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sábado, 15 de março de 2014

UFRN na dúvida se libera ou não o uso da maconha para sua ‘galera intelectual’


Carolina Souza

acw.souza@gmail.com

“Lamento que um episódio como esse ocorra em caráter oficial e com o selo institucional”, destaca juiz federal

O polêmico debate sobre a legalização da maconha, que já alcançou a pauta dos políticos em Brasília, chega à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) através da realização do ‘V Ciclo de Debates Antiproibicionistas – Drogas, diversidade e globalização: a legalização que queremos’, que se estenderá de hoje até sexta-feira (14). Um dos temas a serem discutidos entre a comunidade acadêmica é a mesa redonda ‘O uso da cannabis no setor II da UFRN’, assunto que causou estranheza em diversas pessoas e autoridades.
Apesar de a discussão se arrastar há anos entre intelectuais e mesmo nas ruas, o debate sobre a liberação do uso da cannabis – nome técnico da erva popularmente conhecida como maconha – ainda choca algumas pessoas, principalmente quando relacionado a um ambiente acadêmico. Marco Bruno Miranda, juiz federal e professor da UFRN, utilizou sua conta em uma rede social para expressar sua indignação com a proposição do debate.
“Não compreendo, sinceramente, como uma instituição se presta a discutir com os infratores da lei a própria infração. Questionar a lei é legítimo, desde que ela seja cumprida até que revogada. É um princípio de convivência democrática”, disse, destacando o fato de que no Brasil não é permitido consumo, comercialização ou distribuição da maconha.
Ainda segundo a opinião do juiz federal, no Brasil não é difícil encontrar quem invoque até “supostas justificativas morais” para simplesmente descumprir a lei “ou utilize os argumentos mais diversos para tanto”. “Não é por acaso que a corrupção e a violência são generalizadas. Só lamento, como professor da UFRN, que um episódio lamentável como esse ocorra em caráter oficial e com o selo institucional”, finaliza.
A reportagem escutou a professora Janeusa Trindade, pró-reitora de Assuntos Estudantis da UFRN, que irá compor a mesa redonda sobre o uso da maconha no setor II da universidade. Segundo ela, a proposição de tal tema não significa dizer que a universidade esteja em um processo de aceitação ou liberação do uso da maconha.
“Nós temos que obedecer a normas nacionais. Essa mesa redonda é apenas um debate sobre a possível legalização da maconha. Como devemos proceder a conscientização dos alunos em relação à proibição, descriminalização ou legalização da maconha. É um debate. Jamais iremos descumprir a lei. A Universidade segue as normas federais”, destacou Janeusa Trindade.
Em 2013, o Uruguai tornou-se o primeiro país do mundo a legalizar completamente a produção e a venda de maconha. Nos Estados Unidos, os estados de Washington e Colorado também podem consumir o produto legalmente para fins recreativos a partir deste ano.
Em fevereiro deste ano, o deputado Eurico Júnior (PV-RJ) protocolou na Câmara dos Deputados um projeto de lei que propõe a legalização e regulamentação do cultivo e da comercialização da maconha no Brasil. A proposta autoriza a plantação em residências, além da produção para uso medicinal e recreativo. A matéria também cria mecanismos para o poder público monitorar a produção da erva. O texto apresentado pelo deputado ainda aguarda definição sobre as comissões nas quais precisará tramitar antes de ser submetido ao plenário.
Legalizar x Descriminalizar
A legalização é diferente da descriminalização da maconha. Legalizar a droga é retirar do seu uso qualquer sanção, ou seja, o consumo, a comercialização, a distribuição da maconha seriam permitidos. Na prática, é como ocorre com o álcool e o cigarro. Por outro lado, descriminalizar é desvincular o drogado ou o usuário da Justiça e da polícia. Na prática, ao invés de um usuário ir para a cadeia, ele passaria a fazer um tratamento médico.
Fonte: Antonio Barbosa

sexta-feira, 14 de março de 2014

QUANDO UM HERÓI NACIONAL É NEGRO

O centenário de Abdias do Nascimento e a História que não aprendemos, por Diego Iraheta
Você sabe o que aconteceu com os escravos a partir de 13 de maio de 1888? Ou o seu livro de História pulou esse capítulo do pós-abolição?
A liberdade foi assinada. Mas era só um papel a lei da princesa Isabel. Centenas de milhares de negros foram direto da senzala no campo para as senzalas do esquecimento. Formaram a massa de pobres e miseráveis do Brasil no fim do século 19.
Fosse áurea mesmo aquela canetada, teria vindo com políticas públicas de integração e emancipação. Fosse áurea mesmo, eu não estaria agora prestando minha homenagem aos 100 anos de um dos maiores heróis negros do século 20, Abdias do Nascimento.
A LACUNA NO NOSSO LIVRO DE HISTÓRIA
Não, o negro não era mais propriedade do senhor de engenho após a abolição. Porém, o Império nada fez paragarantir as mínimas condições da pretensa liberdade. Não houve incentivos à alfabetização e à formação profissional dos ex-escravos. Nem reforma agrária para que tivessem um pedaço de terra e pudessem produzir para si próprios. Tampouco leis que protegessem sua força de trabalho, que havia pouco deixara de ser gratuita e eterna.
O Estado deveria ter endereçado a esse grupo uma série de ações sociais e educativas. Só assim, poderíamos falar em liberdade e igualdade de condições e oportunidades. Mas os ex-escravos não sabiam nem por onde (re)começar. A República Velha também os esqueceu. E, sem um marco zero, sem uma fonte de conhecimento, de orientações e de renda, o caminho natural dos negros recém-libertos foi a marginalização.
As mulheres negras deram um jeito. Sabiam cozinhar, lavar, cuidar dos filhos da madame. De mucamas, tornaram-se domésticas nos idos de 1900. Já os homens negros eram vistos com desconfiança. Sabe como é, foram escravos, costumavam fugir dos brancos, organizar quilombos… Quem daria um emprego a vossuncê?! A criminalidade foi consequência dessa exclusão.
A cor da pobreza no Brasil acabou reforçada no início do século 20: os negros eram desempregados, sub-empregados, os primeiros favelados e criminosos.
O NEGRO QUE OUSOU NA VIDA E NO PALCO
Abdias do Nascimento, nascido em 1914, não se contentava com esse destino, reservado a ele e aos que tinham sua cor de pele. Pequeno, aprendeu a se queixar dos xingamentos que ouvia na escola por ser preto. E entendeu que afirmar a sua diferença – essa que faziam questão de cuspir-lhe com adjetivos ofensivos – era motivo de orgulho e de força.
Por isso, participou da Frente Negra Brasileira, movimento que buscava a ascensão social das pessoas “de cor” na década de 30. As lições da época, sobre a necessidade de destacar a própria identidade racial, foram decisivas na trajetória de Abdias.
Naquele período, “nos teatros municipais do Rio e de São Paulo, negros entravam apenas para limpar o chão que os brancos sujavam”, como disse Abdias em entrevista ao Portal Afro. O ativista decidiu transformar o cenário e as personagens do momento. Recrutou domésticas, analfabetos, operários e desempregados, todos negros, para estudar teatro e montar peças.
Em 1944, ele concebeu o que pode ser considerado um dos maiores laboratórios de diversidade e autoafirmação nas artes cênicas do Brasil. Foi o Teatro Experimental do Negro, que revolucionou a vida de centenas de pretos, pardos, pobres.
Abdias alfabetizava o elenco, preparava os atores e incentivava a conscientização deles como cidadãos. O palco virou espaço para os negros marginalizados terem voz e exercitarem seu talento. Eles aprendiam sobre as próprias origens, aceitavam as raízes africanas, orgulhavam-se de ser quem eram. Abdias trabalhou a autoestima daqueles ex-escravos que quase não tinham deixado de ser ex, mais de 50 anos depois da Lei Áurea.
Algumas das encenações badaladas foram: O Filho Pródigo (1947), de Lúcio Cardoso; Aruanda (1950), de Joaquim Ribeiro; e Sortilégio (1957), do próprio Abdias. Foram formados pelo Teatro Experimental do Negro artistas do calibre de Ruth de Souza e Milton Gonçalves.
A SEMENTE GERMINADA POR ABDIAS
Além da experiência bem-sucedida no teatro, o ativista dedicou parte da vida às atividades políticas. No exílio, durante a ditadura militar, aproximou-se de Leonel Brizola. Na volta ao Brasil, participou da criação do PDT (Partido Democrático Trabalhista). A igualdade racial tornou-se sua principal defesa e foi incorporada como bandeira pelo trabalhismo da sigla de Brizola.
Foi deputado federal nos anos 80 e senador ao longo da década de 90. Sempre que discursava, reivindicava políticas de integração dos negros na sociedade brasileira. Políticas nacionais que nunca haviam sequer sido pensadas por qualquer governo.
Em 2006, quando tive a honra de entrevistá-lo, Abdias festejou a adoção em massa de ações afirmativas pelas universidades públicas brasileiras.
“Essa realidade de hoje, com cotas para negros, foi uma briga minha, nossa, do movimento, lá de trás, de anos”, recordou, já um pouco combalido, na cadeira de rodas.
Com mais de um século de atraso, a igualdade começava a ser construída. E Abdias foi um dos responsáveis por tentar virar a página dos reflexos e do legado da escravidão.
Um herói nacional que, se estivesse vivo, completaria hoje 100 anos.
Um herói nacional que merece ser conhecido, estudado e celebrado pelos brasileiros interessados em preencher as lacunas da nossa História.
Via Brasil Post

REUNIÃO COM MOVIMENTOS DE JUVENTUDE PROJETAM JORNADA DE LUTAS NO DF

Nova reunião está marcada para as 19hs na próxima segunda (17)
Diversos estados já iniciaram o processo de construção coletiva das pautas que nortearão a Jornada Nacional de Lutas da Juventude neste ano, na última terça-feira (11/03), foi a vez dos movimentos sociais do Distrito Federal. Diversas frentes dos movimentos sociais se reuniram no Sindicato dos Servidores Públicos Federais (Sindsep).
Entre os presentes estiveram estudantes da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, jovens da Articulação de Esquerda, Fora do Eixo, Juntos, Juventude Revolução, Kizomba, Levante Popular da Juventude, Rave, União Nacional dos Estudantes e União da Juventude Socialista.
Para juventude brasileira o mês de março é emblemático, período de construção de grandeslutas que figuram em mobilizações em todas as regiões do país. Participante da reunião, a diretora da UBES, Daiany Macedo, afirma que as diretrizes da Jornada no Distrito Federalestão bem diversas e consistentes. “Defendemos o passe livre irrestrito e interestadual nacapital do país, sobre a urgência da reforma do ensino médio também pautamos a reforma das universidades”, comenta.

50 ANOS DESDE A DITADURA MILITAR

A Jornada do DF também se apropria do momento em que se completa 50 anos desde o Comício que marcou o início da ditadura militar no Brasil para fomentar as atividades pela “descomemoração” do período de repressão e reafirmar a persistência da juventude em consolidar a luta por democracia no Brasil. “Discutimos as reformas que queremos, desde a desmilitarização da polícia militar brasileira, até às bandeiras regionais nas regiões descentralizadas em que muitas escolas do estorno tem sua educação militarizada”, finaliza.
Na próxima segunda-feira (17/03), uma segunda reunião acontecerá a partir das 19 horas. Em todo Brasil, alguns estados já tem pautas pré-definidas para a Jornada Nacional de Lutas da Juventude que terá início na segunda quinzena de março. Em São Paulo, plenária realizada no mês de janeiro na sede das entidades estudantis já pontua que a defesa dos 10% do PIB para Educação, oposição à mercantilização do ensino, plebiscito popular pela reforma política, a democratização da mídia, o fim do extermínio da juventude negra e a desmilitarização da polícia aparecem como motes centrais dos estudantes.
Da Redação - UBES

TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO FAZEM GREVE A PARTIR DO DIA 17

Professores de escolas de todo o país vão se mobilizar pela educação pública de qualidade nos próximos dias 17, 18 e 19
Na quarta-feira (19), mais de cinco mil pessoas de todo o país estarão reunidas em Brasília, para um ato em defesa da educação, em uma tenda que será montada em frente ao Congresso Nacional. A mobilização marcará o início da Greve da Educação, pautando as lutas dos profissionais da educação de todo o país.
As reivindicações da categoria inclui o cumprimento da lei do piso salarial nacional do professor, investimento dos royalties de petróleo na valorização da categoria, votação imediata do Plano Nacional de Educação, com destinação de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação pública; e contra a proposta dos governadores de reajuste do piso.
Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, a atualização do piso em 8,32% é uma vergonha: “Nós não podemos e não vamos aceitar que números maquiados pelo governo limitem o crescimento do piso do magistério, prejudicando a meta 17 do PNE, de equiparar o salário da categoria ao dos demais profissionais com escolaridade equivalente”.

O VOTO DA EDUCAÇÃO VALE MUITO!

A CNTE tem orientado as entidades filiadas a ingressar na Justiça contra os governadores e prefeitos que mantêm a aplicação dos percentuais defasados para o piso e fazem caixa comos recursos destinados à valorização dos profissionais das escolas públicas.
Leão lembra que o voto da educação vale muito: “Esse trunfo é nosso. Vamos pressionar os parlamentares para que pontos críticos aprovados na última versão do Plano Nacional da Educação sejam revertidos agora de volta à Câmara dos Deputados”.
A CNTE quer a manutenção das metas de alfabetização até o fim do primeiro ciclo do ensino fundamental, a expansão das vagas públicas na educação profissional e no ensino superior, a destinação das verbas públicas para a educação pública, a fixação de prazo para aprovação da Lei de Responsabilidade Educacional, “a fim de que o PNE não se torne uma nova carta de intenções”, alerta.
Da Redação do Portal Vermelho
Com informações da CNTE
Fonte: UBES

GOVERNO DO PT: Transporte Escolar: Em 5 anos, 25,8 mil ônibus e R$ 5,2 bilhões de investimento

Nos cinco primeiros anos de execução, de 2008 a 2012, o programa Caminho da Escola do Ministério da Educação atendeu 4.725 municípios. No período, foram entregues 25.889 ônibus escolares, com investimentos de R$ 5,2 bilhões. Em 2012, além de trêstipos de veículos disponíveis, as prefeituras puderam encomendar ônibus com plataforma de acessibilidade para o transporte de estudantes com deficiência.

Dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia responsável pelo programa Caminho da Escola, mostram que, em 2012, dos 11.994 veículos pagos com recursos do governo federal, 1.294 tinham plataforma de acessibilidade. O investimento nesse item foi de R$ 159,1 milhões.
A concepção de veículos escolares acessíveis, até então inexistentes no mercado nacional, mobilizou o FNDE a buscar soluções com o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e fabricantes. O objetivo era chegar a um novo conceito de veículo para atender, ao mesmo tempo, a mobilidade e a multifuncionalidade. O modelo criado e aprovado é de um veículo pequeno para rodar em estradas pavimentadas, com capacidade de transportar até 26 estudantes sentados e equipado com plataforma elevatória, boxe para acomodação de cadeiras de rodascom seu ocupante ou cão guia, poltronas com cinto de segurança subabdominal, sistema de comunicação para alunos com deficiência visual ou auditiva, comunicação visual interna e externa (símbolos específicos) e sinalização tátil, além de informações e orientações para os usuários.
Em 2010, o programa Caminho da Escola foi ampliado, com a entrega de bicicletas escolares. Elas atendem estudantes que fazem trajetos de 3 a 15 quilômetros entre a residência e a escola ou entre a residência e o ponto no qual o aluno embarca no ônibus escolar.
A bicicleta é padronizada, em dois tamanhos (aros 20 e 26), tem quadro reforçado, selim anatômico, paralamas, bagageiro traseiro e descanso lateral, além de itens de segurança, como espelho retrovisor, campainha e refletores dianteiro, traseiro, nas rodas e pedais. Acompanha a bicicleta, uma bomba manual para calibrar os pneus, ferramentas de montagem e regulagem e capacete.
Nesta série de reportagens que o portal do MEC começa publicar nesta segunda-feira, 5/8, as prefeituras de Andaraí, no centro-sul baiano, e Medeiros, no oeste de Minas Gerais — receberam bicicletas do programa em 2011 —, relatam que o desempenho escolar dos alunos melhorou. Já as redes públicas de ensino de Apuí, no Amazonas, Nova Mutum, em Mato Grosso, Uruoca, no Ceará, e Sulina, no Paraná, contam com ônibus reforçados do Caminho da Escola para vencer os obstáculos das estradas precárias e transportar os estudantes.
Criado em 2007, como parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), o programa Caminho da Escola tem entre os objetivos renovar a frota de veículosescolares (ônibus e embarcações), garantir a segurança e a qualidade do transporte dos estudantes e contribuir com a redução da evasão escolar. O programa também visa à padronização dos veículos, a redução dos preços e o aumento da transparência nas aquisições.
Estados e prefeituras podem comprar os veículos com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com assistência financeira do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), por meio do Plano de Ações Articuladas (PAR) ou com recursos próprios. As secretarias de Educação podem aderir aos pregões promovidos pelo FNDE para obter melhores preços dos veículos. Fonte: MEC / FNDE

NOVA CRUZ-RN: PREFEITURA ENTREGA CERTIFICADOS DE CURSOS COM O SENAC



Dezenas de jovens receberam seus certificados de conclusão de cursos profissionalizantes promovidos pela Prefeitura Municipal de Nova Cruz através da Secretaria Municipal de Assistência Social -SMAS/ Acessuas Trabalho/ Pronatec em parceria com o SENAC, realizados no segundo semestre de 2013, em solenidade ocorrida no auditório do IFRN - Campus de Nova Cruz.

Os jovens concluiram os Cursos de: Garçom, Recepcionista, Operador de Caixa e Vendedor.
A Mesa que presidiu a solenidade foi composta por: Nízia Maria Barbosa, Secretária de Administração, representando o Prefeito Cid Arruda Câmara; Márcia Valéria Morais, Secretária de Assistência Social; Aldenoura Gomes, Gerente do SENAC, Zona Sul de Natal; Vereador Thiago Vicente, Presidente da Câmara; Vereador João da Praça; Zenileide Rejane, Chefe de Gabiente do Campus do IFRN de Nova Cruz e que representou seu Diretor, o Professor Djeson Mateu

Na solenidade, inicialmente, os certificados foram entregues a 4 alunos representantes dos Cursos, e que foram laureados, no caso, Marcos Vinícius Ferreira Texeira (Garçom); Ana Angélica Barbosa (Operador de Caixa); Ivonilson Jacinto Gomes (Recepcionista) e Maricélia Teixeira de Andrade ( Vendedor). Também o aluno Edenilson Diego Alves de Lima, em nome dos concluintes fez o pronunciamento de agradecimento à Prefeitura e ao SENAC pela realização dos Cursos.

Prefeitura e Senac realizam cerimônia de entrega dos certificados do Pronatec

A Prefeitura de Nova Cruz através da Secretaria Municipal de Assistência Social em parceria com a Fecomércio através do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial realizaram a solenidade de entrega dos certificados aos alunos concluintes dos cursos de Vendedor, Recepcionista, Garçom e Operador de Caixa do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego - Pronatec, ano 2013. 

A cerimônia contou com a presença da Secretária Municipal de Administração, Nizia Maria Barbosa, na ocasião representou o Prefeito Cid Arruda; Márcia Valéria, Secretária Municipal de Assistência Social; Aldenora Gomes, Gerente do Centro de Educação Profissional do Senac zona sul; Leila Rocha, coordenadora pedagógica do Senac zona sul; Vereador Thiago da Costa, Presidente da Câmara e Zenileide Rejane, Chefe de Gabinete do Campus do IFRN de Nova Cruz que representou o Diretor, o Professor Djeson Mateus, todos fizeram parte da composição da mesa.

Na solenidade os alunos Marcos Vinícios - Curso de Garçom, Ivonilson Jacinto - Curso Recepcionista; Ana Angélica - Curso Operador de Caixa e Maricelia Teixeira - Curso de Vendedor, foram destacados com melhor desempenho e assiduidade ao longo dos cursos e receberam os certificados representando os demais alunos das turmas.

A Secretária Municipal de Assistência Social, Márcia Valeria falou sobre a importância dos cursos Pronatec em Nova Cruz e que a Prefeitura de Nova Cruz tem procurado fazer o mais que necessário para incentivar, buscar, acompanhar e realizar os diversos cursos. Márcia divulgou a realização do 1º encontro dos alunos concluintes dos cursos Pronatec 2013, evento que acontecerá no dia 18 de março, na Câmara Municipal de Nova Cruz.

Aldenora Gomes, Gerente do Centro de Educação Profissional do Senac zona sul, enfatizou a importância da parceria com a Prefeitura de Nova Cruz através da Secretaria Municipal de Assistência Social pelo empenho e dedicação na realização dos cursos Pronatec e aos alunos formados que estão aptos para o mercado de trabalho. 

14 DE MARÇO: DIA NACIONAL DA POESIA

Você sabia que a poesia nacional tem um dia no calendário dedicado a ela? Pois bem, não por acaso, nodia 14 de março comemoramos o Dia Nacional da Poesia.

Criada para difundir a poesia e a linguagem literária, a data foi escolhida para homenagear um de nossos maiores poetas, Antônio Frederico de Castro Alves, nascido na cidade de Curralinho (hoje Castro Alves), em 14 de março de 1847. Castro Alves foi considerado um dos mais brilhantes poetas românticos, responsável por uma nova concepção de amor na Literatura, além de um notável entusiasmo por grandes causas sociais, como a abolição da escravatura. Depois dele, muitos outros vieram, mas como grande poeta que foi, teve seu nome perpetuado em nossa história, sendo, então, digno de reverências e homenagens.

Nossa Literatura brasileira é profícua, sendo representada magistralmente por grandes poetas que fizeram do ofício da escrita sua profissão de fé. A poesia é uma das expressões artísticas mais populares e, permeada por seu lirismo característico, arrebata leitores e penetra em diferentes contextos, pois até mesmo diante da mais dura realidade pode nascer um poema (e como eles nos comovem!). Para comemorar a data, selecionamos para você belíssimos poemas de alguns de nossos maiores poetas que certamente o farão ter vontade de revisitar a poesia também em outros dias, não apenas quando avisar o calendário. Dos primeiros românticos aos poetas contemporâneos, do Olimpo à pedra, do púlpito das igrejas à poesia social, dez poemas brasileiros para você ler, reler e contemplar. Boa leitura!
Cansaço
O NÁUFRAGO nadou por longas horas...
Na praia dorme frio num desmaio.
A força após a luta abandonou-o,
Do sol queimou-lhe a face ardente raio.
Pois eu sou como o nauta... Após a luta
Meu amor dorme lânguido no peito.
Cansado... talvez morto, dorme e dorme
Da indiferença no gelado leito.
Sobre as asas velozes a andorinha
Maneira se lançou nos puros ares...
Veio após o tufão... lutou debalde,
Mas em breve boiou por sobre os mares.
Eu sou como a andorinha... Ergui meu vôo
Sobre as asas gentis da fantasia.
A descrença nublou-me o céu da vida...
E a crença estrebuchou numa agonia.
Como as flores de estufa que emurchecem
Lembrando o céu azul do seu país,
Minha alma vai morrendo, suspirando
Por seus perdidos sonhos tão gentis.
E que durma ... E que durma ... ó virgem santa,
Que criou sempre pura a fantasia,
Só a ti é que eu quero que te sentes
Ao meu lado na última agonia.
Castro Alves
O menino doente
O menino dorme.
Para que o menino
Durma sossegado,
Sentada ao seu lado
A mãezinha canta:
— "Dodói, vai-te embora!
"Deixa o meu filhinho,
"Dorme . . . dorme . . . meu . . ."
Morta de fadiga,
Ela adormeceu.
Então, no ombro dela,
Um vulto de santa,
Na mesma cantiga,
Na mesma voz dela,
Se debruça e canta:
— "Dorme, meu amor.
"Dorme, meu benzinho . . . "
E o menino dorme.
Manuel Bandeira
Mãos dadas
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considere a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.
Não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela.
Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.
Não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
Carlos Drummond de Andrade

A Educação pela Pedra

Uma educação pela pedra: por lições;
Para aprender da pedra, frequentá-la;
Captar sua voz inenfática, impessoal
(pela de dicção ela começa as aulas).
A lição de moral, sua resistência fria
Ao que flui e a fluir, a ser maleada;
A de poética, sua carnadura concreta;
A de economia, seu adensar-se compacta:
Lições da pedra (de fora para dentro,
Cartilha muda), para quem soletrá-la.
Outra educação pela pedra: no Sertão
(de dentro para fora, e pré-didática).
No Sertão a pedra não sabe lecionar,
E se lecionasse, não ensinaria nada;
Lá não se aprende a pedra: lá a pedra,
Uma pedra de nascença, entranha a alma.
João Cabral de Melo Neto
"Dois e Dois são Quatro"
Como dois e dois são quatro
Sei que a vida vale a pena
Embora o pão seja caro
E a liberdade pequena
Como teus olhos são claros
E a tua pele, morena
como é azul o oceano
E a lagoa, serena
Como um tempo de alegria
Por trás do terror me acena
E a noite carrega o dia
No seu colo de açucena
- sei que dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
mesmo que o pão seja caro
e a liberdade pequena.
Ferreira Gullar

Via Láctea

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…
E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”
E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”

Olavo Bilac

É preciso não esquecer nada
É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.
É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.
O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.
O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a ideia de recompensa e de glória.
O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.
Cecília Meireles
Canção do dia de sempre
Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...
Mario Quintana
Bem no Fundo
No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto
a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo
extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais
mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.
Paulo Leminski
Desilusão
Como a folha no vento pelo espaço
Eu sinto o coração aqui no peito,
De ilusão e de sonho já desfeito,
A bater e a pulsar com embaraço.
Se é de dia, vou indo passo a passo
Se é de noite, me estendo sobre o leito,
Para o mal incurável não há jeito,
É sem cura que eu vejo o meu fracasso.
Do parnaso não vejo o belo monte,
Minha estrela brilhante no horizonte
Me negou o seu raio de esperança,
Tudo triste em meu ser se manifesta,
Nesta vida cansada só me resta
As saudades do tempo de criança.
Patativa do Assaré
Gilv@n Vi@n@

quinta-feira, 13 de março de 2014

MEMBROS DA COMISSÃO EM DEFESA DO ENSINO SUPERIOR NA REGIÃO AGRESTE POTIGUAR REUNIRAM-SE ONTEM COM A VICE REITORA DA UFRN



 Reunião foi bastante proveitosa para os membros da comissão
 Vice Reitora da UFRN, Fátima Xismenes, Eduardo Vasconcelos, professor Enilson-UFRN e Jackson Costa
 Eduardo e Jackson na saída da UFRN
 Eduardo Vasconcelos, Andressa Santos, Rebouças/SINTEST/RN e Jackson Costa
Ontem, 12 membros da Comissão em Defesa dos Campus da UERN e UFRN – “Em Defesa do Ensino Superior na Região do Agreste Potiguar”, reuniram-se com a Vice Reitora da UFRN, Fátima Xismenes, onde foram abordado dois temas importantes para a comissão.

Primeiro:  O Campus retorna a Nova Cruz/RN ou não?  Para a Vice Reitora e o professor, Enilson, que coordena a “expansão”, disseram que SIM!  Já é fato consumado!

Segundo: Quantos cursos e quais os cursos que virão para NOVA CRUZ?  Para ambos serão 05 (cinco) cursos determinação do MEC – Ministério da Educação e quais os cursos estão sendo analisado baseado na carência da região.  Provavelmente esses cursos serão “oficializados” no III DEBATE, que ocorrerá dia 28 de março, ás 9 no Auditório do Campus de Nova Cruz.

Para Eduardo Vasconcelos, coordenador da comissão é preciso que a sociedade se engaje na tentativa da viabilização URGENTE do Ensino Superior na Região Agreste, única do estado que não tem campus!  A comissão está fazendo sua parte, cobrando da classe política e das universidades e MEC a sua implantação o mais rápido possível.

O III DEBATE será o dia “D”, dia de decisão, dia de garantirmos de uma vez por toda a implantação desses cursos.  Disse Eduardo.

A comissão mobilizará prefeitos, secretários de educação e estudantes do Ensino Médio das cidades ligadas a região com isso fortalecer ainda mais a luta por Ensino Superior de QUALIDADE!
Participam da reunião na reitora da UFRN, Eduardo Vasconcelos, Jackson Costa, membro da comissão, Andressa Santos, membro da comissão, a Vice Reitora. Fátima Xismenes e o professor Enilson/UFRN.

No final da reunião membros da comissão foram recebidos no SINTEST/RN, pelo coordenador, José Rebouças um dos colaboradores/parceiros da luta!  O SINTEST representa todos os trabalhadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Neste sábado, 15, ás 9 horas da manhã a comissão se reunirá na Escola Estadual ROSA PIGNATARO – Nova Cruz/RN em pauta informes, ações e estruturação para o III DEBATE.