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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

2014 ANO DE MUITAS LUTAS E DE MUITAS CONQUISTAS! ESTUDANTADA CONSCIENTE!



2013 foi um ano de lutas e de muitas conquistas e é claro que 2014 será um ano também de muitas LUTAS, DE CONQUISTAS, GARRA DETERMINAÇÃO em prol da EDUCAÇÃO e da CULTURA! SOMOS FORTES, SOMOS AMES, ANE/RN, CPC/RN, CPC DA ANE/RN, UMES-UPANEMA, USE-SANTA CRUZ e GRÊMIOS.

NOTA DE REPÚDIO CONTRA MACHISMO EM COLETIVO DA UFRGS

Movimento Estudantil Liberdade fez um banner de Natal com imagens ofensivas

Na última semana, o coletivo “Movimento Estudantil Liberdade” da UFRGS divulgou nas redes sociais um banner desejando feliz natal às e aos estudantes da universidade, se utilizando de uma imagem de quatro mulheres jovens deitadas de bruço, vestidas apenas com o “famoso” gorro de natal.
É sabido que o natal é uma data cristã, a qual é colocada no calendário oficial no Brasil como feriado e data festiva, e mais um momento em que o capital se apropria e domina. Ao associar a imagem das mulheres a um feliz natal, vestidas apenas com uma peça íntima e o gorro, nós mulheres, mais uma vez, somos colocadas como objeto sexual, com suposta disposição ao sexo para a garantia de um “feliz natal” aos homens, e como mais um enfeite ou mercadoria do período natalino.

A naturalidade em tratar o corpo das mulheres nessa publicização alimenta uma situação de vulnerabilidade das mulheres para que homens tenham a certeza de que devem se apropriar de nossas vidas e nossos corpos em mais um momento, de que podem exercer o domínio sobre nós como se estivéssemos ao seu dispôr, servindo à manutenção do sistema patriarcal.

Pelo o papel que o Movimento Estudantil assume na sociedade de intervenção e luta, principalmente sobre as ofensivas do capital e do patriarcado que oprime as mulheres, jovens, negras, indígenas, lésbicas, a UNE lança uma nota entendendo que é inadmissível esse tipo de ação.

O banner representa uma ofensiva ás nossas lutas cotidianas, não representa de maneira geral os estudantes que se organizam como movimento e lutam por uma sociedade de superação do machismo. Um exemplo concreto é o fato de termos 178 compartilhamentos da imagem no Facebook com descrições indignadas de estudantes repudiando, inclusive estudantes da própria universidade ou estado.

Precisamos ter ações nas universidades que repudiem e não permitam esse tipo de manifestação que sustenta o machismo e legitima outras ações machistas como nos trotes violentos e semanas de calouros que estão por vir!

A luta pela despatriarcalização do estado, por um estado Laico, contra os padrões de beleza em sua essência racistas e misóginos veiculados nas mídias, acontece com um processo de resistência das mulheres e avanço da pauta feminista no interior do movimento estudantil, tendo como entidades aliadas os DCE’s e UEE’s colocando como central a luta pelo fim do machismo em nossa sociedade.
A UNE repudia a ação do coletivo em questão e reafirma que na tradição democrática e participativa do movimento estudantil é inadimissível naturalizar a mercantilização do corpo e da vida das mulheres, principalmente através das entidades estudantis. Seguimos na luta por uma sociedade livre de opressões, onde onde todas e todos sejamos livres!

União Nacional dos Estudantes (UNE)
23 de dezembro de 2013

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DA USE-SANTA CRUZ FORTALECE A UNIÃO E CAMINHA PARA LEGALIDADE E LUTA!

 Diretoria da USE e Grêmios - Santa Cruz/RN


 Momento importante da Reunião Extraordinária da USE - Santa Cruz-RN

 Parabéns a nossa amiga, companheira e secretária da USE, Gracyelle
 Kauê - AMES-Nova Cruz/RN e Bebeto - USE voz e violão, homenagem a aniversariante
 Gracyelle nossas homenagens... PARABÉNS!
 Kauê e Gracyelle
Cassia, Dowglas, Gracyelle e Danylo.. PARABÉNS PARA VOCÊ!

A reunião extraordinária da USE - União Santacruzenses Estudantil (do Estudantes) realizada ontem a tarde na Escola Estadual José Bezerra Cavalcanti - Santa Cruz com as presenças de Grêmios Estudantis das Escolas José Bezerra Cavalcanti, Francisco de Assis Dias Ribeiro, Quintino Bocaiuva, dirigentes da ANE e CPC/RN foi decisiva nos destino do Movimento Estudantil da cidade e da própria região trairi..

Os diretores da USE por unanimidade aprovaram a continuidade da união, determinação e defesa dos estudantes em prol do avanço do Movimento Estudantil, na luta por uma educação de qualidade, profissional e dinâmica, além do resgate da cultura popular e dos interesses da estudantada.  Alguns dirigentes renunciaram cargos, mas isso não abalou as estruturas, muito pelo contrário, os presentes se uniram prá valer e seguem em frente com convicção de cumprir as propostas defendidas no Congresso de Reconstrução da USE, ocorrida dia 15 de novembro no Teatro Municipal "Candinha Bezerra", com a participação 100 delegados/estudantes, além de vários convidados/as, autoridades entidades estudantis e culturais, como a ANE, CPC/RN e CPC DA ANE/RN.

A USE irá se reunir final de janeiro de 2014 para elaborar seu plano de luta para 2014.

Várias outros lideres estudantis compareceram a reunião e se comprometeram a se engajar-se na luta em defesa da liberdade e direitos estudantis.

No final houve o canto dos parabéns da secretária da USE e a confraternização natalina.

Participaram na coordenação da reunião, Eduardo - assessor da ANE e presidente do CPC/RN, Danylo - USE e Jackson - Vice Presidente do Grêmio "Paulo Freire" da E. E. José Bezerra Cavalcanti e diretor da USE.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A ANE E CPC/RN SE REUNIRÃO HOJE COM DIRETORES/AS ELEITOS DA USE - SANTA CRUZ/RN

Dirigentes da ANE - Associação Norteriograndense de Estudantes e do CPC/RN - Centro Potiguar de Cultura se reunirão hoje, 23 ás 16 horas com diretores/as da USE - União Santacruzense Estudantil, a reunião ocorrerá na Escola Estadual José Bezerra Cavalcante, além dos diretores da USE, vários presidentes de grêmios deverão também participar desta reunião.

Em pauta as providências da legalidade da entidade (USE), já que a mesma estava desativada a vários anos.  A USE nasceu nos anos 60, especificamente em 1963.  Outro ponto importante desta reunião é o planejamento da entidade para 2014, além da sua filiação brevemente a UBES e UNE.

As entidades buscarão intensificar a luta em torno do respeito as leis da meia entrada e meia passagem, pois tantos os promotores de eventos como vários guichés localizado nos terminais rodoviários só vendem passagem para Natal, deixando de vender como por exemplo: Santa Cruz/Campo Redondo/Santa Cruz e da ir por diante.  As entidades buscarão apoio do Ministério Público Estadual - MPE para fazer valer seus direitos.

ALDEIA GAULESA: 25 ANOS DO ASSASSINATO DE CHICO MENDES


Por Erick da Silva

22 de dezembro de 1988, há 25 anos atrás, o seringueiro e líder ambientalista Chico Mendes era assassinado por pistoleiros contratados para silenciar sua voz e dar cabo de sua luta, que atingia diretamente interesses de fazendeiros sedentos por aumentar os seus lucros e impedir que seus privilégios fossem interrompidos. Mataram o homem, não sua luta e seu legado.

O assassinato teve grande repercussão na época, a causa ambientalista ganhava terreno e Chico Mendes era um de seus grandes expoentes. Uma ampla mobilização - nacional e internacioal - que chegou a envolver mais de trinta entidades sindicais, religiosas, políticas, de direitos humanos e ambientalistas se juntaram para formar o "Comitê Chico Mendes". Em dezembro de 1990, a justiça brasileira condenou os fazendeiros Darly Alves da Silva e Darcy Alves Ferreira, responsáveis por sua morte, a 19 anos de prisão. 

Como que um líder seringueiro do Acre, de Xapuri, longe dos grandes centros urbanos do país, atingiu essa condição? Talvez, se observarmos a sua história de vida e luta, possa nos ajudar a entender os caminhos que o levaram a construir este legado.

Se a batalha contra o desmatamento fazia com que os ambientalistas vissem Chico Mendes com simpatia, seu empenho na organização dos trabalhadores rurais em Xapuri e depois em todo o Acre também atraía a admiração e o respeito de muitos sindicalistas e de pessoas ligadas à esquerda. Dentre eles, aquele que seria presidente da República pelo Partido dos Trabalhadores, Luiz Inácio Lula da Silva, que foi várias vezes a Xapuri apoiar o amigo. Chico foi sindicalista, articulador de alianças com movimentos sociais e entre os povos da floresta, além de ter dialogado diretamente com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e participado institucionalmente do cenário político como vereador emedebista em Xapuri e, mais tarde, como militante e candidato a vários cargos eletivos pelo PT. Em geral, empreendia sua luta por diversas vias paralelas, o que lhe garantia inserção em muitos nichos, alguns pouco explorados tanto por trabalhadores como pela própria classe política tradicional.(1)

Agora, passados 25 anos da morte de Chico Mendes, é inquestionável sua presença como uma das principais figuras do século XX no Brasil. Seu legado é hoje reconhecido, de maneira quase unânime, uma lei publicada esta semana no Diário Oficial da União, por exemplo, reconhece o trabalho de Chico Mendes na luta pela preservação da Floresta Amazônica. Ele agora é considerado Patrono do Meio Ambiente.

O reconhecimento do estado de seu legado é um justo reconhecimento. No entanto, 25 anos após sua morte, Chico Mendes passou a  ter sua imagem como um “mártir ecologista”, apagando sua dimensão como “militante político”. Esta despolitização da figura de Chico Mendes, expressa de maneira difusa, deve ser desfeita. "Não era apenas “verde”, como podem querer fazer crer hoje, sonhava um sonho muito maior."(2)

Quando de sua primeira participação como candidato a vereador, em 1977, Chico procurou o único partido que, naquela época, fazia oposição à ditadura militar, o MDB. Em 1979, Chico Mendes já podia ser chamado de um “militante de esquerda”, pois sua atuação como vereador e liderança dos seringueiros era frontalmente contra os interesses dos grandes fazendeiros e dos políticos tradicionais da época .

Chico adere ao PT desde o princípio. Durante todos os seus anos de militância política, atuou não só como filiado a um partido, mas também como dirigente sindical. Foi fundador e primeiro-secretário do STR de Brasileia, depois fundador da CUT, de cuja direção nacional era suplente quando foi assassinado, presidente do STR de Xapuri e fundador do Conselho Nacional de Seringueiros (CNS).(3)

Esta dimensão política de Chico Mendes, que soube ao mesmo tempo combinar a luta ambiental com um programa político, deve ser resgatado. Em um mundo onde a luta ambiental surge com maior urgência, face o avanço da degradação do meio ambiente no planeta, onde somente através de um movimento ambientalista que combine uma crítica ao próprio capitalismo terá sucesso, o legado de Chico Mendes é de grande valia. 

Nestes 25 anos de Chico Mendes, que todas e todos nós nos remetamos a uma tradição dos movimentos sociais no Brasil e na América Latina: a de relembrar seus mártires, sem permitir que suas lutas e legados caiam na vala comum do esquecimento.

1 - "Chico Mendes, muito mais que um símbolo": por Cristina Uchôa e Glauco Faria (Revista Fórum)
2- Ibedem.
3 - "Chico Mendes" por Gomercindo Rodrigues (Revista Teoria & Debate, 80)
Fonte: Aldeia Gaulesa

domingo, 22 de dezembro de 2013

NOVA CRUZ:CAMPEONATO MUNICIPAL DE FUTSAL CHEGA AO SEU FINAL COM A EQUIPE DO AQUILES SENDO CAMPEÃO

                                                         Equipe Campeã Aquiles
O Campeonato de Futsal, com o apoio da Prefeitura Municipal de Nova Cruz promovido pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, que tem a frente o Secretário Nia Salú, teve o seu final da noite deste sábado 21.
A grande final contou com as equipes do Aquiles enfrentando a AABB, que vencendo por 2x1 a equipe do Aquiles sagrando se Campeão, jogo realizado no Ginásio de Esportes.

Os jogos começam às 19 horas, tendo na primeira partida que definiu o terceiro e o quarto colocados da competição, as equipes de SALGADO ficando coma terceira colocação e a equipe do18 DE ABRIL em quarto colocado.
O prefeito Cid Arruda marcou presença ao lado da Primeira Dama e Secretaria de Educação Drª Valéria Arruda, do Major Tavares,Vereador Fernando Bezerra,João da Praça,Sec. de Esporte Nia Salú e demais assessores.
 Vereador Fernando Bezerra recebendo das mãos do Sec. de Esporte Nia Salú a premiação da equipe do Serrote dos Bezerras 
          Vereador João da Praça entregando a premiação da equipe vice- campeã feminina
Major Tavares entregando a premiação da equipe campeã Feminina da cidade de Serrinha.
 
 Vereador Fernando Bezerra entregando premiação de terceiro colocado ao cap. da Equipe do Salgado
  Sec. Nia Salú entregando a premiação de Vice-Campeão ao cap. da Equipe da AABB 
 Prefeito Cid Arruda entregando a premiação de Campeão ao cap. da Equipe do Aquiles

Logo após as partidas tivemos a Solenidade de Entrega das Premiações, com as autoridades realizando a premiação que foi num total de 5.000 cinco mil reias em dinheiro e troféus patrocinados pela Prefeitura Municipal de Nova Cruz.
                    As torcidas fazendo a festa aparte nas arquibancadas
As torcidas fazendo a festa aparte nas arquibancadas
As torcidas fazendo a festa aparte nas arquibancadas
As torcidas fazendo a festa aparte nas arquibancadas  
Fonte: Duda Xuá

QUE O NATAL SEJA REPLETO DE FELICIDADES E AMOR PARA TODOS OS ESTUDANTES POTIGUARES

Que o Natal seja repleto de felicidades e amor para todos os estudantes potiguares e as nossas lutas sejam renovadas com determinação na busca por uma educação de qualidade e profissional.  São os votos de todos/as os diretores da ANE/RN - (Associação Norteriograndense de Estudantes), CPC/RN e AMES-NOVA CRUZ/RN.

DIRETORES DA UNE FAZEM BALANÇO DA GESTÃO EM 2013

Manifestações de junho e fundos para a educação são destaques
O ano de 2013 vai ficar marcado na história do Brasil. Foi um ano de muitas lutas e vitórias para a juventude brasileira com manifestações numerosas pelas ruas do país e conquistas para a educação como a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE) no Senado, o Estatuto da Juventude e a destinação dos royalties e do fundo social do Pré-sal para o setor.
A diretoria da UNE fez um balanço, destacou os principais pontos do movimento estudantil deste ano e contou o que espera para 2014:
MITÃ CHALFUN, VICE-PRESIDENTE DA UNE
“O fortalecimento dos movimentos sociais possibilitou muitas vitórias em 2013 destaco aqui os 50% do fundo social do pré-sal para educação pública e os Royalties para a educação pública e para a saúde. As grandes mobilizações de junho vão ficar marcadas para nossa geração e acredito que as mobilizações são a cara da nossa gestão e deixam um legado muito grande para os movimentos sociais. Porém o ano que vem será de mais mobilizações e de muita luta, temos o Plebiscito popular pela Constituinte exclusiva do sistema política que unifica centenas de movimentos sociais em torno da reforma política, que venha 2014 com muita luta, com muita rua e muita unidade dos movimentos sociais”.
THIAGO WENDER (PARÁ), DIRETOR DE POLÍTICAS EDUCACIONAIS
“2013, um ano que veio para alimentar nossos sonhos e utopias! Certamente esse é o sentimento geral que observamos. As cenas que presenciamos nas mobilizações de junho e julho, vão seguir no ideário da juventude brasileira por muito tempo. As organizações terão trabalho redobrado, a de seguir fazendo trabalho de base e a de ir reinventando a si própria, do contrário, serão engolidas pela história: aqui está, para a UNE, uma tarefa urgente”.
ANA LÚCIA VELHO, DIRETORA DE COMUNICAÇÃO
“Um ano marcado pelas maiores mobilizações populares dos últimos 20 anos, com a cara e a marca da juventude. Entramos nessa com tudo e conquistamos importantes vitórias. O estatuto da juventude e a destinação dos royalties  e do fundo social do pré-sal para a educação são conquistas históricas e reforçam ainda mais a importância e a força da UNE. Nossa luta por uma nova política, através da campanha pela construção de uma reforma política democrática que ataque a corrupção, invadiu as universidades e mobilizou amplos setores que querem a mudança. 2013 foi muito movimento, estamos com tudo para fazer de 2014 um ano em que a juventude tenha protagonismo na disputa dos rumos do Brasil, garantindo mais avanços. Pintar o país de verde amarelo, nos gramados e nas ruas”.
MIRELLY CARDOSO, DIRETORA DE UNIVERSIDADES PÚBLICAS
“Essa nova diretoria da UNE assume a entidade no meio do ano e, o mais importante, assume todo um processo em curso, das maiores transformações da sociedade brasileira junto às manifestações de junho e julho. Arrisco dizer que conquistamos dois maiores legados para nossa juventude: o direito de sermos e vivermos nossa juventude com o estatuto da juventude, e um dos maiores investimento para educação com a aprovação de 50% dos royalties do petróleo e 75% do fundo social do pré-sal. Tudo isso e mais, nos mostra o desafio que teremos para o próximo período de avançarmos na disputa dos valores da sociedade. Disputando a aprovação do PNE, 10% do PIB pra educação pública e muito mais. E nesse momento, disputaremos uma das maiores e importantes reforma estruturantes do país, o Plebiscito pela nova constituinte exclusiva para a reforma política. Estamos em um novo ciclo da revolução democrática e estamos e vamos disputá-lo para uma nova cultura política”.
MATHEUS WEBER, DIRETOR DE UNIVERSIDADES PRIVADAS
“Esses nossos primeiros meses foram muito positivos, de muita ofensividade na política e com muita agenda positiva para o movimento estudantil. A UNE continua fazendo muita história com combatividade e força. Esse ano, garantimos uma grande conquista para o povo brasileiro conquistamos 50% do pré-sal e a vinculação dos royalties para educação, isso significa mais investimentos para atingir uma educação de qualidade. Terminamos o ano com uma grande campanha “mais qualidade, menos mensalidade” nos posicionando contra a desnacionalização do ensino, por mais democracia e pela aprovação imediata do INSAES. Nós vamos entrar em 2014 com muita ousadia e pressão para que consigamos garantir a aprovação do PNE na Câmara. Manteremos-nos na luta pela aprovação do “Projeto de Lei das Mensalidades” (PL 6489/06), conhecido como PL da UNE, que proíbe abusos, obriga a negociação com os estudantes e a transparência nas contas das instituições, além disso, estabelece como critério para eventuais aumentos o índice da inflação. Seguiremos cada vez mais convictos de que precisamos de uma completa e imediata regulamentação do Ensino Superior Privado, teremos muitas mobilizações de ruas, nas universidades, para garantir cada vez mais conquistas efetivas para o povo brasileiro”.
PATRÍCIA MATOS, DIRETORA DE CULTURA
“Iniciamos essa gestão nos somando às milhares de pessoas que saíram às ruas no mês de junho desse ano para lutar pelo direito à mobilidade urbana, à educação, saúde e democracia. Percorremos as universidades com a campanha “eleições limpas” por uma reforma política democrática que amplie a participação do povo nos processos decisórios. Porém, esse foi só o início. Fica a disposição de continuar lutando pela consolidação da democracia e por mais direitos para os estudantes, para a juventude e todo o povo brasileiro”.
IVO BRAGA, DIRETOR DA ÁREA DE HUMANAS
“Do nosso Congresso pra cá, a UNE não parou um minuto sequer! Foram às manifestações de junho/julho por melhorias no transporte público e por mais direitos, no dia 13 de agosto aprovamos a lei que destina 50% do Pré Sal e 75% dos royalties pra educação, fizemos paralisações, ocupações e passeatas! Ao decorrer do semestre, vários DCEs renovaram suas diretorias em eleições livres e democráticas, que só confirmam a força pulsante do movimento estudantil em todo o país! Já no apagar das luzes do ano, em dezembro, conseguimos finalmente enterrar a MP 2208/2001 e resgatar o direito à meia entrada no Brasil. Enfim, foi um semestre corrido e vitorioso, que os próximos sejam semelhantes! Viva a Une!”
THIAGO AGUIRAR, DIRETOR DE DIREITOS HUMANOS
“Em 2013, a juventude deu mostras de que está disposta a mudar, com a força das ruas, o nosso país. Nós estivemos presentes nas jornadas de junho, que exigiam educação padrão FIFA, mais direitos e outro regime político, que não seja refém dos banqueiros e das corporações. Ano que vem, seguiremos na luta por democracia real no Brasil, no enfrentamento contra a repressão aos movimentos sociais e, 50 anos após o golpe militar de 64, mobilizados por verdade, justiça e reparação, no passado e no presente! Nossa pasta seguirá engajada na luta por outro futuro!”.
PATRIQUE LIMA, DIRETOR DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS
“O ano de 2013 ficará marcado na história do país, por alguns motivos, dentre eles o Ascenso de massa que tivemos em junho e pelas conquistas que tivemos em decorrência dessa jornada. A UNE esteve presente e demos  passos importante para garantia e conquistas de direitos, que vão desde o estatuto da juventude, passando pela aprovação doa royalties do petróleo e o fundo social do pré-sal para educação e a aprovacao da lei de meia entrada, dentre outras. Muito foi feito em 2013, temos que comemorar, mas em 2014 faremos mais!”.
TAHUAN FERNANDES, DIRETOR DE RELAÇÃO INTERNACIONAL
“Os problemas existentes, inclusive na educação ocorrem em todos os países, então,  para alcançar cada vez mais justiça social no mundo, é preciso lutar por uma educação pública universal de qualidade. Uma das maiores conquistas do povo brasileiro depois das gloriosas manifestações de junho, foi a conquista Pré-sal da educação, pois garante mais investimentos por setor e é uma plena de demonstração de soberania no uso da nossas riquezas”.
Natália Vaquelli - UNE

APRENDA PARA QUE SERVE E COMO SE FORMA UM CENTRO ACADÊMICO

Organize sua entidade neste fim de ano
Época de final de ano também é época de organizar as ideias e repensar o próximo ciclo que vem por aí. Em uma universidade, esse é um bom momento para estruturar um Centro Acadêmico (CA) e listar algumas demandas que prejudicam o dia a dia da instituição e a rotina da sala de aula.
O CA é o núcleo central de toda a rede do Movimento Estudantil. É o canal que consegue dialogar com os estudantes de cada sala de aula nos quatro cantos do Brasil. Não é por menos que o tamanho da UNE se assenta na força e representatividade dos seus CAs.
O Centro Acadêmico é uma entidade que representa todos os estudantes de um curso. Por exemplo, CA de Jornalismo ou CA de história. Cabe ao CA, entre suas tarefas, realizar as discussões com os estudantes do curso para encontrar soluções nos problemas enfrentados, seja na relação com os professores, temas vinculados aos conteúdos e currículos dos cursos ou mesmo questões administrativas.
Ele precisa manter com seus estudantes um canal direto e permanente de contato, realizando discussões, debates, reuniões, festas e calouradas da maneira mais democrática e aberta possível, para que todos possam participar.  Além disso, deve ser um fiscalizador das atividades da instituição. Deve lutar contra o aumento das mensalidades e contra as ações que interfiram o direito dos estudantes. Deve, ainda, observar as formas de aplicação dos recursos e a transparência da gestão, lutando contra o sucateamento da universidade.
É necessário que a diretoria do Centro Acadêmico garanta que haja representação discente nos departamentos, colegiados e congregações das Comissões Próprias de Avaliação (CPAs), que fazem parte do Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior).
Um Diretório Acadêmico (DA) é praticamente a mesma coisa de um CA, exceto pelo fato de ele representar e congregar estudantes de mais de um curso de uma mesma área. Por exemplo, DA de comunicação, que agrega jornalismo, publicidade e audiovisual
COMO CRIAR UM CA E UM DA?
Basta ter um grupo de estudantes interessados em construí-las. Os passos são simples:
1) Organize um encontro com quem tiver interessado em discutir a importância do CA/DA em sua universidade.
2) Nessa encontro vocês aprovarão um grupo de pessoas para formar a Comissão Pró-CA/DA. A comissão irá fazer uma proposta de Estatuto da entidade e marcará uma assembleia dos estudantes do curso para aprovar esse estatuto e conversar sobre outros assuntos do CA/DA. Essa será a assembleia de Fundação do CA/DA.
3 )Nessa Assembleia Geral, coordenada por estudantes do curso, será definido o nome do CA/DA, aprovado o estatuto e uma comissão eleitoral. Essa comissão definirá as regras para a eleição da primeira diretoria e indicará uma data para sua realização. É importante registrar em um documento assinado por todos os presentes o que foi discutido na assembleia.
4) Divulgue a data da eleição para que todos possam participar, seja formando chapas para disputar a diretoria da entidade ou simplesmente votando. Inscritas as chapas, tem que haver um prazo para que elas apresentem suas propostas para o CA/DA – é a campanha eleitoral para o Centro Acadêmico e o Diretório Acadêmico, uma fase de muito debate e troca de ideias. O dia ou dias da eleição têm que ser organizados de forma a permitir que o maior número possível de estudantes possam votar. Colocar as urnas em lugares estratégicos de grande circulação é uma coisa importante.
5) Realizada a eleição e apurados os votos, a comissão eleitoral faz a ata deve redigir um documento registrando o número de votantes e a votação de cada chapa, declarando o vencedor. É importante que esse resultado seja registrado em Cartório, junto com a ata de fundação do CA/DA, que foi feita na Assembleia Geral.
 6) Pronto. O CA/DA do seu curso já está formado. Junte os membros e faça um plano de gestão para contemplar todos os problemas existentes. É importante participar dos fóruns de deliberação do movimento estudantil para se atualizar.
Da Redação   - UNE

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

COMISSÃO DE EDUCAÇÃO LANÇA MANIFESTO EM DEFESA DO PISO DOS PROFESSORES

A deputada federal Fátima Bezerra (PT-RN) participou nesta quinta-feira, 18, na Comissão de Educação, do lançamento do “Manifesto em Defesa do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério da Educação Básica Pública”.        
O manifesto aprovado por unanimidade informa que “a instituição do piso salarial foi um passo fundamental no processo de valorização do magistério da educação básica, previsto na Constituição Federal, e que é inaceitável que o Congresso Nacional acolha qualquer proposta que represente um retrocesso, restringindo os avanços promovidos pela lei aprovada em 2008”.
O texto também apela aos gestores da federação para que busquem alternativas que não gerem prejuízos aos professores brasileiros.
Fonte: O Paralelo de Jackson - JK

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Novo PNE garante ensino especial e mais vagas nas escolas regulares

Por Patricia Oliveira
O projeto (PLC 103/2012) aprovado pelo Senado, nesta terça-feira (17), que estabelece o novo Plano Nacional de Educação (PNE) para um período de dez anos é o substitutivo do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), apresentado em Plenário com parecer favorável do relator Eduardo Braga (PMDB-AM). Ele retoma a proposta original do governo com poucas alterações.
O texto, que prevê metas para o período de 2011 a 2020, tramita há três anos no Congresso e ainda terá de voltar à Câmara dos Deputados. O PNE tem 14 artigos, 21 metas e 177 estratégias que visam, entre outros objetivos, erradicar o analfabetismo e universalizar o atendimento escolar, com o aumento de vagas em creches, ensino médio, profissionalizante e universidades públicas. Além da ampliação do acesso à educação básica e ao ensino especial, preferencialmente nas escolas regulares.
O plano ainda prevê a destinação de 10% do produto interno bruto (PIB) para a educação e a qualificação dos professores e dos demais profissionais da área. O substitutivo do senador Vital do Rego também assegura a compatibilização de programas de expansão de educação profissional e superior (inclusive na forma de incentivo e isenção fiscal); de bolsas de estudos concedidas no Brasil e no exterior; de subsídios concedidos em programas de financiamento estudantil; e do financiamento de creches, pré-escolas e de educação especial.
Metas e estratégias
O substitutivo faz referência aos balanços do setor público nacional e às contas como parâmetro para aferição das metas do PNE. Além disso, acrescenta que as informações devem ser organizadas por ente federado.
O plano assegura à população de quatro a 17 anos sistema educacional inclusivo nas escolas regulares, assegurando também o acesso ao ensino especial para crianças com deficiência, com os repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). É a garantia de continuidade, por exemplo, do trabalho da Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (Apae), Instituto Pestalozzi,  Instituto Benjamin Constant (IBC) e o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines).
Alfabetização
A meta 5 estabelece que a partir do sexto ano do PNE a alfabetização comece aos sete anos, reduzindo-se essa idade para os seis anos a partir do décimo ano de vigência do plano.
Foi mantida a estratégia original de educação em tempo integral, com previsão de permanência dos estudantes por sete horas nas escolas, acompanhamento pedagógico, oferta de novos conteúdos, e direito à alimentação.
O plano também prevê a compatibilização da jornada escolar com atividades recreativas, esportivas e culturais. E ainda a ampliação progressiva da jornada de professores em uma única escola.
Professores
O projeto assegura aos professores formação inicial prevista na Lei de Diretrizes e Bases (Lei nº 9.394/96). Trata-se de profissionais habilitados em nível médio ou superior para lecionar na educação infantil e no ensino fundamental e médio; trabalhadores em educação com diploma em pedagogia, habilitação em administração, planejamento, supervisão, inspeção e orientação educacional, bem como com títulos de mestrado ou doutorado nas mesmas áreas; e os portadores de diploma de curso técnico ou superior em área pedagógica ou afim.
O plano sugere também novas estratégias para estimular a expansão da oferta de formação inicial de professores em cursos diurnos, com o suporte de bolsas de estudo e a dedicação integral dos alunos. Prevê também formato específico na formação de professores para a educação profissional, que valorize a experiência prática.
Financiamento
O PNE prevê a destinação, até o final do período de dez anos, de pelo menos 10% do produto interno bruto (PIB) para a educação. Faz referência ainda à parcela da participação no resultado ou da compensação financeira pela exploração de petróleo, gás natural e outros recursos.
Os recursos públicos serão destinados também para o financiamento de bolsas de ensino para estudantes em universidades privadas. Ficam asseguradas, portanto, iniciativas como o Programa Universidade para Todos (Prouni), o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies); e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec).
Qualidade
Vital do Rêgo acrescentou estratégia para o estabelecimento de políticas de estímulo às escolas que melhorem o desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
O Custo Aluno-Qualidade (CAQ) foi definido como indicador prioritário para o financiamento de todas as etapas e modalidades da educação básica. Da mesma forma, a emenda propõe a criação do conceito de Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi), como primeira etapa para implantação do CAQ no oitavo ano de vigência do PNE.
Meta 21
Vital do Rêgo ainda acolheu em seu substitutivo sugestão do senador José Sarney (PMDB-AP) e inseriu uma nova meta, a 21, para ampliar a produção científica brasileira, assunto não tratado em nenhum dos textos anteriores. O objetivo é que o país figure no grupo dos dez maiores produtores de novos conhecimentos no mundo. A proposta dá ênfase à pesquisa, desenvolvimento e estímulo à inovação, com a formação de quatro doutores para cada mil habitantes.
Fonte: Agência do Senado

Inglês sem Fronteiras Inscrição para curso aberto a universitários pode ser feita até dia 3

O Ministério da Educação adiou para 3 de janeiro de 2014 o encerramento do período de inscrições para o programa Inglês sem Fronteiras, e também o início das aulas, que será em 20 de janeiro. Estão disponíveis 14.760 vagas em cursos presenciais gratuitos de inglês para alunos da educação superior. Participam dessa iniciativa 43 universidades federais de 26 unidades da Federação, sendo que em Minas Gerais o curso está disponível em nove instituições e no Rio Grande do Sul, em cinco. Apenas a Universidade Federal do Amazonas não oferece o curso. 

O número mínimo de vagas informadas pelas universidades é de 135 e o máximo de 900. Para concorrer às vagas, os candidatos devem observar os seguintes requisitos: ser estudante de graduação, mestrado ou doutorado, com matrícula ativa nas universidades federais credenciadas como núcleos de línguas; estudante participante e ativo no curso My English, on-line, níveis 2, 3, 4 ou 5, cuja inscrição tenha sido validada com até 48 horas de antecedência à inscrição no núcleo de línguas; estudante que tenha concluído até 90% do total de créditos da carga horária do curso. 

 Para efeito de classificação, terão prioridades quatro tipos de candidatos: alunos de graduação de cursos das áreas do programa Ciência sem Fronteiras; que tenham feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010 e obtido média igual ou superior a 600 pontos, incluindo a redação; que tenham concluído até 80% da carga horária total do curso; com maior índice de rendimento acadêmico, conforme parâmetros da própria universidade, e bolsistas ou ex-bolsistas do programa Jovens Talentos para a Ciência de qualquer curso de graduação. Cursos – Os cursos abordam o desenvolvimento de habilidades linguísticas e a preparação para exames internacionais de certificação de fluência em língua inglesa. 

A carga horária estabelece quatro aulas semanais de 60 minutos, distribuídas em pelo menos dois encontros na semana, em locais e horários definidos pela universidade ofertante. A duração dos cursos varia de 30 a 120 dias. 

Ionice Lorenzoni
Fonte - MEC
Acesse - 
http://isf.mec.gov.br/

MEC - Autorizada a abertura de 560 vagas em cursos de medicina

Universidades federais das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste foram autorizadas pelo Ministério da Educação, nesta quinta-feira, 12, a abrir 560 novas vagas em cursos de medicina. Foram contemplados nove campi de sete instituições. 

O maior número de vagas – 300 – foi para municípios do interior do Maranhão, Pernambuco e Bahia. Instituições de Minas Gerais tiveram autorizadas 160 vagas e de Mato Grosso, 100. A autorização de vagas faz parte da Política Nacional de Expansão das Escolas Médicas das instituições federais de educação superior, no âmbito do programa Mais Médicos, lançado em 8 de julho deste ano. A meta do Mais Médicos, ação do governo federal que envolve a expansão e criação de vagas em cursos de medicina e instituições públicas e privadas, é abrir 11.447 vagas até 2017. 

Das 560 vagas autorizadas pelo Ministério da Educação, 300 foram para três instituições da região Nordeste: Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com 160 vagas, distribuídas nos campi Imperatriz, 80, e Pinheiro, 80; Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), 80 para o campus Caruaru, e Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), 60 vagas no campus Santo Antonio de Jesus. No Sudeste, foram destinadas 160 vagas para três instituições de Minas Gerais: Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), 60 vagas para o campus Diamantina; Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ), 40 no campus São João Del-Rei, e Universidade Federal de Alfenas (Unifal), 60 no campus Alfenas. No Centro-Oeste, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) teve autorizadas 100 vagas, distribuídas entre os campi de Sinop, 60, e de Rondonópolis, 40. 

Com as vagas liberadas nesta quinta-feira, 12, o Ministério da Educação soma 1.575 autorizações em 2013, distribuídas entre instituições públicas e privadas em todo o país. Vagas – O aumento das vagas em cursos de medicina é feito de três formas: primeiro, aumento de vagas em cursos já existentes de instituições públicas e privadas; segundo, expansão de cursos e vagas nas universidades federais, tanto nas sedes como nos campi, com calendário a ser executado até 2016; terceiro, a abertura de editais e de chamadas públicas para instituições privadas em municípios sem cursos de medicina, conforme prevê a legislação que criou o Mais Médicos. 

As universidades federais também precisam encaminhar projetos ao ministério solicitando abertura de cursos e vagas, com previsão orçamentária, infraestrutura e concurso de professores. Além dessas situações, a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) analisa pedidos de instituições privadas sobre abertura de cursos e vagas de medicina que ingressaram no MEC até janeiro de 2013. Ionice Lorenzoni Confira a Portaria nº 654, de 11 de dezembro de 2013, da Seres, publicada no Diário Oficial da União, seção 1, página 23, de 12 de dezembro de 2013. 

 Fonte: Portal do MEC

UERN - PSV 2014 - Começa período de entrega de documentação para cotistas

Começou nesta segunda-feira a fase de recebimento de documentação dos candidatos cotistas, com deficiência física que pediram tratamento especial e solicitantes de isenção parcial ou total para o Processo Seletivo Vocacionado da Universidade do Estado do Estado do Rio Grande do Norte (PSV/UERN). As pessoas que se enquadram nesse perfil tem até a próxima sexta-feira, dia 20, para fazer a entrega da documentação. 

O atendimento é das 8h às 17h. De acordo com o diretor da Comissão Permanente do Vestibular da UERN (COMPERVE/UERN), Egberto Mesquista, mais de 16 mil pessoas solicitaram algum tipo de benefício. Quem não fizer a entrega da documentação esta semana passa a condição de não cotista, mas terá uma nova oportunidade. Entre os dias 23 e 27 de dezembro será aberto o período de recorreção de taxa com a impressão dos boleto. “Será preciso fazer o pagamento para continuar no processo”, explica Egberto. Nos últimos anos uma média de 5% dos inscritos com alguma solitação especial deixaram de fazer a entrega da documentação.

Este não será o caso da candidata Itamara Jéssica que tenta uma vaga no curso de turismo. Logo no primeiro dia ela compareceu ao Campus Central para fazer a entrega da documentação para ser cotista. Ela reconhece o papel social da UERN ao dar chance aos alunos das escolas públicas. “É uma ótima oportunidade para quem quer uma faculdade e não tem condições de pagar”, frisou.

Fonte - UERN

AUDIÊNCIA PÚBLICA DEBATE O RECONHECIMENTO DO HIP HOP COMO MANIFESTAÇÃO POPULAR BRASILEIRA

Audiência pública debate o reconhecimento do hip hop como Manifestação Popular Brasileira A Comissão de Cultura realizou um debate na última terça-feira (10) sobre o reconhecimento do movimento hip hop como manifestação da cultura popular brasileira, proposto no Projeto de Lei (PL) 3/2011. A ideia era colher as opiniões de integrantes do movimento para contribuir na elaboração do relatório, que deverá ser apresentado no próximo ano pela deputada Luciana Santos (PCdoB/PE). “Eu queria colher as contribuições de quem faz o dia a dia do movimento hip hop. Acho que estamos dando um passo muito importante para dar outra dimensão a esse movimento cultural brasileiro.

O reconhecimento pelo Estado dará a dimensão que o movimento precisa para se desenvolver e ser fomentado, para enfrentar o preconceito que ainda existe sobre o significado do que é essa expressão musical”, afirmou a parlamentar. Além do reconhecimento, o PL decreta que todas as esferas administrativas devem incluir “as iniciativas de artistas e entidades sociais ligadas ao movimento, no rol de políticas públicas existentes naquele ente federativo”.

Para a presidente da Comissão de Cultura, deputada Jandira Feghali (PCdoB/RJ), o debate foi muito rico, pois trouxe uma nova visão a essa discussão. “O debate era sobre um projeto de lei que reconhece o hip hop como manifestação cultural, mas para eles é muito claro que eles não precisam do Estado para existir. E eles demandam essa isonomia. Mas na minha opinião, reconhecer em lei como manifestação cultural, significa antagonizar com o preconceito e criminalização que esse movimento sempre sofreu. Eles trazem o hip hop não como elemento estrangeiro, mas como uma linguagem universal da negritude mundial. Tenho total clareza que devemos aprovar esse projeto e partir daí dar um salto maior de estudar a cadeia produtiva deles e como a gente pode ajudar mais.

Porque essas manifestações da juventude negra brasileira precisam ter, de fato, cobertura e guarida nas políticas públicas brasileiras”, destacou a deputada. Click aqui e veja reportagem completa Você também pode ouvir as intervenções da audiência via PodCast http://blogoosfero.cc/comculturanacamara/blog/nas-ondas-da-cultura-12

Fonte. UBES

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

ANPG DEFENDE A CIÊNCIA E A POPULARIZAÇÃO DO CONHECIMENTO NO 18º FMJE

A Tesoureira da ANPG, Tamara Naiz, em mesa de debates do 18º FMJE/ ANPG
Na última semana, a Associação Nacional de Pós-Graduandos participou do 18º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes (FMJE) na capital do Equador, Quito. Delegados de 90 países compareceram ao encontro sobre a “Juventude Unida contra o Imperialismo – por um mundo de paz, solidariedade e transformações sociais”. Diretores da ANPG, incluindo a presidenta, Luana Bonone,compareceram ao evento e contribuíram com intervenções em defesa da ciência, e da popularização das riquezas e do conhecimento no mundo.
A tesoureira da ANPG, Tamara Naiz, participou como moderadora da mesa sobre “Patentes y concentración imperialista del uso del conocimiento, la ciencia y la tecnologia”, junto com representantes do Equador e da Bélgica. A tesoureira da entidade comentou que ANPG defende a divulgação científica e do conhecimento e, por isso, tem como uma de suas atividades o Salão Nacional de Divulgação Científica, cuja terceira edição ocorreu em julho deste ano.
“Devemos investir em inovação, ciência, tecnologia e educação”, comentou Tamara. “Se não investirmos, podemos estar sujeitos a uma nova condição colonial, dependendo das tecnologias e das inovações dos países mais avançados”. Tamara também apontou que as ferramentas de tecnologia e inovação também são instrumentos de domínio de alguns países sobre os outros e, por isso, deve-se investir nessas áreas, gerar riquezas e distribuí-las entre a população.
Também representando a delegação brasileira no evento e a ANPG, Lenilton Silveira ressaltou a importância de lutar por um maior acesso ao conhecimento como caminho para a igualdade, uma das bandeiras da entidade. “As Universidades públicas brasileiras são as que mais fazem pesquisas com recursos provenientes dos impostos que todos pagam. Todos têm acesso a esse conhecimento produzido”, explicou Lenilton. O representante da ANPG concluiu a sua fala dizendo que é de responsabilidade da juventude lutar por um maior acesso ao conhecimento no mundo.
No dia 12/12, o  último dia do 18º FMJE conseguiu reunir delegados de cerca de 90 países para celebrar a democracia no mundo, integrar o movimento estudantil internacional e defender a educação para todos. 
FONTE: UNE

domingo, 15 de dezembro de 2013

18º FMJE: DIA DA AMÉRICA DESTACA A EDUCAÇÃO E AS CONTRADIÇÕES NO CONTINENTE


Penúltimo dia do Festival dedicado à América tem participação do Brasil em mesa sobre o movimento estudantil
Após dedicar os seus quatro últimos dias de atividades aos continentes da Europa, Oriente Médio, África e Ásia-Pacífico, o 18º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes terminou a sua volta ao mundo na América. Essa quinta-feira, 12 de dezembro, teve programação especial sobre o continente que abriga países com processos de transformações sociais profundas em curso, como é o caso do anfitrião Equador e a Revolução Cidadã; da Venezuela e a Revolução Bolivariana e da Bolívia, que tem o primeiro presidente de origem indígena de sua história.
Embora viva tempos novos de um lado, a realidade da América Latina vista de outro ponto, por exemplo, a vivida pelos jovens colombianos, evidencia situações de conflitos ainda muito complexos. O cenário atual na Colômbia para o movimento estudantil é o de enfrentamento direto com as forças de repressão do Estado, que impedem o livre direito da manifestação, reprimem a organização e o debate político dentro da escola, prendem e, em casos extremos mas não tão excepcionais, perseguem e assassinam lideranças da juventude. “Existem casos de estudantes mutilados por bombas jogadas em manifestações”, relata a colombiana Deisy Aparicio Bonilla (foto abaixo), diretora da Associação Nacional dos Estudantes Secundaristas (Andes).
Ela explica que a educação em seu país recebe ínfimo investimento se comparado ao dinheiro injetado no aparato militar governamental. Cerca de 5% do PIB são direcionados para as forças armadas e apenas 0,35% para a educação superior e 2% para a básica. O montante que vai para a educação ainda é dividido, sendo mais de 40% para o sistema de concessão, uma espécie de privatização que coloca a educação como mercadoria, e o restante para o público. Para efeito de comparação: cada soldado colombiano custa 18 milhões de pesos aos cofres estatais, já cada estudante de escola do sistema de concessão 1,2 milhões e os da escola pública 900 mil.
Além da falta de investimentos, a educação colombiana é também apenas “uma reprodução do sistema sem compromisso com as transformações sociais”, explica Deisy. Ela conta que hoje os estudantes tem uma parceira com os professores para fazer avançar no país um projeto pedagógico que mude essa realidade, além de garantir a plena participação dos jovens na luta por mais democracia na Colômbia e a livre organização dos estudantes.

Vivendo uma outra realidade, os jovens da Venezuela levaram para o 18º FMJE a experiência das mudanças ocorridas no país nos últimos 15 anos. O ministro da Juventude venezuelano, Héctor Rodriguez (foto acima), participou do dia da América no Festival e fez um histórico que mais parecia contar a história acima, dos colombianos. Ele relatou casos de perseguição e assassinatos de lideranças estudantis. “A juventude tinha medo de participar da política. A educação foi privatizada de forma asquerosa”, disse.
Segundo ele, hoje o cenário é totalmente diferente. A Venezuela tem o segundo maior índice de universitários do continente e o 5º do mundo, além de ser território livre de analfabetismo segundo a Unesco.
Hector ainda mostrou que a Venezuela vive um bônus demográfico, com a maior população jovem de sua história e que os próximos cinco anos terão que ser de aproveitamento dessa força para ampliar e avançar ainda mais as transformações sociais por qual passa o país.
Segundo ele, hoje o cenário é totalmente diferente. A Venezuela tem o segundo maior índice de universitários do continente e o 5º do mundo, além de ser território livre de analfabetismo segundo a Unesco.
Hector ainda mostrou que a Venezuela vive um bônus demográfico, com a maior população jovem de sua história e que os próximos cinco anos terão que ser de aproveitamento dessa força para ampliar e avançar ainda mais as transformações sociais por qual passa o país.


O diretor de Relações Internacionais da UNE, Tahuam Fernandes, participou da mesa “Movimento Estudantil Latinoamericano” e defendeu a unidade das entidades e dos jovens do continente como principal arma contra as injustiças sociais que ainda são gritantes.
Thauan ainda identificou a mercantilização da educação como um ponto triste que une a América Latina, com exemplos como o Chile e o próprio Brasil, países em que o movimento estudantil luta contra a sanha voraz do capital estrangeiro e em defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade.
A porcentagem conhecida de cerca de 75% das matrículas brasileiras no setor privado do ensino superior se compara a marca do Chile, com 60%, e que colabora para a marca de 50%, média da América Latina. E, como no Brasil, a maioria se encontra também vendida para o capital estrangeiro.
“A luta contra a mercantilização se compara à luta por maiores investimentos. Só conseguiremos mudanças mais profundas na educação latino-americana quando enfrentarmos de frente esse entrave”, disse o dirigente estudantil brasileiro.
Fonte: UNE