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quarta-feira, 16 de maio de 2018

UNE Volante na UFBA quer saber de mais Ciência, Tecnologia e Inovação


Debate principal acontece na quinta-feira (17/5) às 17h com a participação da deputada Alice Portugal, o presidente da Federação Única dos Petroleiros (FUP) João Moraes entre outros; às 9h acontece Audiência Pública sobre regulamentação da profissão do artista
Esta semana a UNE Volante aterriza na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e vai falar de Ciência, Tecnologia e Inovação. O debate principal acontece na quinta-feira (17/5) às 17h  no Auditório de Biologia da UFBA – Campus Ondina, com a participação da deputada federal Alice Portugal ( PCdoB -BA), o reitor da UFBA, João Carlos Salles, o presidente da Federação Única dos Petroleiros (FUP) João Moraes  entre outros.  Às 9h acontece uma Audiência Pública sobre a regulamentação da profissão de Artista. Em pauta até o mês passado no STF a ADPF 293,  prevê o fim da obrigatoriedade do registro profissional para músicos, artistas e técnicos de espetáculos de diversões.
O Festival Inquietações promete animar a galera com apresentações de Cortejo Afro, Astralplane e Amanda Rosa a partir das 19h na Tenda da Praça das Artes UFBA  .
Confira:

PROGRAMAÇÃO DA UNE VOLANTE NA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

16/05 – Quarta-feira
11h -13h – Apresentação do Coletivo Pé Descalço
Local: Praça das Artes em frente ao Restaurante Universitário de Ondina

17/05 – Quinta-feira
8h às 22h – Exposição de fotografias do CUCA da UNE.
Local: Hall da Faculdade de Comunicação da UFBA.

8h30 às 10:40h – Oficina de comunicação colaborativa do CUCA da UNE.
Local: FACOM – Faculdade de Comunicação – Sala 5 no 1º Andar

9h – Audiência Pública sobre a regulamentação da profissão de Artista
Convidados: Joseildo Ramos ( deputado estadual), Fernando Marinho (Presidente do Sindicato dos Artistas da Bahia), Nayara (Atriz), Suki Vilasboas (Fórum Nacional de Dança), Dulce Aquino (Diretora da Escola de dança da UFBA), Camila Ribeiro ( Circuito Universitário de Cultura e Arte da UNE)
Local: Teatro Experimental da Escola de Dança da UFBA

10h40 às 12h30 – Oficina de comunicação colaborativa do CUCA da UNE.
Local: FACOM – Faculdade de Comunicação – Sala 5 no 1º Andar

12h30 – Cozinha Pirata (performance/happening culinário)
Local: Praça das artes da UFBA
16h20 – Encenação da peça “Parecer da Democracia”
Local: Praça das Artes

16h50 – Abertura com apresentação indígena
Local: Auditório de Biologia da UFBA – Campus Ondina

17h – Debate temático com transmissão ao vivo.
Tema: O papel estratégico da universidade no desenvolvimento da pesquisa da ciência da tecnologia e da inovação.
Debatedores: Alice Portugal (Deputada Federal e membro titular da Comissão de Educação), João Carlos Salles (Reitor da UFBA), João Moraes (Presidente da FUP, coordenador da Plataforma Operária e Camponesa para a Energia), Maíra Kubik Mano (Coordenadora do NEIM – NÚCLEO DE ESTUDOS INTERDISCIPLINAR DA MULHER, professora do departamento de estudos em gênero e feminismos da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas -FFCH UFBA e colunista da Carta Capital).
Local: Auditório de Biologia da UFBA – Campus Ondina

19h às 22h – Festival Inquietações 
Atrações: Cortejo Afro, Astralplane e Amanda Rosa.
Local:  Tenda da Praça das Artes UFBA

Fonte: UNE

UBES convoca Seminário Nacional de Educação


Nos dias 9 e 10 de junho, em São Paulo, secundaristas discutirão políticas educacionais e definirão prioridades para o ensino médio.

Impossível pensar em mudar o ensino nacional sem a opinião e a participação de quem vive no ambiente escolar diariamente. Por isso, os estudantes secundaristas vão apresentar aos candidatos à presidência da República uma plataforma com as prioridades para a educação brasileira, segundo os próprios jovens.

Estes objetivos serão definidos ao final do próximo Seminário de Educação da UBES, que acontece nos dias 8 e 9 de junho, em São Paulo. A UBES está convocando para o encontro toda sua diretoria plena, formada por quase uma centena de jovens de todo o país, mas o evento é aberto também para qualquer estudante interessado.
O Seminário de Educação é um espaço de formulação para debater sobre políticas educacionais, realidade das escolas e caminhos possíveis para uma educação pública gratuita e de qualidade. Nestes tempos de duros ataques à área, o tema do encontro será “Construindo a Nossa Escola: Contra a reforma do ensino médio, por uma outra BNCC, para superar os golpes na educação”.

Cadê o PNE?

A ideia principal dos dois dias é entender quais as estratégias necessárias para resgatar o Plano Nacional de Educação, grande pacto nacional de 2014. O documento reúne as metas até 2024, muitas delas hoje esquecidas.
Além da “deforma” de Temer e da Base Nacional Curricular Comum, como o nome do evento sugere, serão debatidas pelos jovens questões atuais como a Lei da Mordaça e o ataques ao Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica).
Os Grupos de Discussões acontecem ao longo da sexta e (8/6) e, no sábado (9/6), uma Plenária Final irá definir democraticamente as prioridades e o projeto dos estudantes.
Fonte: UBES

terça-feira, 15 de maio de 2018

Conheça São Paulo! A cidade do 19° Congresso Nacional da UJS

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Além de palco de grandes manifestações políticas recentes, contra o golpe e também a favor do golpe, muito mais do que a famosa rua 25 de Março e berço dos gigantes Corinthians, São Paulo e Palmeiras a cidade que abrigará o 19° Congresso da UJS Nacional, a partir do dia 6 de julho, tem atrações para todos os gostos e estilos. Separamos algumas dicas para que a militância que se reunirá na terra da garoa se lembre para sempre dos dias que passará por aqui.
Praça Roosevelt
Bem perto da estação de metrô República, o militante que quiser conhecer melhor a cidade sede do Congresso encontrará a Praça Roosevelt. Com seus espaços tomados por skatistas e suas escadarias reunindo muitos jovens para “trocar uma ideia” a praça é atualmente o principal ponto de encontro da juventude e do “povo descolado” da cidade.
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Juventude ocupa a Praça Roosevelt
Ao lado da praça, que passou por reformas recentemente, estão alguns bares muito conhecidos e não é difícil esbarrar com figuras conhecidas por ali. O tradicional PPP (Papo, pinga e petisco) fica no número 118 da Roosevelt e foi ali que Elis Regina vez seu primeiro show na cidade, em 1964, entre uma cerveja e outra, quem passar pelo local ainda pode garimpar algum disco de vinil que também ficam a venda no bar. Um pouco mais pra frente tem o Parlapatões, n° 158 da praça, uma mistura de teatro e bar que lota tanto dentro quanto fora, deixando as calçadas ainda mais animadas e coloridas.
Não tão antigo quanto os outros dois, mas também muito interessante é o bar Bambolina, que fica do lado do PPP. E se bater uma fome de repente, o Espetinho do Biro, n° 252, é sempre uma boa solução.

Galeria do Rock
E já que o militante chegou até o centro, uma esticada até a Galeria do Rock pode ser bem interessante também. A famosa Galeria fica no número 62 da rua 24 de maio. Também pertinho do metrô República. Lá além de discos, também acessórios, tênis, camisetas de bandas, de times de futebol podem se encontrados. Quem passar por ali e se animar, pode inclusive sair com um dread nos cabelos, feito pela galera que se junta na porta da Galeria.
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Galeria do Rock
Rua Augusta
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A famosa rua Augusta pode ser acessada através de duas estações de metrô. Para quem quer chegar na rua pelo centro, o metrô República é a melhor opção. Caso o visitante prefira começar pela esquina da rua com a Avenida Paulista, então a estação Consolação (linha verde) é a melhor opção. Lembrando que a Augusta também passa do lado da Praça Roosevelt.
Na Augusta além de lojas de roupas, sebos com muitos discos e os populares espaços de “food truck”, existem também alguns cinemas que fogem um pouco do circuito mais óbvio dos “Cinemark’s”. O Espaço Itaú de Cinema, que fica no número 1475 da Augusta divide suas 5 salas entre os dois lados da rua. Vale a pena conferir o roteiro e também descobrir o café que fica atrás das salas 4 e 5 do espaço. O Cinesesc, no número 2075, também vale muito a pena para os fãs da sétima arte, e se for até lá, repare no tamanho gigante da tela!
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Noite pelos bares da Rua Augusta
Agora se chegar de noite na rua Augusta e quiser beber e dançar, também não faltam opções. Desde botecos tradicionais, como o Charm, n° 1448, até baladas como a Blitz Haus (n° 657), o Bar Caos (n° 584) e o Outs (n°486). Portanto, a rua Augusta é sempre um mar de possibilidades e quem entra nunca tem hora pra sair.
Vila Madalena
Já que falamos de bons bares, é sempre bom lembrarmos da Vila Madalena. O “Bar do Seu Zé”, com suas empanadas e cerveja sempre gelada, rua Fradique Coutinho, 875, o chileno El Guatón, rua Artur de Azevedo, 906 e o São Cristovão, rua Aspicuelta, 533, com suas paredes repletas de artigos de futebol, são ótimas opções. A melhor forma de chegar de metrô é descer na estação Fradique Coutinho (linha amarela).
Quem gosta de grafite a para obrigatória é o Beco do Batman. Uma das maiores galerias de grafite a céu aberto do mundo. Com suas paredes coloridas o local sempre enche de gente por suas estreitas calçadas. O Beco do Batman fica na rua Gonçalo Afonso.
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O Beco do Batman
Feiras
Uma alternativa de passeio a céu aberto na capital paulista também são as feiras. Separamos 5 feiras que além de bons preços, reservam um pouco da mistura de povos e etnias que forma São Paulo. A primeira dica é a feira da Praça Kantuta. Reduto boliviano na cidade a feira acontece todo domingo, de 11h até 18h. Artesanatos típicos com cores deslumbrantes, e comidas como a salteña e bebidas com o suco de pêssego ficam entre os destaques. A estação de metrô mais próxima é a Armênia (linha azul).
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Feira boliviana da Praça Kantuta
Nas feiras da Benedito Calixto (que acontece aos sábados e fica próximo do metrô Clínicas) e do Bixiga (rola aos domingos e fica quase ao lado da antiga sede da UJS na rua 13 de maio) o militante que chegar até lá vai achar no mínimo inusitado a quantidade de coisas antigas que vai encontrar por lá. Desde uma jarra de servir suco “vintage” até discos raros do Chico Buarque. Tem de tudo!
Logo na saída do metrô Liberdade (linha azul), acontece, desde 1975, aos sábados e domingos a Feira da Liberdade. Tradicional bairro japonês, até os letreiros das lojas são escritos na língua do Japão, o lugar é sem dúvida nenhuma uma das maiores atrações de São Paulo. E a feira dispensa maiores apresentações, se você puder, não perca!
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Feira da Liberdade
Agora se você quer fazer compras e fugir da obviedade da rua 25 de março, a Feirinha da Madrugada pode ser a opção certa para comprar roupas, bolsas e acessórios pelos melhores preços da cidade. A feirinha fica na rua São Caetano, 1028. E o nome não é de brincadeira. A feira começa a funcionar 2 horas da madrugada!
Para Dançar
Se dançar é o que você procura preparamos boas dicas também!
Se dançar é o que você procura preparamos boas dicas também!
Para sambar, o “Samba da Treze” acontece às sextas-feiras, a partir das 20h, na rua 13 de Maio, na altura do número 478. Também fica pertinho da sede nacional da UJS. É samba pra dançar na calçada e esquecer da hora tomando uma boa cerveja. Se estiver passando pela Roosevelt no sábado de tarde, o “Você vai se quiser”, na rua João Guimarães Rosa, 241, do lado da praça, é uma ótima opção de samba também. E pra fechar as dicas para os mais sambistas, lá na Vila Madalena, tem o “Ó do Borogodó”, samba de primeira para dançar até o sol raiar. O “Ó” fica na rua Horácio Lane, 21.
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Dilma na parede, é o samba do Ó do Borogodó
Para dançar forró o “Canto da Ema” é uma boa, perto da estação de metrô Faria Lima (linha amarela). O “Canto” fica na rua Brigadeiro Faria Lima, 364. Para quem gosta de rock alternativo e quer beber bastante por um preço razoável, o Matrix, rua Aspicuelta, 49, na Vila Madalena, é uma excelente, e tradicional, opção.
Parques
Para sentar na grama e relaxar das atividades e dos debates densos do 19° Congresso da UJS, o Parque do Ibirapuera e o Parque da Aclimação são excelentes opções.
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Parque da Aclimação (Foto: Thiago Cassis)
Embora não tão perto do metrô, ambos são servidos por diversas linhas de ônibus. O site da SPTrans (aqui) pode ajudar quem quer se mexer na cidade sem depender apenas dos metrôs.
É possível descer no metrô Ana Rosa e chegar de bicicleta alugada até o Parque do Ibirapuera. Já para o Parque da Aclimação, basta descer na mesma estação Ana Rosa (linha verde e azul) e caminhar uns 15 minutos até o parque.
Museus e Centro Culturais
Outra grande atração que não se deve passar batido quando estiver em São Paulo, sãos os museus. Separamos apenas quatro, mas com uma busca mais apurada o visitante pode encontrar muitos outros…
Pinacoteca do Estado de São Paulo, com um acervo de arte brasileira impressionante, é uma ótima opção. Até pela proximidade do Clube Tietê, onde muitas das atividades do Congresso serão realizadas, a visita a “Pina” é mais do que recomendada. O endereço é Praça da Luz, 2, logo na saída da estação da Luz. Aliás, a Estação da Luz também chama atenção pela beleza de sua arquitetura. Mesmo sofrendo com o descaso no governo tucano do estado de São Paulo.
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Pinacoteca do Estado de São Paulo
O MASP, na Avenida Paulista, n° 1578, também é parada obrigatória para quem gosta de arte. Projetado por Lina Bo Bardi o museu, que serve de ponto de encontro para boa parte das manifestações contra o golpe em São Paulo, atualmente está com obras de seu acervo expostas em cavaletes, da forma como foi projetado originalmente por Lina. Imperdível!
No centro da cidade, na rua Álvares Penteado, 112, fica o Centro Cultural Banco do Brasil. Vale a pena conferir a programação aquiE o Centro Cultural São Paulo, rua Vergueiro, n° 1000, colado na estação Vergueiro do metrô, também merece destaque. Além de uma excelente programação, inclusive de cinema (confira aqui), o centro cultural tornou-se um importante espaço de convivência na cidade. Desde o jardim suspenso no alto do prédio, até os jovens dançando em todos os lugares onde existam espelhos, para se olharem enquanto dançam, o Centro Cultural Vergueiro, como é chamado pelos moradores da cidade, certamente vai ganhar um lugarzinho no coração do militante que visitar o CCSP.

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O jardim do Centro Cultural São Paulo, pertinho do metrô Vergueiro

Ciclovias

Na maioria das dicas tivemos a preocupação de apontar as estações de metrô mais próximas e também compartilhamos o link da SPTrans para informações sobre itinerários de ônibus. Mas vale lembrar, que na questão de mobilidade urbana, um dos grandes avanços da gestão do prefeito Haddad, foi a implementação das ciclovias. Sendo assim, os militantes que estiverem na cidade para o Congresso Nacional da UJS, podem alugar bicicletas e fazer boa parte do roteiro proposto nesse texto pelas ciclovias vermelhas da cidade! Dica: comprar um capacete na Galeria do Rock pode ser uma boa opção e se beber muito, deixe a bicicleta de lado.
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Ciclovia de SP
Fonte: UJS

‘Sem governo eleito, o Brasil não é levado a sério no mundo’ diz Celso Amorim


Ex-ministro da Defesa e das Relações Exteriores, diplomata participou do debate “Democracia na Universidade e no Brasil” da UNE Volante na UFMG
Celso Amorim (Santos, 1942) é um dos maiores diplomatas brasileiros, ex-ministro das Relações Exteriores no governo Lula e Itamar Franco, além de ministro da Defesa no governo Dilma Rousseff. Entre 2009 e 2010, Amorim foi apontado como o ‘6° pensador global mais importante do mundo’ em ranking da Foreign Policy e o melhor ministro de Relações Internacionais, segundo publicações estrangeiras.
Em seu extenso currículo diplomático, Celso Amorim pode acrescentar a participação no CPC da UNE. “A minha ligação era com o cinema, eu fui assistente de “Os Cafajestes” (1962), do Ruy Guerra, fui contratado como continuista. E logo em seguida o Leon Hirszman, que já tinha me indicado para trabalhar com o Ruy, me convidou para trabalhar no Pedreira de São Diogo, aí tive um contato mais íntimo com o CPC. Foi um movimento muito importante”, conta.
Nesta sexta-feira (11), o diplomata participou do debate “Democracia na Universidade e no Brasil” no Campus de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em entrevista à reportagem da UNE Volante, Celso Amorim respondeu sobre a possibilidade de compor a chapa do PT como vice-presidente nas eleições 2018, rumos das relações exteriores do Brasil e defesa da democracia.
UNE Volante – Como garantir um processo eleitoral plenamente democrático após a prisão do ex-presidente Lula?
Celso Amorim – Com Lula preso, nossa democracia não existe. Temos que continuar lutando por todos os meios para ter a liberdade do Lula. É preciso mobilizar a opinião pública e pressão internacional para que algum momento tenhamos luz sobre essa situação. Não é fácil. A gente pode ter esperança que algum recurso seja julgado antes da eleição. A situação é absurda. O maior líder brasileiro, preferido dos eleitores em todas as pesquisas de opinião, preso. Não vamos abandonar essa luta. Tudo que puder ser feito no campo político e jurídico será feito.

UV – Como o senhor avalia a intervenção no Rio de Janeiro até o momento? Há riscos de intervenção em outros Estados?
CA – Não dá para perceber nenhum benefício na intervenção do Rio de Janeiro. Pelo contrário. Há muitas queixas nas comunidades sobre assédio junto às populações. É um tanto duvidoso, já que a gente depende muito da grande mídia para saber, mas parece que esse tipo de assédio diminuiu. Mesmo assim a gente ouve falar de mortes como da Marielle. Logo depois do caso dela, morreram cinco jovens no Maricá, outras situações na Rocinha. Nada até agora justifica a intervenção e, sim, de fato, fica a preocupação que a intervenção no Rio seja um ensaio para outros Estados. Aliás, foi dito por um dos interventores que trata-se de um laboratório. É um risco real que o autoritarismo venha conter os movimentos democráticos e progressistas que vão tentar defender o presidente Lula.

Celso Amorim defende a democracia com Lula livre no debate da UNE Volante. Crédito: Bárbara Marreiros

UN – O Brasil já teve um papel de maior destaque no mundo dialogando com o Oriente Médio, África e compondo o BRICS. É possível retomar esse caminho de liderança mundial?

CA – Primeiro, precisa ter um governo com legitimidade. Sem governo eleito, o Brasil não é levado a sério no mundo. Não teremos liderança nenhuma enquanto não tivermos um governo eleito. Na própria América do Sul vimos isso. Nós estamos vendo a  Unasul desabar. A Unasul foi resultado de um esforço dos presidentes da América do Sul e do presidente Lula que está sendo jogado fora. Antigos conflitos como da Venezuela e Colômbia foram mediados, a situação interna na Bolívia foi assistida. Sem falar os acordos comerciais e facilidades de locomoção. O governo que está aí e outros governos neoliberais promoveram o desmonte da Unasul. Agora, há o sucateamento das nossas riquezas que é a base da política externa independente. Hoje não há a menor possibilidade de repetir o que foi feito na época do governo Lula que liderou movimentos nos países de desenvolvimento na OMC, criou o IBAS depois o BRICS, promoveu a integração sul-americana, as cúpulas com os países árabes, o acordo do programa nuclear iraniano. Você vê o Brasil apequenado e sem ação internacional. Creio que teremos eleições e espero que sejam verdadeiramente democráticas com a presença de todos, sobretudo do ex-presidente Lula. O resultado vai legitimar o novo governo e aí podemos ter relações internacionais a altura do País.

UV – Em quais condições o senhor aceitaria concorrer a vice-presidente na chapa do PT?

CA – Isso não é algo que seja eu quem vai falar. Sou pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, mas no Brasil as coisas mudam tão rapidamente que ficamos na dúvida. Eu acho importante lutar pela candidatura do Lula respeitando a posição de diversos partidos, mas trabalhando para que se aglutinem as forças progressistas e que aconteça algo como aconteceu no Rio. Não sei se será no meu nome, pode ser outro nome, mas é importante que o campo progressista esteja unido. Isso não se faz de maneira automática. Se faz negociando.


Estudantes de Gastronomia da UFC estão em greve por aulas práticas do curso

Ato nesta segunda-feira (14/5) em frente a Reitoria da UFC 

Obras nas cozinhas novas do prédio do Instituto de Cultura e Arte estão paradas há 8 anos
Os estudantes do curso de Gastronomia da Universidade Federal do Ceará (UFC) estão em greve há desde assembleia estudantil no dia 03 de maio. De acordo com a estudante do 3º ano do curso, Sarah Carvalho, do comando de greve, a paralisação é devido a falta de laboratório para as aulas práticas. Nesta segunda-feira (14/5) aconteceu um ato em Fortaleza, em frente a Reitoria em exigência das cozinhas.
A reitoria afirma que o término das obras do prédio do Instituto de Cultura e Arte (ICA) levará 3 meses e após isso as serão aulas regularizadas, mas os estudantes não acreditam mais nas promessas.
“Temos um documento de greve de 2014 em que as reivindicações são as mesmas. Toda vez a resposta é que no próximo semestre finalizam as obras”, afirma. E continua: “ Não queremos nenhum tipo de atividade de ensino até os laboratórios estarem prontos, então ficaremos em greve até Agosto”.
O imbróglio do prédio do ICA já dura 8 anos segundo os estudantes. “Tem uns fornos caros que já estão até enferrujando” conta ela. Visualmente o espaço está pronto, e faltam detalhes como tomadas, lâmpadas e coisas assim. Os alunos utilizavam a cozinha do curso de Econômia Doméstica que acabou e depois disso a cozinha do antigo RU desativado, mas que acabou interditado. “No RU teve gente que desmaiou de calor e a instalação de gás estava assustadora”, afirma Sarah.
Os estudantes se preocupam com a formação e a qualidade das 8 disciplinas práticas que deveriam estar tendo. “Era para termos uma estrutura muito boa, são 4 cozinhas de qualidade que estão paralisadas no ICA. Na vida profissional seremos cobrados por uma coisa [ aulas práticas] que não tivemos na universidade”.
Acompanhe a mobilização pela página do Centro Acadêmico de Gastronomia.
UNE

terça-feira, 8 de maio de 2018

2º ENCONTRO DE ESTUDANTES NEGRAS E NEGROS DA UEE-SP

Aquecimento do ENUEESP já tem data e local

Passados dois anos do 1° ENUEE, realizado às vésperas do golpe parlamentar, em 2016,  que rompeu com a institucionalidade no Brasil ao depor a presidenta Dilma Rousseff, legitimamente eleita, o recrudescimento das políticas de segurança pública e os cortes de investimentos na saúde e demais serviços públicos já se apresentam como estratégias de avanço da política de genocídio da população negra assumida pelo estado brasileiro desde sua fundação; a destruição da política de aumento real do salário mínimo, o aumento do desemprego e a precarização das relações de trabalho, entre outras medidas do governo golpista, já atingem com maior força os trabalhadores negros e negras, que ainda recebem em média 40% menos que trabalhadores brancos; a recém aprovada reforma do ensino médio acaba com quase todas as possibilidades de aplicação da lei 10639/03, inviabilizando a construção de uma educação emancipadora para as relações étnico-raciais; os cortes e congelamentos de investimentos em Educação, resultantes da PEC 95/2017, que atingem diretamente o funcionamento da universidade pública e de programas como o Prouni, o Fies e as políticas de assistência estudantil, e o avanço desenfreado do processo de mercantilização das Universidades privadas, que já afetam a qualidade do Ensino Superior brasileiro e tendem a tornar ainda mais difícil a vida dos estudantes, principalmente negros, que trabalham e estudam ou que dependem dos programas de cotas, bolsa e/ou Assistência Estudantil para entrar e se manter na Universidade.

Dentro desta conjuntura de retrocessos aos direitos, desenvolvimento e democracia, é urgente organizar a juventude negra para apresentar sua contribuição ao debate sobre as saídas para as crises política e econômica que o país enfrenta.

Entendendo que a Universidade ocupa um lugar central na formulação teórica do modelo e das ações do  Estado, o 2º Encontro dos Estudantes Negros e Negras da UEE-SP, que acontecerá no Sítio Quilombo Anastácia, na cidade de Araras (180 km da capital), pretende organizar uma rede de estudantes e coletivos negros universitários para atuação a partir de uma linha política focada na construção de um projeto de nação soberana, desenvolvida, socialmente justa, antirracista, antissexista e antilgbtfóbica, calcado nas nossas experiências históricas de resistência.

Dentre as atividades que estão sendo preparadas para o 2° Encontro, destacam-se o debates sobre o lugar do negro no projeto nacional brasileiro e os novos desafios para o acesso e permanência de estudantes negros na Universidade, além de oficinas e um Festival Cultural de Encerramento.

Site para inscrição: www.ueesp.org.br/enueesp
Cotistas e bolsistas do ProUni tem isenção da taxa até 04/05
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EVENTO: II Encontro de Estudantes Negras e Negros da UEE-SP - "Nossos passos vêm de longe"
DATA: 18, 19 e 20 de maio de 2018
LOCAL: Sítio Quilombo Anastácia, Araras

Juventude brasileira com Lula e em defesa da democracia

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À juventude brasileira.
A União da Juventude Socialista convoca a juventude brasileira a se mobilizar nas redes e nas ruas em defesa da democracia. Lula é o primeiro pré-candidato nas pesquisas de intenção de voto de 2018 e a decretação de sua prisão desrespeita a Constituição de 1988, essa última produto de um pacto realizado pelo povo brasileiro no processo de redemocratização do país.
O aprofundamento do golpe representa a consolidação do Estado de Exceção, criando-se um ambiente de escalada da violência, da cultura do ódio e do fascismo. Nesse ambiente, perseguem e tentam eliminar, inslusive fisicamente, aqueles que participam do debate público saudável e plural. Essa perseguição e tentativa de eliminação de Lula do páreo eleitoral revelam o autoritarismo vigente e avançam na supressão do Estado Democrático de Direito. Por isso, defender o direito de Lula se candidatar à presidência da república é defender os direitos civis, a democracia e a Constituição.
A toda a militância, que se some aos atos no país. Aos que estiverem em São Paulo, que se dirijam imediamente para São Bernardo do Campo.
São Paulo, 05 de Abril de 2018.
COMO CHEGAR NO SINDICATO DOS METALÚRGICOS DO ABC
Pegar a linha verde até a estação Sacomã, fazer a baldeação até o Terminal Sacomã e pegar as linhas 152 (mais rápida) ou 153 até o Terminal Ferrazópolis. Quando chegar você já vai ver a bandeira do Sindicato dos Metalúrgicos do outro lado da avenida.

REPASSE PARA TODOS OS SEUS CONTATOS

sexta-feira, 4 de maio de 2018

“Em tempos de barbárie, Kroton vai encontrar mercado fértil”



Economista e coordenador de estudo sobre privatização da educação, Evilasio Salvador analisa como a maior empresa do ramo ameaça ensino público

O maior grupo privado de educação começou a atuar na educação básica, e agora? O que isso significa? O que pode acontecer? Para entender melhor este cenário, conversamos com o economista, pós-doutor em Serviço Social e professor da Universidade de Brasília (UnB) Evilasio Salvador. Ele coordenou um estudo sobre privatização e mercantilização da educação no ano passado.
Quem defende um ensino público gratuito e de qualidade já pode começar a se preocupar. A Kroton lucra quase R$ 2 bilhões por ano no ensino superior com mais de 130 unidades e 700 polos de educação a distância. Agora, compra suas primeiras escolas particulares, editoras de livros didáticos e entra de cabeça na educação básica.
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Evilásio Salvador: empresas de educação se beneficiam do Estado com isenção de impostos e com a venda de “tecnologias” para ensino público

Dois caminhos

Para Evilásio, existem dois caminhos para a mega empresa obter recursos públicos e atuar na educação pública. Um deles é por meio da venda de materiais didáticos, as chamadas “tecnologias de educação”, laboratórios e formação de professores.
Verba dos estados para a educação caiu de 15,8% em 2009 para 14% em 2013

Sim, por acaso exatamente o que os estados vão precisar para implementar a reforma do ensino médio de Temer. O professor lembra que ainda está nebuloso como os “itinerários formativos”, a parte de aprofundamento, será implementada nas unidades. Há brechas para ensino a distância e oferta de formação técnica por grupos privados dentro da escola pública.
“Aí vem o peso ideológico. Para uma empresa assim, o conceito de sociedade ideal é que tenha como regra as relações mercantis. Isso pode ser refletido nos materiais e tecnologias”, explica.
Outro risco apontado por Evilásio é que a empresa se beneficie do que chama de “transferência indireta de recursos”. Quer dizer, quando o Estado abre mão de impostos, por se tratar de uma empresa com função social.
Isso esvazia o chamado fundo social dos estados e municípios, usado justamente para serviços públicos como saúde e educação. Ou seja: tirar da escola pública para dar à particular.

A cada 10 brasileiros matriculados no ensino médio, 8 estão nas escolas estaduais. Mas o movimento dos estados é diminuir a verba para a área. Foi o que estudo coordenado por Evisálio verificou: em 2009, 15,8% do orçamento dos estados iam para educação, em média. Já em 2013, a média caiu para 14% do orçamento.

Ao mesmo tempo, ele nota o aumento da transferência de verba dos estados para empresas.
No caso de Minas Gerais e Rio de Janeiro, por exemplo, por meio de isenção de impostos para organizações com ‘fins não lucrativos’ (“o que é uma balela”).
Em lugares como Pará e Distrito Federal, com a transferência de responsabilidade da educação para as chamadas ‘organizações sociais’ (“na verdade um processo descarado de privatização”).
Em São Paulo, o ex-governador Alckmin começou a realizar uma reorganização escolar para poder privatizar as unidades.

Não há ilusão

Na análise dele, isso acontece principalmente porque em 2008 a crise do capitalismo rompeu uma barreira. Antes, a educação parecia um ambiente mais protegido do mercado, mas a partir daí “não há mais pudor em transformar educação num produto”.
“Se isso já acontecia em 2013, quando estavam em vigor os 10% do PIB para a educação, o Fundeb (Fundo da Educação Básica), imagine agora, com cenário de desregulamentação, com a ‘PEC da morte’, que estabeleceu teto para gastos sociais e vai levar o Brasil à barbárie”, lastima ele.
O professor ainda resume tudo, preocupado: “As empresas de educação acabam sendo financiadas por recursos públicos. Apesar da impressão de que empresários são generosos, não há ilusão. Eles entram na educação porque significa um filão para a venda de produtos”. E completa: “Acho que, nestes tempos de barbárie, a Kroton vai encontrar um mercado fértil, desregulamentado e facilitado para sua atuação”.
Fonte: UBES

Presidente da UBES conta qual é a sensação de tirar o título


Pedro Gorki presidente da UBES com título de eleitor

Estudante de 17 anos de Natal (RN) vai votar pela primeira vez

Há quem diga que a juventude atual não está nem aí para o Brasil. Que os adolescentes de 16, 17 anos não gostam de política e não se preocupam com os rumos da democracia no país. Quem diz isso não está vendo o grande número de jovens com essa faixa etária – ou seja, que não são obrigados ainda a votar – correndo para a Justiça Eleitoral para tirar seu título e participar das eleições mesmo assim. A mobilização é feita pela UBES, com a campanha “Se Liga 16”, que completa 30 anos.

Nesta quinta-feira (3) quem tirou o seu título foi o próprio presidente da entidade, o estudante Pedro Gorki, do Rio Grande do Norte. Eleito com apenas 16 anos para presidir a entidade e agora com 17, Gorki chegou ao primeiro ano de sua vida em que terá o direito constitucional de ser eleitor. Ele compareceu ao Tribunal Regional Eleitoral de Natal, junto com outros diretores da UBES, e diversos estudantes.
“Assim como tantos, me sinto muito feliz de tirar meu título de eleitor. A emoção é por ter mais participação cidadã e poder escolher quem representa nosso povo”, diz ele.
UBES e UMES no TSE Natal
Gorki tirou o título no Rio Grande do Norte durante campanha da UMES-Natal


 Filho de uma família de trabalhadores, com trajetória precoce no movimento estudantil secundarista, Gorki já votou e foi votado em diversas eleições incluindo o grêmio da escola, a entidade metropolitana de Natal e também a UBES. Porém, a experiência de participar de uma eleição para cargos públicos no país é totalmente nova.

“A escolha dos representantes é decisiva para a defesa dos direitos dos jovens. A construção da sociedade que a gente quer passa por boas políticas públicas para a juventude e para a educação brasileira”, defende. Além da campanha “Se Liga 16”, a UBES irá preparar, neste ano, uma plataforma eleitoral com um conjunto de reivindicações dos estudantes para os candidatos nas eleições de outubro.
30 anos do direito ao voto

A campanha Se Liga 16 teve início em 1988, após décadas de ditadura militar. Naquele ano foi construída a versão atual da Constituição Brasileira. A partir de então, a UBES trabalha na mobilização para que os adolescentes conheçam e exerçam seu direito.
Na edição de 2018, a campanha tem como mote a possibilidade de “virar o jogo” nas urnas. “No momento atual de retrocessos, democracia e direitos ameaçados, precisamos ir com tudo ocupar a política”, explica Gorki.
Foto: Maiacovski Pinheiro, de Natal (RN)
Fonte: UBES