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quarta-feira, 14 de março de 2018

Secundaristas dão início ao 13º Fórum Social Mundial


Grande marcha marcou a abertura do evento em Salvador nesta terça-feira( 13); presidente da UBES ressalta união das juventudes de todo o mundo.

Muitos idiomas, bandeiras, reivindicações e expectativas. O Fórum Social Mundial, maior encontro dos movimentos progressistas de todo o mundo, lançou oficialmente a sua 13ª edição nesta terça-feira (13), na cidade de Salvador, com forte participação da UBES e dos estudantes secundaristas. A abertura contou com uma grande passeata, inspirada no tema do evento, “Resistir é transformar” e reuniu dezenas de milhares de pessoas nas ruas da capital baiana, em contraponto à atual hegemonia econômica e política no planeta, pela redução das desigualdades e um por novo modelo de desenvolvimento internacional inclusivo e solidário.
Para a diretora de Relações Internacionais da UBES, Bruna Helena, é também o momento de conjugar as lutas das diversas juventudes de outros continentes. Ela participou, nas últimas semanas, da construção do Fórum em Salvador.
“Estamos aqui para pautar a vida da juventude, a luta contra o imperialismo, a libertação de todos os povos e a soberania do nosso país. Estamos aqui porque acreditamos em um mundo mais justo para todos”, explicou.
A UBES participou de todas as edições do Fórum Social Mundial, desde a primeira, em 2001, na cidade de Porto Alegre. Desde então, diversos países já sediaram o evento.

A marcha partiu do Campo Grande, região tradicional de Salvador, e seguiu ao som das palavras de ordem e dos ritmos do samba-reggae, do maracatu, dos tambores e manifestações populares de diversas partes do país. Marroquinos, franceses, palestinos, alemães, chineses, povos de muitos lugares seguiam o cortejo com entusiasmo, frente ao clima ameno soteropolitano. Na Praça Castro Alves, que guarda a estátua do poeta celebrado pelas vozes de libertação racial e política do Brasil, os manifestantes acompanharam o pôr do sol frente à Baía de Todos os Santos.
Para o presidente da UBES, Pedro Gorki, a entidade reforça no evento a sua característica de solidariedade internacional:
“Estamos em uma nova temporada de lutas e o Fórum Social Mundial é um capítulo dessa resistência. Queremos um mundo sem fome e sem miséria. Aqui estão povos dos quatro cantos para debater o futuro da humanidade. Nós, secundaristas, estamos aqui para construir a luta mundial pela educação, para que nenhum país tenha nunca mais alguma criança analfabeta”, disse.

UBES no 13º Fórum Social Mundial

O evento acontece até a sexta-feira (16) e deverá reunir mais de 60 mil pessoas e mais de mil atividades voltadas aos diferentes temas. A UBES participa ativamente da programação. Nesta quarta (14), os secundaristas brasileiros ajudam a construir a Assembleia Mundial da Juventude e o Fórum Mundial de Educação. Na quinta, acontece a oficina do Circuito de Cultura Secundarista da UBES (Circus), em parceria com a Nação Hip-Hop. Na sexta, será realizado o Baile do Poder, juntando secundas e universitários, em parceria com o Circuito de Cultura e Arte (CUCA) da UNE.
Acompanhe a programação pelas redes da UBES!
Fotos: Guilherme Imbassahy – Narrativa de los Estudiantes
Fonte: UBES

Seminário reúne diretoria da UBES de todos os estado


Evento em Salvador marcou o lançamento da Jornada de Lutas de março, com o tema “Nossos sonhos em nova temporada”.

Mais de oitenta estudantes de todo o Brasil participaram, nesta segunda-feira (12), do Seminário de Gestão Edson Luís, em Salvador, que reuniu a diretoria plena da UBES e outros jovens do movimento secundarista. O encontro, que aconteceu na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia, serviu para lançar a jornada de lutas da juventude nesse mês de março, com o tema “Os nossos sonhos em nova temporada”. Também serviu como preparação para a participação dos secundas no Fórum Social Mundial, entre os dias 13 e 16 também na capital baiana.

Lembranças de 1968

Ex-presidente da UBES Bernardo Joffley, secundarista em 1968, relatou experiência de comoção com a morte de Edson Luís: “Nunca havíamos visto nada parecido”

A homenagem a Edson Luís, estudante secundarista que foi assassinado há exatamente 50 anos pela ditadura militar, foi marcante durante todo o evento. O seminário foi aberto pelo ex-presidente da UBES Bernardo Joffley, secundarista durante o ano de 1968, que relatou a experiência de revolta e comoção com a morte do estudante. “Tomamos as ruas, em direção ao velório, com cerca de 30 mil estudantes. A população abanava os lenços do alto dos prédios, uma loja de velas doou todo o seu estoque. Nunca havíamos visto nada parecido”, relembrou. Bernardo, que frequentava o mesmo restaurante Calabouço, onde Edson foi morto, disse que a geração de 1968 se inspira também nos secundaristas atuais.
“A geração atual tem condições de fazer muito, como foi feito por exemplo na ocupação das escolas. A juventude tem acesso a novas ferramentas de comunicação que nós não tínhamos. Vocês encontram livros, filmes, músicas, é uma revolução comunicacional que está nas mãos de vocês e que nós não tínhamos”, disse. Após a homenagem, os diretores da UBES debateram a conjuntura nacional e as estratégias de mobilização para a Jornada de Lutas do mês de março.
O presidente da UBES, Pedro Gorki, ressaltou a importância da unidade neste momento. Ele também traçou um paralelo entre a temporada de sonhos daquele ano de 1968 e a realidade de agora, em 2018. “Sem a nossa união e a nossa força, talvez outro AI-5 pode acontecer”, declarou, em referência ao Ato Institucional número 5, medida mais drástica da ditadura militar que ocorreu naquele ano e cassou as liberdades políticas no país.
“Vamos à luta juntos, unidos, para fazer com que aqueles anos se repitam apenas com o que foi de luta e não com os mesmos retrocessos. Precisamos libertar o Brasil e torná-lo mais próspero, um país que gera igualdade, equidade, mais condições para a classe trabalhadora e para a juventude”, conclamou Gorki.
Ao final da homenagem, os estudantes bradaram o coro de “presente” para os nomes de diversos outros estudantes que, como Edson, perderam suas vidas na luta pela democracia e pelo o Brasil.

Secundaristas em Salvador


Nesta terça-feira (13), a UBES participa da grande passeata de abertura do Fórum Social Mundial, nas ruas da capital baiana. Nos próximos dias, os secundaristas integram os debates do evento com outros jovens de todo o mundo em atividades como a Assembleia Mundial da Juventude e o Forum Mundial da Educação. Na quinta-feira, o Circuito de Cultura Secundarista (Circus) da UBES promove uma oficina junto à Nação Hip Hop. Na sexta-feira, em parceria com o Cuca da UNE, acontece o Baile do Poder.
Veja mais fotos do Seminário de Gestão Edson Luís aqui!
Acompanhe a cobertura da participação da UBES no Fórum Social Mundial pelas redes sociais da entidade.
Fotos: Vangli Figueiredo
Fonte: UBES

domingo, 11 de março de 2018

ENCONTRO DA MULHER PROMOVIDO PELO CPC/RN TERMINA EM RODA DE CONVERSA!

 I ENCONTRO DA MULHER - EM 10-03-2018 - E. E. ROSA PIGNATARO - NOVA CRUZ-RN
Ontem (10) o Centro Popular de Cultura - CPC/RN promoveu encontro da mulher, alusivo ao Dia Internacional da Mulher, que melhor dizendo transformou-se em uma ROSA de CONVERSA. Os temas abordados  foram> "As necessidades das mulheres negras são muito peculiares e sem que seja  feita uma profunda análise do racismo brasileiros;  FEMINISMO X MACHISMO; Redação sobre a Importância do dia Nacional da Mulher e encaminhamentos.

O encontro terminou em uma roda de conversa para uma imediata integração dos presentes, que em pouco se conheceram e se fortaleceram para ampliarem mais conhecimentos, juntando-se aos demais dirigentes do CPC para o fortalecimento da luta e defesa das mulheres, como também propor rápidas ações por parte dos poderes judicial, legislativo e executivo, como políticas e leis mais firmes em prol da mulher brasileira. Ao mesmo tempo foram discutido o machismo na sociedade.

Ao final todos/as se comprometeram-se em elaborarem cada cada dos presentes uma redação sobre a Importância do DIA INTERNACIONAL DA MULHER e também valeu para unirem forças para levar a semente do CPC/RN para seus municípios e contribuir para identificar novos talentos.

Também foram aprovados nomes de alguns presentes para participarem dos dois próximos eventos do CPC;RN nos meses de  abril e maio nas cidades de Nova Cruz e Parelhas;

No final do evento houve sorteios de exemplares da Lei Maria da Penha, entre outros brindes.

Participaram dos evento: Os diretores do CPC/RN, Eduardo Vasconcelos, Claudio Lima e Washington Baraúna, a Conselheira Tutelar de Nova Cruz, Zenaide Toge. Gildene de Andrade Silva, Juliana Cruz, , ambas estudantes universitárias e de Nova Cruze , Rosineide Gomes de Sousa - Passa e Fica e aluna da UNOPAR, Tayane da Silva Cândido de Nova Cruz e , aluna da UNOPAR  e, Tatiane Santos - estudante secundarista em Nova Cruz, Mariana Gomes e Alfa Rodrigues ambas da cidade de Santo Antonio e alunas da UNOPAR e Micalerne Rodrigues de Oliveira Medeiros de Montanhas e aluna da UNOPAR.

Eu, presidenta

Não há golpe que segure: à frente de seus grêmios, em vários cantos do Brasil, estas garotas lutam no dia a dia contra o machismo, por uma escola e um mundo melhor

Enquanto no Brasil mulheres perdem postos de comando no mercado de trabalho e a primeira presidenta da República foi deposta por um golpe político e parlamentar, dezenas de meninas resistem e se mantêm na linha de frente nas suas escolas.
Estamos falando das presidentas de grêmios escolares país afora, jovens que defendem seus colegas na representação máxima dos estudantes dentro das instituições. Antes dos 18 anos, muitas delas já lideraram protestos, despertaram colegas para a política e, infelizmente, até já sofreram golpes.
Conheça algumas destas estudantes cheias de sonhos e desafios e entenda o real significado da frase “lute como uma garota”.
Ah! Se interessa pela representação, mas sua escola ainda não tem grêmio? Se informe aqui sobre como formar o grêmio na sua escola.
Leia também:
A voz da maior escola de São Paulo
 Caroline Fonseca, 18 anos - EE Brigadeiro Galvão Peixoto, bairro de PerusSão Paulo, SP

A viagem de volta de Fortaleza à São Paulo, no começo do ano passado, acendeu uma luz nas ideias de Caroline. Depois de participar do 3º Encontro de Grêmios, na capital cearense, ela percebeu que podia fazer mais do que reclamar sobre a entidade da sua escola. Por que não assumir a gestão e tentar fazer diferente?
O grande desafio era uma representatividade real dentro da maior escola estadual de São Paulo. Muita coisa para uma garota de 17 anos? De um ano para cá, ela tem como vitória a grande articulação e diálogo entre o grêmio e os cerca de 3.500 estudantes. (E conta que aprendeu muito sobre ouvir os outros)
Um golpe atrás do outro
Aos 18 anos, Caroline sofreu o que considera um golpe. “Sumiram com a documentação do grêmio e disseram que não éramos legítimos. Cheguei a ser proibida de entrar na escola! Tínhamos feito a posse com diversas testemunhas”. Segundo a paulistana, isso aconteceu porque a diretora do colégio com boas relações com o grêmio foi trocada por uma que inibisse a gestão. “Trocam de direção toda hora!”
Representar o grêmio fez Caroline sentar com representantes da Secretaria de Educação diversas vezes. Além da legitimidade da entidade, as maiores batalhas na escola hoje são contra a diminuição de turmas no ensino médio e pela recontratação de professores temporários demitidos. As armas de Carol estão postas: panfletagens, diálogo, atos, paralisações e, principalmente, muito diálogo.

Uma líder nata

 Bruna Bitencourt, 18 anos
 Colégio Estadual Dr°. João Pedro dos Santos, centro
Sabe aquela pessoa que acaba liderando tudo com o que se envolve? A Bruna sempre teve essa característica. Então, virar a presidenta do grêmio foi algo que aconteceu naturalmente, quando a turma da sua escola resolveu criar um.
“Descobrimos o que era e como funcionava o grêmio e me envolvi na hora. Pelo amor ao meu colégio, o desejo de fazer mais por ele, de melhorar aquele espaço e torná-lo mais participativo”, conta a baiana.
O que não quer dizer que foi simples ser reconhecida, pois o machismo da sociedade é o mesmo reproduzido nos ambientes escolares:
“Para que houvesse uma credibilidade com os meninos, foi necessário tempo, para demonstrar que garotas também podem comandar, que tem espaço para todo mundo”.
Além de buscar a desconstrução do machismo, homofobia e racismo, Bruna diz que a prioridade é a construção de uma política cidadã dos colegas. “Temos que mostrar que vale à pena sim ter uma consciência social, que não é chato, e é direito da juventude também!”, termina.

Noites a menos, sonhos a mais

 Rebecca Ellen, 18 anos
 Colégio Estadual Professor Abelardo Romero Dantas, centro
 Lagarto, SE
Para Rebecca, não é só a rotina que muda (e muito!) ao dirigir um grêmio estudantil, experiência que vive há um ano: “Depois que o grêmio apareceu na minha vida, posso afirmar que tudo mudou. Meu modo de ver o mundo e as pessoas, o desejo de lutar pelos estudantes, uma educação de qualidade, de lutar por direitos, de ver o mundo totalmente de um ângulo diferente”.
Não que sejam apenas boas vivências.“Todo o peso recai sobre você, pessoas costumam te atacar e as instâncias maiores caem em cima de ti com um tom de superioridade e até mesmo desprezo”, lamenta.
Mesmo assim, a sergipana acredita que as noites perdidas e as tensões do dia a dia valem à pena. A lista de realizações da sua gestão são alguns dos bons motivos: “Lutamos pela volta dos transportes escolares que não estavam funcionando, cobramos por estruturações internas, lutamos pela construção da quadra poliesportiva, realizamos alguns vários projetos, um deles até sobre gênero e sexualidade, assunto pouco debatido em ambiente escolar”.

Lugar de mulher é todo lugar

 Graziela Carvalho, 17 anos
 IFPB – campus Montero
 Montero, PB
Graziela parece não ter dúvidas quando promete, animada: “Aos poucos, vamos ocupar espaços e mudar esta realidade”. Não é pouca coisa. A realidade sobre a qual ela fala são “as raízes do patriarcado que influenciam muito na sociedade, como se o lugar de mulher não fosse na política”.
Sua representação na linha de frente do grêmio do Instituto Federal em Monteiro (PB) já é um começo. Na gestão, ela também faz o que pode. Ano passado teve a 1ª Semana de Inclusão de Mulheres e LGBTs, que ela pretende repetir este ano. E o grêmio tem comprado a briga de conscientização contra assédio no IF, entre outras batalhas, como por mais assistência estudantil.
“Me envolvi com o grêmio do meu campus assim que entrei no IF, no primeiro ano. Sempre me interessei pelas questões sociais, sempre me revoltei contra o machismo. E no movimento estudantil fui me interessando cada vez mais. Me faz bem estar lutando.”

Escola com vida

 Stéfany Rodrigues, 19 anos
 Escola Estadual de Ensino Médio Dom Antônio Reis
Santa Maria, RS
Stéfany gosta tanto do ambiente escolar que pretende até estudar Pedagogia ao terminar o colégio. Por enquanto, se anima ao saber que pode deixar o espaço com mais convivência e acolhimento.
Para ela, a maior conquista de sua gestão é a integração entre todos os estudantes, mesmo os de turnos diferentes, porque o grêmio criou um calendário de atividades e eventos capaz de unir as turmas e até aproximar os familiares da escola.
Primeira representante trans do colégio, a gaúcha comemora o papel: “Me sinto honrada em representar esta escola, meus colegas e amigos”.
Leia também:
Por Natália Pesciotta
Fonte: UBES

Avenida Paulista feminista grita por direitos além do 8 de Março

Universitárias afirmam que organizadas em coletivos feministas o dia a dia contra o machismo nas aulas fica mais fácil 

Mulheres de todas as cores e feminismos lotaram a Avenida Paulista em São Paulo neste 8 de Março para reivindicar direitos e democracia no Brasil machista atual.
Nossa luta precisa ser todos os dias. Nós mulheres estudantes damos as mãos e nos somamos a todas as mulheres porque queremos falar de unidade, porque precisamos nos fortalecer e fazer com que cada mulher e cada movimento possa estar aqui com suas bandeiras construindo um 8 de março histórico”, destacou a presidenta da UNE, Marianna Dias.
A marcha saiu às 18h da Praça Osvaldo Cruz no Paraíso e seguiu até o Escritório da Presidência da República próximo a Consolação.
Presidenta da UNE, Marianna Dias, na Av. Paulista 
Em meio a muito batuque, cartazes, gritos de protesto e muitos “Fora Temer” as estudantes das universidades paulistas mostraram que estão organizadas.
Bruna Maria e Bárbara Martins, acabaram de entrar no curso de Direito do Mackenzie uma das faculdades mais tradicionais de capital paulista e já atuam no Coletivo feminista Leolinda Adaulto.
Chegar em uma universidade que tem um coletivo negro e um coletivo feminista dá um alívio muito grande para as meninas, para os negros, para a comunidade LGBTque tá entrando”, destacou Bárbara.
Embora as mulheres avancem no ensino superior mais que os homens, ainda há muita desigualdade entre brancas e negras no Brasil. Segundo pesquisa do IBGE divulgada esta semana (7/3) apenas 10% das jovens negras se formam na universidade no país.
No Mackenzie mal tem negro, e mal tem menina negra. No primeiro semestre acho que só eu e mais uma fomos as únicas a entrar no curso de Direito e olha que são 500 vagas. Então não é só a questão de se formar, é de nem entrar na universidade”, completou ela.
Elas afirmaram que graças a participação dos coletivos na recepção dos calouros, os trotes não tiveram nada de abusivos.
Foi bem tranquilo, as meninas do coletivo presentes a todo momento e nos fizeram sentir mais seguras. Além da convivência estar sendo melhor”, destacou Bruna.
A direita as amigas Bárbara e Bruna, calouras de Direito no Mackenzie 
De acordo com Pesquisa do Instituto Avon e Data Popular 67% das universitárias do Brasil já sofreram algum tipo de violência na faculdade, ou seja, só em 2016 mais de 714 mil mulheres devem ser vitimizadas no ambiente acadêmico. Os dados mostraram ainda que  7% das universitárias afirmam que foram drogadas sem seu conhecimento e 7% já foram forçadas a ter uma relação sexual nas dependências da instituição ou em festas acadêmicas.

ELAS TAMBÉM QUEREM SE VER NOS LIVROS

As estudantes da Faculdade de Arquitetura Escola da Cidade do Coletivo Carmen Portinho também estavam em um grupo grande na marcha. Maria Clara Calixto está no segundo ano e explica que o nome do coletivo é em homenagem a uma engenheira arquiteta que tem o nome praticamente “escondido” entre seus inúmeros projetos. Para ela essa acolhida feminista na faculdade faz toda a diferença. “Temos muitos casos de machismo e homofobia na sala de aula”, destaca.
Luisa Carrasco, do primeiro ano conta que a realidade delas destoam dos ídolos que aprendem nos livros. “Na Escola da Cidade a maioria dos estudantes são mulheres, mas ainda assim a maioria dos arquitetos que a gente aprende sobre, os gênios são os homens e aí a gente olha em volta e vê só alguns meninos estudando”.
O prêmio Pritzker, considerado o Nobel de arquitetura só teve duas mulheres premiadas na história”, completou uma colega.
Fernanda Isac, também é caloura e faz parte do coletivo de Relações Internacionais da PUC-SP. “O coletivo Magu é uma homenagem a uma estudante de filosofia da universidade perseguida e morta durante a ditadura”, explicou.
Ela afirma que a entrada na universidade potencializou o seu feminismo, devido aos grupos e receptividade que lá encontrou.
“ Eu me senti acolhida em relação a assédio e todas as situações difíceis que as mulheres passam em um ambiente universitário, e também saber que eu tinha a quem recorrer caso algo ruim acontecesse”.
Fernanda é caloura de RI na PUC-SP

MATERNIDADE É LUTA 

Na última terça-feira (6), um professor do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), expulsou da sala de aula a estudante Waleska Lopes por estar acompanhada de sua filha, uma garota de 5 anos.
O caso gerou revolta na comunidade acadêmica e levantou novamente a questão do machismo contra as mulheres mães.
Na marcha, centenas levaram seus filhos para mostrar que a maternidade é sim espaço de luta e respeito e não apagamento de mulheres.
‘É um absurdo uma mãe ser posta pra fora ou tirada de algum ambiente por causa das crianças. Eu nunca passei por uma situação dessas, mas percebo o mal estar das pessoas quando chego, e não sou mãe só de uma, sou mãe de três”, falou a dona de casa Ana Fedici, que participava da marcha com suas três meninas pequenas, Sofia, Catarina e Teresa.
Ana levou as três filhas para a marcha, todas bem protegidas da garoa fina 
Ana destaca que trazer as filhas para a marcha do 8 de março é um passo importante na luta contra o machismo. ”É fundamental que desde pequenas elas saibam lutar por seus direitos e percebam que estão amparadas ao lado de tantas outras mulheres no mesmo caminho”, enfatizou.
Para a assessora parlamentar Camila Victor, que participou da marcha ao lado de sua filha, Aninha, tal situação é ilógica. ”Nós, mães, ficamos de mãos atadas. O Estado não provê meios para que possamos deixar as crianças em locais adequados, como por exemplo as creches universitárias, e também não permite que nossas crianças nos acompanhem. Estamos num verdadeiro limbo”, disse.
Camila e sua filha, Aninha
Fonte: UNE

Prazos regimentais do XXIII CONFASUBRA para eleição de delegados

As informações sobre o número de trabalhadores devem ser enviadas até o dia 20 de março.

Confira os
prazos regimentais para a convocação de assembleias e eleição de delegados para o XXIII Congresso Nacional da FASUBRA Sindical.  As informações sobre o número de trabalhadores ativos, aposentados, pensionistas, trabalhadores e empregados de instituições públicas de ensino superior devem ser enviadas até o dia 20 de março, para o e-mail:  congresso@fasubra.org.br.
O XXIII CONFASUBRA será realizado de 26 de novembro a 1º de dezembro, em Poços de Caldas – MG. Instância máxima de deliberação, o congresso é soberano para deliberar sobre qualquer proposta, desde que esteja incluída no temário do evento. Também é permitida a participação de convidados e observadores, porém, sem direito a voto.
Serviço
Congresso da FASUBRA (XXIII CONFASUBRA)
Data: 06, 07, 08, 09, 10 e 11 de maio de 2018
Local: Centro Nacional de Convenções – Cenacon
Av. Vereador Edmundo Cardillo, 3500 - Jd. Del Rey - Jardim Bandeirantes.
Poços de Caldas - MG

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

quinta-feira, 8 de março de 2018

PRÓXIMO SÁBADO (10) NO AUDITÓRIO DA E.E. O CPC/RN PROMOVERÁ ENCONTRO DA MULHER!


Próximo sábado (10) a direção do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, promoverá no Auditório da Escola Estadual ROSA PIGNATARO - Nova Cruz/RN ENCONTRO DA MULHER, momento importante para as/os convidadas/os possam debater, confrontar idéias e encaminhar a luta!

O evento contará com cerca de 50 convidados, que irão discutir, propor e encaminhar idéias e propostas para juntas com o CPC/RN possamos colocá-las em práticas e ao mesmo tempo exigir dos governos o cumprimentos das leis voltadas para as mulheres.

Os temas serão: "Dia Internacional da Mulher e sua História e a Importância da DATA; PENSAMENTO FEMININO X MASCULINO, entre outros.  Todos os participantes receberão CERTIFICADOS de participação e não haverá cobrança de taxas.

CASA DO ESTUDANTE DO RN REERGUE NA LUTA E SONHOS!


O Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN voltou a levantar a bandeira pelo renascimento e da luta pela CASA DO ESTUDANTE DO RIO GRANDE DO NORTE!  Através do seu atual presidente, EDUARDO VASCONCELOS voltou a contactar seus legítimos representantes que ainda resistem na própria casa, que finalmente passa por uma reforma.

Mas para Eduardo é preciso cuidar urgentemente da legalização de sua diretoria e foi penando nisso que o mesmo ontem (7) procurou o representante provisório da referida casa, onde manteve uma conversa esperançosa e os mesmo após alguns detalhes resolveram retornar a luta de fato!

Eduardo Vasconcelos contactou vários ex presidentes da casa, entre eles, JORGE DE ALMEIDA REGO presidiu a casa época em estudava em Natal, IVONILDO REGO ,na época foi diretor de cultural e também ex reitor da UFRN, AMARAL, também presidiu a Casa do Estudante do RN e,, recentemente foi tesoureiro do SENALBA/RN, o próprio Eduardo Vasconcelos - CPC, entre outros, Eduardo também propôs uma reunião histórica com esses grandes heróis da casa e depois uma outra reunião com o MPE, com promotor de justiça, dr. JANN POLACEK MELO CARDOSO da 27ª Promotoria de Justiça de Combate à Sonegação Fiscal e Tutela de Fundações e Entidades de Interesse Social da Comarca de Natal. e o Tribunal de Justiça e do Juiz da 21ª VARA CIVIL, Juiz GILSON CAVALCANTI para que juntos possamos termos uma definição e ai vir a legalização da diretoria da casa e ampliar, acreditar na luta e na esperança de reerguer a nossa respeitada CASA DO ESTUDANTE.

A luta companheiros!