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terça-feira, 14 de novembro de 2017

LUAN EMANUEL ATLETA NOVACRUZENSE DE JIU-JITSU É DESTAQUE NACIONAL.

 O nosso pequeno e grande homem: Luan Emanuel
 Luan Emanuel, em mais uma vitória
 Luan Emanuel ao lado do seu professor
ATLETA NOVACRUZENSE DE JIU-JITSU É DESTAQUE NACIONAL. Luan Emanuel ao lado de sua mãe Claudinha
Ele vai disputar o PANAMERICANO de sua categoria em Dezembro.

O Atleta de JIU-JITSU, Luan Emanuel dos Santos, 13 anos, residente em Nova Cruz está se configurando um destaque regional e nacional. Ele tornou-se neste ano, campeão do OPEN NORDESTE e do PRO OPEN da sua categoria. Com a conquista ele vai disputar o PANEMERICANO que será realizado em Fortaleza-CE a partir do dia 17 de Dezembro.

Luan Emanuel é filho de Claudia José dos Santos, moradora do bairro do Salgado, que à nossa reportagem se disse muito orgulhosa do filho: “Ele é um menino muito inteligente e muito bom e que só nos traz orgulhos”, afirmou a mãe eufórica com a conquista esportiva do filho. Luan é bolsista do Colégio de Nossa Senhora do Carmo de Nova Cruz.

A mãe de Luan informou a reportagem que os empresários ou pessoas que possam contribuir em forma de patrocínio a viagem do atleta para o PANAMERICANO em Dezembro entrem em contato com a mesma, na rua: São João, 125, bairro do Salgado em Nova Cruz.

O jovem Luan participará no domingo, 19 de Novembro em Natal, da COPA RN DE JIU-JITSU.


(Reportagem: Claudio Lima/ Fotos: Arquivos da Família)

Publicação; Eduardo Vasconcelos

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Escalamos o elenco de um filme sobre o escândalo da JBS no governo Temer

O governo de Michel Temer poderia render diversos filmes cheios de reviravoltas; veja um possível elenco
Beto Barata/ PR
O governo de Michel Temer poderia render diversos filmes cheios de reviravoltas; veja um possível elenco

Leia também: Ao vivo, Maria Casadevall detona votação a favor de Michel Temer e é aplaudida

Veja quais atores poderiam ganhar um papel em um filme sobre o escândalo da JBS, que ameaçou o mandato do presidente Michel Temer
Não são poucos os eventos políticos do governo de Michel Temer  que poderiam render tramas da melhor qualidade, com maracutaias e reviravoltas o suficiente para gerar bons produtos de entretenimento . 

Para o roteiro, poderíamos imaginar onde estava Michel Temer na fatídica noite em que o "Jornal Nacional", maior telejornal do País, anunciava que ele havia sido gravado por Joesley Batista que fechara um acordo de delação premiada. Como foi aquela noite tensa no Planalto? A relação com a base política? Temer convocou seus ministros e começou ali a atacar Rodrigo Janot. E como a primeira-dama se comportou em face da eclosão de um escândalo sem precedentes com seu marido como pivô?

O iG Gente escalou o elenco para um filme sobre o escândalo da JBS, durante o mandato de Temer. Veja:
Michel Temer e Tarcísio Meira
Temer
Divulgação
Michel Temer e Tarcísio Meira

Tarcísio Meira poderia, tranquilamente, dar vida a Michel Temer em um filme sobre seu governo. Além de uma idade próxima e certa sofisticação natural, o ator tem um Q de vilão, uma cara de quem sabe mais do que conta, de quem está escondendo o jogo... 
Eduardo Cunha e José Mayer
Eduardo Cunha
Reprodução
Eduardo Cunha e José Mayer

Qual é o ator brasileiro que tem uma extensa lista de papéis de homens corruptos, envolvidos em tramoias para obter benefícios? Ele mesmo, José Mayer! Então, porque não dar vida à Eduardo Cunha em um filme sobre o escândalo da JBS?
Wesley Batista e Leandro Hassum
Wesley Batista
Wesley Batista e Leandro Hassum

Um dos irmãos da JBS, o mais... atrapalhado. O papel cairia bem a Leandro Hassum, um ator versátil e com certo talento para personagens mais... divertidos e com tendências a fazer confusões. Voìla: o Wesley Batista perfeito para esse filme.
Joesley Batista e Enrique Díaz
Joesley Batista

 
Reprodução
Joesley Batista e Enrique Díaz

O papel de Joesley pede alguém com mais malícia no olhar que o de Wesley. Para isso, o eleito é o ator Enrique Díaz, que já fez alguns papéis de homens gananciosos na Rede Globo, em meados dos anos 2000. Ele, com certeza, entende o que se passa na cabeça dos líderes de grandes empresas.
Ricardo Saud e Fábio Assunção
Ricardo Saud
Reprodução
Ricardo Saud e Fábio Assunção

Mais um dos executivos da JBS que se beneficiou com um acordo de delação premiada: Ricardo Saud. A nossa aposta é que Fábio Assunção, recém filiado ao PT, faria estragos com o papel.
Sérgio Moro e Wagner Moura
Sérgio Moro
Reprodução
Sérgio Moro e Wagner Moura

O todo-poderoso juiz da Operação Lava-Jato merece um ator à altura: Wagner Moura. O ator, que já viveu até o traficante colombiano Pablo Escobar, poderia viver o juiz que deu início à maior operação da Polícia Federal.
Rodrigo Janot e Juca de Oliveira
Rodrigo Janot

Reprodução
Rodrigo Janot e Juca de Oliveira

O ex-procurador Geral da República Rodrigo Janot teve papel fundamental no escândalo da JBS, já que fez o que podia para levar o presidente da República ao banco dos réus, o denunciando duas vezes. Fato inéditto na história. E quem poderia representá-lo? O experiente Juca de Oliveira seria nossa escolha.
Aécio Neves e Alexandre Nero
Aécio Neves
Reprodução
Aécio Neves e Alexandre Nero

Aécio Neves, apesar dos escândalos de corrupção em que está envolvido, é um galã e ninguém pode negar. Então, o ator para dar vida ao mineiro não poderia ser outro que não um galã. Alexandre Nero é a melhor aposta no quesito galã de meia-idade que entende de personagens com desvios éticos e morais.
Marcela Temer e Fiorella Mattheis
Marcela Temer
Reprodução
Marcela Temer e Fiorella Mattheis

Ah, a nossa maravilhosa primeira dama: bela, recatada, do lar & loira! Quem mais para interpretar com fidelidade a doçura, a compassividade da jovem Marcela Temer se não a jovem, linda e loira Fiorella Mattheis? Ninguém, obviamente.
Patrícia Abravanel e Deborah Secco
Patrícia Abravanel
Reprodução
Patrícia Abravanel e Deborah Secco

Citada em uma das delações do caso, a herdeira de Silvio Santos é uma figura e tanto para estar de fora de um filme sobre esse período do governo de Michel Temer. Sendo assim, escalamos a atriz Deborah Secco, com seu sorriso contagiante e seu jeito de moça de família, para que a futura dona do SBT também esteja nesse longa.


Fonte: IG

domingo, 12 de novembro de 2017

"Nunca Serei Cinza" está em exposição na Galeria de Artes do Campus

"Nunca Serei Cinza" está em exposição na Galeria de Artes do Campus

Aberta até do dia 15 de novembro, na Galeria de Arte do IFRN Cidade Alta, a exposição “Nunca Serei Cinza”, do artista visual Guto Holanda, traz ao público uma visão do artista baseada na observação do cotidiano das pessoas, no cinza do ambiente urbano.
Ao migrar de técnicas realistas para o expressionismo, Guto Holanda desenvolve uma poética mais pessoal que o permite pintar com mais emoção, deixado um pouco de lado a estética ligada a perfeição das formas. 
As cores foram o ponto de partida para começar a investigar o dia-a-dia urbano, relacionando as cores que ilustram cada momento. “No nosso inconsciente, existem diversas memórias que estão ligadas a momentos. E cada momento é revestido de uma determinada atmosfera, seja por uma música, um aroma, ou por cores”, explica Guto. 
O suporte para as pinturas são placas de Eucatex e MDF encontrados nas ruas de João Pessoa, transformadas em painéis com chassis de madeira de paletes também retirados das ruas. Com isso, artista estabelece um diálogo entre o suporte e a temática trabalhada, ambos oriundos do contexto urbano. 
A visitação é gratuita e acontece de segunda a sexta das 8h às 21h e aos sábados das 8h às 12h.

SERVIÇO
Exposição: Nunca Serei Cinza, 
Artista: Guto Holanda
Local: Galeria de Arte do IFRN Cidade Alta (Av. Rio Branco, 743 - Cidade Alta, Natal/RN) 
Entrada: gratuita
Mais informações: 
facebook.com/galeriadearteifrn
galeriadearte.ifrn.cal@gmail.com
(84) 4005-0959 – Diego Andrade, Layne Rayssa, Pedro Felipe e  Yasmim Silva (Bolsistas da Coordenação da Galeria de Arte do IFRN)
(84) 4005-0967 – Roberto Leite, Nivaldo Fonseca (Coord. de Comun. Social e Eventos do IFRN)
(84) 99983-4252 – Hortência Nepomuceno (Coordenadora da Galeria)
(83) 98622-0956 – Guto Holanda
Fonte: IFRN - Campi Cidade Alta

SINASEFE completa 29 anos de fundação neste sábado


O SINASEFE NACIONAL completou 29 anos de fundação neste sábado (11/11). São quase três décadas de luta e resistência, sempre em defesa dos direitos dos servidores da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade.
Nossa gratidão aos quase 30 mil servidores e servidoras sindicalizados e sindicalizadas, que transformaram o SINASEFE em um instrumento de luta para todos os 67 mil trabalhadores e trabalhadoras - docentes e TAEs - da categoria.

Identidade visual dos 29 anos
Faça os downloads da identidade visual dos 29 anos do SINASEFE nos links abaixo:
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Defesa de Direitos mobiliza milhares nas ruas de Natal

Com a marca da diversificada expressão crítica do povo brasileiro, a defesa de direitos unificou nesta sexta, 10 de novembro, as diferentes categorias de trabalhadores, estudantes, artistas e lideranças políticas, dos movimentos sociais, sindicais, de mulheres e da juventude. Em Natal, o Dia Nacional de Mobilizações, convocado pelas Centrais Sindicais e a Frente Brasil Popular, reuniu milhares na Praça Gentil Ferreira.
Um momento de conversar com os trabalhadores, vendedores ambulantes e comerciantes do bairro do Alecrim sobre os efeitos da reforma trabalhista, que entra em vigor neste sábado (11), e ouvir o descontentamento da população natalense com as sucessivas medidas anti-povo e anti-nação do governo de Michel Temer (PMDB).
“Estão acabando com as nossas conquistas, mas conversando com vocês, vendo que há pessoas lutando por nós, eu digo que não vão matar nossas esperanças não”, avaliou Francisco Dantas, comerciante, que desde o início da tarde observava a adesão de trabalhadores de diferentes categorias ao dia de lutas.
Sua fala foi reforçada por diversos outros depoimentos de populares que acompanharam a caminhada de seus locais de trabalho, automóveis e ônibus. “Acho importante que se tente parar essas ações de Temer. Veja, ele diminuiu o valor do reajuste do meu salário, que eu ganho um salário mínimo. Ele sabe o que são R$ 14,00 para mim? Para ele não deve ser nem o que paga de gorjeta a um garçom”, afirmou Maria das Dores Silva, empregada doméstica, que teve sua carteira assinada no final do ano de 2015, quando passou a vigorar as novas regras para o emprego doméstico.
Nos diálogos, além da aprovação da contrarreforma trabalhista, que empurrou o Brasil de volta ao passado, foram lembrados os cortes de recursos que a Constituição destinou à saúde, educação e ao investimento público, a tentativa de cortar o direito dos trabalhadores à aposentadoria, e a reedição do trabalho escravo.
Durante o percurso da Praça Gentil Ferreira à Cidade Ata, as palavras de ordem, faixas, cartazes e artes reforçaram não apenas a contrariedade às reformas trabalhista e da previdência, como também lembraram que não há saída para o país sem a realização de eleições.
“Esse governo tem que cair. Por isso que não podemos aceitar, inclusive, o golpe fatal, que seria a suspensão das eleições 2018. Precisamos ter respeitado o direito do povo de exercitar a sua soberania popular, de ir às urnas decidir quem deverá dirigir os destinos do país”, lembrou a senadora potiguar, Fátima Bezerra (PT).
Docentes, estudantes e servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte se fizeram presentes ao ato com força, beleza e criatividade, expressando em suas artes a preocupação com a ameaça à Educação Pública de qualidade, com a Ciência e com o futuro do Brasil.
“Está nas ruas num momento como este, lutando contra tantos desmandos de um governo que está no chão de aprovação popular, que está envolvido em esquemas de corrupção nunca visto no país, é fundamental para que estejamos firmes na garantia da educação, do ensino superior de qualidade, da pesquisa e do futuro”, afirmou o professor da UFRN, Daniel Lemos.
Além da desregulamentação do trabalho, os professores lembraram da necessidade de preparar a sociedade para o enfrentamento a outras medidas do governo Temer, como a proposta de reforma da Previdência, o leilão das sociedades de economia mista, a entrega do pré-sal a empresas estrangeiras, o perdão de dívidas a sonegadores e bancos, e os ataques ao funcionalismo público.
“A proposta do governo é clara. Fragilizar o Estado brasileiro e o setor público para que com isso entregue essa parcela de serviços essenciais à sociedade para iniciativa privada”, explica o presidente do ADURN-Sindicato, Wellington Duarte.
Para a diretoria do Sindicato dos Docentes da UFRN, o Plano de Desligamento Voluntário (PDV), redução de jornada com redução de salário (MP 792/17), adiamento de reajustes e aumento da contribuição previdenciária (MP 805/17) e projetos que permitem demissão de servidor estável (PLS 116/17) estão entre as medidas anunciadas pelo governo Temer para desestruturar o serviço público federal no país e devem exigir disposição de luta de toda a comunidade acadêmica.
“Os professores e servidores precisam entender efetivamente o que este conjunto de mediadas representarão na diminuição de sua condição de vida”, alertou a professora Gilka Pimentel, vice-presidente do ADURN-Sindicato.
Fonte: ADURN

sábado, 11 de novembro de 2017

Fies para quem? Mudanças vão significar menos chances para os mais pobres

MP 785/2017 segue para sanção presidencial e pode entrar em vigor em 2018

A MP 785/2017 que modifica as regras do  Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) foi aprovada nesta quarta-feira (08) no Senado e segue para sanção do presidente ilegítimo Michel Temer (PMDB) para entrar em vigor já nas matrículas do primeiro semestre de 2018.
Entre as principais mudanças está a alarmante diminuição na oferta dos financiamentos, a alteração nas formas de concessão, diminuição do tempo de carência para pagamento, entre outras mudanças no modelo de gestão.
Criado em 1999 e ampliado ostensivamente durante os anos 2000 no governo Lula, o FIES possibilitou uma conquista concreta para mais de dois milhões de estudantes ingressar na universidade e transformar a sua realidade.
A UNE participou de algumas discussões no Congresso Nacional e foi amplamente contra a “reforma”.
Entre os motivos:
1- O programa que só em 2014 atendeu mais de 700 mil estudantes, será reduzido a menos de 100 mil beneficiados na faixa sucessora do modelo atual;
Estes beneficiados serão da faixa Fies 1 – o modelo sucessor do atual – para estudantes do Norte, Nordeste e Centro Oeste com renda familiar de até 3 salários mínimos, com taxas de juro zero.
2 – Menos chances para os estudantes mais pobres;
Com a nova proposta o programa passa a classificar os estudantes em três faixas, na qual apenas a primeira corresponde a estudantes com renda até três salários mínimos, as outras duas se destinam a rendas de até 5 salários mínimos. Hoje todas as bolsas são concedidas a estudantes com renda familiar até três salários mínimos.
3- A MP utiliza o discurso da inadimplência, mas pode pode agravar esse problema;
Acabou a carência de 18 meses após o fim do curso e o estudante terá que começar a pagar assim que se formar, independente de estar empregado ou não. O novo Fies altera também a forma de pagamento e poderá vir descontado direto na folha de pagamento no caso do estudantes estar empregado.
4- O novo modelo de gestão e as fontes de financiamento previstas descaracteriza o propósito do programa;
Instituições financeiras oficiais, como bancos ou administradores de crédito, poderão atuar como agente operador do Fies. E inclusive empresas financeiras poderão ser contratadas para serviços de cobrança administrativa, financeirizando um programa de propósito educacional.
5 – A análise da capacidade financeira do estudante ficará por conta dos bancos privados;
A MP não fixa taxas de juros para a segunda e terceira faixa de renda criadas, deixando essa definição, o critério de pagamento e negociação para bancos privados.
6- Função social comprometida;
Até 2016 dados do MEC indicaram que 50,07% dos financiamentos do FIES eram ocupados por negros e negras, que historicamente tiveram acesso ao ensino superior barrado. Com todos as novas regras é evidente que a função social que o FIES vinha cumprindo ficará comprometida.
7 – Dedo podre dos ‘tubarões’ do ensino;
O relator do Projeto, Alex Canziani, deputado federal pelo PTB-PR recebeu uma doação declarada em sua campanha de duzentos mil reais, do Centro de Ensino Atenas Maranhense, incorporado em 2011 ao grupo Króton – uma das maiores empresas de educação no mundo.
8- MP pode levar ao aumento das mensalidades.
As faculdades que queiram participar do Fies 1, terão que contribuir com um Fundo Garantidor, mantido obrigatoriamente por elas com aportes proporcionais à sua taxa de inadimplência. Esses aportes podem ser repassados em aumento das mensalidades para todos os matriculados.
UNE

“Um cavalo de Tróia sob os nossos úteros”, por Julia Aguiar

1ª diretora de Mulheres da UNE alerta que PEC 181/15 que dificulta o aborto em caso do estupro é um retrocesso vindo de parlamentares que não tem preocupação com a vida das mulheres no Brasil

Nos últimos anos pudemos acompanhar uma crescente mobilização das mulheres em nosso País. Na pauta, a luta por liberdades e direitos ganhou forma e força contra os ataques do então Presidente da Câmara – o deputado Eduardo Cunha (PMDB), materializadas por exemplo, na luta contra a PL 5.069/2013 que visa dificultar o atendimento às mulheres que sofreram violência sexual, principalmente no que tange à profilaxia adequada.
A ‘primavera das mulheres’ – como ficou conhecida – foi um importante passo na disputa de ideias da sociedade e na defesa de nossos direitos, e somou forças às mobilizações contra os golpistas e machistas que implementaram um golpe contra a então presidenta Dilma Rousseff.
Mas, se deste lado reagimos contra estes ataques, do outro, a bancada conservadora no Congresso Nacional continua, ainda hoje, avançando contra nossas pautas e contra a liberdade de nossos corpos, agora sob o aval do governo golpista de Michel Temer (PMDB).
Como expressão dos recentes ataques, temos a decisão da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que aprovou na última quarta-feira (8), uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que muda a concepção de vida e dificulta o aborto legal, incluindo os já previstos pela lei.
A PEC do ‘Cavalo de Tróia’, como está sendo chamada por movimentos sociais, ganhou este nome pela manobra da bancada conservadora e religiosa que, através do relator Tadeu Mudalen (DEM), mudou dois artigos de uma proposta que anteriormente, versava somente sobre a ampliação da licença maternidade para a trabalhadora que tiver bebê prematuro.
A mudança que traz a definição de que ‘a vida começa na concepção’ abre um perigoso caminho, fortalecendo o discurso de proibição do aborto em todas as suas possibilidades, incluindo em casos de mulheres vítimas de estupro e risco à vida da mãe. Um verdadeiro retrocesso até mesmo em termos da legislação vigente.
Essa decisão dos parlamentares mostra o nível de comprometimento que os mesmos tem somente com suas visões ideológicas, sem nenhuma preocupação com a vida das mulheres no Brasil.

Segundo dados do Anis – Instituto de Bioética e Universidade de Brasília, somente em 2015, a cada um minuto uma mulher realizou aborto ilegal no Brasil. São milhares de mulheres, sobretudo jovens e pobres, das mais distintas religiões, que tiveram que interromper a gestação em condições precárias, pela total falta de assistência do Estado Brasileiro com suas vidas.
Enquanto outros países, incluindo o Chile, avançam no fortalecimento dos direitos reprodutivos das mulheres, o Brasil vive sob um verdadeiro ataque aos nossos corpos, um cavalo de Tróia sob nossos úteros que impede qualquer melhoria em nossas condições de vida.
É certo que a bancada fundamentalista, conservadora e religiosa não irá recuar facilmente de suas pautas, mas saibam que nós também não. Por isso, à nós mulheres só resta uma saída: fortalecer nossas lutas e mobilizações com o conjunto da classe trabalhadora, para que assim, possamos denunciar os retrocessos implementados e derrubarmos, definitivamente, todos os machistas e golpistas de seus próprios cavalos.
*Julia Aguiar é 1ª diretora de Mulheres da UNE e estudante da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

72% dos estudantes podem ficar sem direito ao meio-passe em Porto Alegre

Estudantes apresentam resultado da segunda etapa da pesquisa sobre os impactos da restrição ao meio-passe 
DCE UFRGS
Pesquisa encomendada pelo DCE da UFRGS mostra que restrição proposta pela Prefeitura pode prejudicar milhares de estudantes
Nesta quinta-feira (09) o DCE Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) esteve junto à Frente Parlamentar em Defesa do Meio Passe, na Câmara de Vereadores de Porto Alegre (RS) apresentando os resultados obtidos na segunda etapa da pesquisa sobre os impactos da restrição ao meio-passe apenas para os estudantes de baixa renda, proposta pela Prefeitura Municipal.
Os resultados obtidos na pesquisa encomendada pelo DCE para a Equilíbrio Assessoria Econômica, Empresa Junior da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS, apontam que 64% dos estudantes de Porto Alegre perderiam o direito ao meio passe com a restrição.
Analisando apenas os alunos do ensino superior, 72% ficariam sem o meio passe. A possibilidade máxima de redução de tarifa, mantidos os atuais custos, seria de R$ 0,04 sendo que diversos setores da economia seriam impactados, uma vez que os estudantes disseram que deixariam de consumir em vários segmentos para subsidiar o eventual aumento de custos com transporte.
O DCE e UNE contrataram a Equilíbrio para viabilizar uma pesquisa que mensure o impacto que seria na economia familiar sem o meio-passe no deslocamento para a escola e universidade. O estudo investigou ainda o impacto que a falta do benefício poderia fazer também em outros setores da cidade como na cultura, entretenimento, bares e restaurantes.
Para o DCE os resultados da pesquisa só reforçam o entendimento de que restringir o meio passe não resolve a questão da tarifa e faz mal para Porto Alegre.
“Seguiremos mobilizados para garantir a permanência desse direito sexagenário em nossa cidade. Meio passe fica!”, destacou o tesoureiro da entidade, Fellipe Belasquem.
Para um dos coordenadores da UEE-Livre Dr. Juca, Felipe Eich essa pesquisa e o resultado também reforçam “o papel que a universidade pública é capaz de cumprir de dar retorno pra sociedade nas suas mais diversas formas, inclusive entre as Empresas Juniores”.
UNE

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

NOTA DE PESAR AO FALECIMENTO DE FELIPE DOSS

por Redação. da UNE
Estudante de Geografia da UFBA, secretário da UEB faleceu nesta quinta- feira (9)
A UNE junto com a União dos Estudantes da Bahia (UEB) lamenta a morte do estudante Felipe Doss, Secretário-Geral da entidade, que foi assassinado na noite desta quinta-feira (09/11) em Salvador (BA).
Jovem, negro, LGBT, oriundo da comunidade de Itinga-Lauro de Freitas, Doss morreu aos 26 anos da mesma forma que milhares de jovens perdem a vida todos os dias no nosso país: vítima da violência da cidade.
Com a tragédia, a militância estudantil baiana perde um lutador incansável. Doss era estudante do curso de Geografia da UFBA, Diretor do DCE , coordenador estadual da EPS-PT, membro do Conselho Estadual LGBT, militante do coletivo Quilombo e do Coletivo Kiu.
Doss foi um exemplo de luta por uma sociedade mais justa e igualitária, bem como figura querida pelos companheiros do movimento estudantil.
A UNE presta solidariedade aos seus familiares, amigos, e a UEB.
Doss presente, agora e sempre!
Fonte: UNE

Servidores do DETRAN entram em greve por tempo indeterminado a partir do dia 10/11


Os servidores do DETRAN/RN vão entrar em greve por tempo indeterminado a partir de sexta-feira (10). O movimento grevista é motivado pelo descumprimento dos acordos firmados pelo governo com a categoria, que esperava a reposição das perdas salariais e a implementação do auxílio alimentação nos salários já de novembro.
A greve também objetiva barrar o pacote econômico fiscal enviado pelo governo Robinson Faria à Assembleia Legislativa, que tem diversas medidas, entre elas as que determinam o aumento da alíquota previdenciária de 11% para 14% e o congelamento de salários.
Os trabalhadores do DETRAN também vão aderir a parada nacional que acontece sexta-feira, 10 de novembro, encampada pelas principais centrais sindicais do país em protesto contra as reformas Trabalhista e Previdenciária do governo Michel Temer. A categoria vai participar do ato unificado local encampado pelo Fórum Estadual dos Servidores e centrais, que acontecerá à tarde.
Pela manhã, os servidores do DETRAN irão realizar um piquete em frente ao Departamento. Em seguida se integram a um ato unificado que reunirá categorias em frente à Governadoria.
Fonte: SINAI/RN

Sociedade - Intolerância - Judith Butler é agredida ao embarcar no aeroporto de Congonhas

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Foto: Wikimedia Commons
Agressora também proferiu insultos racistas contra a atriz e MC Danieli Lima, que interviu ao testemunhar a violência.
A filósofa Judith Butler, 61 anos, foi agredida ao embarcar no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, na manhã desta sexta-feira 10. Segundo relatos de testemunhas, a escritora estava na área de check-in quando foi perseguida por uma mulher que segurava um cartaz com a foto desfigurada de Butler e gritava repetidos xingamentos, além de empurrá-la com o cartaz feito de madeira e cartolina.
Leia também: Judith Butler:

A mesma agressora também proferiu insultos racistas à atriz/MC Danieli Lima, 30 anos, que tentou intervir ao perceber a violência contra a filósofa. "Vi a Judith Butler passando e uma senhora atrás com uma placa na mão chamando de pedófila, nojenta, que não era bem vinda no Brasil. Ela estava muito exaltada, uma agressividade muito grande, xingava em inglês e português e empurrava ela com o cartaz", explicou ela, que estava embarcando para o Rio de Janeiro. "Eu fui atrás e falei que ela não poderia fazer isso, que ela precisava respeitar as pessoas", conta ela, cujo nome artístico é Dani Nega. 
Em seguida, a mulher virou-se para Danieli, abriu os braços e começou a gritar:
"Quem é você? Você é feia, feia, olha o seu cabelo, olha a sua cor, vai pentear o cabelo, você é feia!", relatou a testemunha, que registrou boletim de ocorrência na delegacia no próprio aeroporto por racismo. 
Segundo ela, a agressão durou cerca de 10 minutos e ocorreu por volta das 9h40. "Ela estava muito exaltada, foi uma das coisas mais desumanas que eu já vi. Falei que racismo era crime, ela tentou ir embora, mas o delegado a conduziu para a delegacia", afirma Danieli, que escreveu também sobre o caso nas redes sociais.
O episódio foi confirmado pela Infraero, que afirmou que houve registros de gritos em Congonhas e que a segurança "agiu para garantir o embarque da escritora".
Fonte: Carta Capital