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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher

Por SINPRO-DF
Começa neste 20 de novembro os 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher. No Brasil, a data foi escolhida para ser concomitante ao Dia Nacional da Consciência Negra, com o objetivo de enfatizar a dupla discriminação sofrida pela mulher negra.
De acordo com o Disque 180, as mulheres negras representam 58,8% das vítimas em casos de violência doméstica. Elas também são 65,9% das que sofrem com a violência obstétrica, como aponta a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Já o Ministério da Saúde mostra que elas morrem mais em decorrência do parto: são 53,9% dos casos.
As mulheres negras também enfrentam desigualdade no ambiente de trabalho. Segundo o IBGE, o rendimento médio delas é de R$ 800 ao mês. Já homens brancos chegam a ganhar quase o dobro: R$ 1.559.
“Essa é uma realidade que temos que combater diariamente em todos os espaços. Temos que falar sobre o tema, orientar a sociedade e acabar, de uma vez por todas, com o racismo e a violência contra a mulher, que, casados, cria o que há de mais repugnante na sociedade”, avalia a secretária de Mulheres da CUT Brasília, Sônia de Queiroz.
Para tentar resolver o problema, foi criada em 2003 a Secretaria Especial de Política para Mulheres. Desde então, o país reconhecia a necessidade de um olhar mais cuidadoso para a melhoria da qualidade de vida das mulheres negras, porém a pasta foi extinta pelo governo Temer.
Saiba mais
A Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres é uma mobilização anual, praticada simultaneamente por diversos atores da sociedade civil e poder público engajados nesse enfrentamento. Desde sua primeira edição, em 1991, já conquistou a adesão de cerca de 160 países. Mundialmente, a Campanha se inicia em 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, e vai até 10 de dezembro, o Dia Internacional dos Direitos Humanos, passando pelo 6 de dezembro, que é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Como no Brasil a campanha começa antes, no dia 20 de novembro, são 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher.
Fonte: CUT Brasília, com Rede Brasil Atual e www.compromissoeatitude.org.br

GO: Abraço Negro deve reunir cerca de 1.500 pessoas na luta contra o racismo e o preconceito

Abraço Negro 2017


Nesta segunda-feira (20) a partir das 9h, a Praça Tamandaré, em Goiânia, será abraçada por mais de 1.500 estudantes, profissionais da educação e parceiros na 17ª edição do projeto Abraço Negro, promovido pelo Sindicatos dos Trabalhadores em Educação de Goiás-Sintego e entidades parceiras. A data é uma referência ao Dia Nacional da Consciência Negra.

Além do tradicional abraço coletivo, também serão realizadas atividades culturais e artísticas.
O evento vai reunir o Movimento Negro e várias instituições, voluntários, além de escolas da rede municipal, estadual da Capital e de aparecida de Goiânia, em um abraço simbólico de luta contra o racismo e preconceito. Além da Capital, cerca de 10 cidades no interior realizaram abraço coletivo em um monumento público e promoverão atividades dentro das escolas da rede pública.
O Projeto tem como propósito ampliar as discussões em torno das questões raciais, bem como, sensibilizar a sociedade e a comunidade estudantil de que racismo é crime, está presente em nosso cotidiano e precisa ser combatido.
Entenda o Projeto

O Movimento Negro promove desde 2000 o tradicional Abraço Negro, oito anos depois o Sintego juntamente com a CUT-GO, levantou a bandeira do combate ao racismo e incluíram na agenda anual das entidades, ações de cunho pedagógico que proporcionem uma reflexão profunda sobre a temática.

Além da Praça Tamandaré, palco da 17ª edição do Projeto, outros monumentos públicos e praças de Goiânia já foram abraçados simbolicamente, a exemplo a Praça Cívica, Praça Universitária e Assembleia Legislativa de Goiás.
Novembro Negro
Durante todo este mês, o Sintego está participando das atividades do Novembro Negro, evento desenvolvido por diversas entidades do movimento social que lutam contra o racismo e o preconceito, com programação composta por atividades voltadas à temática étnico-racial, alusiva ao Dia Nacional da Consciência Negra e de Zumbi dos Palmares, comemorado no dia 20, nas escolas da rede pública de ensino. O Abraço Negro é a culminância das atividades realizadas tanto nas escolas municipais como nas estaduais, ao longo de todo ano letivo em todo estado de Goiás.

(Sintego, 20/11/2017)

Manifesto PROIFES-Federação em defesa dos servidores federais e do serviço público

PROIFES


Em busca de negociação, servidores participam de audiência com o Governo hoje (22)

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Fonte: ADUERN
ADUERN e SINDAUDE  participam hoje (22) às 15h, de audiência com a Chefa de Gabinete do Governo e com membros da equipe administrativa. O encontro tem como objetivo abrir negociação acerca da pauta de reivindicações das categorias, que acampam na Governadoria desde o dia 13 de novembro.
A expectativa é que o Governo apresente uma saída para o colapso financeiro que vem atingindo os servidores públicos. A chefa de Gabinete, Tatiana Mendes Cunha,  já havia agendado uma audiência com as categorias na última sexta-feira (17), mas desmarcou alegando necessitar de maiores informações acerca da situação financeira do estado.
Docentes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e servidores de diversos segmentos da saúde deflagraram greve unificada no início do mês, reivindicando o pagamento dos salários atrasados e um calendário que preveja os vencimentos de novembro, dezembro e do 13º.
Os servidores públicos do Estado convivem com atrasos os salariais desde Janeiro de 2016. O pagamento dos salários do mês de setembro/2017 foi concluído somente no dia 10 de novembro, o que revoltou os trabalhadores e trabalhadoras do Rio Grande do Norte.
Fonte: ADUERN
Adaptado por ANE/RN

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Acampamento Governadoria continua até que Robinson negocie com as categorias

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Servidores da saúde e docentes da UERN reafirmaram hoje (20) o compromisso em manter o acampamento unificado na sede do Governo, em Natal, até que Robinson Faria e sua equipe administrativa receba as categorias e negocie o pagamento dos salários atrasados.
Durante o final da manhã, dirigentes da ADUERN e SINDSAUDE participaram de uma reunião na Procuradoria Geral do Estado (PGE), onde os sindicatos apresentaram um panorama de como está a situação dos servidores do estado no que se refere aos atrasos salariais.
O vice-presidente da ADUERN, Alexsandro Donato explicou que a documentação que detalha a situação dos servidores já está sendo preparada e será enviada para a Procuradoria. “Os procuradores querem esse subsídio, com maior número de informações possíveis para poder intermediar a situação junto ao Governo do Estado e tentar resolver este impasse”, destacou.
No período da tarde, os trabalhadores e trabalhadoras da saúde realizaram uma grande Assembleia da categoria onde foi discutido o pedido de ilegalidade do movimento paredista. Na oportunidade, os servidores aprovaram por unanimidade a continuação da greve e a manutenção do acampamento unificado.
Atividade realizada no acampamento:
Consciência Negra – Os servidores públicos em greve celebraram e prestaram homenagens ao Dia da Consciência negra, comemorado nacionalmente no dia 20 de Novembro. Foi realizada uma roda de conversa com os grevistas sobre a história de Dandara e Zumbi dos Palmares, Luiza Main e João Cândido, ícones da resistência negra no Brasil.
Após a roda de conversa, foi realizada uma oficina de turbantes com participação de homens e mulheres do acampamento. O turbante é considerado um símbolo de resistência do povo negro, em especial das mulheres. A atividade foi facilitada pela advogada do Sindsaude e militante do Movimento Quilombo Raça e Classe, 
Adonyara Azevedo.- ADUERN

Carta aberta à população brasileira

Em defesa do trabalho e dos serviços públicos de qualidade para a população. 

 
 O que está por detrás do discurso do Governo Temer?

O governo Temer e a grande mídia querem fazer a opinião pública acreditar que a valorização dos trabalhadores do funcionalismo e ampliação dos serviços públicos para toda população são os vilões das contas públicas. Assim, construíram um discurso que é propagandeado todos os dias na grande mídia que a reforma da previdência e o ajuste fiscal são para acabar com privilégios do funcionalismo. A verdade é outra: se o governo Temer e o Congresso Nacional quisessem mesmo acabar com privilégios, começariam por eles mesmos, retirando verbas e vantagens desmedidas de parlamentares e do alto escalão dos governos, fariam um ajuste fiscal nas grandes fortunas, no lucro dos grandes bancos e cobrariam os grandes devedores do Estado. No entanto, seguem atacando apenas aqueles que não são autoridades.

A realidade é que a situação da maioria dos trabalhadores do funcionalismo e dos órgãos públicos não é de privilégios e regalias, muito pelo contrário. Os recentes cortes no orçamento da maioria dos órgãos públicos têm aprofundado a precarização e o desmonte, e isso se reflete para a população de forma muito negativa. A sociedade brasileira paga muitos impostos, especialmente o povo trabalhador, e não tem um retorno adequado em forma de qualidade e alcance dos serviços públicos. Muitos órgãos públicos encontram suas atividades semi paralisadas por falta de recursos, ao mesmo tempo que os trabalhadores do funcionalismo não possuem o direito à negociação coletiva, restrições para a greve e, ainda, tem os raros acordos legais sendo desrespeitados. 

Com dados manipulados, informam que o Estado está inchado e que gasta muito com o serviço público, quando o que pretendem é a ampla terceirização e a consequente privatização que entregará a previdência, a saúde, a educação, a segurança, a fiscalização e tantos outros serviços nas mãos dos grandes grupos econômicos que continuarão a explorar a população.

Por que o ataque ao serviço público é um ataque à população?

A diminuição de verbas e a precarização das condições de trabalho no serviço público resultarão em seu sucateamento. O que restar do serviço público será entregue à iniciativa privada e o acesso será restrito aos que puderem pagar por ele. Na contramão do necessário aprimoramento e ampliação dos serviços públicos tão necessários à nossa população, o Governo pretende diminuir o que já é insuficiente, dificultar ainda mais o acesso e afastar qualquer bom profissional que queira servir à população. É isso que a nossa sociedade merece?

Por isso a população brasileira precisa se levantar em defesa do serviço público, gratuito e de qualidade. Não podemos aceitar que o governo Temer destrua conquistas sociais e democráticas que custaram décadas de lutas para os trabalhadores. Precisamos exigir a revogação da EC 95 que impede investimentos sociais, denunciar a reforma da previdência e a MP 805, lutar pela revogação da reforma trabalhista e das terceirizações. O futuro de nosso país está comprometido caso o Congresso Nacional aprove a reforma da previdência e o pacote de maldades contra o funcionalismo.

O que podemos fazer?

As entidades sindicais do funcionalismo público federal organizadas no FONASEFE e no FONACATE, que representam milhares de trabalhadores em todo o país, convocam tod@s os servidores públicos, as centrais sindicais, os movimentos sociais e toda população a somarem forças em defesa dos serviços públicos de qualidade para toda população. Estamos construindo uma jornada de lutas contra o desmonte e a privatização dos serviços públicos e contra o pacote de maldades do governo Temer contra os direitos do funcionalismo. 

Acreditamos que somente a unidade pode acumular forças para derrotar Temer e seus ataques. Apostamos na ampliação do nosso movimento e na construção de uma luta cada vez maior que coloque no horizonte um calendário de lutas unificado e uma nova greve geral no país. 

É Hora de lutar em defesa dos serviços públicos de qualidade para toda população e pela valorização dos servidores públicos. Não ao pacote de maldades de Temer!

TOD@S À BRASÍLIA DIA 28 DE NOVEMBRO

CRONOGRAMA DE ATIVIDADESEM BRASÍLIA


•        DIA 14 DE NOVEMBRO – MANHÃ - REUNIÃO NO SINAIT – COM AS ASSESSORIAS JURÍDICAS. ( Combater a MP 805)


•         DIA 20 DE NOVEMBRO – AUDIÊNCIA NA CDH - SENADOR PAULO PAIM. Tema: A defesa dos serviços públicos e a luta contra o pacote de maldades de Temer. 


•         DIA 27 DE NOVEMBRO – AUDIÊNCIA NO CONGRESSO NACIONAL:  QUE SERVIÇO PÚBLICO NÓS QUEREMOS?  Local: Auditório Nereu Ramos. 


•        DIA 28 DE NOVEMBRO  - CARAVANA EM BRASÍLIA – Em defesa dos serviços públicos de qualidade para a população.

Assinam as seguintes entidades:

FONASEFE – Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais.
FONACATE – Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado.

Fonte: FASUBRA

Definidas as 32 seleções que disputarão a Copa de 2018

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Definidas as 32 seleções que disputarão a Copa do Mundo da Rússia em 2018. Com Brasil, Argentina, Uruguai e outros campeões, os gramados russos não assistirão apenas uma seleção que já ergueu a taça, isso porque a Itália decepcionou e ficou fora do mundial.
Com as definições das últimas vagas na repescagem, Austrália, que passou por Honduras, Dinamarca, que goleou a Irlanda fora de casa, com um show a parte de Eriksen, e por último, com a épica classificação peruana, mesmo sem sua estrela maior, Paolo Guerrero, frente a seleção da Nova Zelândia, está completa a lista de grandes seleções que brigarão pela taça na Rússia.
Com a definição das vagas, a FIFA liberou a informação da composição dos potes do sorteio, que são definidos de acordo com o ranking da entidade. Assim estão divididas as equipes para o sorteio que acontece dia 1° de dezembro próximo:
Pote 1: Rússia, Alemanha, Brasil, Portugal, Argentina, Bélgica, Polônia e França.
Pote 2: Espanha, Peru, Suiça, Inglaterra, Colômbia, México, Uruguai e Croácia.
Pote 3: Dinamarca, Islândia, Suécia, Costa Rica, Tunísia, Egito, Senegal e Irã.
Pote 4: Sérvia, Nigéria, Austrália, Japão, Marrocos, Panamá, Coreia do Sul e Arábia Saudita.
O sorteio tem algumas regras, como por exemplo, seleções sul-americanas não podem figurar no mesmo grupo. De certa forma, os escandinavos também não estarão juntos. Já que estão as 3 seleções daquela região no pote 3.
O Brasil, pode ter um grupo pela frente, como por exemplo, Espanha, Suécia e Nigéria. Ou mesmo uma Inglaterra pela frente logo na primeira fase. Ao mesmo tempo, um grupo teoricamente mais “fácil”, com México, Egito e Sérvia, também é possível. Mas como dizem por ai, “quem quer ser campeão não pode escolher adversário”. Então é esperar o sorteio e conhecer os confrontos de Brasil, Argentina, Alemanha e das demais boas seleções que estarão por lá.
Além da Itália, a Holanda, também desapontou e está fora. O Chile, atualmente campeão da América do Sul, é outra seleção que assiste o torneio pela TV. O Panamá faz sua estreia, assim como a surpreendente Islândia, que pode chegar longe. Outras equipes como Peru e Egito voltam a participar do mundial depois de longos períodos ausentes.
Fonte: UJS

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

ARTIGO: 20 de novembro não é para comemorar

É para que você, não negro, reflita sobre seus privilégios. Para nós, negros, compartilharmos nossa história.

Por Juliene Silva, secretária-geral da UBES
Hoje, 20 de novembro, não é o dia de abordar a escravidão com eufemismo, muito menos de postar texto bonitinho com “somos todos iguais”. Não é um daqueles dias para continuar sendo hipócrita, fingir que racismo não existe e falar de “consciência humana”. E, por favor, não é nosso aniversário para nos darem os parabéns. A data da morte de Zumbi não foi escolhida como Dia da Consciência Negra para nos parabenizar, mas sim para lembrar da luta negra, que ainda é diária.
Ser uma jovem negra na nossa sociedade é já nascer em um ambiente hostil, desde o espaço escolar, que promove nossa invisibilização e ignora o ensino da história e cultura da África, hoje previsto por lei. A escola permite que brancos contem a trajetória e sabedoria de seus ancestrais, enquanto a nós fica reservado um capítulo sobre a escravidão. Nem ao menos este período é contado pelo nosso ponto de vista ou de forma que demostre nossa resistência.
Além disso, desde cedo lidamos o tempo inteiro com uma visão racista-social que menospreza nossas características e nos relaciona apenas a espaços marginalizados. O que faz nós, negros, nos sentirmos inferiores. O que faz nós, meninas negras, nos sentirmos feias e rejeitarmos nossa aparência.
Junto a essas questões cotidianas que afetam nossa saúde mental, temos a luta por conquista de espaços que historicamente nos foram negados. Somos maioria nos presídios e nas periferias, mas minorias nas universidades. Ganhamos 36% menos que brancos e vemos nossos irmãos, país e filhos serem exterminados diariamente.
Diante de tudo isso, mesmo assim conseguimos nos olhar para além da lente do racismo, nos enxergar e entender que nossa sociedade foi construída sobre pilares de opressão, estrutura que ainda que se demonstra por meio do racismo institucional. E que é preciso, sim, entender e compartilhar toda a historia negra para nos empoderarmos a partir dela.
O dia 20 de novembro não é para comemorar. É para que você, não negro, reflita sobre seus privilégios. Para nós, negros, compartilharmos nossa história e nos erguermos contra essa estrutura social racista. Vivemos 338 anos de escravidão e depois 129 anos de opressão e isso precisa acabar.
“Povo preto unido, povo preto forte. Que não teme a luta, que não teme a morte.”
Fonte: UBES

EDUARDO VASCONCELOS PRESIDENTE DO CPC - RN CONCEDE ENTREVISTA NA RÁDIO CURIMATAÚ

Hoje (20) pela manhã, o presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, EDUARDO VASCONCELOS esteve no Programa "CONEXÃO JOVEM", transmitido diariamente pelas ondas da Rádio FM Curimataú - Nova Cruz/RN, na coordenação do radialista, IGOR FERNANDES.

Cujo objetivo foi para falar sobre o dia da Consciência Negra, comemorada em todo o país, hoje, 20 de novembro.  Eduardo Vasconcelos primeiro agradeceu o espaço e passou os informes sobre a realização do 8º Encontro Estadual da CONSCIÊNCIA NEGRA, que ocorreu na última sexta-feira (17) no auditório do IFRN - Nova Cruz e em seguida falou sobre a importância do dia de hoje (20 de novembro), do patrono Zumbi do Palmares e do Projeto de Lei que se encontra na Câmara dos Deputados para ser votado, projeto esse que transforma o dia 20 de novembro feriado nacional da Consciência Negra.

Reconhecendo os méritos das lutas dos negros que lutaram e muitos morreram pela liberdade e contra a escravidão no Brasil, a exemplo de ZUMBI!

Igor Fernandes endossou a luta e Eduardo Vasconcelos reforçou a necessidade de estarmos juntos nesta luta contra qualquer tipo de discriminação, intolerância e preconceito. Finalizou, Eduardo.

”A gente devolve o racismo com cultura”, diz Paulo Lins

por Cristiane Tada e Renata Bars.
Autor do livro ”Cidade de Deus” conversou com o site da UNE durante a 5ª Festa do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra na Faculdade Zumbi dos Palmares, em São Paulo.
Paulo Lins ganhou o mundo e levou a favela para o mundo ao escrever o livro ”Cidade de Deus”, em 1997, um romance cru com exposições reais do cotidiano cultural e social dos habitantes da comunidade da Zona Oeste carioca. Em São Paulo para a 5ª Festa do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra na Faculdade Zumbi dos Palmares, evento em que foi homenageado como patrono, o escritor que já foi da UNE nos tempos que participava do DCE da UFRJ, bateu um papo com o site da UNE e falou sobre redução da maioridade penal, desigualdade e a importância do Dia da Consciência Negra.
”Se não tivesse desigualdade social, se não tivesse essa mortandade de negros, a semana da consciência negra não precisaria existir. Só existe por causa disso. Aí a gente devolve o racismo com cultura, a gente devolve com carinho, amor e beijo. A cultura é a nossa expressão de conseguir a igualdade nesse país”, falou.
Confira a entrevista na íntegra:

A JUVENTUDE NEGRA É QUE MAIS MORRE NO PAÍS E PARALELO A ISSO TEMOS UM PROJETO EM CURSO DE REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL. QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE O ASSUNTO?

Vão matar mais gente, vão prender mais gente, vão botar os negros na cadeia e no cemitério. É uma coisa que o Brasil já faz há anos e quer continuar fazendo com mais intensidade. Ao invés de reduzir a idade penal seria muito melhor mais trabalhos sociais, mais distribuição de renda, melhorar as escolas. A questão da escola pública ser ruim no Brasil é um projeto, não é uma dificuldade. Eles fazem porque querem, todos os governos fazem isso porque querem. É pra manter os pobres e os negros numa situação de escravidão moderna.

O QUE SIGNIFICA PRA VOCÊ UM EVENTO COMO ESSE PARA CELEBRAR A CULTURA E A LITERATURA NEGRA ?

Eu tô feliz por estar aqui , por estar participando disso e celebrando não só a cultura negra, mas a força que o negro encontrou pra chegar até aqui e continuar lutando.

MUITOS JOVENS E CRIANÇAS PRESTIGIANDO SEU TRABALHO HOJE E SE INSPIRANDO NO SEU EXEMPLO. QUAL RECADO QUE VOCÊ DÁ PRA ESSA JUVENTUDE?

Sejam mais inteligentes, isso pros brancos. E não sejam racistas. Pros negros, continuem lutando com muito amor e muita paz que a gente vai chegar lá.

QUAL A IMPORTÂNCIA DO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA? TEMOS ESSE MITO DE IGUALDADE RACIAL AQUI NO BRASIL E GOSTARÍAMOS QUE VOCÊ COMENTASSE UM POUCO SOBRE ISSO.

A semana da consciência negra não deveria existir. Se não tivesse desigualdade social, se não tivesse essa mortandade de negros, se não tivesse tanto tempo de escravidão e de escravidão moderna, de polícia batendo em negro, matando negro, não precisaria existir. Só existe por causa disso. Aí a gente devolve com cultura, a gente devolve com carinho, amor e beijo. A cultura é a nossa expressão de conseguir a igualdade nesse país.
Fonte: UNE

20 de Novembro: resistir e derrotar o golpe, por Dara Sant’Anna


Sobressaltados, alertas para barrar a redução da maioridade penal, para barrar a reforma previdenciária, para barrar todos os retrocessos e essa política de austeridade que beneficia as grandes empresas e empresários.
Este é nosso momento histórico, um Novembro em que entra em vigor a reforma trabalhista, que flexibiliza as relações de trabalho deixando os trabalhadores e trabalhadoras mais vulneráveis à exploração, impactando diretamente na qualidade de vida de muitas famílias da classe trabalhadora desse país. Classe essa que é majoritariamente negra.
Um governo golpista que através de portarias muda o conceito de escravidão colocando a necessidade de impedimento do direito de ir e vir para a caracterização do crime, tornando, assim, irrelevantes as condições de trabalho às quais uma pessoa está submetida.
Ou seja, vivemos tempos temerosos de investida na maior exploração dos corpos negros e periféricos, escravizados ainda hoje em vários cantos do país.
Quero deixar nítido aqui que as investidas dos golpistas foram para atingir a carne negra que representa 90% dos usuários do SUS e que num cenário como o atual aumenta sua necessidade de políticas efetivas de permanência estudantil, mas que com o congelamento das verbas para a saúde e educação teremos que enfrentar o sucateamento da saúde e educação pública.
Apesar de tudo isso, vejo a organização dos negros e negras em diversos coletivos, que organizam cada vez mais espaços de debate, mais cultura e possibilitam a troca de conhecimento entre os nossos.
Só com organização seremos capazes de resistir ao extermínio e pensar políticas de fortalecimento do nosso povo.
Nesse aniversário de Zumbi, nesse Novembro negro, em que concursos de beleza e algumas aulas de dança não nos bastam.
Precisamos falar sobre nossos autores e autoras, pensadores e pensadoras, heróis e heroínas, aprender nossa história e compartilhar o conhecimento para que em todo o país consigamos aprimorar nossas formas de luta.
A compreensão de UBUNTU se faz necessária colocando para nós que estamos e permanecemos na universidade, por exemplo, a necessidade de organização e formas de enfrentamento às fraudes nas cotas garantindo o direito de entrada na universidade dos que estão fora, e para que enfrentemos a evasão estudantil pautando a democratização do debate de orçamento nas universidades e pensando em formas de manutenção do direcionamento das verbas para a permanência e assistência estudantil.
Nós, negros e negras, somos os maiores alvos da política de austeridade do governo golpista, mas também somos aqueles que quando organizados tremem a base da pirâmide que é o sistema capitalista.
Nossa luta mexe com as estruturas da sociedade brasileira, a qual ainda está presa aos valores racistas, misóginos e elitistas da época de nossa escravização. O golpe se deu por uma inconformação de alguns setores da sociedade em ver uma classe trabalhadora com poder aquisitivo, negros e negras na universidade, produzindo conhecimento e gerando constrangimento para os espaços brancos.
Negros e negras, comemoremos o Dia da Consciência Negra como um momento de recarregar energia, um Novembro negro de estar com os seus e trocar com eles e elas. Que a força de Zumbi e Dandara nos inspire, pois não estamos nunca sós e nossa vitória não é por acaso.
UBUNTU!
Dara Sant’Anna é diretora de combate ao racismo da União Nacional dos Estudantes - UNE

domingo, 19 de novembro de 2017

Prainha FICA: o festival da ECA em defesa dos espaços estudantis

Prainha FICA: o festival da ECA em defesa dos espaços estudantis

Por: Sara Puerta 

Nesta quinta-feira, 16.11, a ECA ( Escola de Comunicações e Artes da USP) teve um dia intenso de atividades em um clima de irreverência e  mobilização estudantil. O CALC ( Centro Acadêmico Lupe Cotrim), junto ao Cuca da Une, organizou o Festival "Prainha Fica", em defesa do espaço tradicional de integração dos estudantes na faculdade.

O Festival teve como principal mote amplificar a voz dos estudantes de que eles continuarão lutando por seus espaços, contra as cercas, instaladas arbitrariamente e na calada da noite.

Para Camila Ribeiro, coordenadora do CUCA da UNE, investidas como essa custam muito "caro" para a educação e formação dos estudantes. "Entendemos que a universidade não se limita à sala de aula. Esse espaço de vivência é fundamental para a construção de pensamento crítico, da criação cultural para o estudantes'.

Entre expositores, roda de chorinho, debate sobre a participação da mulher na produção artística, um Sarau, organizado pelo Coletivo Feminista da ECA, deixou quem estava lá encantado com tantos talentos.

O Festival contou com apresentação do violonista Chico Saraiva, Orquestra Filarmônica de Pasárgada e a cantora Ana Cañas, que também foi aluna da Eca, do curso de Artes Cênicas, entre 2001 e 2007.
"Na minha época era impensável ter essas grades. Como também jamais poderíamos imaginar os retrocessos de direitos que estamos vivendo hoje. É um momento muito perigoso e faço questão de me posicionar. Acredito que estudantes e a juventude tem um papel muito importante de resistência e a organização desse Festival é um reflexo disso", disse Ana. 

Entenda o caso

No final do ano passado, nas férias, a reitoria cercou o espaço, impedindo o acesso ilimitado dos estudantes à "prainha", restrito à horários e dias de semana - e vinculado às atividades estudantis, reuniões e festas à sua autorização.
Além disso, ameaçou o espaço onde ficam as sedes das organizações estudantis  - Centro Acadêmico e Atlética - de despejo. Na ocasião, o Sintusp ( Sindicato dos Trabalhadores da USP) foi desalojado. 
O CALC conseguiu reverter a situação com uma liminar que os assegura a continuar no local.

Fonte: UEE/SP

Estudantes vão debater encarceramento da juventude negra

42º Congresso da UBES, em Goiânia, terá mesa com especialistas no tema

Enquanto tramita no Senado o projeto que pode reduzir a maioridade penal no Brasil (PEC 21/2013), secundas de todo o país terão oportunidade de discutir o tema em detalhes, com especialistas. O 42º Congresso da UBES, que discutirá os principais assuntos para a juventude hoje, inclui na programação a mesa “Redução não é a solução! O extermínio e o encarceramento da juventude negra”.
Estão confirmadas as participações de convidados como o deputado estadual Orlando SilvaAngela Guimarães, presidente da União dos Negros Pela Igualdade (UNEGRO) e Cristian Ribas, do Conselho Nacional dos Direitos Humanos.

Onde começa a violência?

Endurecer a punição de jovens infratores resolveria a violência no Brasil? É nisso que apostam parte da sociedade e do congresso. Mas Angela Guimarães, que estará no 42º CONUBES, lembra que números mostram que jovens não são os que mais matam, e sim os que mais morrem. E que isso mostra falha do Estado:
“Para um adolescente ter acesso à arma e ser aliciado para o crime organizado, o Estado falhou em propiciar seu desenvolvimento integral, o que é assegurado pela Constituição e pelo Estatuto da Criança e Adolescente.”

Números

O Brasil é um lugar perigoso para jovens e para negros, segundo o Atlas da Violência Brasileira divulgado este ano. Enquanto a mortalidade de não negros diminuiu 12% entre 2005 e 2015, a taxa de homicídio de negros aumentou 18%. A mesma pesquisa aponta cenário ruim para jovens entre 15 e 29 anos. Para o grupo, o homicídio também cresceu, em 17%.
Ao mesmo tempo, jovens e negros são as maiores populações nos presídios. Seis a cada dez presos são negros, segundo o Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen). Mas apenas um a cada dez presos cometeu assassinato. A maioria (64%) estava envolvida com tráfico de drogas.
“O Brasil tem uma das maiores populações carcerárias do mundo. Reduzir maioridade é encher mais nossos presídios, de jovens e de negros, e dar mais base ao crime organizado”, resume Orlando Silva, deputado de São Paulo e confirmado para o debate com secundaristas.
Quer saber mais sobre o tema e participar da discussão? Não perca o 42º CONUBES!
Fonte: UBES