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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

PRESIDENTE DO CPC/RN ENTREGA DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO A SINDICALISTAS E AO PROFESSOR ADILSON GURGEL

 Presidente do CPC/RN, Eduardo Vasconcelos entrega Diploma de HONRA AO MÉRITO ao Presidente da FETARN, Manoel Cândido
 Advogado e assessor jurídico da FETARN, MARCOS GEORGE recebe das mãos do Eduardo Vasconcelos - CPC/RN
 Eduardo Vasconcelos - CPC/RN, entrega aos Coordenadores do SINTE/RN: Rômulo, Simonete e José Teixeira o Diploma ai Mérito
 Eduardo entrega ao Coordenador do SINTE/RN, José Teixeira o Diploma ao Mérito
 Coordenadora do SINTE/RN recebe em nome de FÁTIMA CARDOSO, o Diploma de Honra ao Mérito das mãos de Eduardo Vasconcelos - CPC/RN
 Coordenador Geral do SINTE/RN, Rômulo recebe o Diploma de Honra ao Mérito das mãos de Eduardo Vasconcelos
 Coordenadores do SINTE/RN: Rômulo, Simonete Almeida (Diretora de Organização da Capital) e José Teixeira exibem os Diplomas de Honra ao Mérito do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN
Eduardo Vasconcelos, presidente do CPC/RN entrega Diploma ao Mérito ao advogado, Adilson Gurgel de Castro

Hoje (25), o presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, entregou Diplomas ao Mérito a sindicalistas e ao professor da UFRN, Adilson Gurgel de Castro, ex presidente do Conselho Estadual de Educação - CEE/RN e ex presidente da OAB/RN, Dr. Adilson Gurgel, Dr. Marcos George, assessor da FETARN e Manoel Cândido, presidente da FETARN, que contribuem para os avanços e conquistas nas áreas culturais e educacionais no Estado do Rio Grande do Norte.

Eduardo Vasconcelos, presidente da entidade promotora, em suas palavras enfatizou que, “Aquele momento servira para reconhecer as personalidades, das diversas áreas ali representadas, que contribuíram incisivamente para fomentar as ações desenvolvidas pelo CPC/RN durante estes 7 anos no estado do Rio Grande do Norte e além fronteiras potiguares. Reconhecer quem sempre esteve e estar nas lutas constantes na defesa de direitos e resgate da cultura potiguar, é o reconhecimento dos valores que todos tem. São justas essas singelas homenagens!", concluiu, Eduardo Vasconcelos.

domingo, 24 de setembro de 2017

Secundaristas em alerta contra a redução da maioridade penal

Veja como o movimento estudantil está se mobilizando e o que você pode fazer;

O projeto que pode reduzir a maioridade penal para 16 anos volta a deixar em alerta estudantes de todo o Brasil. Dois anos depois de ter passado pela Câmara dos Deputados com uma manobra de Eduardo Cunha, então presidente da Casa, a Proposta de Emenda à Constituição 21/2013 foi recuperada pelo Senado e deve ser votado em breve pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

A presidenta da UBES, Camila Lanes, esteve no Congresso na última quarta (20/9), dia em que o projeto estava na pauta, mas ele acabou ficando para uma próxima sessão, por discordância dos parlamentares. Ela garantiu:
“Voltaremos à Brasília para impedir que o projeto passe no Senado. É inaceitável que o Estado apresente desmontes na educação, por um lado, e a perspectiva de cadeia para a juventude, por outro”.

Como mobilizar

Neste momento, é essencial que uma mobilização social pressione os senadores favoráveis à PEC. Este site da campanha “Redução Não É Solução” ajuda a fazer isso. E acompanhe a tramitação no Senado, aqui.

Jovens mostram sua cara

Secundaristas do Paraná tomaram a iniciativa de se posicionar nas redes sociais para chamar atenção ao assunto. Algumas pessoas que participam da campanha explicam ao site da UBES por que acharam importante tomar um lado na questão:
“Essa medida tem a ver com toda a juventude. O governo acredita ser mais fácil punir do que educar. Sabem que, se nos derem educação de qualidade, não vão continuar no poder.”
Stefany Kovalski, presidenta da ACES Cascavel (PR)

 “Olho para a redução como jovem estudante e jovem educadora. Quem vota numa medida como esta não está em contato com os jovens expostos à criminalidade desde cedo. Em vez de amedrontar nossos meninos e meninas com grades, podemos ensiná-los diferente por meio da libertação. A saída é educação, não punição.”
Beatriz Baganha, estudante do curso de formação de docentes em Araponga (PR)

Como está a PEC

A PEC 21/2013 abre a possibilidade de julgamento de adolescentes entre 16 e 18 anos pelo Código Penal, e não pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, como é hoje. O relator Ricardo Ferraço (PSDB) afirmou que desengavetou o projeto para enfrentar “a recente onda de violência no País”.
Em 2015, o movimento estudantil se posicionou enfaticamente contra a medida. A principal crítica é que ataca os efeitos dos problemas de segurança pública, não as causas. Nenhum país conseguiu atenuar problemas de segurança com a mudança, que apenas deixa jovens vulneráveis com ainda menos oportunidades e mais expostos à violência.
Caso seja aprovado na CCJ, o projeto segue para votação no plenário. O presidente da Casa, Eunício Oliveira, já adiantou que está disposto a colocar o projeto em votação assim que haja pedido dos líderes.

Como o grêmio mudou minha escola


Mais integração, mais solidariedade, mais cidadania; conheça cinco grêmios que melhoraram o ambiente escolar com criatividade e força de vontade.

Ainda não tem um grêmio no seu colégio? Leia isso.

“Participar do grêmio ensina muito aos estudantes, pois é preciso dialogar, se posicionar, mediar ideias e interesses. E a atuação mantém acesa a crença de que é possível ter uma educação e um país melhor”, diz Danilo Ramos, diretor de Grêmios da UBES.
Para ele, não há como construir a educação que a entidade defende sem a participação dos grêmios. “Sonhamos com uma escola democrática e com ampla participação de todxs”, explica.
Confira algumas ideias que conseguem transformar esse sonho em realidade.
·          BELO HORIZONTE, MG
Quadra nova, vida nova
Depois de reforma feita pelo grêmio, estudantes realizam campeonato inter-escolas

Cansados de ver a quadra da escola estadual Olegário Maciel com as marcas do campo quase invisíveis, os estudantes do grêmio partiram para a ação. Limparam e refizeram toda a marcação. A partir da mudança no espaço, muito mais interação e práticas esportivas podem acontecer no dia a dia.
Junto com outros grêmios da região central de Belo Horizonte, eles realizam um campeonato inter-grêmios. “Os times vencedores de cada escola disputarão entre si. É uma forma de estimular o esporte e a interação ao mesmo tempo”, comemora Alberto.
·         SALVADOR, BA
Festa por um bom motivo
Atividades culturais garantem nova cadeira de rodas para estudante e reformas na escola

Solidariedade, integração e cidadania foram conceitos que o grêmio trouxe para o cotidiano da escola estadual Barros Barreto, no subúrbio de Salvador. Um arraial junino, no primeiro semestre deste ano, reverteu os ingressos de três reais para a compra de uma cadeira de rodas para um colega que estava precisando. Também com dinheiro arrecadado em atividades culturais, o grêmio conseguiu materiais para reformar salas de aulas que tinham azulejos caindo. “É um absurdo o poder público não cuidar da estrutura da escola, mas não conseguíamos ver a situação sem fazer nada”, diz o presidente do grêmio, Rafael Paiva.
·         SANTA INÊS, MA
O matagal que virou horta
Além de quiabo, alface e cebolinha, estudantes plantam a ideia de cidadania

“Nossa escola tinha um espaço grande ocupado só por um matagal. Pensei que podíamos usar para alguma coisa”, diz Jaime Bezerra, presidente do grêmio Maria Silva Filha. A direção do Centro de Ensino Josué Diniz Alvez aprovou a ideia e a horta virou até projeto pedagógico! Com a professora de Geografia Josélia Brito, os jovens não aprendem apenas a plantar quiabo, maxixe e couve, mas também as ideias de cidadania e consciência.
Em esquema de mutirão, os estudantes se dividem em grupos para cuidar da plantação. Toda a comunidade pode participar do projeto, que vai fornecer alimentos para a merenda escolar.
 ·         MANAUS, AM
Depois daquele assalto
Rádio do grêmio mobilizou estudantes e conseguiu mais segurança para a escola
Em julho de 2016, assaltantes entraram pela quinta vez na escola estadual Dom João de Souza Lima, em Manaus, e fizeram dois jovens de reféns. No dia seguinte, o grêmio mobilizou o colégio a parar as aulas e realizou um ato do lado de fora. Mais dois dias de manifestação se seguiram, debatendo a gestão estadual e federal para a educação. Resultado: a secretaria do Estado instalou arame farpado nos muros e contratou agentes para a portaria. “A escola nunca mais foi assaltada”, conclui Julio Silva, secretário-geral do grêmio naquela época. Julio explica que a rádio da escola, criada pelo grêmio no começo do ano passado, foi fundamental para o processo: “Além deixar a escola mais animada e unida, a rádio é um instrumento importante de mobilização”.
·         BRASÍLIA, DF
A escola é nossa
Atividade cultural nos intervalos dá voz e aproxima estudantes
Uma atividade do grêmio Honestino Guimarães mudou a realidade dos intervalos no Centro de Ensino Médio Elefante Branco. O projeto de intervalo cultural deixa os estudantes unidos para apresentações de colegas. “Pensamos nisso como uma forma de dar mais visibilidade aos estudantes que tenham bandas, grupo de dança, recitem poemas ou realizem qualquer tipo de arte. Percebemos que chama atenção e envolve muito todo o colégio”, conta satisfeito o presidente do grêmio, Marcelo Acácio.
Fonte: UBES

sábado, 23 de setembro de 2017

CPC/RN PROMOVEU A I NOITE DAS HOMENAGENS EM NATAL

 Foto: Mesa de abertura, homenageados e Eduardo Vasconcelos-CPC/RN
 Eduardo Vasconcelos - Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Claudio Lima e imagem da mesa de abertura
 Manoel Euflausino - SINTEST/RN
 ANDREIA JANE - ADUERN
 Reitor do IFRN, professor Wyllys Tabosa
 Ex prefeito de Nova Cruz, CID ARRUDA
 Egídio Jr - SINDSAÚDE/RN
 ANDREIA JANE - ADUERN
 Dr. CID ARRUDA
 Deputada Federal, ZENAIDE MAIA
 EDINALDO GOMES - SENALBA/RN
 Radialista, CLAUDIO LIMA
 JOSÉ ALVES (Biró) - SINTAMACOMM
 Assessor da Sen. FÁTIMA BEZERRA, Fábio Henrique
 MANOEL EUFLAUSINO - SINTEST/RN
 Sandoval Lopes - HOTELEIROS-RN
SANTINO ARRUDA - SINAI-RN
MOACIR SOARES - Dirigente da CTB/RN recebendo do Eduardo Vasconcelos, Diploma de HONRA ao MÉRITO

Aconteceu na noite da sexta feira, 22, no auditório do IFRN, na Cidade Alta em Natal, a I NOITE DAS HOMENAGENS promovida pelo Centro Potiguar de Cultura – CPC/RN, em que foram agraciados com Certificado de Honra ao Mérito vários líderes sindicais, lideranças políticas e artistas, marcando as justas homenagens a aqueles que direta ou indiretamente apoiaram ou promoveram ações culturais no nosso estado.

A solenidade foi presidida por Eduardo Vasconcelos, presidente do CPC/RN e teve como participantes da Mesa de Honra: O Sr. Fábio Henrique, representante da Senadora Fátima Bezerra, a Deputada Federal Zenaide Maia, a representante da ADUERN, Andréia Jane, o Sr. Manuel Euflasino do SINTEST, Santino Arruda do SINAI/RN, e do Professor Willys Abel Farkatt, reitor do IFRN.

Eduardo Vasconcelos, presidente da entidade promotora, em suas palavras enfatizou que, “Aquele momento servira para reconhecer as personalidades, das diversas áreas ali representadas, que contribuíram incisivamente para fomentar as ações desenvolvidas pelo CPC/RN durante estes 7 anos no estado do Rio Grande do Norte e além fronteiras potiguares”.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

É HOJE (22) NOSSA I NOITE DAS HOMENAGENS!!!

IFRN será palco da I NOITE DAS HOMENAGENS - CAMPUS - CIDADE ALTA - NATAL

Hoje (22) de setembro ás 19:30 no Auditório do IFRN - Campus da Cidade Alta - Natal/RN, o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, realizaremos a I NOITE DAS HOMENAGENS, cuja finalidade é reconhecer através de DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO, entidades de classes, artistas culturais e políticos que tem serviços prestados de forma direta ou indireta apoios as iniciativas do CPC/RN, bem como promoveram e com certeza continuarão promovendo mais ações em defesa e resgate da CULTURAL BRASILEIRA!

Os agraciados foram escolhidos na reunião dos dirigentes do Centro Potiguar de Cultura – CPC/RN, realizada dia 11 de julho do ano em curso, cuja pauta foi APROVAÇÃO de nomes de personalidades ilustres que atuam na política e nos movimentos sociais, entre eles o sindical, educacional e cultural.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

No RN, grêmios denunciam retrocessos na educação

Secundaristas de todo o estado aprovaram Carta do Atheneu no 1º Encontro de Grêmios e Coletivos

No último sábado (16), estudantes de Natal, Região Metropolitana e interior do Estado aprovaram, durante a plenária final do 1° Encontro Metropolitano de Grêmios e Coletivos Estudantis, a Carta do Atheneu. O evento reuniu na capital do Rio Grande do Norte cerca de 300 estudantes secundaristas, 80 delegados e 40 grêmios e coletivos.
A carta final reflete os debates que aconteceram ao longo de dois dias no Colégio Estadual do Atheneu Norte-Riograndense, mais antiga instituição de ensino do Estado, sobre temas essenciais para a Educação. Nela, os estudantes se colocam à disposição da luta e se posicionam contra os cortes nos investimentos públicos e o consórcio golpista que se formou no Congresso Nacional, e “que tem se empenhado para desmontar totalmente o Estado brasileiro”.
Os secundaristas também se posicionam contra “a Reforma, leia-se deforma, do ensino médio, que foi aprovada sem nenhum tipo de diálogo com a classe estudantil” e o PL da Escola sem Partido (Lei da Mordaça), e ratificam o combate a todas as formas de opressões como uma tarefa de todos. “O machismo, racismo e lbgtfobia estão na nossa ordem do dia. A construção de um mundo mais fraterno, onde o amor seja livre e amar não seja um crime. É tarefa de todos e todas as secundaristas travar a luta nesse campo”.
Por último, a Carta do Atheneu convoca os estudantes para o 16º Congresso da Associação Potiguar dos Estudantes (APES), que será realizado em novembro de 2017, afim de fortalecer e engrandecer cada vez mais o movimento estudantil do Rio Grande do Norte.
Adicionar legenda
(Leia a carta na íntegra abaixo).

CARTA DO ATHENEU

Nós, estudantes secundaristas de Natal e de diversos municípios do Rio Grande do Norte reunidos no 1º Encontro Metropolitano de Grêmios e Coletivos Estudantis da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Natal – UMES-Natal, que conta com a participação de 40 grêmios e coletivos estudantis e mais de 200 participantes, após dois dias de intensos debates sobre os rumos das nossas cidades, do nosso estado e país, apresentamos a sociedade a Carta do Atheneu. Nela, concretiza-se não apenas um conjunto de opiniões, mas a disposição de luta pela construção de outra realidade, bem diferente da atual, que possa ser capaz de tornar realidade todos os nossos sonhos.
Nos últimos anos o Brasil viveu um intenso momento de transformações sociais significativas, que proporcionaram ao povo brasileiro o acesso a vários direitos historicamente negados, sobretudo, às classes mais pobres do nosso país. Agora estamos vendo esses mesmos direitos arduamente conquistados sendo retirados à surdina e na calada da noite. O consórcio golpista que se formou no Congresso Nacional tem se empenhado para desmontar totalmente o Estado brasileiro e, infelizmente, têm conseguido fazer isso. A PEC 55, que limita os investimentos nos serviços públicos de seguridade social pelos próximos 20 anos, é um exemplo desse desmonte e que tem impacto direto em áreas como educação, saúde, assistência etc.
Várias das nossas riquezas nacionais estão sendo entregues ao capital estrangeiro e isso além de fragilizar nossa economia, também dissolve a soberania do nosso povo. As reformas trabalhista e da previdência ceifam os nossos direitos a um trabalho digno e a possibilidade de um dia aposentar-se. Não aceitaremos essa cantilena de crise. Se existe crise, a culpa não é nossa! A culpa é dos que sempre saquearem o nosso país e que insistem em roubar os recursos da educação, da cultura, e de todas as áreas em que o povo é o centro. E para quê? Para continuar a priorizar o pagamento da dívida externa e engordar os bolsos dos banqueiros. Já chega! Nenhum centavo a menos!
Agora mais do que nunca vivemos um momento intenso de luta e RESISTÊNCIA. É de total responsabilidade da nossa geração não permitir que isso aconteça! Nossa organização no movimento estudantil é crucial para fazer o enfrentamento e barrar todo esse retrocesso. Precisamos convencer o povo de que a saída é sempre pela política, por isso, a formação de uma frente ampla, que congregue setores progressistas e mais avançados da sociedade com a pauta central: #DiretasJÁ!
#SECUNDAS RESISTEM
No nosso estado o cenário não é muito diferente. Nossa educação cada vez mais precarizada, nossas escolas cada vez mais sucateadas, nossos professores e professoras com salários mal pagos e atrasados, a segurança em estado de calamidade, a saúde pública da mesma forma etc. Isso tudo é consequência das políticas impopulares impostas pelo governo Temer, mas que nosso governo estadual e nossos deputados federais, que em nada nos representam, têm total responsabilidade sobre isso também, pois são cúmplices da quadrilha que dia a dia sucateia mais o nosso país e nosso estado.
A educação sempre foi pauta principal dos debates da juventude brasileira. Nós estudantes sempre nos organizamos para reivindicar e dizer qual é o modelo de educação que a gente quer, pois sabemos bem que no nosso país isso sempre foi um privilégio para os filhos da classe dominante. E enquanto educação for um privilégio, lutar para que ela seja acessível, universal, gratuita e de qualidade é um dever nosso!
Tivemos uma experiência no último período que provou que isso pode ser diferente e de que a educação é prioridade SIM! Pois investir num serviço público como esse, é também investir num projeto de nação e de povo, é investir na construção de outro modelo de sociedade. Ampliação e interiorização dos Institutos Federais por todo Brasil é uma exemplo disso. Os investimentos em tecnologia, pesquisa e extensão nas universidades e nos IF’s também são exemplos.
Mas tudo isso agora tem sido atacado de forma direta pelo governo do presidente ilegítimo Michel Temer. Os cortes nos investimentos públicos não param, assim como outras mudanças nada positivas que esse governo tem imposto, como a Reforma, leia-se deforma, do ensino médio, que foi aprovada sem nenhum tipo de diálogo com a classe estudantil e com os profissionais da educação e que acarreta prejuízos significativos tanto para os estudantes, quanto para os professores e professoras. Não se aprova uma medida dessas sem diálogo e sem criar as condições necessárias. Defendemos outro modelo de educação e concordamos que se faz necessária uma reforma, mas não dessa forma como esta sendo imposta. Outra medida nada democrática, é o PL da Escola sem Partido (Lei da Mordaça), em outras palavras, querem dizer que nós não podemos falar ou ter opinião, intervir e pensar. Escola sem partido e sem pensamento crítico é ditadura e isso nós não vamos admitir!
O combate a todas as formas de opressões é algo indissociável da nossa luta diária. Precisamos dar efeito a tudo aquilo que foi debatido e construído neste Encontro. Assim, o machismo, racismo e lbgtfobia estão na nossa ordem do dia. A construção de um mundo mais fraterno, onde o amor seja livre e amar não seja um crime. Dentro e fora das escolas, nos grêmios e coletivos estudantis, enfim, em todos os espaços. É tarefa de todos e todas as secundaristas travar a luta nesse campo.
Além do combate às opressões é necessário pautarmos junto aos grêmios estudantis a conquista do direito ao passe livre estudantil da rede estadual e federal do Rio Grande do Norte, como forma de fazer com que os estudantes tenham acesso à educação e à cidade, para que nossa vida não tenha nenhuma mordaça nem catraca.
#BONDEDOOCUPATUDO
Convocação do ConAPES:

Diante de todos esses desafios emergentes, não podemos parar! Precisamos nos organizar e mobilizar escola por escola, convencendo cada vez mais pessoas a se somarem nessa luta. Para isso, precisamos de um movimento estudantil interiorizado, forte, grande e coeso, pronto para enfrentar todos esses retrocessos, mas, sobretudo, um movimento estudantil capaz de apresentar novos rumos e perspectivas para a educação e para a juventude brasileira.
Por isso, o 1º Encontro de Grêmios e Coletivos Estudantis da UMES – Natal, com tamanha legitimidade e representação, tendo como participantes estudantes de grêmios da capital e região metropolitana , bem como entidades e coletivos do interior do estado, convoca o 16º Congresso da Associação Potiguar dos Estudantes (APES) para novembro de 2017, afim de fortalecer e engrandecer cada vez mais o movimento estudantil do Rio Grande do Norte.
#ForaTemer, #DiretasJÁ, #NenhumDireitoAMenos, #SecundasResistem.
Natal/RN, 16 de setembro de 2017.

Com Comunicação da UMES Natal
Fotos: Maiakovisk Pinheiro e Rodrigo Lima

Seis dicas do Jornalistas Livres para a sua página, blog ou site

Laura Capriglione, uma das coordenadoras da rede alternativa, participou do Coneg da UBES e, de quebra, aproveitou para dar sugestões aos jovens comunicadores

As redes sociais são ambiente em disputa. É no que acredita Laura Capriglione, dos Jornalistas Livres. Para fortalecer a mídia dos jovens secundaristas, pedimos algumas sugestões da experiente jornalista, logo depois da participação dela na mesa “Comunicação das Novas Narrativas”, no 16º Coneg da UBES, em São Paulo, no último dia 9 de setembro. Ali mesmo no auditório da faculdade Zumbi dos Palmares, Laura se prontificou a tentar ajudar.

Ao contrário de quem vê o futuro do jornalismo com pessimismo, ela enxerga grandes possibilidades:
“Quando eu fazia movimento estudantil, para escrever era preciso escolher um dos jornais da imprensa alternativa. De tão pequenininhos, eles eram chamados de ‘imprensa nanica’. Hoje é possível ter uma página própria, com milhões de pessoas compartilhando. Vejo o jornalismo mais vivo do que nunca! Mas a gente precisa ocupar o espaço”.
Confira algumas dicas dela para ocupar e resistir na rede:

1) Ter mais de um publicador

Quanto mais gente com acesso para publicar, melhor. Laura diz que assim é mais fácil manter o espaço sempre ativo e, por isso, garantir um público frequente: “É preciso movimento, engajamento, compartilhamento. As pessoas precisam se habituar a entrar na sua página, e elas farão isso se tiver sempre novidades. É bem mais difícil conseguir manter com só uma pessoa publicando”.

2) Fazer reuniões

“No Jornalistas Livres, desenvolvemos uma tecnologia muito boa”, explica Laura. Trata-se de manter as pessoas que publicam sempre em contato pelas redes sociais, mas ainda assim realizar reuniões presenciais toda a semana. “Discutindo olho no olho criamos relações de confiança, decidimos quais são os assuntos e dividimos as tarefas para realizar. Se não for assim, não vai ter conteúdo sempre, vai morrer na areia”, ela diz.

3) Não depender de atos

“Se as entidades estudantis forem construir mídia que só fale de ocupações de escola, por exemplo, vão construir uma mídia que só existe quando tem luta. Não adianta… As pessoas têm que ficar com você no dia a dia”, dispara Laura. Para ela, o melhor jeito é falar sobre o que as pessoas vivem diariamente. Por quais problemas elas passam? Que coisas legais elas fazem? O que está acontecendo agora?

4) Se errou, corrija

Anota mais essa: “As redes sociais são um território em disputa. Tem muito boato, informação ruim. O segredo é a gente construir ilhas de credibilidade. Para isso, tem que fazer correção. Se você publicou algo com enfoque errado, se foi preconceituoso sem querer, tem que se desculpar, corrigir”.

5) Quem gostou, compartilha

Muitas redes sociais só divulgam os conteúdos das páginas quando são patrocinados. Laura tem uma dica para “hackear o sistema”: “Tem que usar a força de quem simpatiza com você. Quando é importante, tem que chamar o pessoal que tem interesse, pedir para compartilhar, para mostrar para mais gente. Precisamos usar a força dos movimentos sociais, da militância interessada e disposta a ajudar”.

6) Incluir, mas incluir MESMO

Para Laura, é fácil se achar inclusivo, mas, sem perceber, estar excluindo pessoas. “Se você defende, por exemplo, que todos os evangélicos são conservadores, fundamentalistas, só vai sobrar os conservadores para dialogar com eles e eles vão virar conservadores, mesmo”, explica.
Pega essa:

“Não adianta falar que é inclusivo, é de esquerda e falar mal de evangélico, falar mal de quem gosta de funk. Você perde oportunidade de dialogar com um monte de gente”.
Por Natália Pesciotta, de São Paulo
Foto: Guilherme Silva – CIRCUS da UBES

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Alunos das escolas públicas do RN apresentaram espetáculos “de gente grande” no XII FESTUERN

Por
Arte, educação e saúde. Durante três dias essa foi a temática central dos espetáculos apresentados no Teatro Dix-huit Rosado, em Mossoró, durante o XII Festival de Teatro da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), o FESTUERN, que aconteceu de 11 a 13 de setembro, trabalhando o tema Teatro do Bem Viver.
Os espetáculos envolveram quase 400 pessoas, entre elenco, produção, direção, equipe de apoio, entre outros. Dentro da proposta do Teatro do Bem Viver, durante os três dias de festival, 20 grupos de teatro de escolas públicas de Mossoró, Assú, Apodi, Macaíba, Patu, Guamaré, Alto dos Rodrigues, Lajes, Pendências, Macau, e da própria Universidade, representaram a vivência de valores como a ética, a não violência, o amor, o senso de justiça, a verdade, a compaixão, os cuidados com o ambiente e com a saúde.
As temáticas da saúde e da preservação do meio ambiente permearam a maioria dos espetáculos, em especial, a importância do combate permanente ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. No ano passado, o estado do Rio Grande do Norte enfrentou uma forte epidemia dessas doenças, que debilitou grande parte da população, sendo um dos fatores que motivou a escolha do tema trabalhado nesta edição do festival.
O público, estimado em aproximadamente 3 mil espectadores, foi formado em sua maioria, por estudantes e professores de escolas das redes estadual e municipal de Mossoró, e ficou encantado com a qualidade dos espetáculos apresentados. A expectativa é que novos grupos surjam para participar das próximas edições do FESTUERN.

O FESTUERN é o maior festival de teatro escolar do RN e é uma realização da Pró-Reitoria de Extensão da UERN, através da Diretoria de Educação, Cultura e Artes. Esta edição também contou com a participação de 24 alunos voluntários da UERN, de diversos cursos.
Os espetáculos foram gratuitos, no entanto, a organização solicitou a doação de alimento não-perecível para ser encaminhado a instituições filantrópicas. Foi arrecadada 1,4 tonelada de alimentos, que deverão ser direcionados às instituições na próxima semana.
HOMENAGEM – Nesta edição do Festuern foi homenageando, in memorian, o educador, médico e ex-reitor da UERN, Professor Milton Marques de Medeiros, grande incentivador do Festival. A homenagem se deu devido à sensibilidade artístico-cultural de Milton Marques e seu empenho em construir uma educação transformadora, além de sua dedicação ao bem-estar coletivo e amor ao próximo. Cada grupo participante recebeu o Troféu Candeeiro, com o  nome do homenageado.
O XII FESTUERN teve o apoio da Prefeitura Municipal de Mossoró, TCM, Bauducco, Edmilson Serigrafia e Projeto Cine Sertão.
Fonte: Portal da UERN