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sábado, 24 de fevereiro de 2018

REFLITAM ANTES DAS ELEIÇÕES DE 2018:Bertolt Brecht: O Analfabeto Político O pior analfabeto...

O Analfabeto Político O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vid... Frase de Bertolt Brecht.
O Analfabeto Político

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

FASUBRA defende incorporar a luta pela liberdade democrática após intervenção militar no RJ

 Para a Federação, é necessário permanecer em unidade diante de novas ofensivas do governo em outros setores, como a privatização da Eletrobrás e ataque à autonomia do Banco Central.

A Federação defendeu incorporar a luta por liberdade democrática em audiência pública que discutiu a Reforma da Previdência nesta manhã, 20. O debate foi realizado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, no Auditório Petrônio Portela, do Senado Federal. Representou a FASUBRA os coordenadores Gibran Jordão e Eurídice Almeida.

A tramitação da PEC 287/16 no Congresso Nacional completou um ano, acompanhada de resistência, mobilização e unidade das entidades sindicais, movimentos sociais e parlamentares contra a aprovação da matéria. Foram diversas tentativas do governo para aprovar a reforma, derrotado pela falta de votos. Para a FASUBRA, “o governo não conseguiu votos porque os parlamentares tem medo da mobilização e da luta dos trabalhadores”.

O coordenador Gibran Jordão destacou a necessidade de valorizar a vitória que impôs uma derrota ao governo Temer, diante de um dos principais elementos do ajuste fiscal. Para continuar com a ofensiva aos direitos sociais e democráticos, o governo mudou a pauta.

Segundo Jordão, qualquer governo que ganhar as eleições em 2019 e tiver aliança com o capital, será pressionado a reformar a Previdência. “Isso temos que colocar em pauta e debater daqui pra frente”.

Para a Federação, é necessário permanecer em unidade diante de novas ofensivas do governo em outros setores, como a privatização da Eletrobrás e ataque à autonomia do Banco Central. “Queremos essa unidade de ação com parlamentares, centrais sindicais, entidades do funcionalismo público e movimentos sociais que estão contra toda essa ofensiva aos direitos democráticos”.

Campanha salarial
O ataque ao funcionalismo público tende a continuar, por meio da reestruturação da carreira e congelamento de salários. “Se nós não construirmos uma luta unitária podemos sofrer uma derrota muito grave em relação à nossa carreira e ao reajuste salarial que precisamos exigir, porque o governo não tem intenção de dar aumento pra ninguém nem nesse ano e nem ano que vem”. Para constar qualquer reajuste em 2019, deve ser colocado no orçamento deste ano.


Liberdade democrática
Incorporar a luta pela liberdade democrática à defesa da Previdência Social e dos direitos é fundamental neste momento, segundo Jordão, o governo tem usado a pauta da segurança pública para tentar intimidar os movimentos sociais e colocar o exército nas ruas. “Hoje é o Rio de Janeiro, mas amanhã podem ser outros estados. Isso pode aumentar a repressão no país para que movimentos sociais e sindicatos não tomem as ruas na lutar por seus direitos”.

Fotos: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE O 8º EME da UNE

Fique informada e se prepare para o maior evento de mulheres estudantes do país

Um dos maiores festivais políticos das mulheres do Brasil e um dos mais importantes fóruns da UNE está com as inscrições abertas. O 8º Encontro de Mulheres Estudantes (EME) da UNE será realizado de 30 de março a 1 de abril na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais. As atividades vão acontecer na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Mulheres estudantes de todo o país estão convidadas para debater e celebrar a resistência feminista nas universidades e nas ruas.
O site da UNE preparou um questinário para tirar todas as dúvidas sobre o evento. Confira, informe-se e faça sua inscrição!

  O QUE É O EME DA UNE?

O Encontro de Mulheres Estudantes (EME) surgiu em 2005, por iniciativa da diretoria de Mulheres da UNE, com o objetivo de ser um espaço de auto-organização e fortalecimento do debate feminista na entidade, contribuindo no combate ao machismo e todas as formas de opressão sofridas pelas mulheres dentro das universidades e no movimento estudantil.

  QUANDO E ONDE ACONTECERÁ O 8º EME?

A 8ª edição do EME da UNE acontecerá entre os dias 30 de março e 1 de abril, na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais.

  QUAL SERÁ O TEMA DO 8º EME?

O tema desta edição será “Mulheres em movimento: a resistência feminista nas universidades e nas ruas”, um verdadeiro chamado para todas resistirem, se organizarem e se movimentarem. Os debates vão incluir a conjuntura do país, a situação das mulheres no Brasil e principalmente alternativas para melhorar a vida das mulheres estudantes. Acompanhe a página das Mulheres na UNE para saber mais da programação.

  QUAIS AS ATIVIDADES QUE ACONTECEM DURANTE O EME?

Durante o EME acontecem debates, oficinas, grupos de discussão sobre as temáticas feministas. O evento ainda tem atrações culturais e traz convidadas especiais.

  QUEM PODE PARTICIPAR DO EME?

Todas as mulheres estudantes, vinculadas ou não à correntes ou coletivos feministas podem participar do 8º EME. A diversidade aqui é muito bem-vinda e considerada fundamental para a riqueza de conteúdos do encontro.

  COMO FAÇO A MINHA INSCRIÇÃO?

A inscrição pode ser feita por meio do site inscricao.une.org.br.

  QUAIS SÃO OS VALORES?

A inscrição custa R$40,00 reais. Cotistas e prounistas pagam meia antecipadamente.

  A INSCRIÇÃO DÁ DIREITO A QUÊ?

A inscrição dá direito a participação em todos os debates, discussões, oficinas, alimentação e alojamento.

  COMO SERÁ O TRANSPORTE ATÉ JUIZ DE FORA?

O transporte da sua cidade até Juiz de Fora não está incluso na inscrição. Contate o DCE da sua universidade ou a UEE de seu estado para obter informações sobre caravanas. Devem acontecer ainda Pré-EMEs em várias cidades do Brasil. Fique ligada nas redes da UNE.

  COMO SERÁ A HOSPEDAGEM?

A hospedagem geralmente é feita na própria universidade ou em colégios locais.

  O QUE DEVO LEVAR?

A participante deve levar tudo aquilo que for precisar para sua estadia, como barraca para dormir, saco de dormir, travesseiros, colchões, cobertores, objetos de higiene pessoal e cadeado para fechar barracas e malas. Roupas apropriadas para o clima ameno de Minas Gerais, além de dinheiro extra para qualquer eventualidade.

  MÃES ESTUDANTES PODEM LEVAR SEUS FILHOS AO EME?

Sim. O evento contará com espaço para creche colaborativa.
Fonte: UNE

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O 9º EME DA UNE

por Cristiane Tada.
Mulheres estudantes de todo o Brasil podem se inscrever pelo site inscricao.une.org.br
A diretoria de Mulheres da UNE abriu nesta terça-feira (20/2) as inscrições para o 8º Encontro de Mulheres da entidade.
Mulheres estudantes de todo o Brasil podem se inscrever por meio do site inscricao.une.org.br
As inscrições custam R$40,00 reais e dão direito a participação de todos os debates, discussões, oficinas, alimentação e alojamento. Cotistas e proUnistas pagam meia antecipadamente.
Como o tema “Mulheres em movimento: a resistência feminista nas universidades e nas ruas”, o 8º EME da UNE em 2018 comemora 15 anos da Diretoria de Mulheres da entidade e vai reunir mulheres estudantes de todo Brasil, nos dias 30, 31 de março e 1 de abril, num espaço auto-organizado de debates e proposições, fomentando discussões políticas e fortalecendo a resistência feminista em todas as regiões do país.

O Manifesto do 8º EME da UNE faz um chamado para resistir, se organizar e se movimentar para as estudantes. “As mulheres em movimento mudam a universidade, mudam o Brasil e mudam o mundo”, diz o documento.

O texto também fala situação política no país de retrocesso nos direitos, das reformas trabalhista e da previdência, bem como a Emenda Constitucional 95 que afetam diretamente a vida das estudantes e trabalhadoras.
Para a diretora de Mulheres da UNE, Ana Clara Franco, em meio a toda essa avalanche conservadora machista e de retrocessos sob a qual hoje vivemos, o EME será um espaço para elas reunirem forças e renovarem a luta por uma universidade onde as mulheres se sintam realmente representadas.
“ Precisamos garantir que as mulheres não sejam maioria apenas ao ingressar, mas sim tenham condições de permanecer e concluir sua formação. Precisamos fazer valer a nossa voz na resistência nas universidades e nas ruas de todo o país”, destacou.
Já a presidenta da UNE, Marianna Dias, destacou que este deverá ser o um dos encontros mais importantes deste ano da UNE. ” Vamos reunir milhares de estudantes em Juiz de Fora e mostrar a centralidade da pauta feminista na nossa agenda”. 

SERVIÇO:

O que? 8º EME da UNE.
Quando? 30, 31 de Março e 1 de Abril.
Onde? Universidade Federal de Juiz de Fora, em Minas Gerais.
Quanto? R$40.
Fonte: UNE

domingo, 18 de fevereiro de 2018

SINAI-RN promove Curso de Artes em Feltro

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O SINAI-RN vai promover, entre os dias 20 de fevereiro e 02 de março, um Curso de Artes em Feltro, voltado para as mulheres filiadas ao Sindicato. O curso será a primeira atividade alusiva ao Dia Internacional da Mulher deste ano, celebrado em 8 de março. A coordenação de Mulheres e Políticas Sociais do SINAI está organizando a atividade.
O curso será realizado em Natal, nos dias 21 e 22 de fevereiro, 20 e 27 em Mossoró, e 1° e 02 de março em Caicó.
Para se inscrever, a interessada deve ligar para a sede estadual do SINAI-RN ou a regional da qual é filiada. Veja abaixo os telefones, e-mails e endereços de cada localidade:
Natal
Rua Leonardo Drumond, 1661 – Lagoa Nova – Natal-RN
(84) 3206-1851 / 3206-1861 / 3206-1899
sinairn@sinairrn.com.br
De segunda a quinta-feira, das 8 às 17 h | Sexta-feira das 8 às 14 h
Mossoró
Rua Luiz Ludugero, nº 26 – Abolição II
CEP 59612-150 / Mossoró – RN
Telefax: (84) 3319-1271
Caicó
Rua Augusto Monteiro, nº 1256 – Centro
CEP 59300-000 / Caicó – RN
Telefax: (84) 3421-2999
sinaiserido@hotmail.com

Seção Sindical vence recursos da ação sobre aumento abusivo da GEAP


O juiz entendeu que não se pode admitir a estipulação de aumentos demasiadamente superiores aos índices oficiais
O juiz entendeu que não se pode admitir a estipulação de aumentos demasiadamente superiores aos índices oficiais
Devido ao aumento abusivo aplicado pela GEAP Autogestão em Saúde, desde fevereiro de 2016, a Seção Sindical tem movido ações contra qualquer medida que venha prejudicar o servidor da UFERSA.
A GEAP havia aprovado um reajuste de 37,55% nas mensalidades individuais dos servidores da UFERSA. Diante disso, a justiça considerou o aumento como um abuso de direito e determinou a redução ao percentual de 20%, além de que não se pode admitir a estipulação de aumentos demasiadamente superiores aos índices oficiais e sem justificativa razoável.
O processo ainda não teve seu mérito julgado. Porém, todos os recursos apresentados pela GEAP para caçar a liminar que limitou o aumento a 20% foram negados pelo Tribunal de Justiça do RN. O processo encontra-se atualmente aguardando julgamento do mérito.
Mais uma vitória para a categoria dos técnico-administrativos da UFERSA. A Assessoria Jurídica da Seção Sindical atende todas as sextas-feiras a partir das 08h na sede da Seção Sindical. Durante a semana, o Advogado Humberto Fernandes atende na Antas, Fernandes, Thomás & Vieira – Advogados Associados, na Av. Jerônimo Dix-Neuf Rosado, 250 – Centro, Mossoró – RN.
Fonte: SINTEST/RN

Reforma da Previdência: governo não diz, mas valor das aposentadorias vai cair

"O objetivo é fragilizar a previdência pública para privatizar", diz professora da UFRJ

ALEX FERREIRA/CÂMARA DOS DEPUTADOS
Muito antes de o governo Temer propor a "reforma" da Previdência por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287 (na prática, um desmonte do sistema), a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Denise Gentil já desmontava uma das teses centrais que seria usada para justificar o projeto. Em sua tese de doutorado A falsa crise da Seguridade Social no Brasil: uma análise financeira do período 1990 – 2005, ela explicava que a Seguridade Social – que engloba a Previdência – é superavitária, levando-se em consideração todos os recursos assegurados constitucionalmente que eram desviados.
Mas o governo não só omite tais dados, como ainda toma diversas medidas que enfraquecem o caixa previdenciário, como é o caso das desonerações e perdões de dívidas das empresas. "Não é difícil concluir que o governo Temer não tem nenhuma intenção de produzir o equilíbrio fiscal com a reforma da Previdência, porque as receitas já foram destruídas com a concessão de isenções tributárias e perdões de dívidas para as grandes corporações e com a reforma trabalhista", explica. "O caos já está instalado e foi produzido pelo governo federal e pelo Congresso Nacional em 2017."
Na entrevista abaixo, ela fala sobre essas questões e também aborda a campanha publicitária promovida pelo Planalto para tenta convencer a opinião pública da necessidade da PEC 287. "Amudança na aposentadoria dos servidores é peça de propaganda para a sociedade direcionar seu ódio para o lado errado e não enxergar quem, de fato, está ganhando com a reforma da Previdência."
O relator da PEC 287 fez novas alterações na matéria para tentar discutir e aprovar o texto até o final de fevereiro. Essas mudanças mudam a essência da proposta?
Nada mudou. A única alteração parece ter sido a pensão integral para viúvos e viúvas de policiais mortos em combate.
Quais as principais imprecisões – e mentiras mesmo – que  podemos identificar na atual campanha do governo pela "reforma" da Previdência?
A primeira é a de que vai combater privilégios. O governo redefiniu, a seu modo, o significado da palavra privilégio.
Ao longo de 2017, o governo Temer fez quatro Refis. Para quem não sabe, Refis é uma abreviação para o refinanciamento de dívidas das empresas para com a União, ou seja, é o perdão e parcelamento de dívidas que representam a concessão de enormes privilégios tributários que desfalcam a Previdência e o Tesouro Nacional. O governo fez o Super-Refis das empresas, através da Lei nº 13.496 de 2017, cujo prejuízo para os cofres públicos está estimado em mais de R$ 500 bilhões durante os próximos três anos; fez o Super-Refis dos produtores rurais por meio da Lei 13.606 de 2018, concedendo favores aos ruralistas que gerarão um prejuízo de R$ 15 bilhões para a Previdência; fez também o Refis das petrolíferas, considerado uma vitória devastadora do capital multinacional do setor de petróleo e gás sobre as jazidas do país, e nesse Refis o Congresso perdoou R$ 54 bilhões em tributos devidos pelas empresas do setor entre 1997 e 2014.
Adicionalmente, numa clara entrega do patrimônio natural do país ao capital internacional, favoreceu, imediatamente, as vencedoras do leilão do pré-sal de outubro/2017 (Exxon Mobil, Petrogal, Repsol Sinopec, Shell, Statoil, Total, PBEnergy, Petrobras, CNODC, CNOOC e QPI), ao permitir que, a partir de 2018, tenham redução da base de cálculo e isenção do pagamento de impostos e contribuições que farão uma renúncia de receitas estimada em R$ 1 trilhão nos próximos 25 anos ou de R$ 40 bilhões ao ano. As desonerações, ao isentarem de tributos a produção de navios e as importações, destroem a indústria naval brasileira, eliminam milhares de empregos diretos e indiretos no Brasil, acabaram com a política de conteúdo local estimulando o conteúdo internacional e diminuem, consideravelmente, o impacto positivo do petróleo no PIB brasileiro. O governo Temer também fez o Refis de estados e municípios, que concedeu descontos de 40% em multas e encargos e de 80% nos juros, e com isso a estimativa de perda de receita da Previdência é de R$ 35,4 bilhões.
Depois de causar essa demolição nas receitas da Seguridade Social, favorecendo empresas nacionais e transnacionais, concentrando renda em escala descomunal, provocando, deliberadamente, tamanha desigualdade social, o governo diz que os servidores públicos é que são os privilegiados. O que seria privilégio para o governo Temer? Pretende criar uma nova definição para essa palavra? O que houve em 2017 foi a demolição total das receitas da Previdência. Quero deixar claro que o governo fez de tudo para quebrar a Previdência ao conceder esses privilégios.
A verdade é que o objetivo é fragilizar a Previdência pública para privatizar, criando o medo nas pessoas sobre o futuro, empurrando os cidadãos brasileiros para os fundos privados de previdência complementar que são muito caros e muito inseguros. E, ao mesmo tempo, a reforma objetiva atirar o ônus do ajuste fiscal sobre os ombros dos assalariados, do setor público e do setor privado do país, principalmente dos mais pobres.
De que modo a proposta afeta as camadas de baixa renda?
A idade mínima, ou melhor, duas idades mínimas, de 65 anos para homens e 62 para mulheres, não é justa. Em um país subdesenvolvido, com estruturas produtivas extremamente heterogêneas, com enormes desigualdades regionais entre sudeste e sul, de um lado, e norte e nordeste, de outro, e com distâncias abissais entre ricos e pobres nas grandes metrópoles é uma insanidade impor idade única para homens e mulheres. A expectativa de vida é radicalmente distinta entre as classes sociais, de forma que os mais pobres não vão alcançar a aposentadoria. Poucos alcançam hoje, menos ainda alcançarão no futuro, porque além de tudo essa idade é móvel, isto é, ela se eleva com o aumento da expectativa da média dos brasileiros. Isso não é apenas injusto. É absurdo.
Outra coisa que precisa ser dita é que a reforma Temer prejudica as mulheres. A aposentadoria por idade aos 65 anos para os homens já está em vigor, embora, hoje, não seja móvel. A reforma pretende implantar um aumento da idade de aposentadoria para as mulheres, de 60 para 62 anos. Com base no quê? Como o governo justifica? As mulheres passaram a ter mais empregos dignos com a crise? Os salários das mulheres se elevaram na recessão? Estão cuidando por menos tempo das crianças, dos idosos e dos enfermos da família porque foram criadas mais creches e escolas em tempo integral? Foi implantada alguma estrutura de cuidados para com os idosos no SUS? A vida das mulheres melhorou recentemente no país? As mulheres devem reagir a uma reforma que aumenta a discriminação de gênero. As mulheres, quando chegam aos 60 anos, já trabalharam, em média, por cinco anos a mais que os homens que chegam nessa mesma fase, se forem consideradas as horas de trabalho doméstico. Portanto, 60 anos para a aposentadoria por idade das mulheres permanece razoável.
Outro problema que o governo não revela nas suas propagandas da reforma é que o valor das aposentadorias do setor privado, ou seja, do RGPS, vai cair muito. Quem se aposentar com 15 anos de contribuição e preencher o requisito da idade mínima (65 anos para homens e 62 para mulheres) vai receber um benefício parcial, de apenas 60% da média de todas as suas contribuições. Há um duplo prejuízo. Primeiro, o valor da aposentadoria será menor, porque hoje esse percentual é de 85%. Segundo, o valor do benefício será menor porque, na regra atual, é utilizada a média dos 80% maiores salários de contribuição, mas a proposta de reforma fala da média de todas as contribuições, o que inclui os mais baixos salários recebidos pelo trabalhador, puxando o valor da média para baixo. Vai ter perda, sim. Mas, o governo não se importa em dizer, nas suas propagandas para convencer o povo da suposta necessidade de reforma, que não vai retirar direitos de quem mais precisa.
O advogado João Badari realizou diversas simulações para testar os efeitos da reforma da Previdência e provou que, se a reforma for aprovada, elevará o tempo para o segurado conseguir sua aposentadoria, seja para aqueles que ficarem dentro da regra transitória (com pedágio), como para aqueles que caírem na regra da aposentadoria por idade, porque a reforma extingue a aposentadoria por tempo de contribuição. Em todas as simulações realizadas o benefício integral também se tornou muito mais distante.
Você foi uma das primeiras pessoas a identificar que não havia déficit no
sistema de seguridade social. Agora, o governo centra sua argumentação no "fim dos privilégios". Trata-se de uma guinada estratégica, já que o Planalto aparentemente perdeu a discussão a respeito do déficit? O servidor público se tornou um bode expiatório nesse contexto?
O governo não convenceu uma parcela importante da sociedade de que há déficit, já perdeu o debate dentro da CPI da Previdência comandada pelos senadores Paulo Paim e Hélio José e, o que é mais importante, os deputados e senadores sabem do prejuízo que representará nas urnas se a reforma for aprovada. Muitos precisam do foro privilegiado. O governo, portanto, insiste, e continua oferecendo favores financeiros para os políticos alicerçarem suas campanhas em 2018. Isso é declarado abertamente, pelo próprio governo, para a imprensa. Ninguém do Judiciário vai falar nada sobre isso?
Além da liberação de cargos, emendas parlamentares, verbas para prefeitos e governadores no ano de 2017, tem mais. Presidente Temer decidiu, em dezembro do ano passado, liberar, para os municípios, mais R$ 3 bilhões do orçamento de 2018, caso a reforma da Previdência seja aprovada. A estratégia é pressionar os prefeitos a influenciarem deputados na Câmara. O presidente também reforçou o poder do ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, com R$ 10 bilhões para a finalização de obras em redutos eleitorais de quem votar pela reforma da Previdência. Tudo isso saiu na imprensa. Do ano passado, somente em restos a pagar de emendas parlamentares, que podem ser destinadas por deputados federais e senadores a redutos eleitorais, e mais as novas emendas do Orçamento deste ano, são R$ 20 bilhões. O povo fica sabendo porque está sendo divulgado na imprensa. Já teriam até prometido recursos de bancos públicos, da Caixa Econômica, por exemplo, para serem usados em troca de apoio à reforma da previdência, ou seja, será moeda de troca com governadores para que eles pressionem deputados a aprovarem as mudanças nas regras de aposentadoria. Então, o que eu, como cidadã, posso dizer disso tudo? Como cidadã, penso que isso é um escândalo nacional e vivemos uma era de trevas da política nacional.
Nesse contexto o servidor público é, sim, um bode expiatório, usado para atrair a ira da sociedade para outro polo, deixando encoberto o jogo político das grandes empresas financeiras com o governo. O governo diz que com a reforma, acaba o problema que gera desequilíbrio na nossa sociedade: servidores do alto funcionalismo público que se aposentam com seu último salário. Acontece que, desde 2013, já não existe mais essa possibilidade de se aposentar com o último salário. Aliás, não existe desde 2003. Mas, com a regulamentação da Funpresp, o fundo de previdência complementar dos servidores públicos, feita em 2012 pela então presidente Dilma Rousseff, os funcionários públicos se aposentam apenas pelo teto do INSS. Não será essa reforma do presidente Temer que produzirá o efeito de equiparação entre os sistemas porque simplesmente isso já foi feito.
Portanto, a mudança na aposentadoria dos servidores é peça de propaganda para a sociedade direcionar seu ódio para o lado errado e não enxergue quem, de fato, está ganhando com a reforma da Previdência.
Caso seja aprovada a PEC da Previdência, seus efeitos, combinados com a precarização estimulada pela nova legislação trabalhista, podem inviabilizar a previdência pública a curto prazo?
Sem dúvida, o já desastre aconteceu. A reforma trabalhista que entrou em vigor em novembro do ano passado irá agravar ainda mais a situação de queda da arrecadação previdenciária. Isso porque foram legalizadas duas modalidades de contrato de trabalho que irão diminuir as contribuições dos trabalhadores para a Previdência: o trabalho intermitente, em que o funcionário é contratado para trabalhar apenas algumas horas por semana ou por mês, recebendo um salário que pode ser inferior ao mínimo, e a terceirização de todas as atividades da empresa. O trabalhador terceirizado ganha em média 20% menos do que um trabalhador com contrato direto. Dificilmente esses novos trabalhadores, submetidos a esses contratos, irão contribuir para a Previdência. Nem eles, nem seus empregadores.
Não é difícil concluir que o governo Temer não tem nenhuma intenção de produzir o equilíbrio fiscal com a reforma da Previdência, porque as receitas já foram destruídas com a concessão de isenções tributárias e perdões de dívidas para as grandes corporações e com a reforma trabalhista. O caos já está instalado e foi produzido pelo governo federal e pelo Congresso Nacional em 2017.
O governo insiste na reforma desde o fim de 2016, a despeito de todas as dificuldades enfrentadas. A quais setores econômico-financeiros interessa fazer uma reforma desse tipo? De que forma eles ganham?
A proposta de reforma da Previdência de 2017, ao invés de corrigir um suposto déficit fiscal, vai, indubitavelmente, gerar um déficit de cidadania. Pretende desamparar os idosos de renda média e baixa, desproteger trabalhadores e levar famílias ao empobrecimento e adoecimento. Produzirá calamidades sociais que gerarão mais gastos (com saúde e contenção da violência), sem realmente fazer as intervenções necessárias para enfrentar a evolução demográfica pela qual a sociedade brasileira atravessará, e que dependem do projeto de civilizatório nossa sociedade deseja alcançar.
A degradação do orçamento da seguridade e, mais particularmente, da Previdência Social é uma estratégia clara da atuação do Estado em favor do avanço das finanças sobre a política social. É na esfera das aposentadorias e pensões que se acirrará a disputa pelo fundo público. O governo orquestrar a dilapidação dos direitos previdenciários por meio de intermináveis reformas, alegando permanentemente a fragilidade fiscal e atuarial do sistema, que ele próprio constrói, ao preço de pesadas desonerações, sonegações e perdão de devedores. A campanha do “rombo da Previdência” acaba se tornando uma profecia que se autorrealiza. Quem se beneficia dessa engrenagem?
Os fundos de capitalização que são os maiores beneficiados de todos esses mecanismos. O patrimônio líquido dos fundos de previdência aberta passou de R$ 23 bilhões em 2002 para R$ 490 bilhões em 2015. Não apenas isso. Houve profunda expansão da captação líquida em suas carteiras. Há um salto de R$ 28 bilhões em 2006 para R$ 48 bilhões em 2016 medidos em valores reais de 2016, sendo que o maior impulso ocorre precisamente no ano em que a reforma da previdência começa a tramitar no Congresso.
Quais as possíveis alternativas a essa proposta que o Planalto quer implementar para a Previdência?
Em primeiro lugar, o governo deveria estar produzindo uma reforma tributária para reduzir a desigualdade de renda e aumentar a arrecadação. Em segundo lugar, caberia mudar urgentemente a política econômica. Precisamos de uma política fiscal e monetária geradora de investimento, emprego e melhorias salariais. As principais fontes de receita da Previdência estão altamente vinculadas ao dinamismo da economia. A Previdência depende dos empregos formais, do patamar do salário médio e da mobilidade social. Sem isso, não é possível sustentar um sistema previdenciário no longo prazo. Longe de termos um problema demográfico grave, o que temos é um problema de distribuição de renda, de falta de dinamismo econômico e de debilidades graves no nosso sistema político, altamente antidemocrático, e todos esses obstáculos só podem encontrar solução no campo político. O déficit fiscal é cortina de fumaça, construída para encobrir os verdadeiros problemas que temos que enfrentar – a construir uma nação democrática, que honre seu povo, que o proteja e lhe assegure soberania. Portanto, a reforma política é muito mais urgente.
Fonte: CUT Nacional

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Intervenção no Rio é mais um vexame de Temer

Foto: Edson Rimonatto
Edson Rimonatto

Nota da CUT sobre a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Para a CUT, o Rio e o Brasil precisam de uma intervenção social, com políticas públicas de geração de emprego e renda

A decisão do golpista e ilegítimo Michel Temer de decretar intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro é mais um factoide irresponsável com o objetivo de tentar jogar uma cortina de fumaça sobre os inúmeros escândalos que envolvem esse governo, como o inquérito que apura o envolvimento do presidente em negócios escusos no Porto de Santos, e também sua derrota política na tentativa frustrada de votação da reforma da Previdência, impedida pela pressão da CUT, das demais centrais sindicais e dos movimentos sociais.
Como em todas as decisões tomadas pelo golpista, quem vai pagar o preço por mais essa medida é o povo do Rio de Janeiro, vítima de uma intervenção mal planejada, sem objetivos claros  E que não vai resolver a situação da violência, desemprego e salários atrasados a que a população carioca está submetida.
Segurança pública não se resolve com intervenção militar.
A solução são investimentos públicos, com obras de saneamento, habitação, mobilidade urbana, geração de empregos, economia solidária, renda básica, investimento em educação, cultura, esportes, ensino profissionalizante, garantia de primeiro emprego para os jovens e aposentadoria digna para todo povo carioca e brasileiro.
A crise dos estados, principalmente no Rio de Janeiro, está ligada à aprovação da PEC 95, que congelou por 20 anos os investimentos em segurança, saúde e educação, e reduziu os investimentos com as políticas sociais que geraram desenvolvimento, emprego e renda nos governos Lula e Dilma. Na época, o próprio Nem, um dos chefes do tráfico carioca, afirmou que as obras do PAC roubaram seus melhores soldados.
O Rio de Janeiro e o Brasil inteiro não precisam de intervenção federal na segurança pública, precisam de uma intervenção social já!!
Uma intervenção que seja democraticamente discutida com as comunidades, os movimentos sociais, sindical e o povo carioca e brasileiro, que possa nos tirar da crise não apenas de segurança, mas da crise social a que este governo golpista levou o país e que compromete a sobrevivência e expõe a população a todo tipo de violência.
E é contra todos os desmandos do governo golpista e seus aliados que a CUT organiza os trabalhadores e as trabalhadoras e reafirma sua agenda de mobilização contra a reforma da Previdência, que acaba com a aposentadoria de milhões de brasileiros e de todas as medidas que tiraram direitos sociais e trabalhistas.
Dia 19 é greve, é paralisação, é dia de cruzar os braços e lutar contra a agenda neoliberal e contrária aos interesses da população, contra o fim da aposentadoria, contra decisões como a tomada nesta sexta-feira (16) de intervir no Rio de Janeiro sem apresentar uma solução sequer para resolver o problema da violência no Estado.
O povo do Rio de Janeiro merece respeito!
O povo brasileiro não aceita mais tantos abusos!
São Paulo, 16 de fevereiro de 2018
Executiva Nacional da CUT

Aumenta adesão à greve contra reforma da Previdência

cnte greve nacional 19 fevereiro 2018 facebook capa
Fonte: CNTE
Aumenta a adesão à greve nacional contra a reforma da Previdência que o ilegítimo e golpista Michel Temer (MDB-SP) quer aprovar a qualquer custo ainda este mês. Se for aprovada, a reforma acaba com a aposentadoria de milhões de brasileiros que terão dificuldades para cumprir as novas regras que Temer quer impor.
Depois de várias tentativas frustradas, a nova proposta do governo, que prevê aumento da idade mínima de concessão da aposentadoria para 62 anos, no caso das mulheres, e 65 anos para os homens, deve ser votada no dia 19, 20 ou 21 de fevereiro na Câmara dos Deputados, se a base aliada garantir os 308 votos necessários para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional.
“Não votaram até agora porque não têm votos. Os deputados estão com medo de aprovar essa proposta nefasta e não serem reeleitos”, disse o presidente da CUT, Vagner Freitas.
Segundo Vagner, a campanha “se votar, não volta”, feita sem recursos, que contou apenas com o trabalho incansável e determinação da militância e dos dirigentes que foram a aeroportos, as bases dos deputados e em todos os espaços públicos onde eles estiveram nos últimos meses fez mais efeito do que a montanha de dinheiro que o governo distribuiu e que as campanhas milionárias do Temer nas rádios e TVs.
Independentemente do dia em que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) colocar a proposta em votação, o dia 19 é dia de parar Brasil, disse Vagner.
E em todo o Brasil, as CUTs Estaduais já estavam organizadas e mobilizadas para lutar contra mais esse retrocesso. Muitas assembleias já foram feitas e atos marcados.
Confira os atos marcados e as categorias que já realizaram assembleias confirmando a paralisação:
> Na capital paulista, tem ato público marcado para às 16h, em frente ao MASP, na Avenida Paulista. Várias categorias já realizaram assembleias e decidiram cruzar os braços no dia 19. Entre elas, motoristas de ônibus e professores das redes estaduais e municipais. No ABC, já aprovaram a greve em assembleia popular metalúrgicos, bancários, servidores e químicos, entre outras categorias.
> Em Recife, tem ato público marcado para às 15h, no Parque 13 de Maio.
> Na Bahia, ainda não estão confirmados os pontos onde serão realizados atos, panfletagens e caminhadas. Já tem confirmação de paralisação de petroleiros, químicos, rodoviários, professores, bancários, servidores e metalúrgicos, entre outras categorias. Também já tem atos sendo marcados em cidades como Juazeiro, Paulo Afonso, Vitória da Conquista, Itapetininga, Itabuna e Ilheus, entre outras.
> Em Sergipe, foi realizada uma assembleia geral unificada e os servidores públicos aprovaram por unanimidade a participação na greve geral do dia 19/2. Aprovaram greve no dia 19 os servidores organizados no SINTESE (professores), SINDASSE (Assistentes Sociais), SINDINUTRISE (Nutricionistas), SINPSI (Psicólogos), SINDIJOR (Jornalistas), SINDIJUS (Judiciário), GRUPO ATITUDE (Trabalhadores da Saúde), SINDIFISCO (Auditores), SINTRASE (Servidores), SINTER, SINTASA (Saúde), SINPOL (Policiais), SENGE (Engenheiros) e o Sindicato dos Enfermeiros.
> No Ceará, haverá atos e paralisações em todas as regiões do estado, sendo a maior delas marcada no Centro de Fortaleza. A partir das 9h haverá uma caminhada pelas ruas do Centro com concentração na Praça da Bandeira.
> Em Teresina, tem ato marcado para às 8h, na Praça Rio Branco
> Em Natal, tem ato a partir das 14h, em frente a Agência do INSS, Rua Apodi, 2150 – Tirol.
> No Distrito Federal, as ações acontecerão durante todo o dia, culminando numa atividade conjunta entre os sindicatos e os movimentos sociais no final da tarde, a partir das 17h, no Museu da República, em Brasília.
> Em Minas Gerais, professores da rede estadual também sinalizaram que vão aderir à paralisação.
> Em Santa Catarina, municípios de todo o Estado se unirão à luta contra a reforma da Previdência. O SINTE/SC está orientando que todos os trabalhadores e trabalhadores da rede estadual de educação paralisem completamente as atividades nas escolas e participem de atos e mobilizações em suas cidades.
> Em Florianópolis, o transporte coletivo ficará paralisado durante todo o dia 19. Os trabalhadores do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem) também vão aderir à greve em defesa da aposentadoria. A partir das 9h, a CUT e demais centrais sindicais e entidades farão um arrastão no centro da capital para fechar o comércio e os bancos. E, a partir das 16h, acontecerá um grande ato na Praça de Lutas, que terminará com uma passeata até a agência do INSS.
> Em Criciúma, haverá um ato acontecerá a partir das 8h, em frente à agência do INSS.
> Haverá mobilização também em Araranguá, Blumenau, Chapecó e Joinville .
> Em Porto Alegre, a mobilização começará antes do sol nascer. Às 5h, haverá concentração junto do Monumento ao Laçador, seguida de caminhada até o saguão de embarque do Aeroporto Internacional Salgado Filho. Às 7h, concentração na Estação Rodoviária, onde serão também distribuídos panfletos para esclarecer a população sobre as mentiras espalhadas pelo governo e pela mídia tradicional. Às 8h30, haverá marcha até o prédio do INSS, na Travessa Mário Cinco Paus, ao lado do Mercado Público, no centro da cidade. Lá, será realizado um grande ato público em defesa da Previdência e denunciando os deputados que estão se posicionando a favor dessa reforma do golpista Temer.
> No Rio de Janeiro, tem ação no aeroporto Santos Dumont de manhã, no embarque dos deputados; e às 16h, tem ato na Candelária.
> Em Alagoas, terá ato de luta e resistência, a partir das 14h, no Calçadão da rua do Comércio, no Centro de Maceió.
(Com informações da CUT, 15/02/2018) 

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Dia 19 de fevereiro – Greve e mobilização contra a Reforma da Previdência

Depois de desmontar os direitos trabalhistas, cortar recursos da educação e da saúde, o governo Temer e o Congresso querem aprovar uma proposta nefasta, que irá desmontar o sistema da Previdência Social e retirar o direito à aposentadoria da maioria do povo brasileiro. Graças a nossa resistência e mobilização, temos conseguido sucessivos adiamentos na votação dessa proposta.
A Apub tem se somado nessa resistência através de ações em conjunto com a Frente Brasil Popular e as Centrais Sindicais e de uma campanha de comunicação forte em outdoors, rádio e redes sociais. No dia 19 de fevereiro tentarão, mais uma vez, colocar a reforma da previdência em votação. Convidamos os docentes para se somarem às mobilizações que acontecerão em Salvador nesta segunda-feira. Apesar de estarmos em fim de semestre, consideramos ser da maior importância o engajamento dos docentes nas atividades. Em diversas assembleias da APUB, a categoria já ratificou a importância da luta em defesa da previdência social. Por isso, na segunda-feira, dia 19 de fevereiro, vamos participar das mobilizações! Às 7h, manifestação no Iguatemi, 8h na Rótula da 11 em Cajazeiras e às 15h, concentração no Campo da Pólvora.
É nossa tarefa esclarecer os riscos do desmonte da previdência aos familiares, amigos e colegas de trabalho. Para assim aumentar, cada vez mais, a rejeição à essa proposta. Apenas nossa organização e luta pode barrar mais um golpe contra nossos direitos.
Fonte: APUB-Sindicato