

A antecipação da execução da pena determinada pelo juiz Sergio Moro nesta quarta (5/4) mostra o caráter político e intransigente da condenação. Ainda faltavam embargos para serem julgados pelo TRF-4.

4) Processo contagiado por espetáculos midiáticos

Todo o processo de acusação e condenação do ex-presidente expôs Lula sem necessidade e, curiosamente, em momentos delicados da política nacional. A condução coercitiva para Curitiba, em março de 2016, é uma das arbitrariedades, pois Lula não havia se recusado a depor. Isso aconteceu no meio do processo de impeachment de Dilma Rousseff.
Também chamou atenção a apresentação midiática do “power point” que acusava Lula “por convicções”, em setembro de 2016, segundo o procurador Deltan Dallagnol, do MPF. Mais uma vez, não havia provas.

5) Prisão faz parte de processo de golpe e implementação de projeto antidemocrático

Enquanto setores da sociedade tentam justificar a prisão de Lula como “fim da impunidade”, Michel Temer teve suas investigações na operação Lava Jato barradas pelo Congresso Nacional.
Na verdade, o processo que retira das eleições de 2018 o candidato com maior intenção de voto é o mesmo que retirou Dilma Rousseff da presidência da República por “pedaladas fiscais”.
O projeto de país aprovado nas urnas por 54,5 milhões de votos foi substituído depois do golpe parlamentar-midiático por um projeto neoliberal sem apoio popular, que atacou direitos da população e serviços públicos, com medidas como a reforma trabalhista, a Lei da Terceirização, a reforma do ensino médio e o congelamento dos investimentos em saúde e educação por 20 anos.
Foto: Maiacovski Pinheiro, no Ocupa São Bernardo (6/4)
Fonte: UBES

sábado, 31 de março de 2018

31 de março. Há 54 anos, o golpe militar de 1964


Hoje, 31 de março, completam-se 54 anos do golpe militar de 1964 que tirou João Goulart da Presidência da República. A Revolução, como ficou conhecido o movimento, permaneceu no poder até 1985. Com a deposição de Jango, vários marechais e generais sucederam-se no comando do Palácio do Planalto. O primeiro foi o marechal Humberto Castello Branco, seguido pelo também marechal Arthur da Costa e Silva. Depois foi a vez de uma junta militar composta por um general, um brigadeiro e um almirante. Em seguida, os generais Garrastazú Médici, Ernesto Geisel e João Figueiredo presidiram o Brasil.
Durante os 21 anos do regime militar, o Congresso foi fechado duas vezes, houve cassação de mandatos de vários políticos, repressão às pessoas contrárias ao golpe, prisão de líderes, tortura em quartéis, mortes, banimentos, restrição às liberdades de reunião e livre expressão, com censura aos meios de comunicação. No período do general Geisel teve início o processo de distensão e abertura política, concluída nos tempos do general Figueiredo. Assim, muitos exilados do Exterior puderam retornar ao Brasil e reintegrar-se à vida política.
Em 1985, por fim, pudemos viver o período de redemocratização, com os civis voltando ao poder, a ocupar novamente o Palácio do Planalto.
Essa imagem aí, de autoria do meu amigo Evandro Teixeira, entrou para história como uma das primeiras a dar face ao golpe militar de 1964. Evandro, à época fotógrafo do Jornal do Brasil, nos conta como conseguiu fazê-la:
O Capitão Leno, que servia no Forte de Copacabana, era meu amigo dos jogos vôlei de praia no Posto 6, onde morávamos. Sabia que estava em curso o movimento para derrubar o governo de Jango. Era ainda a madrugada do dia primeiro de abril quando ele passou em minha casa e disse-me:
– Evandro, tal como eu lhe disse ontem, 31 de março, golpe está acontecendo. E nesse momento está consolidado. Já estou fardado e indo para o quartel. Se você quiser, ajudo a entrar comigo. Fique do meu lado, quando eu bater continência para o guarda sentinela, você se adianta e entra no quartel.  Fique sério porque a situação é grave. Esconda sua câmara sob o colete e seja discreto.
E assim fizemos. Antes, porém, de entrar no Forte, ainda no portão, observei essa cena aí, do soldado com fuzil das costas sob a chuva e, em primeiro plano, uma canhão de reboque. Fiz um ou dois clics e tirei o filme. Coloquei outro e entramos.
Logo depois, já com os primeiros raios de sol, chegava o general Castello Branco, líder do movimento. No comando do quartel, todos queriam fazer uma foto com ele. E o mais interessante é que alguns coronéis, majores e capitães, achando que eu fosse fotógrafo do Exército, pediram que eu registrasse uma pose com o novo presidente do Brasil.
Assim, consegui fazer algumas fotos. Porém, por precaução, o meu amigo capitão Leno, deu-me um sinal com uma piscada de olhos, com receio de que eu – fotojornalista e civil – fosse descoberto e com certeza acabasse preso. Entendi o risco que eu corria e, sobretudo, a importância daquele momento. Dei-me por satisfeito e saí discretamente. Eu não podia imaginar que havia feito uma das primeiras imagens do golpe militar que militar que acabou governando o País por 21 anos.
Só lamento que as fotos do segundo rolo de filme, as do marechal Castello com seu estado-maior, tenham desaparecido nas mudanças de endereço que o JB teve ao longo de sua história. Uma grande perda.
Orlando Brito

50 anos depois de velório histórico, estudantes voltam à Cinelândia

Geração atual encontrou colegas de Edson Luís em ato emocionante


Exatamente no mesmo local de 50 anos atrás, os colegas de Edson Luís chegaram à Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, neste 28 de março de 2018. Diferente daquela vez, eles não carregavam o caixão do amigo entre milhares de pessoas comovidas. Sorriam por se reencontrar, mas protestaram contra o que acontece hoje na cidade e no Brasil. A escadaria se encheu de estudantes de várias gerações dispostos a manter acesa sua luta.
Os adolescentes acenderam velas lembrando o velório de Edson. Naquele dia, durante a ditadura militar, estranhamente a luz acabou na cidade, mas as pessoas das casas doaram lanternas e velas para a marcha passar.
“É graças a vocês, que resistiram durante a ditadura, que temos democracia para estar aqui agora”, disse pouco antes o presidente da UBES, Pedro Gorki, a um deles. João Neto respondeu animado por saber que a resistência estava viva: “Eu era companheiro de Edson Luís porque vim do Norte como ele, e sei o que é o sofrimento do jovem em busca de dias melhores. E o jovem tem direito de sonhar alto. A gente precisava e vocês precisam de condições”. (assista à conversa)
João Neto, colega de Edson Luís em 1968, e Pedro Gorki, presidente da UBES: “o jovem tem o direito de sonhar alto”
Encontro de gerações: colegas de Edson Luís estendem a antiga bandeira da FUEC (Frente Unida dos Estudantes do Calabouço)

Os sonhos de 1968 e os de 2018

Os ex-colegas do Calabouço ainda estão afiados. Conquistaram a democracia, mas continuam esperando mais.“Hoje enfim temos direito de estar aqui falando e nos organizando, porque lutamos por isso. Mas não era esse Estado que queríamos, esse Estado opressor, assassino, que pratica um genocídio contra a população favelada e negra”, discursou um deles.
Geração de 1968: “Lutamos por um Estado democrático, mas não este Estado opressor de hoje”
Além da morte de Marielle Franco e de cinco jovens assassinados em Maricá (RJ), eles denunciaram a intervenção militar do Rio de Janeiro, que colocou o estado novamente sob poder de um general, depois de 33 anos. Falaram também do golpe parlamentar vivido no Brasil.
Durante toda a manifestação, que saiu da Igreja da Candelária e marchou até a Cinelândia, Marielle e os cinco jovens foram lembrados em falas, bandeiras e gritos também contra a violência policial. Ouviu-se muito:
Marielle perguntou
Eu também vou perguntar
Quantos mais têm que morrer
Pra essa guerra acabar


“Pessoas estão morrendo por se posicionar. A morte de Marielle significa que a gente não sabe mais se é seguro estar fazendo isso aqui.” Bruna Helena, diretora da UBES

Cinco em Maricá

Entidades, movimentos e coletivos de juventude aproveitaram para cobrar investigação para o caso dos garotos assassinados em chacina ainda não esclarecida no último domingo (25).
Sávio de Oliveira, Matheus Bittencourt, Marco Jhonata, Matheus Baraúna e Patrick da Silva Diniz tinham entre 16 e 20 anos e eram ativos no movimento cultural da periferia. Além de participarem de grupos de hip hop, tocavam um projeto cultural para crianças e costumavam participar de protestos de esquerda. (Leia nota das entidades)

Educação como projeto

Pedro Gorki: a crise da educação não é uma crise, é um projeto
No dia em que Edson Luís levou um tiro da polícia militar, aos 18 anos, ele protestava contra o preço da comida do restaurante estudantil Calabouço. O jovem vinha do Pará e fazia bicos de faxina para se manter no Rio, como tantos.
Por isso, há 50 anos o episódio é mote para que todo dia 28 de março os estudantes relembrem a luta por educação de qualidade, assistência estudantil e oportunidades. “Como dizia Darcy Ribeiro, a crise da educação não é uma crise, é um projeto”, denunciou o presidente da UBES na concentração do ato.
Mas ele também foi enfático de que a resistência continua de geração em geração: “As balas podem perfurar nossos peitos, mas não podem matar nossos sonhos”.
Por Natália Pesciotta, do Rio de Janeiro
Fotos: Vangli Figueiredo
Fonte: UBES