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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

SP: Estudantes são detidos em manifestação pacífica contra o Escola sem Partido

    O protesto ocorreu na Câmara Municipal, onde eles e alguns vereadores também foram agredidos pela GCM

Estudantes que se manifestavam pacificamente na Câmara Municipal de São Paulo, nesta terça-feira (12), contra o Escola sem Partido, foram agredidos pela Guarda Civil Municipal e detidos. O protesto foi organizado pelos secundaristas depois do PL 325/2014, de autoria dos vereadores Eduardo Tuma (PSDB) e Fernando Holiday (DEM), que é a censura do livre pensamento nas escolas municipais, ter recebido parecer favorável na Comissão de Finanças da Câmara Municipal de São Paulo em sessão extraordinária realizada nesta segunda-feira (11). O texto, agora, está pronto para ser votado em plenário.
“Desde ontem, estamos participando das sessões na Câmara para tentar impedir que o PL do Escola sem Partido não entre em votação no plenário”, disse o presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES), Emerson Catatau.
A truculência da GCM nesta terça se intensificou logo depois que os estudantes presentes no plenário terminaram um jogral, e o presidente da Câmara, Milton Leite, pediu que os estudantes fossem retirados do plenário.
Estudantes e vereadores foram agredidos, e quatro jovens foram detidos e levados ao 1º DP, no bairro da Liberdade: Isabela Queiroz,Daniel Cruz, Richard Fonseca e Marcelo Richard Pereira. A vereadora Juliana Cardoso (PT) chegou a receber voz de prisão, por tentar impedir a detenção dos estudantes.
Os advogados dos mandatos de Juliana e do vereador Eduardo Suplicy (PT) foram para a delegacia para acompanhar o caso. Os vereadores que sofreram com a truculência da GCM também devem registrar boletim de ocorrência.
Até o fechamento desta matéria, os estudantes permaneciam detidos, sem previsão de liberação. Após serem ouvidos, eles devem ser encaminhados para o Instituto Médico Legal, para fazer corpo de delito.
Atualização:
Há pouco (20h20), os estudantes foram liberados e gravaram um vídeo sobre o ocorrido:

Leia também:

Fonte: UBES

“Tenho um amor imenso pela militância”

Estudante transexual fala sobre seu processo de autoaceitação no movimento estudantil

Sempre de batom escuro nos lábios e com um largo sorriso estampado no rosto, a estudante Dandada Pedrita, de apenas 17 anos, é mulher transexual, de São Luís, no Maranhão e participou pela primeira vez do Congresso da UBES na última edição do encontro, entre os dias 29 de novembro e dois de dezembro. Durante uma conversa com o site da entidade, a jovem de voz mansa e gestos delicados fez questão de falar sobre a importância do movimento estudantil em sua vida.
Foram mais de 40 horas de viagem dentro de um ônibus do Maranhão até Goiânia, em torno de 2.016 quilômetros. “É um trajeto bem cansativo, a gente mal come e dorme, mas vale muito a pena”, comenta.
Dandara é uma jovem muito enérgica, tanto que em todas as atividades realizadas durante o 42º Conubes era possível observar a estudante sempre à frente, andando de um lado para o outro, dialogando com as pessoas e auxiliando na organização dos delegados e observadores do seu estado.
Ao realizar seu credenciamento no evento, sentiu uma emoção muito forte. “Posso afirmar que o momento mais marcante nesse 42º congresso da UBES, foi quando peguei o crachá com o meu nome social, nossa, foi um sentimento inexplicável, me senti tão contemplada porque é por essa entidade para qual eu luto diariamente”, diz.

Militância

“Tenho um amor imenso pela militância”, diz com voz doce e olhar afetuoso. Por alguns segundos o silêncio se faz presente e em seguida um largo sorriso aparece em seu semblante, como se relembrasse bons momentos e completa: “Posso dizer que o movimento estudantil influenciou 100% na minha aceitação. Foi nesse espaço que passei a ter um conhecimento aprofundado sobre identidade de gênero e orientação sexual. Parei de me enxergar como um rapaz gay afeminado e entendi quem eu realmente era, uma mulher transexual”, explica.
A autoaceitação da jovem é refletida em sua imagem, Dandara é sempre muito firme em suas palavras, transmitindo uma confiança admirável. “Eu sinto que há um respeito muito bonito nos espaços de discussão da militância. Todos estamos unidos para lutar por algo muito maior, um país melhor e uma educação de qualidade, sem LGBTfobia, racismo e machismo para todos e todas”, conta.

Nome

Tão quão seu conhecimento e empoderamento, a escolha de seu nome social também foi influenciado pelo movimento estudantil. Quando ainda se identificava como um menino gay ‘’afeminado”, seus companheiros de luta já a enxergavam como uma mulher e em um gesto carinhoso passaram a chamá-la de Pedrita. “As pessoas já me viam como uma figura mais feminina, não me chamavam pelo meu nome de menino”.
No entanto, a secundarista percebeu a necessidade de escolher um nome que combinasse mais com sua personalidade e optou por Dandara. Uma homenagem a guerrilheira negra que lutou contra o sistema escravocrata no século XVII e auxiliou Zumbi na defesa do quilombo dos Palmares. “É um nome forte, assim como eu”, afirma.
Dandara à esquerda com amiga


Escola

Decreto nº 8.727, de 28 de Abril de 2016, garante oficialmente o direito de travestis e transexuais a serem identificados pelo ‘nome social’ em todos os órgãos da instituição. No entanto, com Dandara o processo inicial foi um pouco dificultoso. “Eu sofri bastante no começo porque eu não tenho uma coisa mais ‘oficializada’ e por isso alguns professores não respeitavam meu nome social. Até que eu tomei conhecimento da lei e passei a exigir o uso do meu nome social”.
Em seus documentos ainda permanece o nome de registro. Prestes a completar 18 anos, a estudante pretende fazer a alteração após a maioridade para minimizar o processo burocrático. “Tentei o recurso de emancipação só que teria que enfrentar mais burocracia por ser menor de idade, então como falta pouco para completar a maioridade, achei melhor esperar para resolver meus documentos”, explica.

Família

Com os olhos marejados e um ar de gratidão estampado em seu rosto a estudante diz ter um prazer imenso em falar sobre como sua família lidou com seu processo de autoaceitação. “Eles sempre estiveram ao meu lado, desde muito pequena minha mãe já me via como uma menina, acho, inclusive, depois que me aceitei como uma mulher transexual, minha mãe se sentiu muito aliviada em saber que finalmente eu poderia ser feliz”, relata.
Decorrente de um processo tortuoso de autoaceitação Dandara conta que tinha preconceito consigo mesma e sentia necessidade de se encaixar em algum padrão mais ‘aceitável’ pela sociedade. “Era muito mais fácil me enxergar como um menino gay afeminado, só que eu sofria muito com isso, mas não compreendia o por quê. Quem me ajudou muito nesse processo também foi minha mãe, Raimunda. Ela sempre dizia que eu deveria me aceitar como eu sou, que ela me amaria da mesma forma, assim como ela amaria qualquer outro filho”.

Vocabulário para entender e respeitar:

Identidade de Gênero: É a maneira como a pessoa se sente e se percebe, assim como a forma que esta deseja ser reconhecida pelas outras pessoas.
Orientação Sexual: Refere-se a qual gênero ou gêneros pelo que se sente atração sexual.
Transexual: É o indivíduo que se identifica com um gênero diferente daquele que lhe foi atribuído no nascimento.
Emancipação: É um termo usado para descrever vários esforços de obtenção de direitos políticos ou de igualdade.

Um Congresso que Respeita a Diversidade

Rebecca Gonçalves é mulher transexual, estudante da E. E. Marechal Mascarenhas de Moraes, localizada em Juiz de Fora, Minas Gerais. Ela é presidenta de grêmio estudantil na sua escola e também participou do 42º Congresso da UBES para mostrar que é possível sim construir uma educação libertadora e acolhedora. Confira abaixo a fala da secundarista:
 Fonte: UBES

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Estudantes convocam reedição da “UNE Volante” para o primeiro semestre de 2018

por Cristiane Tada.
Iniciativa é homenagem a caravana da década de 60 e vai percorrer as principais universidades do Brasil em defesa do caráter gratuito do ensino
Os 17 diretores da Executiva da UNE aprovaram nesta terça-feira (12/12) a construção da “UNE VOLANTE: Uma universidade chamada Brasil” no primeiro semestre de 2018.
A iniciativa é uma reedição da UNE Volante realizada pela primeira vez em 1961, e foi uma caravana que percorreu diversos estados do Brasil com o objetivo de promover as reivindicações estudantis através da cultura e da conscientização popular.
Na época a caravana serviu para mobilizar a luta da UNE pela participação dos estudantes nos órgãos colegiados da administração das universidades, na proporção de um terço, com direito a voz e voto, que desembocou na greve nacional do 1/3. Os estudantes chegaram a ocupar por três dias do prédio do Ministério da Educação e Cultura, no Rio.
“Dessa vez nossa proposta é conhecer mais de perto as realidades das universidades brasileiras nos diversos Estados para focarmos na nossa luta em defesa da universidade pública e gratuita de qualidade”, destacou a presidenta da UNE, Marianna Dias.
De acordo com a resolução aprovada a homenagem se dá num momento em que a democracia do Brasil passa novamente por uma grande crise, assim como o próprio caráter gratuito das universidades públicas brasileiras. “Por isso, a UNE VOLANTE 2018 terá como principais eixos: a defesa da universidade pública e gratuita brasileira; a defesa da universidade pública enquanto indutora do desenvolvimento nacional e soberano; a defesa dos espaços de vivência e confraternização estudantil, a luta contra a mercantilização do Ensino Superior Privado e a defesa do Estado Democrático de Direito.”
De acordo com diretor de Universidades Públicas da UNE, Mário Magno, os estudantes querem “construir uma agenda de esperança que consiga chegar além dos centros urbanos, mas também ao processo de interiorização do ensino superior, no fortalecimento das lutas locais e na mobilização para o Encontro de Mulheres, Negros e Negras e LGBT da UNE”.
Para percorrer as principais universidades públicas do país a UNE Volante buscará o apoio das associações nacionais, regionais e locais da comunidade acadêmica e científica.
Uma nota em defesa do estado democrático de direito e contra a perseguição política ao presidente Lula também foi aprovada durante a reunião.
”A UNE ressalta sua posição em defesa do combate à corrupção, mas entende que este processo não pode ser feito à margem de conquistas democráticas como o direito à presunção da inocência, ao contraditório, à ampla defesa e o devido processo legal”, diz o documento.

POSSE DE ENTIDADES ESTUDANTIS DA USP ACONTECE NESTA QUINTA-FEIRA (14)


Cerimônia marcará a adesão de parlamentares, intelectuais e entidades estudantis presentes à campanha ”Universidade não se vende, se defende”, da União Nacional dos Estudantes (UNE)
A nova gestão do DCE Livre da Universidade de São Paulo (USP) – Alexandre Vannucchi toma posse em cerimônia nesta quinta-feira (14), a partir das 18h30, na Faculdade de Direito, no Largo São Francisco, centro de São Paulo. A chapa ”Nossa Voz” foi eleita para representar os estudantes da maior universidade do país no último dia 11 de novembro com 4342 votos, quase 70% dos votos válidos.
Estão confirmadas as presenças do ex-presidente da UNE deputado federal pelo PcdoB-SP Orlando Silva, da deputada estadual pelo PCdoB-RS Manuela d’Ávila e dos senadores Lindiberg Farias (PT-RJ) e também ex presidente da UNE e Gleisi Hoffman (PT-PR) e da presidenta da UNE Marianna Dias, além de professores e intelectuais.
Durante o evento também serão empossadas a novas gestões do Centro Acadêmico XI de Agosto e da Associação dos Pós-Graduandos (APG) Helenira ‘Preta’ Rezende.

UNIVERSIDADE NÃO SE VENDE, SE DEFENDE

Em outubro, a UNE lançou sua campanha em defesa da universidade pública e gratuita intitulada ”Universidade não se vende, se defende”.
Na reunião da Gestão Plena da entidade realizada em setembro, em São Paulo, os mais de 80 diretores da entidade, estudantes de universidades de todas as regiões do Brasil aprovaram um manifesto em defesa da universidade pública que foi compartilhado com os movimentos sociais e entidades do setor educacional a fim de expandir a luta em defesa do “bastião da nossa independência e da nossa livre produção de conhecimento”.
A posse das novas gestões estudantis da USP será também um momento de proposição e junção de forças em prol de uma agenda de lutas em defesa da universidade pública no país.

SOBRE O DCE LIVRE DA USP

Recriado em 1976, o Diretório Central dos Estudantes Livre Alexandre Vannucchi Leme é a entidade representativa dos estudantes tanto dos campi da capital como dos campi do interior, com a função de organizar as demandas e expressar as vontades de todos os estudantes da instituição.
Alexandre Vannucchi Leme, que dá nome ao DCE, era estudante da Geologia da USP, assassinado sob tortura pela ditadura militar em 1973.

SERVIÇO

O que? Posse das entidades estudantis da USP e ato em defesa da universidade pública.
Quando? 14 de dezembro (quinta-feira) ás 18h30
Onde? Sala do Estudante da Faculdade de Direto da USP – Largo Francisco – centro de São Paulo.

Nova lei trabalhista pode fazer da Estácio uma fábrica de diplomas


Constrangimento, descaso e fraude marcam primeira demissão em massa no setor educacional desde o fim da CLT
Nesta quinta-feira (13/12) estudantes e professores da Estácio fazem novamente um protesto organizado pelo DCE e Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro (Sinpro-Rio) na unidade João Uchoa, no Rio Comprido, centro da capital carioca.
A demissão de 1200 professores em todo o país do Grupo Estácio no último dia 5 de Dezembro, 400 só no Rio de Janeiro, foi baseada em constrangimento, descaso e fraude até mesmo para a já abusiva nova legislação trabalhista.
A professora Cleide Aparecida tem doutorado em microbiologia e dava aula na área de Saúde na Estácio no Rio de Janeiro há 17 anos. Viu os colegas de trabalho sendo demitidos durante todo o dia e quando chegou sua vez não conseguiu nem aplicar a última prova do ano para seus alunos. “Foi um constrangimento, nem a minha pasta que guardo meus papéis eu pude mexer. Me sinto usada! Todas as vezes que o MEC vinha o meu título servia”.
Cleide conta que foram os professores “cabeças brancas”, os mais titulados e com tempo de trabalho a serem descartados, exatamente aqueles que fizeram a reputação das Faculdades mudar durante todos esses anos.
Quando comecei a dar aula lá as pessoas debochavam dizendo que a Estácio era igual McDonald’s tinha uma em cada esquina, e com o tempo nós conseguimos mudar esse conceito. Lugares que não aceitavam estudantes da Estácio para fazer estágio começaram a aceitar, inclusive na Fio Cruz. E agora eles descartaram a gente por causa de dinheiro”, lamenta.

MEIO MILHÃO DE ESTUDANTES SEM MESTRES

A estudante de Direito e representante do DCE da Estácio, Luiza Cabral, afirma que a preocupação dos estudantes é a qualidade da educação. “Estamos vendo nossa universidade ser transformada em uma fábrica de diplomas”, afirma.
Ela conta que demitiram os melhores professores, os que tinham as melhores avaliações institucionais que a universidade faz a cada 6 meses e que não foram levadas em conta.
As duas únicas professoras que faziam programas de pesquisa e extensão do meu campi de Direito de Niterói foram demitidas”.
O ano letivo na Estácio já acabou. A representante do DCE afirma que a direção da universidade se aproveitou desse momento para que os estudantes não se manifestassem. “ Alguns alunos estão inclusive ameaçando deixar a universidade pela questão da qualidade. Em todos os campi os melhores professores, os que os alunos tinham mais afinidade foram demitidos, teve gente que ficou sem orientador, teve quem defendeu o TCC para uma banca de professores que nunca tinha visto”.
Em 2019 Luiza – que começa o 3º período do curso- e os cerca de 530 mil alunos em unidades todo o Brasil do Grupo Estácio começam as aulas sem saber o que virá.
A universidade chegou a se defender das acusações afirmando que as demissões visavam um reajuste de salários que estavam incompatíveis com o mercado de trabalho.
A ganância é desmedida. No final de outubro deste ano, a revista Época Negócios publicou reportagem com dados da instituição afirmando que a “Estácio teve lucro líquido de R$ 149,3 milhões no terceiro trimestre, alta de 10% sobre um ano antes”.

REMISSÃO DAS DEMISSÕES

Nesta quarta-feira de tarde (12) o Sinpro-Rio se reuniu com a Estácio no EMERJ, Sindicato das Instituições de Ensino. De acordo com Washington Luiz de Araújo do Sinpro-Rio a assembleia de professores realizada pela manhã aprovou por unanimidade “o aval para que a diretoria do sindicato continue negociando que as demissões sejam revertidas”. O Sindicato propôs que seja sustado temporariamente o processo de demissões no município do Rio de Janeiro, com o estabelecimento de um cronograma de reuniões visando revisão das mesmas. A Estácio ficou de responder sobre a proposta amanhã (13) , em reunião às 15 horas.
Na terça-feira (11) o Ministério Público do Trabalho fez uma oitiva ( audiência para ouvir os envolvidos) com cerca de 100 professores sobre as irregularidades cometidas pela instituição de ensino e uma audiência pública para tratar sobre o assunto.
A diretora de Comunicação da UNE, Nágila Maria, esteve presente.
A UNE sempre defendeu que a educação não seja tratada como mercadoria e já travou diversas lutas contra os tubarões do ensino e conglomerados educacionais que lidam com a formação de milhares de estudantes com base apenas em números na bolsa de valores. Sabemos que o caso da Estácio não será isolado”, afirmou.
Nesta semana ainda o Grupo Estácio conseguiu derrubar na Justiça a liminar que impedia a demissão dos professores em território fluminense deferida na semana passada.
Na decisão, a juíza Larissa Lopes, do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) determinava a suspensão das demissões até que a instituição informasse o nome dos demitidos, os termos de rescisão e quais seriam seus substitutos. A nova Lei trabalhista determina um intervalo de 18 meses para que os mesmos profissionais sejam contratados pelo regime intermitente.
Fonte: UNE

A desigualdade entre homens e mulheres precisa ser enfrentada


Mulheres que trabalham fora dedicam, em média, 7,5 horas a mais por semana para afazeres domésticos do que homens no Brasil, mas não recebem reconhecimento ou mais dinheiro por isso, visto que o trabalho doméstico segue desvalorizado e invisível

O dinheiro que as mulheres conseguem é gasto geralmente quase todo (90%) com sua família, diferente dos homens que gastam 30-40% com seus dependentes. É por isso que programas de transferência de renda geralmente deixam o dinheiro da família com elas. Assim, os programas têm maior chance de atingir o objetivo de combater a desnutrição de crianças, por exemplo.
Elas representam 2/3 dos analfabetos do mundo e muitas jamais pisarão numa escola. Muitos meninos também não, mas a história de Malala nos mostra que há grupos contra a educação de meninas que usam a violência para mantê-las longe da escola.

Mulheres são vítimas de violência por parte de seus companheiros e ex-companheiros. A violência doméstica é diretamente ligada ao machismo e ainda é muito naturalizada. No Brasil, por exemplo, ainda é comum que as pessoas digam “em briga de marido e mulher não se mete colher” e frases como “ela deve ter feito alguma coisa”, “santa não deve ser” ou “essa aí gosta de apanhar”. Apesar de termos a Lei Maria da Penha, a violência doméstica ainda é encarada apenas como um conflito familiar e não como um problema social por grande parte da sociedade. As agressões muitas vezes atingem também os filhos.
A violência doméstica engloba violência física, sexual, patrimonial e psicológica. A violência patrimonial, por exemplo, se manifesta quando as mulheres não têm poder de decisão sobre como gastar a renda que é obtida por elas, por exemplo.
A manifestação extrema de violência misógina é o feminicídio, que é o assassinato de mulheres por motivos ligado ao seu gênero. Ainda hoje a mídia costuma noticiar esses crimes usando frases que afirmam que eles foram cometidos por amor, ciúme ou ressaltam que o homem agiu assim por estar inconformado pelo fim do relacionamento ou pela não existência de um, o que é um desserviço porque ignora a influência do machismo e da misoginia nesse ti.
Os dados sobre violência sexual no Brasil assustam. A cada 11 minutos, um estupro é registrado e suas principais vítimas (70%) são crianças e adolescentes. Como apenas de 30% a 35% dos casos são registrados, é possível que a relação seja de um estupro a cada minuto. A  maior parte dos casos ocorre entre conhecidos. A cultura do estupro dá as caras quando a sociedade, e às vezes até mesmo o poder público, culpa a vítima e passa a investigar sua vida e seu comportamento. “Ela provocou” e “Quem mandou beber?” são frases ditas quando notícias de estupro se tornam manchete e nas delegacias muitas vítimas ouvem “Qual roupa você usava?” e perguntas sobre sua vida sexual quando vão denunciar.
A cultura do estupro também aparece quando as pessoas fazem piada com estupro e usam o termo para falar sobre vitórias incríveis no mundo do esporte. A cultura do estupro fica evidente quando consideram uma condenação de estupro contra um jogador de futebol um problema pessoal dele. 
Elas casam mais cedo, às vezes ainda crianças. Elas têm baixíssima participação política no Brasil e em vários outros países do mundo. Elas sofrem com mutilação genital. Elas são a maioria das vítimas do tráfico de pessoas. Seus corpos ainda são controlados pelo Estado e esse texto pode continuar por linhas e mais linhas, porque o mundo não é um lugar seguro para as mulheres. Deu para perceber que as reformas trabalhistas e previdenciárias que não pensam no trabalhador atingem as mulheres, especialmente as não brancas, de forma ainda mais cruel, né? Isso se dá por causa da feminilização da pobreza.
É importante destacar que mesmo entre mulheres há populações mais vulneráveis que outras. Negras e indígenas, por exemplo, recebem menos que homens brancos, mulheres brancas e homens negros. Além disso, mulheres de determinados países são mais exploradas no mercado de trabalho que outras, vide as denúncias de exploração extrema que são feitas contra muitas indústrias de fast fashion que empregam em peso mulheres de Camboja, Bangladesh e outros países do sudeste asiático.
Com tantos dados sobre a desigualdade entre homens e mulheres expostos, não dá mais para fechar os olhos. A violência contra a mulher e o machismo são problemas que precisam ser enfrentados agora.
Revista Fórum

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Em busca da cultura de paz

Marina Gadelha – ASCOM – Reitoria/UFRN

Décima quinta capital mais populosa, Natal é a quinta capital do Brasil com maior número de mortes violentas em 2016. Décimo sexto estado mais populoso, o Rio Grande do Norte teve a segunda maior taxa de homicídios no País. Os dados do 11º Anuário Brasileiro da Segurança Pública mostram o avesso de uma relação emblemática: ainda com o último bimestre do ano por vir, o RN ultrapassou a marca de dois mil homicídios em 2017, suplantando os 1.976 assassinatos contabilizados pelo Observatório de Violência Letal Intencional do RN (Obvio) em 2016.

Diante de uma realidade em que o aumento dos índices nacionais de violência nas últimas décadas, especialmente nos grandes centros urbanos, ganha contornos epidêmicos, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) estabeleceu seis pilares por uma cultura de paz e da não violência. São eles: respeitar a vida; rejeitar a violência; ser generoso; ouvir para compreender; preservar o planeta e redescobrir a solidariedade. Os princípios foram divulgados no Manifesto 2000, esboçado por um grupo de laureados do prêmio Nobel da Paz para mobilizar a participação individual no espírito da cultura de paz em todos os lugares, seja na família, na escola, no trabalho, entre outros.

Isso significa construir uma cultura baseada em tolerância, solidariedade e diálogo, com respeito aos direitos individuais e à prática da não violência. A formação de uma grande aliança com tal objetivo passa pelas instituições de ensino, que têm a missão de educar crianças e jovens com os valores inerentes à cultura de paz. Para fortalecer essa prática no ensino superior, instituições e entidades apoiadoras assinaram em dezembro de 2016 o “Pacto Universitário pela Promoção do Respeito à Diversidade, à Cultura da Paz e dos Direitos Humanos”, que tem a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) como uma das integrantes.

Foto: Cícero Oliveira
“A temática de direitos humanos é complexa e envolve todos os âmbitos da universidade. Portanto, todos nós devemos estar envolvidos nesse trabalho cujo êxito será possível apenas se for construído coletivamente”, afirma a pró-reitora de Extensão da UFRN, Maria de Fátima Freire de Melo Ximenes, que coordena o comitê gestor do pacto na instituição. Entre as iniciativas em curso estão a discussão e elaboração da Política de Direitos Humanos da UFRN, o desenvolvimento de cursos de extensão para formação continuada de professores, campanhas educativas, aperfeiçoamento da política de oferta iniciação científica e tecnológica, além da capacitação para a educação, formação e respeito em direitos humanos. Todas com parâmetros no Plano de Desenvolvimento Institucional da UFRN.

A Universidade já executava ações voltadas à temática antes da assinatura do pacto, a exemplo do Comitê UFRN com Diversidade, instituído em junho de 2016 para discutir e propor atividades que contribuam para a solidificação do respeito às diferenças. Com o pacto, surge a proposta de ampliar o que existe e criar novos caminhos para conquistar multiplicadores de uma cultura de paz. Foi com base nesse objetivo que a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp) adotou a “Cultura de Paz na UFRN” como tema central do Mês do Servidor 2017 da UFRN, realizado no mês de outubro para despertar a reflexão na comunidade universitária.

“Queremos inspirar as pessoas a pensar como estão se relacionando consigo mesmas e com o meio, a fim de solidificar relações não violentas dentro e fora da instituição”, explica a pró-reitora de Gestão de Pessoas da Universidade, Mirian Dantas dos Santos. Esse trabalho é somado a outros esforços para modificar a história social de violência que permeia o Brasil, como destacou o doutor em Sociologia Sérgio Adorno, professor da Universidade de São Paulo (USP), durante Aula Magna da UFRN ministrada em abril deste ano sobre as tendências, dinâmicas e respostas do Estado à violência na sociedade brasileira contemporânea.

Foto: Cícero Oliveira
Para o sociólogo, o combate à situação requer o enfrentamento da desigualdade e o fortalecimento da democracia, em meio à conflituosa relação entre direitos humanos, lei e ordem. Também coordenador científico do Núcleo de Estudos da Violência da USP, Adorno citou que as pesquisas presentes se movimentam em torno principalmente de quatro eixos: estudo do crime e das formas organizadas de criminalidade; graves violações de direitos humanos; violência nas relações intersubjetivas e interpessoais; e os sentidos da violência na história.

Na UFRN, atualmente são desenvolvidos 11 projetos de extensão e 45 pesquisas com foco na violência e segurança pública, além de diversas iniciativas voltadas à construção da cultura de paz. A Progesp lançou no final de outubro um portfólio com esse conjunto de ações no âmbito da gestão de pessoas, que pode ser conferido em uma das edições da Revista Gente, acessível através do link https://goo.gl/bPqEBE.

Fonte: UFRN

UNE convoca a primeira reunião da sua diretoria Executiva nesta terça (12)


por Cristiane Tada.
Abusos na educação pública e privada, como casos recentes na UFMG e Estácio serão algumas das pautas dos estudantes
Os diretores da Executiva da UNE se reúnem nesta terça-feira (12/12) na sede das entidades estudantis em São Paulo (Av. Vergueiro, 2485) a partir das 18h.
Na pauta os estudantes discutirão a conjuntura política do país que se se prepara para as eleições presidenciais em 2018, bem como os ataques à educação superior no Brasil.
De acordo com o diretor de Memória Estudantil da UNE, Iago Montalvão, além da ofensiva às universidades públicas materializados em abusos como o que aconteceu recentemente na UFMG, a expansão da iniciativa privada nessa área também trouxe a tona uma série de novas problemáticas para os estudantes brasileiros como a demissão de professores das Faculdades Estácio.
Problemas com a falta de qualidade, desrespeito aos direitos estudantis, falta de assistência, más condições de trabalhos para os professores, aumentos abusivos de mensalidade e tantas outras questões tem sido enfrentadas cotidianamente nas universidades particulares, especialmente as geridas pelos grandes conglomerados privados de educação ou pelas pequenas faculdades privadas. Precisamos nos posicionar!”, afirmou.
Na ocasião será discutida ainda uma reedição da “UNE Volante”, para o 1º semestre de 2018.
Fonte: UNE

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Acesse aqui: Documentos essenciais para a sua Organização Estudantil

Acesse aqui: Documentos essenciais  para a sua Organização Estudantil

Como entidade representativa dos estudantes do estado de São Paulo e com disposição de incentivar a criação de mais organizações estudantis nas universidades, a UEE-SP lançou a campanha "O que te movimenta?", que revela as inúmeras vantages em integrar-se com outros estudantes durante a graduação .

Desde mobilizações por mais qualidade nos cursos, fiscalização dos reajustes de mensalidade, luta contra opressões até networking, os Centros e Diretórios  Acadêmicos e o Diretório Central de Estudantes (saiba como funciona cada um deles aqui) fazem história na vida dos estudantes e na transformação da sociedade.

Para facilitar a vida de quem quer criar e dirigir uma organização estudantil, disponibilizamos exemplos de dois documentos essenciais para o funcionamento de uma entidade. Acesse abaixo e organize-se!

Edital: documento que chama  - e torna público - o processo eleitoral para a direção de uma entidade. É essencial ser divulgado com antecedência e incluir data de ínicio e fim de inscrições e dos processos de eleição.
Baixe aqui: https://goo.gl/sf57qv

Estatuto: documento que regulamenta o funcionamento de uma organização, define assembleias, cargos, tempo de gestão, patrimônio, finanças etc. É votado pelos participantes na sua assembleia de fundação. Nesse modelo disponibilizado é possível alterar todo o regimento de acordo com o projeto, porém qualquer alteração no estatuto, após sua criação, só poderá ser realizada por meio de votação entre os membros da entidade e/ou alunos, em outra assembleia.

Baixe aqui: https://goo.gl/PCFQEv

Fonte: UEE/SP

5 motivos para apoiar o Projeto do Bom Prato Estudantil

5 motivos para apoiar o Projeto do Bom Prato Estudantil


Uma das principais ações para assistência estudantil está ligada à alimentação. Tradicionalmente, as universidades públicas possuem os Restaurantes Universitários, os chamados bandejões, e que possuem preços mais acessíveis e refeições que incluem alimentos frescos.
Já nas universidades privadas, que possuem a maioria dos estudantes em São Paulo, existe uma carência em políticas de permanência estudantil - uma taxa de evasão que beira os 30% - e, para completar, carência de opções de alimentação saudável e preço "camaradas".

A UEE-SP, historicamente, trava diversas lutas por permanência estudantil para formação de qualidade e diminuir o número de "abandono" da graduação - que representa desperdício de tempo , dinheiro e energia desses estudantes que são obrigados a largar  a universidade por conta dos altos gastos para se formar, além das mensalidades.

E assim, uma das principais bandeiras de luta da entidade começa a sair da papel.  O Projeto de Lei 542/2017, do deputado estadual Marco Vinholi (PSDB), que está em tramitação, prevê a construção de um Bom Prato Estudantil, na Rua Vergueiro, região central da cidade, que é o maior corredor universitário da América Latina, onde circularam milhares de estudantes diariamente. 

Nesse momento, é importante o apoio de toda a sociedade para que o Projeto avance na Assembleia Legislativa de São Paulo. 

Uma petição online está o ar, colhendo assinaturas e diversas ações estão acontecendo para amplificar a causa e pressionar sua aprovação.
Separamos abaixo 5 motivos para  apoiar o Bom Prato Estudantil. Confira

1-Alimentação Saudável

As ofertas de alimentação próximas ao campi de universidades são, na maioria das vezes, de lanches, frituras, salgadinhos, alimentos industrializados que não fazem bem se consumidos diariamente. O Bom Prato Estudantil irá garantir refeições que incluem carnes, ovo, arroz, feijão e vegetais, no almoço e jantar.


2-Preço Acessível

Quando existem restaurantes entornos dos campi, geralmente os valores são altos e é  inviável no orçamento dos estudantes frequentar diariamente. O Bom Prato Estudantil é a garantia de refeições saudáveis que cabem no bolso.


3-Investimento
A implementação do BP Estudantil é uma política afirmativa para permanência estudantil. Não é um gasto do governo e sim um investimento na educação que irá reverberar em menos evasão, formação de qualidade e profissionais qualificados na sociedade. É um grande passo para a educação!

4-Milhares de estudantes beneficiados

Na região do Corredor Vergueiro, que começa próxima ao metrõ Ana Rosa e segue até a estação da Sé, no coração da capital,  existem mais de 20 unidades de instituições do ensino superior e centenas de escolas e cursinhos pré-vestibulares. Dessa forma, aluno de todas as instituições terão acesso ao restaurante.
5-Exemplo para outros locais

A maior concentração de estudantes na capital é nessa região do chamado " Corredor Vergueiro", por isso  a primeira unidade do Bom Prato Estudantil será implementada nesse local. Porém, o objetivo é que essa iniciativa seja estendida para outros municípios. A luta não pára por aí.
Não deixe de assinar a petição para a implementação: https://goo.gl/xh8dvM
Fonte: UEE/SP

PRESIDENTE DO CPC/RN FARÁ PEREGRINAÇÃO NAS COORDENAÇÕES DA FUNARTE E BIBLIOTECA NACIONAL NO RIO

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RIO DE JANEIRO
Na próxima segunda-feira (11) e terça-feira (12),  o presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos estará mantendo contatos com as coordenações: Presidência,  PRONAC (Programa Nacional de Apoio a Cultura), CEACEN (Centro de Artes Cênicas), CEAV (Centro de Artes Visuais), CEMUS (Centro de Música) e CEPIN (Centro de Programas Integrados), com objetivos de buscar apoios, informações e parcerias e divulgar projetos que estarão em breve sendo concretizado, como por exemplo: "Se o aluno não a biblioteca, a biblioteca vai ao estudantes" - (solicitação de estrutura); Cinema na escola; Formação, legalização de Grupos de Danças; Criação do Circo Comunitário, entre outros.

Para Eduardo Vasconcelos essa é uma luta antiga, mas todos que fazem parte do CPC/RN e os que apoiam a entidade estão abraçando esses sonhos e com certeza serão realizados.

Eduardo confidencia, que de volta ao estado manterá contatos com Fundações como a do Banco do Brasil, CEF, Bradesco, Itaú, entre outras instituições para abraçar essa ideia.

Somos pessoas voluntárias, que se dedicam a maior parte do tempo a lutar pelo regaste da cultura potiguar, identificando novos talentos e fazendo valer o direito a CULTURA, resgatando suas origens e dando oportunidades aos jovens a mostrarem seus talentos, suas qualidades e potenciais, coisa que a maioria dos governos municipais, estaduais e mesmo a escola não vem fazendo, descumprindo assim a nossa NOSSA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA.

Na Biblioteca Nacional, Eduardo Vasconcelos manterá contatos com a atual presidente, HELENA SEVERO e a Chefe de Gabinete, VERÔNICA LESSA, onde o mesmo irá expor o Projeto: "BIBLIOTECA DO ESTUDANTE" e SE O ESTUDANTE NÃO VAI A BIBLIOTECA, A BIBLIOTECA VAI AO ESTUDANTE"
Vamos acreditar que um dia vai mudar!