Páginas

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

ESTUDANTES PROTESTAM CONTRA AUMENTO SALARIAL DOS PARLAMENTARES

Leandro Kleber - Especial para o Correio
Publicação: 27/12/2010 12:47 Atualização: 27/12/2010 16:10

Cerca de 100 estudantes fazem um protesto, nesta manhã de segunda-feira (27/12), contra a aprovação do aumento salarial de 60% previsto para parlamentares, ministros e o presidente da República. Integrantes dos movimentos "Fora Sarney" e "Fora Arruda" participam do ato. Os manifestantes ficaram sentados na rampa de acesso ao Palácio do Planalto segurando cartazes. Por volta de 12h45, eles desceram pacificamente do local.

A manifestação começou no início da manhã, quando os estudantes saíram da Rodoviária do Plano Piloto em direção à Esplanada dos Ministérios. O ato foi combinado no boca a boca e também pela internet.

Durante a caminhada pela Esplanada, os estudantes fecharam duas faixas e seguiram até o Congresso Nacional, onde tentaram invadir o prédio. No entanto, a Polícia Legislativa conseguiu impedir a entrada do grupo. Segundo os manifestantes, os policiais os teriam xingado e ainda cuspido em alguns deles.

Apesar disso, o próprio grupo já previa que não conseguiria entrar no prédio. Um plano foi bolado no local e os estudantes seguiram para a escada do Palácio do Planalto.

LULA DIZ QUE DILMA SERÁ SUA CANDIDATA À PRESIDÊNCIA EM 2014

Agência Brasil
Publicação: 27/12/2010 11:52 Atualização:

Brasília - No último café da manhã com jornalistas durante sua gestão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou hoje (27) que não pretende candidatar-se à Presidência da República em 2014 por considerar “justo”que a presidenta eleita Dilma Rousseff tente a reeleição. Para Lula, Dilma terá menos dificuldades do que ele ao assumir o governo por conhecer os “atores” e a administração pública.

“A Dilma será minha candidata em 2014. Só existe uma possibilidade de ela não ser minha candidata: ela não querer. Para mim, é líquido e certo que ela será candidata”, afirmou o presidente. De acordo com Lula, é “justo” que aquele que faz “um bom governo” tente a reeleição.

Bem-humorado e descontraído no café da manhã com setoristas da Presidência da República, Lula posou para fotos ao lado de repórteres, fotógrafos e cinegrafistas. O presidente brincou e fez piadas. Participaram do encontro, no Palácio do Planalto, o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, o secretário de Imprensa, Nelson Breve, o assessor internacional Carlos Villanova, entre outros assessores

Em meio à insistência sobre as expectativas para as eleições de 2014, o presidente foi enfático: “É muito cedo para discutir 2014”. Para Lula, é fundamental analisar o momento político atual e fez uma série de elogios às escolhas de Dilma.

“Estou confiante que Dilma montou um governo capaz. Para ela, não tem novidades. Ela [Dilma Rousseff] conhece o projeto [de governo] os atores, os governadores e alguns ministros. Ela vai ter uma vida mais facilitada do que tive em 2003, quando tudo era novidade. Ela tem uma vantagem extraordinária para ter sucesso”, disse ele.

ANEL: INDENIZAÇÃO À UNE: POR QUE SÓ AGORA?

Há quase 10 dias do final do ano de 2010 e portanto, do final dos 8 anos de mandato do governo Lula, fomos noticiados do depósito de pouco mais de 30 milhões de reais do orçamento da União na conta da União Nacional dos Estudantes, a UNE. Esse depósito seria referente à indenização que a entidade estava esperando há anos, correspondente à destruição e incêndio de sua famosa sede no aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, pela ditadura militar.

Ao longo desses 8 anos, observamos uma total subjugação da UNE perante o governo. Alguns episódios são marcantes: em 2005, durante a crise do mensalão, a UNE, que foi pra rua derrubar o governo de Collor contra a corrupção, declarou imediato apoio ao governo, mesmo com as evidências de um grande envolvimento do alto escalão do PT e do governo. O outro episódio foi mais recente, com a crise da prova do ENEM, em que a UNE se comportou como uma Ouvidoria do MEC, e não participou de nenhuma manifestação que questionou o descaso do governo com a Educação.

Em 8 anos, também não faltaram recursos da União nas contas da entidade. Entre 2003 e 2009, a entidade recebeu cerca de R$ 13 milhões do governo federal, sob os dois mandatos de FHC, os recursos atingiram a ordem de R$1,3 milhão. Isso revela que na medida em que recebe mais dinheiro do governo, a entidade foi deixando no passado a sua combatividade e sua capacidade de crítica.

Dessa forma, perguntamos: se a UNE seguisse defendendo o programa histórico de luta dos estudantes e seguisse cumprindo um dos princípios básicos votado em seu Congresso de refundação, em 1979 - o princípio da independência diante de qualquer governo - será que a UNE receberia essa indenização nos dias atuais?

Poderíamos dizer que sim se víssemos o governo de Lula atendendo às reivindicações democráticas que envolvem desmascarar o passado obscuro da ditadura militar no Brasil. Ocorre que não foi isso que vimos acontecer. Não vimos, por exemplo, a abertura dos arquivos da ditadura e tampouco a indenização aos familiares dos perseguidos, torturados e mortos pela ditadura. Se o governo fosse justo com quem lutou contra a ditadura, não seria justo apenas com a UNE.

A diferença entre garantir a justa indenização à UNE e as outras medidas que não foram garantidas está no fato de que hoje, a UNE é parte da sustentação desse governo e está totalmente subjugada a todas as suas políticas. E isso ocorreu detrimento do seu passado de lutas e combatividade.

ASSEMBLEIA NACIONAL DOS ESTUDANTES - LIVRE!

ROSALBA ANUNCIA MAIS CINCO NOMES PARA SECRETARIADO

Rosalba Ciarline anuncia mais cinco nomes para o secretariado
"Secretaria de Estado da Infra-Estrutura – SIN - Kátia Pinto - Graduada em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Possui uma experiência de doze anos na iniciativa privada. No serviço público ocupou a função de Diretora Técnica na Secretaria Municipal de Planejamento na administração da prefeita Rosalba Ciarlini (1997-2000), e Secretária de Desenvolvimento Territorial e Ambiental (2001-2004). Exerce por dez anos o cargo de Secretária do desenvolvimento Territorial e Ambiental, na prefeitura de Mossoró.

Secretaria de Estado da Educação da Cultura – SEEC – Betânia Ramalho - Doutora em Educação integra o grupo de pesquisadores do Departamento de Educação da UFRN, pesquisadora do CNPq e exercia o cargo de presidente da Comperve na UFRN. Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal da Paraíba (1979); Graduada em Tecnólogo em Estatística pela Universidade Federal da Paraíba (1978); Especialista em Estatística Educacional pelo CIENES / CHILE; Mestre em Educação pela Universidade Federal da Paraíba (1985) e Doutora em Ciências da Educação pela Universidade Autônoma de Barcelona (1993). Foi Profª Adjunta do Centro de Educação da UFPB entre 1981 e 1994. Desde 1995 é Professora da UFRN, (Departamento de Educação). É também presidente da Comissão do Vestibular dessa mesma IES, desde 2003 aos dias atuais. Foi vice presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação -ANPEd, na gestão 2000-2002 e Presidente dessa mesma Associação no período 2003 -2005. Foi membro da Comissão Nacional de Avaliação da Área de Educação junto à CAPES, em diferentes períodos: 1997,1998, 2006 e 2008. Foi vice-coordenadora do Programa de Pòs-Graduação em Educação da UFRN (1996-1997) e Coordenadora no período 1998-2002. Nesse mesmo período foi Coordenadora do Fórum dos Programas de Pós-graduação em Educação das Regiões Norte e Nordeste. Atualmente é membro da Comissão de Especialistas do curso de Pedagogia e Normal Superior. (SESU/MEC). Atua nas seguintes áreas: Educação Básica, Ensino Superior, Pós-Graduação em Educação. Seus estudos e pesquisas se voltam para os seguintes temas: Formação e Profissionalização Docente; Processos de Ensino-Aprendizagem, Avaliação de Processos Formativos; Vestibulares; Docência Universitária; Políticas de Acesso e Inclusão aos estudos universitários. Professora titular da UFRN.

Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social – SETHAS – Luís Eduardo Carneiro – Exerceu por quatro vezes o cargo de Secretário de Educação do estado do RN e uma vez cargo de Secretário de Educação do município do Natal. Foi chefe da Casa Civil no governo Garibaldi e Chefe da Casa Civil da prefeitura do Natal. Exerceu o cargo de Secretário de administração da prefeitura do Natal e durante 15 anos foi conselheiro do Conselho Estadual de Educação. É professor aposentado da UFRN.

Secretaria Extraordinária para Articulação com os Municípios – SEAM – Esdras Alves – Consultor de administração da Confederação Nacional do Comércio, Secretário do Estado do RN do Governo do RN, em Brasília. Assessor parlamentar na Câmara dos deputados e assessor técnico do senado há mais de 20 anos.

Secretaria Extraordinária para Assuntos Relativos à Copa do Mundo 2014 – SECOPA- e acumulando o cargo de Diretor Geral do Departamento de Estradas e Rodagens – DER – Demétrio Paulo Torres – Engenheiro Civil e Engenheiro de Segurança do Trabalho, Curso de especialização em Engenharia Rodoviária, ex-secretário municipal de obras e infra-estrutura do Natal, por dois períodos. Já exerceu o cargo de diretor-geral do DER."

Postado por Lahyre Rosado Neto

2010, UM ANO MUITO REVELADOR

Em muitos lugares do mundo, e em especial no Brasil, o ano de 2010 escancara evidências de que a mídia tradicional faz escolhas que nem sempre contemplam os interesses da maioria.

Por Luciano Martins Costa[23 de dezembro de 2010 - 10h22]

O ano de 2010 deixa algumas lições importantes para os observadores da imprensa e para todos os cidadãos que se preocupam com o futuro das liberdades democráticas. O impacto dos vazamentos do WikiLeaks certamente é uma delas, com a revelação de que na sociedade hipermediada não há garantia para segredos. Fica também a constatação de que, diante da possibilidade de uma ampla transparência nas relações de poder, a imprensa tende a se alinhar com o conservadorismo e a manutenção do sistema no qual há informações para todos e informações para alguns.

Compreende-se que a imprensa, assim como os poderes que compõem o Estado, considere que alguns assuntos não devem ser do domínio público. Mas o fenômeno do WikiLeaks, ainda que considerado um instrumento de publicização aleatória, sem critérios jornalísticos, conseguiu sacudir o establishment e colocar sob suspeição a seriedade das razões que movem muitas decisões de Estado.

Considerando-se outras inovações nas tecnologias de comunicação e de informação, é de se questionar se o modelo tradicional da imprensa ainda tem validade.

Jornalismo e poder

Em muitos lugares do mundo, e em especial no Brasil, o ano de 2010 escancara evidências de que a mídia tradicional faz escolhas que nem sempre contemplam os interesses da maioria.

O trabalho de seleção e divulgação ordenada de notícias revelou-se claramente parte dos jogos de poder, e a imprensa não pode mais escapar de certos questionamentos, principalmente levando-se em conta que o seu valor sempre esteve vinculado a uma suposta missão de informar a cidadania para a defesa dos princípios democráticos.

Mas quanto e como a imprensa contemporânea contribui para o aprimoramento da democracia?

Sempre vale a pena rever os arquivos: em uma edição de domingo, 23 de março de 2003, o Estado de S.Paulo publicou artigo de Orville Schell, do New York Times, no qual ele afirmava que "o problema enfrentado por muitas empresas de comunicação não é continuar no ramo, mas continuar no jornalismo". Segundo o autor, "a imprensa vem perdendo a capacidade de manter a democracia suficientemente informada para tomar decisões inteligentes".

No caso do Brasil, já faz décadas que a imprensa tradicional vem fazendo esse esforço para abandonar o jornalismo em troca de poder, em detrimento da democracia.

Onde foi que a imprensa errou?

Termina, com este ano, o período de governo chefiado por um ex-operário, sindicalista que liderou a renovação das relações de trabalho no Brasil, contribuindo para recuperar a liberdade de associação interrompida pela ditadura, encerrando uma história de representações criadas sob a tutela do Estado Novo.
Luiz Inácio Lula da Silva deixa o governo com uma popularidade histórica, jamais alcançada por qualquer outro governante brasileiro, que provavelmente não será superada tão cedo, com indicadores econômicos e sociais marcantes e um processo de inclusão do Brasil entre as nações líderes neste início de século.

Contraditoriamente, esse mesmo governante entra e sai da cena política sob críticas incessantes da imprensa tradicional.

Como todos os chefes de Estado, certamente cometeu erros e acertos e deixa muitas tarefas importantes por serem completadas, como algumas reformas reclamadas há décadas pela sociedade. Mas dificilmente os pesquisadores irão encontrar, em outro período da História brasileira, tantas e tão profundas mudanças, que no entanto não parecem ser levadas em conta nas avaliações que a imprensa faz dele diariamente, numa indisfarçável e permanente manifestação de má vontade.

Quando surgiu para a cena política, o então sindicalista foi entrevistado por este observador, então um jornalista iniciante. O ano de 1975 ia pela metade e ele havia acabado de assumir a presidência do sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo, Mauá e Diadema. Era chamado de "Baianinho".

Duas de suas respostas àquela entrevista foram marcantes: na primeira, ele afirmava que o Brasil somente poderia ser considerado um país sério quando um operário pudesse comprar o carro que ajudava a fabricar ou um apartamento no prédio que ajudava a construir. Na segunda resposta, dizia ser seu sonho ajudar os trabalhadores, organizados, a se tornarem protagonistas da política nacional.

Eram tempos duros, de uma ditadura renitente ainda convulsionada pela disputa interna entre os militares que defendiam a abertura do regime e aqueles que conspiravam para reduzir ainda mais as poucas liberdades públicas.

Passados 35 anos, o ex-metalúrgico contabiliza em sua biografia a construção de um sindicalismo forte o suficiente para servir de plataforma para a criação de um dos maiores partidos políticos nacionais e deixa o governo com o mérito de haver produzido, com um misto de políticas sociais inovadoras e estratégia econômica conservadora mas eficiente, um inédito e consistente fenômeno de mobilidade social.

Espancando a verdade

Uma consulta aos arquivos da própria imprensa revela que os jornais se esforçaram para que Lula da Silva não fosse eleito. Empossado, os jornais apostaram no seu fracasso.

O Brasil se recuperava lentamente de uma sucessão de crises internacionais, o que revelava uma base frágil da economia como um todo, vulnerável até mesmo a sacolejos nas distantes e irrelevantes Indonésia ou Malásia.

Cerca de 2,5 milhões de brasileiros estavam sem emprego, o que representava 12,3% da população ativa sem remuneração assegurada. Mesmo com a mudança no sistema de cálculo – porque até então a base incluía pessoas com idades acima de 15 anos, e não de 18, como passou a ser considerado – o que se viu, a partir de 2003, foi uma redução constante e consistente do desemprego, além do crescimento da renda do trabalho.

A imprensa vive repetindo que Lula recebeu o Brasil em excelentes condições. Não é verdade: os dados publicados pelos jornais no período informam que a inflação havia disparado em 2002, a tal ponto que o Conselho Monetário Nacional foi obrigado, em janeiro de 2003, a aumentar em mais de 100% a meta para aquele ano – de 4% para 8,5% – dada a impossibilidade de se obter uma convergência entre a inflação real e aquela que fora projetada no fim do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso.

Em 2002, a inflação real no Brasil havia evoluído de 7,62% em janeiro para 12,53% em dezembro, uma das mais altas do planeta. Na verdade, era a quarta maior inflação entre as 37 economias mais importantes do mundo, com um crescimento pífio nos dez anos anteriores.

Os números desmentem manchetes, artigos e editoriais. A chamada grande imprensa acumulou nesse período uma coleção de prognósticos equivocados. A imprensa precisa ser crítica, mas deve sempre perseguir a verdade. Não para espancá-la, mas para se servir dela.

O novo herói da mídia

O ano de 2010 está chegando ao fim e, com ele, um governo que, em dois mandatos, viveu o inferno em suas relações com a chamada imprensa tradicional.

Muito foi dito neste Observatório sobre esse conflito, que teve seu auge nos anos de 2005 e 2006 e, mais recentemente, na campanha eleitoral de 2010. E os observadores que acompanham essas análises desde então se dividiram em dois grupos inconciliáveis: aquele que vê em cada linha, em cada notícia, uma conspiração do "Partido da Imprensa Golpista" e aquele que imagina que toda crítica à imprensa é militância em defesa do lulo-petismo.

São raros, na verdade, os comentaristas que conseguem escapar desse estado de guerra, que teve episódios grotescos, como o da bolinha de papel – ou rolo de adesivo – capaz de produzir uma tomografia e uma infinidade de teorias, cada uma mais esdrúxula que a outra.

Toda essa parafernália de argumentos desapareceu repentinamente da imprensa e das cartas de leitores logo após a eleição – tanto nos jornais quanto nos comentários de blogs – e a política tomou outros rumos.

No noticiário dos jornais, o que se viu, durante todo o mês de dezembro foi a correria dos repórteres para tentar antecipar as escolhas do futuro ministério, dos cargos importantes no Banco Central, e a composição de poder da aliança que venceu a eleição presidencial. Sobrou um pouco de atenção para a formação de alguns dos novos governos estaduais e destacou-se também o processo de reorganização das forças oposicionistas.

Nesse sentido, a leitura diária dos jornais mostrou claramente que, para a imprensa, o ex-governador José Serra já é parte do arquivo morto da política. Suas tentativas de ocupar uma vitrina nacional e dali continuar influenciando a política, não receberam o respaldo que se esperava da imprensa, considerando-se o espaço com que sempre contou enquanto representava uma alternativa de poder.

A imprensa tradicional do Brasil já tem novo candidato à Presidência da República. Ele se chama Aécio Neves da Cunha.

Jogos de poder

De tempos em tempos, a imprensa tradicional do Brasil elege seus heróis. Quase sempre, escolhe entre as alternativas mais conservadoras. Foi assim em 1985, quando Fernando Henrique Cardoso disputou a prefeitura de São Paulo pelo PMDB: a maioria dos grandes jornais manifestou clara preferência por Jânio Quadros, não nos editoriais, mas na intensidade crítica do noticiário.

O episódio em que FHC, considerado então representante das forças da esquerda, sentou-se na cadeira de prefeito antes da eleição, foi na verdade estimulado por fotógrafos dos jornais e depois oportunisticamente explorado pela mídia. Da mesma forma, as respostas dúbias a perguntas maliciosas sobre uso de maconha e religiosidade foram manipuladas no noticiário da época.

Fernando Henrique só se tornou palatável para a imprensa tradicional quando se apresentou como a única alternativa para bloquear a chegada do PT ao poder, de 1994 em diante, assim como o PSDB só passou a ser o predileto da mídia quando se revelou ou se tornou um partido de centro-direita. Antes dele, a imprensa já havia inventado Fernando Collor, cujo governo acabou em impeachment, com protagonismo decisivo de seus antigos apoiadores na mídia.

A história dessa reviravolta ainda está por ser contada em detalhes, mas, em suma, trata-se da mesma antiga tradição da troca de apoio em projetos de poder.

É preciso contar, por exemplo, como as medidas econômicas de Collor possibilitaram o sucesso do Plano Real, e de como o isolamento do chamado "Centrão", promovido pela elite parlamentar que viria a constituir o PSDB, acabou criando o bloco que veio a se aliar sucessivamente a Fernando Henrique e depois a Lula da Silva, compondo o perfil fisiológico do Congresso Nacional que a sociedade tanto deplora.

Final de ano, início de nova década, fim de um ciclo fascinante da política nacional, era tempo de a imprensa nos brindar com um olhar isento e profundo sobre a história recente da nossa democracia.

Publicado no Observatório da Imprensa. Foto por http://www.flickr.com/photos/valeriebb/.Fonte: Revista Forum

DIRETORIA EXECUTIVA DA UBES DEFINE O LOCAL DO 1º ENCONTRO GRÊMIOS E VALORES DE CREDENCIAMENTO

O campus Maracanã da UERJ será o cenário do 1º Encontro Nacional de Grêmios da UBES. A taxa de inscrição é de R$ 25

Aconteceu na última sexta-feira, dia 17, na sede das entidades estudantis, em São Paulo, a última reunião da Diretoria Executiva da UBES e da comissão organizadora do 1º Encontro Nacional de Grêmios Estudantis, que acontecerá no próximo mês de janeiro, entre os dias 15 e 18, no Rio de Janeiro. Na oportunidade, alguns pontos importantes foram discutidos, como valor de credenciamento e alojamento.

O local escolhido para a realização das atividades do encontro de grêmios foi a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), localizado no bairro Maracanã, zona norte da capital fluminense. As atividades esportivas serão recebidas no Centro de Educação Tecnológica (CEFET), no mesmo bairro.

Visando uma maior comodidade aos participantes do encontro, o prazo para a realização do cadastro foi estendido para o dia 30 de dezembro. (abaixo segue o link para cadastro)

Durante a reunião, foram aprovadas também as bandeiras que vão nortear a construção do documento base da UBES, para o encontro de grêmios. São eles:

* 10% do PIB para Educação;
* Ampliação das Vagas na Educação Profissional e Técnica;
* Modelo de Acesso a Universidade;
* Valorização profissional;
* Novo Curriculo para o Ensino Médio;
* Qualidade da Educação Básica;
* Reserva de vagas nas IES publicas e nos IFs para alunos oriundos das escolas publicas;
* Sistema Nacional Articulado de Educação;
* Regulamentação do Ensino Privado;
* Ampliação das Vagas nas IES Publicas

A próxima reunião ficou marcada para o próximo dia 10 de janeiro, no Rio de Janeiro.

Ao todo, serão quatro dias em que os alunos terão a possibilidade de participar de atividades como oficinas de comunicação, finanças, atividades esportivas e debates sobre o papel da mulher na sociedade, o movimento LGBT, meio ambiente e cultura, como montar o estatuto do grêmio, captação de recursos, entre outros.

INSCRIÇÕES INDIVIDUAIS PARA O 1º ENCONTRO NACIONAL DE GRÊMIOS ESTUDANTIS DA UBES

Fazer parte desse que promete ser a principal atividade da entidade é muito fácil. Basta o representante de cada grêmio fazer a inscrição da entidade online clicando no link abaixo. Para concretizar a inscrição, o grêmio precisa enviar para a sede da UBES (Rua Vergueiro, 2485, Vila Mariana, São Paulo-SP, CEP: 04101-200) alguns documentos: ata de eleições e posse da gestão e a ata da reunião da diretoria que indica os representantes do grêmio para o encontro.

O pagamento será feito somente no local onde o encontro será realizado, na unidade Maracanã da UERJ. O estudante, no ato do pagamento, deverá apresentar um documento para sua identificação para retirar um crachá que lhe dará acesso livre a todas as atividades do encontro, inclusive alojamento e alimentação. O valor de inscrição será de R$ 25,00.

Vale lembrar que o 1º Encontro Nacional de Grêmios da UBES é uma atividade integrada à 7º Bienal da UNE, o maior festival estudantil da América Latina, que acontecerá entre os dias 18 e 23 de janeiro, também na cidade maravilhosa. É importante salientar que, para quem desejar participar dos dois eventos (Encontro de grêmios e Bienal), o valor de credenciamento será de R$ 65,00 a serem pagos diretamente na UERJ. Caso o estudante já tenha feito a inscrição para a bienal, basta levar o comprovante de pagamento e efetuar o valor do encontro de grêmios.
Confira a tabela de valores abaixo:
Inscreva-se aqui para o 1º Encontro Nacional de Grêmios da UBES. http://www.une.org.br/

Valor integral do Encontro de Grêmios: R$ 25 (dá direito a todas as atividades, transporte e alojamento)
Valor integral para participação no Encontro de Grêmios e Bienal: R$ 65

*As inscrições para o 1º Encontro Nacional de Grêmios da UBES foram prorrogadas até o dia 30/12/2010. Após essa data, no local do evento, só serão credenciados observadores. Por isso vale ressaltar a importância de se cadastrar para garantir seu lugar. Fonte? site da UNE.

»Siga a UNE no twitter: @_une

»Siga a UBES no twitter:@_ubes

»Assessoria de Imprensa: imprensa@une.org.br

»Redação EstudanteNet: noticias@une.org.br

PRAZO DE JUSTIFICATIVA PARA QUEM NÃO VOTOU NO SEGUNDO TURNO VAI ATÉ QUINTA-FEIRA (30)

Eleições 2010
Eleitores que não compareceram às urnas no segundo turno das eleições de outubro têm até a próxima quinta-feira para justificar a ausência nos cartórios eleitorais, ou terão o título cancelado e ficarão sujeitos a punições, como impedimento de participação em concursos públicos, retirada de passaporte e suspensão do contracheque caso o infrator seja funcionário público. Os infratores podem ainda ser condenados ao pagamento de multa. O valor é fixado pelo juiz. Conforme o último levantamento do TSE, encerrado em 2 de dezembro, 8.633.214 eleitores já justificaram a ausência nos dois turnos das eleições de outubro. Segundo dados do tribunal, dos 135.804.433 brasileiros aptos a votar, 24.610.296 eleitores não compareceram ao primeiro turno. Fonte: Correio Brazilensen/TSE.

domingo, 26 de dezembro de 2010

ESCOLA DE SAMBA SOFRE AMEAÇAS POR FALAR SOBRE NORDESTINOS

Por Alexandre Figueiredo
A escola de samba Acadêmicos do Tucuruvi, de São Paulo, é alvo de violentas ameaças lançadas por e-mail desde que a agremiação carnavalesca escolheu para o tema do Carnaval de 2011 o povo nordestino. Intitulado Oxente, o que seria da gente sem essa gente? São Paulo, a capital do Nordeste, lembra da influência dos imigrantes nordestinos na construção da cidade de São Paulo.

É bom lembrar que um dos retirantes nordestinos que contribuíram para o cotidiano paulistano foi Luís Inácio Lula da Silva, operário atuante no ABC paulista (região de cidades que faz parte da Região Metropolitana de São Paulo), que está a encerrar seu mandato de presidente da República.

O tema irritou algumas pessoas que, com mensagens fascistas de muito mau gosto, diziam frases como:

"Vocês deveriam ser proibidos de desfilar numa avenida da minha cidade um enredo nojento e racista (sic) desses";

"São Paulo não é a capital do NE p... nenhuma. Nós paulistas e paulistanos iremos mobilizar e vocês vão desfilar com essa b... de samba-enredo que desrespeita o Estado que carrega esse lixo de País nas costas".

Diante dessas manifestações de profundo conteúdo anti-social e desumano, que vai contra parte do povo brasileiro dotada de história e de grandes exemplos humanos, a Acadêmicos do Tucuruvi fez por bem registrar um boletim de ocorrência na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).

Foi aberto um inquérito policial para investigar o caso e serão quebrados os sigilos de identificação dos IP's utilizados pelos internautas que enviaram mensagens fascistas. As identidades digitais dos mesmos, incluindo as contas de e-mail, também terão sigilo quebrado.

Fica nossa solidariedade à Acadêmicos do Tucuruvi e ao povo nordestino, já que a homenagem é justa e de grande lembrança histórica dessa parcela do povo brasileiro.

No Blog Mingau de Aço
Postado por Júnior Miranda

PIRATAS DA SOMÁLIA SEQUESTRAM MAIS UM NAVIO - 27 TRIPULANTES ESTÃO REFÉNS.

A força naval antipirataria da União Européia divulgou comunicado que um navio cargueiro tailandês, com vinte e sete tripulantes, foi seqüestrado no dia de ontem. O MV-THOR NEXUS foi atacado no Oceano Índico, próximo da costa do continente africano, após deixar o porto de Jebel nos Emirados árabes com destino a Bangladesh.

O número de casos de navios seqüestrados determinou a mudança em rotas marítimas e ao aumento das ações de patrulha por parte de governos da Europa, Rússia, Estados Unidos e China, tentando evitar, até agora sem sucesso, que os piratas continuem agindo.

Aproximadamente 600 pessoas encontram-se na condição de seqüestradas pelos piratas somalis, que exigem dinheiro e impõe outras condições para sua libertação. O custo do frete e seguro das mercadorias e embarcações aumentou consideravelmente naquela região. Fonte.  007BONDeblog.

VEJAM COMO FICOU EM DEFINITIVO A EQUIPE DO GOVERNO DILMA ROUSSEFF

"A Presidenta, dilma Rousseff montou um governo que tem a sua cara!  Com amigos, companheiros (as), partidários e técnicos.  Com certeza o Brasil continuará no caminho certo, vamos acreditar!  O tempo nos dirá!  Postura, garra, determinação e sem medo de ser feliz!  Dilma a primeira mulher a governar o BRASIL!!!". Eduardo Vasconcelos-ANE/RN - CPC/RN

OPINIÃO: LEITORA DÁ SUA OPINIÃO SOBRE A DELICADA QUESTÃO DO ABORTO

Opinião Pública
O Opinião e Notícia escolheu o comentário da leitora Lívia Helena

 A leitora Lívia Helena comentou a matéria O aborto volta ao centro da discussão e foi escolhida como a Opinião Pública da semana. E você, já deu sua opinião?

É uma opinião realmente difícil de tomar, porque a sociedade inteira é contra, mas será que ser contra é o mesmo que não praticar? Conheço várias famílias conservadoras que a filha de quinze anos teve de fazer aborto porque simplismente era muito novinha e ainda não havia se casado… que hipocrisia.

Só mesmo um país com um Legislativo que aprova um salário exorbitante como o que acabou de ser aprovado é que não tem peito pra legislar a favor de pautas como esta. Não sou a favor da morte de vidas, mas também não sou a favor da formação de família desestruturada, formada inconscientemente, cheia de filhos. Porque vamos ser claros, informação no Brasil, é para quem tem acesso.

No máximo o que temos é divulgação de assuntos, mal esclarecidos na classe pobre , que não está interessada em estudar, sabe por quê? Porque o pai e a mãe saem 6h da manhã de casa para trabalhar em troca de um salário mínimo e os filhos crescem soltos, tendo educação de meia boca oferecidas pelo mesmo legislativo. Esse é o nosso país. Hipócrita. Muito bom, mas hipócrita. Vamos legislar Brasil,vamos abrir os olhos para os fatos que estão acontecendo debaixo dos nossos olhos. Fonte. O Opinião e Notícia.

DÁ-LHE LULA!

REGULAÇÃO NÃO É CENSURA

A velha mídia confunde o público e foge do debate sobre a questão

- Por Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, professor da ECA/USP; diretor e apresentador do programa VerTV, da Tv Brasil e da Tv Câmara; autor dos livros A Melhor TV do Mundo e A TV sob controle, da Sumus Editorial; e ouvidor-geral da Empresa Brasil de Comunicação.

Jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão descobriram um novo assunto: a volta da censura no Brasil. Não passa um dia sem que um deles alerte contra esse perigo. Veem em cada esquina monstros prontos a atacar. Realmente eles não existem. São fantasmas criados com objetivos muito precisos. Trata-se de uma atitude preventiva dessa mídia acostumada a dizer o que pensa sem dar à sociedade direitos iguais de resposta. E muito menos de admitir a necessidade de regulação do mercado editorial e do espaço público ocupado pelas emissoras de rádio e de televisão. Temerosos com a possibilidade de terem de se submeter a leis democráticas, tentam confundir o público chamando qualquer regulação de censura. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Censura é um instrumento usado por ditaduras para impedir, antecipadamente, a divulgação de fatos, nomes ou ideias.

A regulação dos meios de comunicação existe em todas as grandes democracias do mundo. E estabelece regras para permitir que mais pessoas ou grupos sociais possam se expressar pela mídia. As regras são necessárias para conter, de alguma forma, a lógica da acumulação capitalista, que é implacável. Qualquer atividade comercial sem regulação tende a se tornar monopolista. O dono da mercearia da esquina sonha em abrir outro estabelecimento num bairro próximo ou adquirir a loja do vizinho. E, a longo prazo, montar uma rede de supermercados capaz de dominar o comércio varejista de todo o país. Se não houver controle do Estado e se o empresário tiver sucesso, em pouco tempo ele poderá ser o único no mercado, estabelecendo a seu critério os preços aos fornecedores e clientes.

Apesar de produzirem mercadorias diferentes, os meios de comunicação comerciais operam sob a mesma lógica. Disputam o mercado como mercearias ou supermercados. Só que não admitem regras para essa disputa. Quando elas são sugeridas – como ocorre agora no Brasil -, imediatamente as taxam de censura.

É isso que explica a existência no país de uma elevada concentração dos meios de comunicação em mãos de poucas empresas. Empresários que iniciaram seu império com um jornal foram aos poucos controlando outros meios, publicando revistas, obtendo concessões de rádio e de TV, abrindo gravadoras, montando serviços de televisão por assinatura, investindo na internet, num processo que, aos poucos, ocupou amplas faixas do mercado, tendendo ao monopólio, vedado pela Constituição brasileira.

Convencionou-se chamar esse fenômeno de “propriedade cruzada”dos meios de comunicação, prática proibida em vários países do mundo, inclusive nos Estados Unidos, a pátria do livre mercado. Mas, aqui, não há limites. Daí a necessidade do controle social. Não para censurar conteúdos. Mas para dar vazão à ampla diversidade existente no país.

Quanto ao rádio e à televisão, especificamente, a regulação deve ser ainda mais minuciosa. As empresas que operam esses serviços utilizam o chamado espectro eletromagnético, um bem público por onde trafegam sons e imagens. Trata-se de espaço limitado e finito. Ou seja, nele cabem poucos. É só ver o caso de São Paulo, onde não é possível instalar uma emissora de rádio ou de tv. O espaço está todo ocupado. E quem ocupa é um privilegiado, que pode se dirigir a milhões de pessoas ao mesmo tempo para vender mercadorias, fazer política, pregar valores religiosos. E, como não há mais espaço, quem não tem esse privilégio é obrigado a ficar calado.

A ocupação do espectro é realizada por meio de concessões públicas, com duração definida: dez anos para as de rádio e 15 anos para as de televisão. Ao fim de cada período, deveria haver uma avaliação para saber se o serviço prestado atendeu às necessidades do público ou não. Em caso negativo, seriam substituídas por outra empresa ou instituição, como ocorre regularmente em vários países do mundo. É disso que os atuais concessionários têm medo. Eles, que exigem – quando lhes interessa – transparência dos órgãos públicos, temem um debate aberto quando se trata da própria atividade.

Na Inglaterra, a outorga de concessões de rádio e TV é precedida de um amplo debate na sociedade e no Parlamento. As empresas candidatas apresentam propostas ao órgão regulador combinando valores financeiros a serem pagos pelo aluguel da concessão com uma carta de intenções em que detalham que tipo de programação será colocada no ar. Às vezes, a escolhida não é a que ofereceu mais dinheiro, mas a que propôs programas capazes de atender novos públicos, ainda não cobertos pelas ofertas televisivas.

É tudo absolutamente simples e democrático. No entanto, quando se tenta estabelecer esse debate no Brasil, a reação dos grupos que controlam a mídia é violenta, revelando o grau de atraso cultural em que nos encontramos. Para enfrentá-lo, o primeiro passo é desmascarar mitos como o da censura e compreender quais interesses estão em jogo. E denunciá-los onde e como for possível.

Postado por André Lux