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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

“O notório saber colabora gravemente com a desvalorização dos professores” afirma Daniel Cara

Em bate-papo com a UBES, especialista em educação esclarece o "notório saber", que integra a MP de ‘deforma’ do ensino médio.
Anunciada no dia 22 de setembro, a Medida Provisória (MP) 746 de ‘deforma’ do ensino médio figura como um dos principais retrocessos impostos pelo governo golpista de Michel Temer. Dentre os principais pontos do documento, um dos mais polêmicos de acordo com profissionais da educação e especialistas, é o que se refere ao notório saber.
Enquanto o Plano Nacional da Educação (PNE) estabelece que é preciso garantir que todos professores e professoras do ensino básico possuam graduação na área de conhecimento em que atuam, a MP passa a permitir que profissionais com notório saber possam dar aulas de conteúdos de áreas afins à sua formação.
Para entender um pouco mais a respeito do tema, a reportagem da UBES conversou com o membro titular do Fórum Nacional de Educação e coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara.
Cara, que tem extensa pesquisa e experiência no campo do ensino, é doutorando em educação pela Universidade de São Paulo (USP) e foi membro da direção da Campanha Global pela Educação entre os anos de 2007 a 2011, além de ter integrado o Comitê Diretivo da Campanha Latino-americana pelo Direito à Educação nos anos de 2009 a 2012.
UBES: O que é e do que se trata o notório saber?
Trata-se do reconhecimento que uma pessoa recebe sobre determinada área do conhecimento, sobre determinada disciplina. Por exemplo, um médico tem ou deve ter ao menos notório saber em biologia, em química, em física. São questões que ele deve conhecer.
A ideia do notório saber no magistério significa você dizer que todo mundo que conhece muito sobre uma determinada questão é um bom professor e ,é claro, isso não é verdade. Na Universidade, por exemplo, é muito comum você ter professores doutores que conhecem muito sobre uma disciplina, mas têm uma total incapacidade de dar aulas. Para dar uma boa aula é preciso dominar a didática, é preciso conhecer o processo de ensino-aprendizagem. Isso se aprende nos cursos de pedagogia e nas demais licenciaturas.
UBES: A medida pode prejudicar a aplicabilidade das disciplinas convencionais, que já integram o currículo das escolas, como português, matemática, história?
O notório saber hoje está exclusivo para a educação profissional. Isso também está errado porque o professor da educação profissional tem de ter habilidade didática, ele tem de entender da relação de ensino-aprendizagem, tem de conhecer os teóricos e clássicos da educação que falam sobre como dar uma boa aula, sobre como envolver o aluno e sobre como deve ser uma aula que funciona, que dialoga com o estudante e que o ajuda a construir o conhecimento. Isso tudo não está garantido na medida provisória. O documento que prevê as mudanças está extremamente mal redigido, mas o itinerário de educação profissional seria o único a receber os professores com notório saber. Por estar mal redigido, isso abre margem para uma flexibilidade maior, para que os sistemas de ensino considerem que para todas as disciplinas o notório saber entraria em vigor. Isso é um absurdo, já que a educação precisa preservar o conhecimento específico, que é a questão da didática.
 “Caso aprovada, a reforma irá prejudicar os estudantes em favor da influência de algumas entidades empresariais que atuam no campo da educação”
UBES: O notório saber pode colaborar com a desvalorização do profissional da educação?
O notório saber irá colaborar gravemente com a desvalorização dos professores porque não reconhece aquilo que os profissionais da educação têm em específico, que é o estudo do processo de ensino-aprendizagem, da didática. Esse estudo precisa ser valorizado! O Brasil é um país que desvaloriza a pedagogia, que a considera um acessório e ela não é um acessório. A pedagogia é algo central no processo educacional.
UBES: O projeto pode comprometer a aprendizagem, a formação dos estudantes brasileiros?
A medida provisória pode prejudicar a aprendizagem dos estudantes na medida em que ela desconstrói o ensino médio, que é ruim hoje, mas propõe uma escola pior. O projeto apresenta cinco itinerários formativos: ciências da natureza, ciências humanas, linguagens, matemática e educação profissional. O problema é que esses cinco itinerários não irão ser ofertados em todas as escolas, ou seja, os estudantes não terão acesso ao conhecimento que, por ventura, eles venham a escolher.
Além disso, flexibilidade de fato é você dar aos estudantes a possibilidade de escolher matérias optativas, como acontecem nas faculdades. Isso seria de fato a flexibilidade: garantir que todas as escolas ofertariam todas as áreas do conhecimento, algo que não está posto na MP. A partir do momento em que as escolas oferecessem todos os campos do conhecimento, elas o ofertariam de modo específico. Por exemplo, em História poderia haver uma aula sobre história do feminismo, sobre história do trabalho, história dos trabalhadores, história da influência africana no Brasil.
Enfim, o projeto político-pedagógico da escola terá de ser fortalecido, porque com uma flexibilidade, a escola terá de criar essas disciplinas optativas, pensar sobre o currículo e terá de garantir os componentes curriculares através de matérias optativas. Esse seria o melhor caminho, mas o governo erra ao propor esses itinerários formativos que na verdade geram uma flexibilidade inflexível aos estudantes.
 “A ideia do notório saber no magistério significa você dizer que todo mundo que conhece muito sobre uma determinada questão é um bom professor e, é claro, isso não é verdade.”

Daniel Cara_ Especialista

UBES: Quais serão os critérios para determinar que pessoas poderão lecionar no ensino médio? E quem será responsável por essa decisão?

Naquilo que diz respeito ao notório saber, os responsáveis serão os sistemas de ensino, os conselhos de educação e a secretaria de educação. Isso é bastante grave, é preciso ter critérios nacionais porque o direito à educação é um direito nacional e a União tem a prerrogativa de determinar as diretrizes e bases da educação do país, segundo o artigo de número 23 da Constituição Federal.
UBES: Considera importante enfatizar algo a respeito do notório saber, de suas consequências?
É importante acrescentar, por fim, que a medida provisória gera uma educação de baixa qualidade. Ela irá mais desorganizar do que organizar, mais prejudicar que favorecer a escola. O projeto não parte da compreensão dos estudantes, daquilo o que eles acreditam que seja necessário para o ensino médio. É claro que numa reforma educacional, não são apenas os estudantes que devem se pronunciar. Toda a sociedade deve opinar sobre uma reformulação educacional, especialmente estudantes, professores, formadores dos profissionais da educação, pais e etc. A medida provisória, porém, não constrói uma proposta de ensino médio coletiva, ela propõe um ensino médio completamente alheio ao interesse dos estudantes.
O método de tramitar uma matéria dessa envergadura, através de um mecanismo que denota regime de urgência, é errado e é inédito. Caso aprovada, a reforma irá prejudicar os estudantes em favor da influência de algumas entidades empresariais que atuam no campo da educação e que defendem essa MP desconhecendo os sistemas públicos de ensino. Temos, assim, um MEC submisso ao interesse de setores que desconhecem a educação pública de qualidade.
- Fonte: UBES

IV ENCONTRO ESTADUAL DO ORGULHO NEGRO ATINGE SEUS OBJETIVOS! - 20 DE NOVEMBRO DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA!

 Presidente do CPC/RN, Eduardo Vasconcelos saúda os participantes do IV Encontro Estadual do Orgulho Negro
 Dezenas de participantes atentos a Roda de Conversa
 Professor Derinho Santos - UFRN, saudando os participantes
 José Teixeira - CUT/CNTE/SINTE/RN, Dando boas vindas aos participantes
 Apresentação do Grupo de Capoeira BOA VONTADE - CBV

 Participantes prestigiando as apresentações culturais
 Da direita para a  esquerda; Professora Maria José Portugal, professor João Maria Campos (SINTE-NOVA CRUZ) e professor Derinho Santos - UFRN)
 José Teixeira - CUT/RN-CNTE-SINTE/RN prestigiando as apresentações culturais ao lado da família
 Participantes (professores e alunos) prestigiando as apresentações culturais
 roda de Conversa - Professor Derinho Santos - UFRN
 José Teixeira - CUT/RN - CNTE - SINTE-RN: Roda de Conversa

 Zé Teixeira - CUT/RN - CNTE - SINTE-RN

 Professores, jovens e crianças atentos ao debate

Professora Maria José Portugal - Roda de Conversa
                                                     Participantes fazendo suas perguntas: "Cultura Afro-Brasileira"
Participantes (Ingrid) fazendo suas perguntas: "Cultura Afro-Brasileira"





 Participantes do IV ENCONTRO ESTADUAL DO ORGULHO NEGRO

Ontem (20) o IV Encontro Estadual do Orgulho promovido pelo Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN com apoio da ANE/RN, CPC da ANE/RN, CPC/RN, UBES, UNE, SINTE/RN, CUT/RN, CTB/RN e SINDICATOS atingiu todos os seus objetivos que era o de despertar os presentes para a ampliação da luta no Combate ao Racismo e a todo tipo de Preconceito, além de proporcionar debate, cujo tema também foi "Cultura AFRO-BRASILEIRA", através de UM RODA DE CONVERSA, com os especialistas da área: Professor Derivaldo dos Santos - UFRN; Professor José Teixeira - CUT/RN-SINTE/RN - CNTE; Professora Maria José Portugal - Professora do Município e o Professor João Maria Campos - UFRN.

O debate reviveu os momentos da vinda dos negros da África, escravidão, suas origens, sua cultura e legado de conhecimentos passados ao POVO BRASILEIRO.

Para o Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos o evento foi importante para despertar a sociedade quanto ao racismo que ainda reina em nosso país e mostrar que a a raça negra tem seus valores e conhecimento e devem ser respeitados, pois são direitos garantido na Carta Magna do País a CONSTITUIÇÃO FEDERAL de 1988. Vamos continuar na luta conseguindo mais adeptos a essa justa luta, concluiu, Eduardo Vasconcelos.

Após a Roda de Conversa houve espaço cultural, sorteios de brindes entre os participantes e entrega de certificados.

Seguindo as palavras do Jornalista e Escritor, Mauricio Pestana*:

"Comemoramos a consciência negra porque os negros foram oprimidos por mais de 300 anos nesse país e ainda hoje somos a população que mais sofre em todos os sentidos. 

Somos 76% dos mais pobres, ou seja, três em cada quatro pessoas que estão no grupo dos 10% mais pobres são negras. Somos a população com renda média 2,5 vezes menor que a população branca. Somos mais de 60% da população penitenciária do país. Nossos jovens são 77% dos jovens assassinados todo ano, o que significa que um jovem negro é morto a cada 23 minutos. 

Então, enquanto formos os cidadãos mais afetados pelas desigualdades do Brasil, precisaremos de um dia para lembrar que a escravidão acabou há mais de 100 anos e já está mais do que na hora de sermos totalmente integrados à sociedade brasileira.

Nesse 20 de novembro, a Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial irá inaugurar a primeira estátua de Zumbi dos Palmares na cidade de São Paulo. Um ícone da luta negra agora estará ao lado de outras figuras importantes para a historiografia brasileira. É isso que exigimos quando falamos sobre consciência negra: não a supremacia negra na sociedade, mas que o nosso lugar enquanto parte integrante desse país seja reconhecido. 

* Jornalista, escritor e cartunista Atualmente ocupa o cargo de secretario de promoção da igualdade Racial da cidade de São Paulo.

"O negro imigrante é alvo de duplo preconceito. "Quando você é negro brasileiro te olham como incapaz. O imigrante africano já é visto como exótico, mas carregamos o peso do estereótipo de que africanos são agressivos ou preguiçosos." - Nádia Ferreira, Formada em Letras, a africana de Guiné-Bissau.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

ATENÇÃO JUVENTUDE AGRESTEIRA E PARAIBANA! CURSO TÉCNICO SUBSEQUENTE EM ADMINISTRAÇÃO DO IFRN!!!

Atenção Agreste ⚠

Acabamos de divulgar os editais do #Subsequente, para ingresso em 2017.1, no nosso portal. Campus oferta vagas para curso técnico subsequente em administração no turno noturno.

As inscrições começam no dia 7 de novembro a partir das 14h
Mais detalhes, acesse: http://portal.ifrn.edu.br/…/campus-oferta-vagas-para-curso…/

A Associação Norteriograndense de Estudantes - ANE/RN e a AMES (Associação Municipal de Estudantes Secundaristas) - Nova Cruz/RN conclama toda a estudantada da Região do Agreste Potiguar e dos estudantes das cidades paraibanas de: Jacaraú, Logradouro, Tacima, Serra da Raiz, entre outras para sintonizar da importância deste curso para a sua futura carreira profissionais e principalmente tratando-se de uma das instituições mais sérias deste país, o IFRN!  Caminho para você jovem ingressar no Curso Superior de Administração no próprio IFRN, ou UERN, UFRN, UEPB e UFPB! Acredite em você!

Passe adiante essas informações, lembrando que as inscrições vão até o dia 21 de novembro!!!

A direção da ANE/RN e CPC/RN



Aluna de Nova Cruz receberá Menção Honrosa na XVII Olimpíada de Química do RN.

Em nome da AMES, ANE/RN, CPC da ANE/RN e CPC/RN parabenizamos a jovem estudante,MILLENNA SANTOS FREIRE, estudante de química do IFRN - Campus de Nova Cruz/RN pela  Menção Honrosa que receberá  na XVII Olimpíada de Química do RN. Acreditar na juventude é acreditar em futuro para o Brasil. Eduardo Vasconcelos.

A Olimpíada de Química do Rio Grande do Norte está em sua XVII edição e pela primeira vez o campus Nova Cruz participou inscrevendo três dos seus estudantes. A aluna MILLENNA SANTOS FREIRE, do segundo ano do Técnico Integrado em Química, teve um excelente desempenho e receberá Menção Honrosa. Estamos bastante orgulhosos com a nossa primeira participação e que sirva de incentivo para que mais alunos venham a se interessar para as próximas olimpíadas.

Informações do IFRN - Campus Nova Cruz/RN.
Adaptado pela ANE/RN.

COORDENADOR DA COMISSÃO EM DEFESA DOS CAMPUS DA UERN E UFRN NA REGIÃO AGRESTE POTIGUAR PARTICIPA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA EM DEFESA DA UERN!

 Coordenador da Comissão em Defesa dos Campus da UERN e UFRN na Região Agreste Potiguar e atual Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, EDUARDO VASCONCELOS participou da Audiência Pública, juntando-se a família UERN na luta contra a privatização da mesma.

Plenário da Assembléia Legislativa do RN literalmente lotado pelos estudantes, professores, funcionários e sociedade civil organizada.
 Reitor da UERN, Pedro Fernandes: "Sou totalmente contra a privatização da UERN"
 Presidente do ADUERN, professor Lemuel Rodrigues da Silva contra a privatização!
 Presidente do SINTAUERN, Francisco Elineudo de Freitas Melo: TOTALMENTE CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA UERN
 Presidente do DCE/UERN na luta contra a privatização da UERN
 Secretária Adjunta da SEEC/RN, Mônica: "Governador é contra a privatização da UERN"
 Representante do ANDES/SN: Contra a privatização!
 Professora Telma - CONLUTAS: Radicalmente contra a privatização
 Líder sindical, Santino: Somos contra a privatização!
 Representante da UBES: "A UBES é contra a privatização!"
 Estudante da UERN
 Professor da UERN
 Estudante da UERN
Professora Ana Maria
"O Coordenador da Comissão em Defesa dos Campus da UERN e UFRN e atual presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos participou de Audiência Pública em Defesa da UERN ontem (17) no Plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, proporcionada pelo Deputado Estadual, Fernando Mineiro - PT/RN. Em seu discurso Eduardo Vasconcelos enalteceu as lutas da comissão e suas conquistas, aproveitou para informar que a solução da Campus da UERN na Região Agreste Potiguar tem solução: A Prefeitura de Nova Cruz doa o terreno ao Estado, o CAIC seria aproveitado com uma reforma e o Governo transformaria o Núcleo em Campus." Concluiu Eduardo Vasconcelos."
Docentes, técnicos/as e estudantes, além de lideranças políticas e a sociedade como um todo, participaram, ontem quinta-feira (17), de uma audiência pública acerca do papel da UERN para o desenvolvimento econômico, social e cultural do RN. De proposição do Dep. Fernando Mineiro (PT), a sessão solene é fruto da pressão dos segmentos da universidade na luta contra a sua privatização.
A audiência foi realizada a partir das 15h, no auditório Cortez Pereira da Assembleia Legislativa do RN e deve lotar o espaço. Além dos parlamentares da casa, participam da discussão representantes da ADUERN, SINTAUERN, DCE, do Comando Unificado em Defesa da UERN e do Fórum dos Servidores do RN.
Na última sexta-feira (11) foi realizada uma audiência pública na Câmara de Vereadores de Caraúbas também para debater a temática. Com presença massiva da população local, representantes políticos e membros da comunidade acadêmica, a solenidade reafirmou a importância da UERN e a necessidade de que seu caráter público, gratuito e de qualidade seja preservado e protegido por toda a sociedade.
O professor Alcivan Nunes, diretor da ADUERN e que esteve na audiência em Caraúbas destacou relevância de espaços como esse para potencializar a luta em defesa da UERN.
 “Muito bom sentir que não estamos sozinhos nesta luta, foi uma estratégia que pode ser ampliada às demais câmaras municipais. Com certeza temos vereadores que são ex-alunos nossos, temos professores/as da universidade que são naturais dessas cidades e se somarão à luta. Percebemos hoje o impacto que estas visitas podem trazer na defesa da UERN” destacou Alcivan.
Em Mossoró também será realizada um audiência pública para debater a situação da universidade, com data ainda a confirmar. Na oportunidade será lançada a Frente Parlamentar e Popular Em Defesa da UERN.
O movimento surgiu da articulação entre a Câmara Municipal de Mossoró, ADUERN, SINTAUERN e DCE, sendo fortalecido pelo apoio de outras câmaras municipais, deputados estaduais e federais, senadores, Diocese de Mossoró e diversas denominações religiosas, sindicatos, organizações não governamentais, movimentos sociais e associações de classe de profissionais liberais e empresários.
Adaptado em 18/11/2016. Fonte: ADUERN.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Audiência na Assembleia debate papel da UERN para o desenvolvimento do Estado

O “Papel da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) para o Desenvolvimento Econômico, Social e Cultural do RN” será tema de debate nesta quinta-feira (17), na Assembleia Legislativa. A audiência pública é uma proposição do deputado Fernando Mineiro (PT) e acontece a partir das 15h, no auditório da Casa.
“A instituição é fundamental para o desenvolvimento do nosso Estado e um importante instrumento de inclusão e acesso de milhares de jovens ao ensino superior. O objetivo da audiência é mostrar dados e outras informações sobre o papel da UERN para o RN e desfazer equívocos e má fé”, justifica o parlamentar.
A defesa da UERN é um tema presente na atuação parlamentar de Mineiro, seja em pronunciamentos na sessão plenária, audiências ou intermediando reuniões. O deputado acompanha de perto as demandas da universidade e servidores. A instituição é, também, uma das prioridades na sua cota de emendas individuais. Em nota divulgada no início do mês, o parlamentar se posicionou contra a privatização da UERN e defendeu o seu fortalecimento como instituição pública.
Além dos deputados estaduais, também foram convidados para o debate o reitor da UERN, Pedro Fernandes Ribeiro Neto; o presidente da Associação dos Docentes da UERN (Aduern), Lemuel Rodrigues da Silva; o presidente do Sindicato dos Técnicos Administrativos da UERN – (Sitauern), Francisco Elineudo de Freitas Melo; o presidente do Diretório Central dos Estudantes Anatália de Alves Melo (DCE da UERN), Tasso da Costa Alves; representante dos Campis Avançados da UERN; e representante do Executivo.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Tempos sombrios geraram a eleição Trump

A vitória de Donald Trump para a Presidência dos Estados Unidos aumenta as incertezas no cenário interno e no mundo. O que será da principal potência econômica e militar da Terra sob a direção de um mandatário histriônico, falastrão e ameaçador? Que fala contra imigrantes, negros, latinos (principalmente mexicanos), muçulmanos e todos aqueles que não fazem parte do supremacismo de homens brancos e machos, que se fortalece com a crise econômica e financeira.
Muita gente não esperava a vitória deste que era tido como o pior candidato numa escolha onde ambos os postulantes podiam ser vistos como versões de políticos conservadores. Hillary, representando o 1% mais rico da população; Trump, visto como uma ameaça à própria democracia norte-americana. Mas ambos falando aos novos pobres gerados pela crise. Hillary incorporou ao seu programa demandas contempladas por Bernie Sanders, que se proclamava socialista e defendia medidas – salariais, educacionais e na área de saúde – para favorecer os mais pobres.
Trump, por sua vez, falou contra a globalização e defendeu a retomada do desenvolvimento norte-americano e melhorias para os trabalhadores, como o aumento nos empregos e crescimento da renda.
No frigir dos ovos, Trump ganhou com um apelo revelador de um certo cansaço dos norte-americanos com o profundo envolvimento do país em assuntos externos, especialmente onerosas guerras, e também com o caminho neoliberal que prevalece desde Ronald Reagan. Caminho que se traduziu em desemprego, precarização do trabalho e acentuado empobrecimento da população.
O slogan de Trump – “Faça a América grande outra vez” – traz uma promessa sensível para o norte-americano comum. E uma contradição com as promessas do agora presidente eleito. Se tomar medidas para ao menos equacioná-la, talvez consiga fazer o emprego e a renda dos trabalhadores crescerem, ao custo da repressão à imigração. Uma de suas promessas mais visíveis foi aumentar o muro construído na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Muitos eleitores apoiaram a ideia por estarem convencidos de que perdem empregos para os migrantes.
O diário estadunidense The New York Times diz que foi a “ansiedade econômica” de trabalhadores que elegeu Trump. Pode ser. E isso leva à uma pergunta crucial: e se ele não cumprir as promessas de trazer novos empregos? Terá que enfrentar certamente a raiva acumulada dos trabalhadores pobres que depositaram suas esperanças nele e elegeram o mais caricato dos presidentes da história do país.
Se conseguir cumprir parte de suas promessas, baseadas num agressivo nacionalismo de direita, levará ao colapso o sistema internacional de comércio, no qual os Estados Unidos estão em concorrência cada vez mais intensa com a China e a Rússia. Estes se movem ativamente para forjar o espaço economicamente gigantesco da Eurásia, unindo China, Rússia e Europa Ocidental, e deixando os Estados Unidos à margem.
Num artigo publicado nesta quarta-feira (9) no jornal novaiorquino, o prêmio Nobel de economia Paul Krugman fez, sob o impacto da eleição de Trump, uma pergunta importante. “Os Estados Unidos se tornaram um Estado e uma sociedade fracassados?” E responde: “Parece realmente que sim”.
A pergunta tem sentido. A eleição de Trump parece atender aos novos deserdados da sorte que o neoliberalismo e a internacionalização do capital e da produção criaram entre os norte-americanos. Mas sua ascensão à Casa Branca acena também, com força, para o 1% de muito ricos, cuja fortuna cresce de forma cada vez mais acelerada justamente com este sistema que Trump diz que vai superar.
Estes são tempos sombrios, para os EUA e para o mundo. Mas são também, como dizia o historiador Eric Hobsbawm, tempos interessantes. Prenhe de mudanças.
Fonte: Portal Vermelho