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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

ESTUDANTES PEDEM O FIM DA GREVE E COBRAM POSIÇÃO IMEDIATA DO GOVERNO

Sem acordo, universidades federais estão sem aula há mais de três meses
A greve das federais, que já dura mais de 90 dias, uniu a comunidade acadêmica em todo o território nacional com professores, técnicos administrativos e estudantes lutando pela mesma causa – a melhoria na educação pública do país. Contudo, a demora do governo em atender as reivindicações vem causando uma perda significativa das aulas, com sérios riscos de comprometer todo o ano letivo.
Durante o período de paralisação, o governo ofereceu apenas duas propostas aos grevistas. A última, apresentada no dia 24/7 foi aceita pela Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), mas rejeitada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino (Andes) e pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica e Tecnológica (Sinasefe).
Em comunicado divulgado no último dia 18/8, o Andes informou que a paralisação dos professores das universidades federais está mantida na maioria das instituições. De acordo com o comando de greve, docentes de 57 universidades decidiram em assembleia pela sua continuidade.
Segundo o presidente da União Catarinense dos Estudantes, Dérique Hohn, os estudantes estão unidos e querem pressionar o governo por respostas concretas. ‘’ Estamos fazendo mobilizações com o objetivo de mostrar para a sociedade que estamos organizados. Queremos que o governo federal atenda às reivindicações dos grevistas para que as aulas possam retornar o mais rápido possível. 

MOBILIZAÇÕES PELO PAÍS EXIGEM O RETORNO DAS AULAS 

Apesar dos estudantes defenderem as pautas dos professores, eles esperam que as aulas voltem com urgência. Nos estados de Minas Gerais, Amazonas e Pernambuco há reuniões constantes com o comando de greve para pressionar o governo. Já na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), um ato reuniu na cidade de Pato Branco na última segunda-feira (20/08), milhares de estudantes que se mobilizaram e foram até as ruas, com o objetivo de mostrar sua insatisfação com os rumos da paralisação.
Segundo o presidente da União Paranaense dos Estudantes (UPE), Rafael Bogoni, o governo está tratando a questão da greve nas federais de uma
maneira irrelevante. “Vamos nos mobilizar e mostrar para a sociedade e para governo que os estudantes estão sem aula, e que a cada dia que passa pior é o tratamento do governo em relação a esse assunto. Queremos aulas já”, explicou.
No estado de Santa Catarina acontecerá um ato na cidade de Joinville, nesta quarta (22/08) com concentração às 10h na Praça da Bandeira. A iniciativa partiu da União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Catarinense dos Estudantes (UCE), juntamente com professores. O objetivo é
chamar a atenção das autoridades para que as reivindicações sejam atendidas e as aulas voltem ao normal.
Mariana Ortiz e Renata Bars/UNE

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

EM ENCONTRO COM DILMA, UNE COBRARÁ 10% DO PIB E MAIOR VERBA PARA A ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL


Presidenta receberá estudantes na quarta (22/08), luta pelos 10% intensificou-se após o recurso de parlamentares para atrasar a votação
Com seus recém-completos 75 anos, a União Nacional dos Estudantes prepara-se para um período de acirramento na luta por educação de qualidade para todos. Lideranças da entidade encontram-se com a presidenta Dilma Rousseff na próxima 4ª feira, dia 22 de agosto, para debater duas das principais bandeiras da entidade nesse sentido: a destinação de 10% do PIB para educação, dentro do Plano Nacional para o setor (PNE), e maior verba para assistência estudantil.
“Vamos reafirmar o posicionamento dos estudantes brasileiros: não aceitamos menos de 10%. Em relação à assistência estudantil, sabemos que atualmente é algo fundamental para garantir a permanência dos estudantes na universidade e a principal pauta de reivindicação dos jovens na greve das federais. Queremos mais assistência e vamos brigar por isso”, afirmou o presidente da entidade, Daniel Iliescu. “Atualmente a verba que o governo destina para esse setor é de 500 milhões. Queremos um aumento de, pelo menos, 50% nesse valor”, explicou.
No dia 26 de junho, representantes de 44 DCE´s de federais e lideranças da UNE reuniram-se com o ministro da educação Aloizio Mercadante para entregar a ele uma ampla pauta de reivindicações específicas de cada universidade ()

#SOMOSTODOS10%

A UNE carrega como principal bandeira de luta maiores investimentos em educação como 50% do fundo social e dos royalties do Pré-sal e 10% do PIB. No último dia 26 de junho os estudantes brasileiros alcançaram uma importante vitória nessa direção, a comissão especial da câmara dos deputados aprovou o relatório do PNE com meta de investimento em educação de 10% do PIB. A conquista é fruto de muita mobilização dos estudantes em conjunto com o movimento educacional.
Porém, no último dia 14 de agosto, o Governo emitiu um recurso que, atentando contra o direito dos estudantes e trabalhadores a uma sociedade mais justa e democrática, pode retardar a tramitação do plano no congresso e colocá-lo para votação após as eleições municipais de 2012, ou seja, em 2013.
O recurso foi assinado por 80 deputados, e mais uma vez a UNE em parceria com outras entidades do movimento educacional mobilizam-se para pressionar o governo a votar imediatamente o PNE com 10% do PIB.
 Camila Hungria/UNE

"PACTO PELA JUVENTUDE" QUER MAIOR PARTICIPAÇÃO JOVEM PARA O BRASIL


Lançado na última quarta (15), documento apresenta expectativas com as políticas públicas jovens e o legado da Copa e Olimpíadas
A cidade de Salvador (BA) recebeu na última quarta (15/08) o evento de lançamento do “Pacto pela Juventude”, documento do Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE). Trata-se de uma proposição das organizações da sociedade civil que compõem o CONJUVE para que os governos federal, estaduais e municipais se comprometam com as políticas públicas desse setor (PPJ) em suas ações e programas.Também cobra dos candidatos/as a prefeitos/as e vereadores/as que incorporem em suas plataformas eleitorais as demandas da juventude brasileira.
Ao longo dos últimos anos a agenda de políticas públicas para a juventude vem se consolidando. Uma importante vitória nesse sentido foi a aprovação do Estatuto da Juventude no último dia 15 de fevereiro. Porém, essa terceira edição do Pacto ainda apresenta uma grande preocupação do CONJUVE com a participação social.
“Estamos vivendo um período de consolidação de democracia no Brasil, e estamos consolidando políticas importantes como conselhos municipais de juventude. Apesar disso, muitas cidades ainda não contam com esses órgãos. Os jovens pensam sobre isso e querem contribuir”, afirmou a presidente do CONJUVE, Ângela Guimarães.
O Pacto traz nove pontos principais: garantir educação de qualidade; assegurar o trabalho descente para a juventude; promover a saúde integral; promover o direito à comunicação; promover o acesso à cultura, esporte, lazer e tempo livre; garantir o direito ao território; prevenir e enfrentar a violência; institucionalizar a política de juventude; fortalecer os canais de participação democrática.
“Queremos cidades desenvolvidas porque o desenvolvimento gera desenvolvimento social. Notamos que as grandes cidades não têm políticas de mobilidade urbana, não há fruição na cidade”, completou Ângela.
No debate sobre as capitais, o pacto apresenta uma grande preocupação com os investimentos que os governos municipais farão por conta dos mega eventos que o país receberá: a Copa do Mundo (2014) e Olimpíadas (2016).
“Precisamos ver de que modo vamos utilizar esses investimentos na perspectiva da garantia de direitos para a juventude. Esse é o legado dos megaeventos”, explicou Ângela. “Não há espaços onde a juventude possa se encontrar e usufruir da arte e da cultura”, lamentou.

PLATAFORMA POLÍTICA DA UNE PARA ELEIÇÕES 2012

No próximo dia 7 de outubro, os mais de cinco mil municípios brasileiros elegerão os seus novos representantes prefeitos, prefeitas, vereadores e vereadoras. Assim como o CONJUVE lançou o seu Pacto pela Juventude, a UNE também aprovou uma plataforma política para essas eleições.
As propostas estão separadas entre os temas educação; mobilidade urbana;esporte e saúde; cultura e comunicação; meio ambiente; democratização da gestão e participação popular; segurança pública.
No documento, a entidade também lamenta a realização de eleições sem que o congresso tenha aprovado uma reforma política que democratize o processo eleitoral, garantindo mais transparência, financiamento público das campanhas e maior identidade programática das candidaturas apresentadas.
“A UNE com sua longevidade e com seus 75 anos vem cumprindo esse papel. Ela tem uma rede poderosa que é fundamental para ajudar o conselho a fazer esse debate”, finalizou Ângela.
Camila Hungria/UNE

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Enem é insuficiente para mudar currículos do ensino médio, dizem especialistas


Julien Pereira/ Fotoarena O número de candidatos no Enem faz MEC querer substituir avaliação da educação básica nessa etapa

Professores e educadores acreditam que exame utilizado para ingresso em universidades federais não influenciará ou resolverá dificuldades da etapa


O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não terá o impacto que o governo federal espera nos currículos da etapa final da educação básica. Essa é opinião de diferentes professores e educadores ouvidos pelo iG . Os estudiosos do tema reconhecem a importância da prova para provocar mudanças no acesso ao ensino superior, mas acreditam que isso ainda não é suficiente para resolver dilemas antigos nas escolas.
Os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mostraram, mais uma vez, que a qualidade educacional das escolas de ensino médio no País estagnou em um patamar nada confortável. Em 2011, o Brasil alcançou a modesta meta global de 3,7 (em 2005, a nota era 3,5). Onze Estados, no entanto, não atingiram as notas propostas pelo Ministério da Educação para o ano passado.

“Não são nenhuma surpresa (os resultados). As políticas para esta etapa educacional são muito mais complexas, pois não se trata apenas de condições de funcionamento e aspectos conjunturais. Há questões estruturais e de concepção da finalidade dessa etapa que ainda estão indefinidas”, opina professor do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ), Carlos Artexes.
Para Artexes, a força de indução do Enem para promover boas mudanças curriculares no ensino médio é “uma ilusão”. “Há uma inversão de relação entre o exame de resultado final e o desenvolvimento do processo educativo. O Enem pode contribuir para o diagnóstico da aprendizagem ocorrida e apontar matrizes de referência para orientar parcialmente o currículo do ensino médio”, afirma.
Júlio Gregório, que foi diretor de escolas de ensino médio públicas e privadas no Distrito Federal e hoje atua como consultor na área de educação, admite que é o vestibular quem dita os currículos das redes nessa etapa. “O Enem tem a vantagem de não ter um programa tão especifico como o vestibular e pode contribuir nesse sentido, mas o que vai garantir mudanças nos currículos é reformulação dos processos seletivos”, afirma.
Gregório lamenta o engessamento das propostas pedagógicas por conta disso. Ele defende mais liberdade pedagógica nos colégios públicos e privados, mas ressalta que a legislação educacional limita e muito a possibilidade de se elaborar currículos “arejados” com a quantidade de disciplinas exigidas e a jornada escolar diária.
“Temos de caminhar para escolas de tempo integral, criar condições para os alunos experimentarem nas escolas, com laboratórios e tecnologias. O nosso modelo atual se esgotou. A escola sacrifica elementos importantes de formação em prol das necessidades que aluno terá para participar do vestibular com sucesso”, critica.
Avaliação
O secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, César Callegari, conta que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) está preparando estudos sobre a possibilidade de tornar o Enem a avaliação de referência do ensino médio. Com a crescente utilização das notas do exame para seleção de candidatos em instituições públicas – no primeiro semestre deste ano, 95 instituições distribuíram 108 mil vagas pelo Enem –, o ministério acredita que a medida tornaria a avaliação da etapa mais fiel.
Hoje, o Ideb para o ensino médio é calculado em cima de uma amostra dos estudantes. Há apenas 70 mil participando da Prova Brasil, um dos pilares do índice. O Enem, este ano, tem mais de 5 milhões de inscritos. Para Klinger Barbosa Alves, vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), o Enem pode cumprir o papel de avaliar melhor o ensino médio e as orientações da prova podem ajudar na concretização das novas diretrizes.

O Ministério da Educação vai enviar ao Conselho Nacional de Educação (CNE) propostas de ações para colocar as novas diretrizes curriculares do ensino médio, aprovadas em janeiro deste ano, em prática. As diretrizes definem rumos e flexibilizam os currículos dessa etapa. A resolução aprovada em janeiro determina que o MEC defina quais são as “expectativas de aprendizagem no ensino médio”. Segundo Callegari, o Enem servirá para auxiliar na proposta.

As provas do Enem são divididas em quatro áreas: matemática, linguagens, ciências exatas e ciências humanas. O MEC quer estimular a integração de conhecimentos, que tornaria os currículos mais interessantes aos alunos. “O ensino médio precisa de financiamento adequado, formação de professores em multidocência, diálogo com as culturas juvenis, infraestrutura adequada de escolas e gestão estadual com maior amplitude territorial. São dimensões complexas e com difícil solução em curto prazo”, afirma Artexes.
Cotas
O projeto de cotas para alunos de escolas públicas nas universidades federais também é visto como um importante passo para mudar o ensino médio. “O Enem não será tão decisivo para mudar ensino médio quanto a aprovação do projeto das cotas”, afirma Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. A lógica é mudar os processos seletivos e a influência deles nos currículos.
 Gregório acredita que a medida será muito boa para esses estudantes da rede pública, mas defende que, justamente por isso, a melhoria da qualidade de ensino seja preocupação urgente. “Eles chegarão como a esses cursos?”, questiona.
Conheça os governadores reprovados no Ideb
Fonte: IG - Educação.

EX-DIRETORES E PRESIDENTES DA UNE RELEMBRAM MOMENTOS MARCANTES

Incêndio da sede em 1964, Fora Collor e a combatividade do movimento estudantil foram citados 

A comemoração do aniversário de 75 anos da União Nacional dos Estudantes, no último sábado, dia 11, marcou mais um importante momento da luta pela defesa da democracia brasileira, bandeira mais antiga levantada pelo movimento estudantil desde a fundação da UNE, em 1937.
O endereço da Praia da Flamengo 132, onde a sede da UNE foi incendiada em 1964 e demolida em 1980, recebeu importantes membros de gerações passadas que compuseram a o movimento estudantil.
Irum Santana, um dos fundadores da entidade, prestigiou o evento e emocionou-se ao lembrar o ano de 1937, quando um grupo de estudantes do qual ele fazia parte, uniu-se pela criação da entidade que seria a estância máxima de representação dos estudantes e da juventude do país até os dias de hoje. “A UNE é a realização de um sonho. Quando nós fundamos a UNE em 37, ela foi a realização concreta daquilo que nós queríamos uma organização democrática de estudantes. Meu sonho em relação à UNE foi muito pequeno em relação ao que ela é e ao que ela proporciona aos estudantes”, afirmou.
João Pessoa de Albuquerque, que presidiu a entidade de 1953 a 1954, ressaltou as lutas de sua gestão e geração contra a corrupção no país. “Uma luta marcante da minha época foi a grande reação à corrupção governamental da época. Coordenamos três greves nacionais, inclusive uma contra a violência policia”, afirmou, orgulhoso.
Roberto Amaral, vice-presidente em 62 e ex-ministro da Ciência e Tecnologia relembrou sua vida de estudante e morador da Praia do Flamengo 132. “Nós jantávamos aqui, morávamos aqui. Tenho a sensação de estar em casa”. Para Amaral, a sede da UNE não é somente um local de recordações pessoais, mas de lutas importantes. ”Esse espaço aqui assistiu à luta pela legalidade, contra a ditadura. A UNE está ligada a tudo de importante que aconteceu no Brasil nos últimos 75 anos”, comentou.

Jorge Luis Guedes, que esteve à frente da entidade em 1968, relembrou a noite de 1 de abril de 1964, quando agentes do regime repressor invadiram e incendiaram a sede da UNE. “Estava aqui na noite de abril de 1964. Nós tivemos uma noite de trevas. Eles vieram, tocaram fogo, tacaram tudo na rua e destruíram tudo”, contou com tristeza. “Depois, em 80, vieram destruir o prédio. Foi uma tristeza, mas estamos ressurgindo das cinzas”.

O atual senador da república e também ex-presidente da entidade Lindberg Farias comentou a recente vitória pela democratização da universidade conquistada no congresso e, a aprovação da Lei de Cotas, como um grande avanço que colocará no centro do debate a assistência estudantil. “Mesmo quando não há grandes mobilizações, o movimento estudantil está ai. Ele vive do dia a dia do debate dentro da universidade”.
Lindberg presidiu a entidade durante os anos 1992 a 1993, quando a campanha Fora Collor colocou milhares de estudantes e trabalhadores nas ruas contra o presidente Fernando Collor de Mello. “Nas diretas já os jovens tiveram papel decisivo, em todos os grandes momentos da história a UNE estava lá. Se há mobilização social no país, tem que ter a UNE”, disse.
O senador ainda deixou um recado para a juventude: “Que nunca percam a capacidade de sonhar e a rebeldia. A UNE tem que pedir mais, os estudantes brasileiros não podem ser bem comportados, rebeldia!”, convocou
Camila Hungria / Fotos: Ivan Russo / Diogo Martins / André Michiles/UNE

ALUNOS DO IFRN-Santa Cruz CONQUISTAM MENÇÕES HONROSAS DA OBMEP 2011


Quatro alunos do IFRN Santa Cruz foram agraciados com a menção honrosa da VII Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas – OBMEP – 2011. O feito se deve à classificação obtida entre os melhores estudantes do Rio Grande do Norte no Nível 3 da competição, que engloba alunos matriculados em qualquer ano do Ensino Médio, no ano letivo correspondente ao da realização das provas.

Carla Valteize de Souto Silva (Técnico Integrado em Refrigeração e Climatização), Cynthia dos Santos Araujo (Técnico Integrado em Refrigeração e Climatização), Felipe Eduardo Faria de Souza (Técnico Integrado EJA em Refrigeração e Climatização) e Marcos Antonio da Silva Filho (Técnico Integrado em Informática) receberão as menções no próximo dia 31, em cerimônia que será realizada no Praiamar Hotel, em Natal. 

A OBMEP é um projeto que tem como objetivo estimular o estudo da matemática e revelar talentos na área. Na edição 2011, cerca de 18,7 milhões de alunos se inscreveram na competição e mais de 98% dos municípios brasileiros estiveram representados.
A entrega das homenagens ocorre no próximo dia 31, em Natal.
*
Parabéns à todos...

Fonte:  Blog do Erivan.

" Nós que fazemos a ANE-RN, o CPC/RN e o CPC DA ANE/RN parabenizamos  essa juventude pela sua inteligência , capacidade espetácular e talentosa .  Que Deus continue iluminando-os para que possam continuarem superando desafios. "  - Eduardo Vasconcelos - Presidente dO CPC/RN e CPC DA ANE/RN - Assessor da ANE-RN.

ABERTURA DOS JERN''S 2012 ETAPA NOVA CRUZ, HOJE


Mais um ano a cidade de Nova Cruz sediará a etapa regional dos JERNS. Esse ano será a XLII edição dos jogos escolares e acontecerá de 17 a 27 de agosto e participarão escolas de todas as cidades que compõe a 3ª DIRED.

A abertura dos jogos está marcada para as 16 hs dessa sexta-feira, 17 de agosto 2012, o evento esportivo será no Ginásio Poliesportivo Giovanna de Azevedo Targino.

POSTADO POR BETO BELLO - VNT VÁRZEA

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

CNSC - NOVA CRUZ/RN PROMOVEU HOJE PELA MANHÃ O DIA DO ESTUDANTE - ENSINO FUNDAMENTAL 2


 Alunos do Ensino Fundamental 2 atentos a programação
 Todos os presentes estavam adorando o evento
 Turma do 9º ano "B" - de olho nas perguntas, gente inteligente
 Alunos adoraram o evento



Turma do 9º ano "A", lindas e inteligentes

Professores, Hiran, Paloma, Wellington e Verônica na coordenação do evento

Hoje o Colégio Nossa Senhora do Carmo - CNSC - NOVA CRUZ/RN, comemorou o dia do ESTUDANTE com os alunos do 5º ao 9º ano do turno matutino, sob a coordenações dos professores Hiran Fernandes, Verônica Costa, Wellington e Paloma.

Foram feitas várias brincadeiras , entre elas perguntas e respostas, CABO DE GUERRA e eleição do casal mais bonito do Ensino Fundamental 2.

Parabéns mais uma vez a direção do CNSC por proporcionar mais um evento em prol do seus alunados.  Nós que fazemos o CPC/RN, CPC DA ANE/RN , a AMES/NOVA CRUZ/RN e a ANE/RN parabenizamos também a Irmã Expedita pela dedicação que vem demostrando em prol dos nossos estudantes e evidentemente toda a sua excelente equipe de professores e funcionários.
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terça-feira, 14 de agosto de 2012

UNE COMEMORA 75 ANOS E INICIA SUAS OBRAS


Ato simbólico também homenageou estudantes desaparecidos durante regime militar
Uma importante comemoração na Praia do Flamengo 132 (Rio de Janeiro) na tarde de sábado, 11 de agosto, marcou o aniversário de 75 anos da União Nacional dos Estudantes e também o início das obras da nova sede da entidade, incendiada em 1964 e demolida em 1981. A partir de agora, mais do que nunca, os estudantes estão de volta à sua casa, cristalizando um capítulo da história da democracia do país: a reconstrução do prédio rua Flamengo 132.

Ao lado dessas importantes figuras, no palco, estavam também membros da atual diretoria da UNE, da UBES e da ANPG, Wagner Carvalho e Nadine Borges, representando a Comissão da Verdade; Ângela Guimarães, presidente do CONJUVE e Severine Macedo, da Secretaria Nacional de juventude;
Num ato simbólico, os ex-presidentes e os dirigentes atuais cavaram a terra para simbolizar a reconstrução desse importante monumento da história do Brasil, a nova sede da Praia do Flamengo. Mais do que um prédio, a obra representa um símbolo da luta pela democracia.
“Esse é um momento muito especial de todos os presentes e não presentes. O ato é transcendental e diz respeito as muitas gerações de estudantes e brasileiros que dedicaram suas vidas pela luta por um Brasil mais justo, democrático, desenvolvido pelos direitos da juventude”, afirmou o presidente da UNE, Daniel Iliescu.
Emocionados, todos os presentes cantaram o hino da entidade. “…Nossa hino é nossa bandeira, de pé a classe estudante, sempre na vanguarda trabalha pelo Brasil. Mensagem de coragem é que traz um canto de esperança pro Brasil em paz. A une reúne futuro e tradição. A une é união…”.

UNE, LUTA DE 1937 ATÉ HOJE

Em seu discurso, Iliescu citou diversos momentos marcantes da história da entidade ao longo de seus 75 anos e também as atuais conquistas e vitórias da entidade, que atualmente trava uma dura e fundamental batalha no congresso nacional para que o governo aprove por lei a destinação de maiores investimentos para a educação, como 10% do PIB e 50% do fundo social e dos royalties do pré-sal. Recentemente, o movimento estudantil alcançou também uma vitória fundamental rumo à democratização da universidade com a aprovação da lei de cotas raciais e sociais para estudantes ingressarem nas federais.
“A juventude é irrefreável. A UNE é patrimônio da luta democrática do Brasil. O movimento estudantil é fiador das maiores conquistas da universidade brasileira. A UNE se colocou como castiçal, iluminando a luta por democracia. O prédio da UNE acaba de renascer. A sina da juventude é ser construtora de seu destino”, discursou Iliescu.
Há 75 anos, quando um grupo de estudantes, entre eles Irum Santana fundou a UNE, os jovens se mobilizavam num intenso enfrentamento ao nazi-facismo. Em nome de todos os estudantes brasileiros, Daniel também prestou uma homenagem especial à Irum, que recebeu uma placa comemorativa. “O nascimento da UNE foi possível pela perseverança e gigantismo de jovens como Irum Santana”.
Em seguida, a entidade encabeçou a campanha do “Petróleo é nosso”, assim como atualmente luta para que os royalties e o fundo social do pré-sal sejam revertidos para investimentos na educação brasileira.
Outro episódio relembrado no discurso foi o incêndio da sede da UNE, no dia 1 de abril de 1964. Esse é, até hoje, um dos mais lembrados episódios do período da ditadura militar. “A imagem da UNE em chamas ainda arde no peito daqueles que aqui estiveram. O fogo e as balas buscavam matar as ideias e os sonhos de um Brasil que os estudantes queriam”, discursou Daniel.
“Estudantes morreram, foram torturados, mais não se renderam. Eram tempos difíceis, mas de surgimento de heróis”, afirmou em uma homenagem a Edson Luis e a Honestino Guimarães. “Honestino está aqui porque transformou-se em ideia continua de liberdade para esse pais”, disse.
Assim como a demolição do prédio da UNE, outro fundamental momento dos anos 80 e 90, o “Fora Collor”, mais uma luta dos estudantes brasileiros que marcou a história do país, também foi lembrado. “Somos todos jovens ainda de caras pintadas, todos entram em ação quando os interesses do povo estão em jogo. A campanha pelos 10% conecta-se com a geração dos caras pintadas em sua capacidade de criar unidade na sua diversidade”, afirmou Iliescu.
Aproximando-se dos dias de hoje, a retomada do terreno da Praia do Flamengo 132, em 2007, durante a gestão de Gustavo Petta, também foi lembrada: “A nossa homenagem do dia é também àqueles estudantes que acamparam aqui por 4 meses para garantir a vitoria política e jurídica”.
A festa de sábado, 11 de agosto de 2012, não se tratou apenas de um gesto de levantar paredes, mas sim de levantar os gritos de vitória daqueles que ali sonharam.” Não é uma simples reparação, trata-se de evocar o poder da juventude para que nunca mais duvidem dele. A UNE hoje é uma garantia de que estamos vivos na luta por um novo Brasil. Nós vencemos e temos um longo caminho pela frente”, finalizou Daniel.
Sob uma longa e emocionada salva de palmas a todos que tombaram em nome da liberdade do país, a solenidade de comemoração dos 75 anos e do início das obras terminou por volta das 19h, dando lugar à uma animada roda de samba e muita festa.
Camila Hungria/UNE