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terça-feira, 15 de abril de 2014

NOVA CRUZ-RN: INTEGRAL COLÉGIO E CURSO - GEO PROMOVEU SUA PASCOAL

 Professor Emiliano Camilo abrindo ontem a noite a festa da pascoal

























Ontem o Integral Colégio e Curso - GEO de Nova Cruz-RN promoveu sua PASCOAL com os alunos do Maternal e Ensino Fundamental.  Foram muitas atividades apresentadas pelos seus alunados alegrando não só eles, mas também seus pais que os acompanhavam.

O Integral Colégio e Curso instalou-se  em Nova Cruz esse ano e já vem sendo elogiado pela sociedade novacruzense pela dinâmica adotada pela direção fazendo com que o próprio aluno participe ativamente das aulas, ou seja, sendo o próprio principal sujeito na integração educacional.

O Diretor Emiliano Camilo estava presente na atividade de ontem levando em nome de toda a comunidade escolar sua palavra fraterna, fazendo com os presentes sentisse parte dessa família chamada Integral Colégio e Curso, desejando também a todos/as uma pascoal solidária, fraterna e cheia de alegria para todos.

O professor Emiliano Camilo adiantou a esse blog que o colégio vem passando uma completa reforma para oferecer aos alunados um melhor conforto, como por exemplo a cobertura da área de lazer e reformas de salas de aulas, como também uma cantina, além de professores/as e funcionários qualificados. Os estudantes agradecem! Em nossa opinião o Integral veio para ficar e fazer um grande trabalho educacional, como já vem fazendo nas cidades de Guarabira e Araruna na Paraíba e em Passa e Fica no RN.  Parabenizamos todos que fazem a família Integral Colégio e Curso de NOVA CRUZ-RN.

Mais fotos estarão a disposição dos pais, professores, funcionários e estudantes no Integral Colégio e Curso.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Vem aí a 15ª Semana Nacional da Educação Pública

Do dia 24 ao dia 30 de abril a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação realizará a 15ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública. O objetivo é potencializar as discussões acerca dos principais temas da política educacional do Brasil.
Esta edição tem como tema "Planos de educação como instrumentos da valorização profissional". Serão realizados debates organizados pelos sindicatos filiados à CNTE nas cinco regiões do país, que abordarão assuntos como o direito à educação, carreira e jornada de trabalho, formação dos profissionais da educação, condições de trabalho e financiamento da educação.
A programação já está disponível, confira:
24 de abril
Debate nos locais de trabalho sobre o DIREITO À EDUCAÇÃO.
Ato público na região SUDESTE (MG).
25 de abril
Debate nos locais de trabalho sobre PISO, CARREIRA E JORNADA DE TRABALHO.
Ato público na região NORDESTE (PE).
28 de abril
Debate nos locais de trabalho sobre a FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO.
Ato público na região NORTE (AM).
29 de abril
Debate nos locais de trabalho sobre as CONDIÇÕES DO TRABALHO.
Ato público na região SUL (PR).
30 de abril
Debate nos locais de trabalho sobre o PNE E O FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO.
Ato público na região CENTRO-OESTE (DF).
Fonte:CNTE

CNTE lança campanha para mudar nomes de escolas


Há 50 anos o Brasil tornou-se refém da Ditadura Militar. Hoje, enquanto vítimas do golpe são esquecidas, escolas brasileiras carregam o nome de pessoas que colaboraram para a queda do governo democrático e para a imposição de um regime de terror no país naquele fatídico 31 de março.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, com o objetivo de celebrar a resistência da sociedade brasileira contra o estado de exceção determinado pelos militares,então apoiados pela elite nacional e pelos Estados Unidos da América, organiza uma campanha em memória dos/as trabalhadores/as em educação que lutaram contra a Ditadura e foram vítimas do Golpe Civil-Militar.

A CNTE criou uma página na internet (ditaduranuncamais.cnte.org.br) para destacar o retrocesso causado para a educação brasileira e lembrar os trabalhadores perseguidos por um regime que cassou direitos individuais, coletivos e políticos, abusou da integridade física e psíquica de milhares de pessoas, impôs ideologias conservadoras à sociedade, perseguiu, prendeu, torturou, exilou e matou cidadãos e cidadãs, cujos crimes (muitos deles) ainda carecem de elucidação e/ou reconhecimento por parte do Estado. A entidade também dá início a amplo movimento de mudança de nomes de escolas que homenageiam agentes patrocinadores do Golpe e os ditadores de plantão. A idéia é propor projetos de iniciativa popular às Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores, após a realização de amplo debate com a comunidade escolar, a fim de legitimar o pleito.

Fonte:CNTE

“REDUZIR NÃO É PREVENIR!”, DIZ ARTIGO DE SECUNDARISTA

A UBES e todo movimento estudantil incia nova mobilização contra o projeto que pretende reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos. Saindo em defesa da juventude, leia o artigo da secundarista Jaine Santos, do Maranhão.
Dizem que quando temos problemas o mal tem que ser cortado pela raiz, pois caso cortemos o caule o problema está lá marcando presença e ainda com a ameaça de crescer novamente. Com a maior idade penal não é diferente. A violência tem que ser combatida em seu início. Eis alguns motivos para ser contra a redução:
  1. NOSSOS JOVENS SÃO VÍTIMAS DA DESIGUALDADE SOCIAL:

    Uma das maiores consequências da violência é a desigualdade social. Hoje em dia se vê muitos jovens à margem do crime por não terem as mesmas oportunidades que outros, acabam esse sendo o “melhor” ou até único caminho a ser seguido para chegar a qualquer tipo de comando. Escolha essa que pode sim partir de uma ideia frustrada de conseguir respeito na sociedade.
  2. AUSÊNCIA DE ESTRUTURA NO SISTEMA CARCERÁRIO:

    Retomando o único objetivo desse sistema, ressocializar, ou seja, isolar o jovem para que quando ele saia desse isolamento ele seja integrado na sociedade. Como integrar esse jovem na sociedade se, muitas vezes, a própria sociedade o rejeita a ponto de levá-lo a praticar a violência? Sem falar que esse sistema é falido, servindo hoje em dia como uma “especialização” do crime. Podemos citar a situação de Pedrinhas, presídio de São Luís (Maranhão), onde em um ano tivemos 64 mortos, sem contar os feridos. Sistema carcerário esse que não apresenta segurança para os muitos que estão lá dentro, nem para os que estão fora. Quase 9 detentos fogem por semana. Quando não é isso, entram em contato com aqueles que ainda não foram presos para incendiar ônibus, fazer arrastão, causar terror.
  3. NÃO HÁ RESSOCIALIZAÇÃO:

    O cara que entra, sobrevive e consegue sair não tem as mesmas oportunidades que outros que não entraram têm. Muitas vezes essa pessoa que praticou a violência sempre sofreu exclusão social. Não há como ter ressocialização se a sociedade nunca aceitou.
  4. A EDUCAÇÃO É A BASE DE TUDO:

    A educação é fundamental para qualquer indivíduo se tornar um cidadão, mas é realidade que no Brasil muitos jovens pobres são excluídos deste processo. Puni-los os encarcerando é assumir, alegar e reforçar que a educação não chega a todos da forma que deveria. As causas da violência, consequência da desigualdade social, não serão resolvidas com a redução da maior idade penal. Precisamos valorizar os jovens, considerá-los parceiros na caminhada para a construção de uma sociedade melhor. E não como os vilões que estão colocando toda uma nação em risco. Os jovens de hoje são o futuro do país, mas para ter um bom futuro é preciso investir no presente.
  5. Os/as Estudantes Maranhenses diz Não a redução da maior idade penal!
Texto de Jaine Santos
Vice – presidenta regional Maranhão da UBES e presidenta do grêmio no IFMA
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FINANCIAMENTO DE EMPRESAS À CAMPANHAS PODE ESTAR PERTO DO FIM

STF decide acabar com doações privadas em campanhas assim como CCJ do Senado
Na última semana, a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional doações de empresas privadas a partidos e candidatos no processo eleitoral.
No julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o placar chegou a 6 votos a 1 pela proibição do financiamento das pessoas jurídicas. O julgamento foi suspenso por pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
A decisão já havia sido adiada em 12 de dezembro de 2013 por pedido de vista do ministro Teori Zavascki, que fez um voto contrário ao pedido da OAB no último dia 02/04. Logo depois os ministros Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski acompanharam a maioria e votaram a favor da entidade.
Julgaram até agora a ação procedente quanto ao fim da doação de pessoas jurídicas nas campanhas o relator Luiz Fux, além dos ministros, Luís Roberto Barroso, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio e Dias Toffoli. O único voto contrário foi de Zavascki.
PROJETO DO SENADO
Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado também aprovou a proposta que proíbe as doações por empresas, – projeto substitutivo do senador Roberto Requião ao projeto de lei (PLS 60/2012) apresentado pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Segundo a Agência Senado, como a decisão é terminativa, passará por outro turno de votação na CCJ e, se não houver recurso para votação pelo plenário do Senado, a matéria será enviada à Câmara dos Deputados.
Segundo Marco Aurélio, se aprovada pelo Congresso, a eventual nova lei não teria efeito imediato. “Deve-se observar o principio da anterioridade, o que não se impõe à decisão do Supremo”, explicou.
A questão sobre quando a decisão do STF passará a valer ainda não foi definida. Pelo pedido da OAB, com a chamada “modulação” dos efeitos da decisão, a proibição só começaria a vigorar após 24 meses. A decisão sobre o tema só será conhecida após a proclamação do resultado final do julgamento da ADI 4.650.
COALIZAÇÃO PELA REFORMA POLÍTICA E DEMOCRÁTICA E ELEIÇÕES LIMPAS
A UNE participa da Coalizão pela Reforma Política e Democrática e Eleições Limpas que quer acabar com a corrupção eleitoral no País por meio do projeto de iniciativa popular que prevê o financiamento público das campanhas eleitorais, a ampliação dos espaços e canais de participação direta da população, e mais mecanismos de transparência e acompanhamento das atividades políticas do Brasil. Para o juiz Marlon Reis, diretor do MCCE – Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, o projeto do Senado e a decisão do STF são medidas positivas que só fazem reforçar o projeto da Coalizão. “O projeto da Coalizão traz elementos concretos, assegura igualdade no financiamento das campanhas e assegura transparência, o que é mais importante para que não exista caixa 2”, afirma ele.
Para ele o projeto de iniciativa popular defendido por várias entidades como a UNE, OAB e CNBB não está focado apenas na proibição, mas prevê um modelo diferente, um projeto avançado que pode realmente acabar com a corrupção. Qualquer cidadão pode assinar o projeto. A ideia é reunir 1,5 milhão de assinaturas para poder levá-lo ao Congresso Nacional.
Márlon Reis disse ainda que acredita que com a decisão do STF este ano já poderemos comemorar o fim do financiamento privado de campanha, mas infelizmente a decisão não deve vigorar já no pleito de outubro.
Com informações da Rede Brasil Atual e Agencia Senado
Fonte: UNE

II BIENAL DA UEE VAI APRESENTAR PRODUÇÃO ARTÍSTICA ESTUDANTIL DO MT

Estudantes podem inscrever seus trabalhos até o dia 20 de abril
Do dia 01 a 04 de maio de 2014, o espaço Porto Baé, na cidade de Barra do Garças no Mato Grosso, receberá centenas de estudantes, para a II Bienal de Arte, Cultura, Ciência e Tecnologia, Educação, Esporte e Turismo da União Estadual dos Estudantes de Mato Grosso (UEE-MT).
A II Bienal da UEE será o maior festival cultural estudantil do Estado de Mato Grosso. Abrangendo toda as áreas da produção cultural – música, artes cênicas, artes visuais, literatura, esporte, ciência e tecnologia bem como cinema e vídeo – a Bienal da UEE-MT tem a expectativa de atrair um público de mais de 10 mil pessoas nos 4 dias de atividades.
A partir do tema “Do Araguaia ao Pantanal: Uma Homenagem a Mato Grosso”, o seu propósito é homenagear as regiões do plural estado de Mato Grosso e realizar um amplo debate acerca destes temas, a fim de estudar suas implicações na formação e desenvolvimento do nosso estado bem como do seu povo.
“A compreensão da identidade matogrossense passa pelo entendimento de que seu povo está em formação, é novo e mestiço. Confirmando esta ideia, a Bienal da UEE-MT costura os fios de uma história: as relações entre os povos que aqui chegaram, a relação com os indígenas nativos e sua influência na formação da cultura matogrossense”, explica o estudante Rarikan Heven, presidente da UEE.
A II Bienal está estruturada de forma a atender toda a diversidade de produção estudantil, a partir de mostras, oficinas, debates e atividades culturais.
O presidente da UEE acredita que a segunda edição da Bienal vem em um momento muito oportuno onde a produção cultural dos estudantes vem crescendo mas ainda falta espaço para esse setor. “Vamos reunir milhares de estudantes para demonstrar nosso potencial e homenagear nosso estado e sua diversidade”, destacou.
Para apresentações de trabalhos as normas estão disponíveis no Edital específico, onde os participantes poderão encontrar os critérios para submissão, avaliação e seleção dos trabalhos.
Fonte: UNE

quinta-feira, 10 de abril de 2014

TORTURADORES E DESAPARECIDOS DO REGIME MILITAR SÃO HOMENAGEADOS POR GRAFITEIROS NA UEPB

Artistas campinenses imortalizaram personalidades que deram sua vida na luta por democracia
Forma de manifestação social em espaços públicos, o grafite, expressão artística contemporânea que surgiu no final dos anos 70, foi utilizado por artistas campinenses para homenagear torturados e desaparecidos do período da Ditadura Militar, dentro das atividades que a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) realizou neste mês alusivas aos 50 anos do Golpe Militar no Brasil. As paredes do Câmpus de Campina Grande foram envolvidas na proposta de releitura das imagens das vítimas do regime ditatorial.
A iniciativa foi do Diretório Central dos Estudantes (DCE). O presidente do diretório, Alberto Alves, ressaltou a importância de manter vivos na memória dos universitários ícones que lutaram contra os regimes opressores do país. “A ideia foi de prestar uma homenagem com a reprodução destes ícones através do grafismo de artistas campinenses, como Claudenor Júnior, conhecido como JED, e Raoni Oliveira”, destacou.
Os artistas têm obras urbanas reconhecidas nos muros da cidade e aceitaram o convite do DCE-UEPB para elaborar painéis que se encontram espalhados pelo Câmpus, em frente ao curso de Psicologia, no Restaurante Universitário, em torno do CCBS, CCT e em frente ao Centro de Integração Acadêmica.
Além deles, Thaynha, Sponja, Celo e Jardel também aplicaram seus estilos de grafite em personagens como Vladimir Herzog, Honestino Guimarães e Mariguela, que passaram a compor a paisagem da Universidade.Para os artistas, o mais significativo é mostrar que trata-se de uma ação cultural que não somente busca homenagear e denunciar um regime, mas que também á uma maneira de mostrar a diferença entre o grafite e a pichação. “O que mais emociona é a reação das pessoas ao observarem os trabalhos prontos”, destacou Raoni.
Da Redação - UNE

UNE PROMOVE CINE-DEBATE SOBRE RESISTÊNCIA ESTUDANTIL NA DITADURA

Exibição de filmes será no próximo sábado, 12/4, em São Paulo
Um dos primeiros atos do regime de exceção foi incendiar a sede da UNE, há 50 anos, na madrugada do dia 31 de março para o dia 1º de abril. No auge da ditadura militar, os estudantes desempenharam um importante papel de oposição ao autoritarismo e luta pela liberdade e emdefesa da democracia. Para relembrar a resistência estudantil nos anos de chumbo, a UNE, em parceria com a Fundação Perseu Abramo, realiza no próximo sábado (12/4), em São Paulo, um cine-debate sobre o assunto. As exibições ocorrem das 17h às 20h no Pavilhão da Criatividade do Memorial da América Latina, zona oeste da capital paulista.
Para a historiadora e integrante da Comissão da Verdade da UNE, Raisa Marques, a entidade tenta entender esse período histórico da ditadura por meio dos personagens que compuseram o movimento estudantil daquela época. ‘’Nós vivemos rodeados de informações e historias que não foram vivenciadas pela nossa geração, mas que influenciam o que somos hoje e a relação que estabelecemos com o passado, o presente e o futuro. É o caso do golpe civil-militar e a ditadura que se implementou através dela. Para que se entenda a construção da nossa sociedade é necessário tocar nesse assunto e debatê-lo’’, falou.
Precedendo os debates, serão exibidos dois documentários sobre as lutas estudantis: “Os anos passaram” (1968) e “O apito da panela de pressão” (1977).
‘’Compreendemos que a repressão, a perseguição, a tortura, os assassinatos, a ocultação de cadáver não devem ser esquecidos. Tudo isso fazia parte de uma política de Estado que nunca mais deve existir. Esquecer o que aconteceu é matar esses jovens lutadores duas vezes’’, enfatizou Raisa.O que? Cine-debate ‘’Estudantes contra a Ditadura’’
SERVIÇO
Quando? Sábado, dia 12 de abril das 17 às 20h
Onde? Pavilhão da Criatividade – Memorial da América Latina – Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664. Barra Funda – São Paulo

Confira programação aqui – http://migre.me/iIB7w
Da Redação - UNE

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL – PARA QUE LADO CORTA ESSA FACA?

A UBES diz não à toda e qualquer medida que criminaliza a juventude e que desconsidera as bases do problema!
A juventude tem voz, esta mesma voz que tomou as ruas nas jornadas de junho, a voz que ocupa as ruas historicamente por mais acesso à educação e que se organiza nas escolas brasileiras com a missão de transformar a sua realidade, que muitas vezes é regada de pouca estrutura, diretores e grade disciplinar que lhe prende no século passado. Esse é o cotidiano que traz com sigo os maiores e desprezíveis resquícios da ditadura militar que ainda cala a juventude à base da bala e das bombas de “efeito moral”.
Aqui fala os/as estudantes que vivem a realidade da marginalização e que tem opinião a dar, a juventude que sabe que o problema não está no jovem infrator, mais no sistema que pouco tem a oferecer para os teus anseios perante uma sociedade desigual. Não precisamos de mais polícia que persegue, prende e destrói os sonhos dessa nação jovem, mais sim, de mecanismos que levem mais estudantes às salas de aula, aos campos de futebol, palcos de teatro, que de fato se ponha a ajudar na construção de uma país justo e desenvolvido.
Se partirmos de uma escolha para minimizar os índices de violência nas cidades, o que seria melhor: tratar o problema em sua base ou criar medidas puramente punitivas? A resposta vem do Congresso Nacional e seus parlamentares conservadores que, desde 1999, discutem e tratam a redução da maioridade penal como resposta às estatísticas. Porém, já é visto que a tentativa não identifica ou elimina a fonte real do problema, jogando mais adolescentes no abismo da marginalidade.
Contra o sensacionalismo e as medidas imediatistas que pretendem diminuir de 18 para 16 anos a responsabilidade legal desses adolescentes – nos casos de crime hediondo, tráfico de drogas, tortura e terrorismo-, a sociedade civil, especialmente a organização do Movimento Estudantil brasileiro, tem se unificado no enfrentamento à proposta de redução. Para a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a medida vai contra a Constituição Federal que reconhece prioridade e proteção especial às crianças e adolescentes, qualificando a redução como inconstitucional.
Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), de uma lista de 54 países analisados, a maioria (79%) deles adota a idade de responsabilidade penal absoluta aos 18 anos de idade. O dado evidencia a tendência em todo o mundo visando a implantação de legislações e justiças especializadas para os menores.

CRIMES GRAVES APRESENTAM APENAS 1,5% DAS OCORRÊNCIAS

Em nota, dados da Fundação Casa mostram que o principal motivo das internações dos jovens brasileiros corresponde em 85% por delitos relacionados ao roubo (44,1%) e ao tráfico de drogas (41,8%). Neste último, evidenciamos que é hora de legalizar o debate, discutir políticas públicas que atendam e dê assistência aos estudantes para que possamos debater e reverter os dados – esse é o nosso papel.
Apesar do sensacionalista em que se apoia o projeto de redução da maioridade (que corresponde a 1,5% dos casos), os conflitos de lei mais graves são minoria: 9% dos casos de latrocínio e 0,6% de homicídios.

O DIA-A-DIA NA PRISÃO NÃO E FÁCIL!

Muitas vezes, um jovem entra na prisão por cometer um delito de pequeno potencial ofensivo e, pelas condições carcerárias, acaba ingressando em grandes organizações criminosas. Partindo deste ponto, nós do movimento estudantil junto ao conjunto de movimentos sociais, entendemos que o ingresso de um adolescente nas penitenciárias – maior resquício do sistema falido que o país já viu e viveu com a ditadura militar que matou, torturou e que continua impregnados em seu ciclo vicioso – expõe os adolescentes a mecanismos reprodutores da violência. #Redução?AquiNão!

REBAIXAMENTO DA IDADE PENAL NÃO REDUZ OS ÍNDICES DE CRIMINALIDADE JUVENIL

Encerrar um jovem em presídios que são verdadeiras escolas de criminalidade já tem dado seus frutos negativos.  Não há dados que comprovem o aumento das chances de reincidência, uma vez que as taxas nas penitenciárias são de 70% enquanto no sistema socioeducativo estão abaixo de 20%.
Fazendo jus à expressão de que “violência só gera mais violência”, outras medidas entram em questão, não para prender, mas reintegrar o menor na sociedade. Mais uma vez, nos deparamos com um cenário precário, como  avaliado pela pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que há 1 ano atrás, detectou que apenas 8,4% das cidades (465 em 5.565) possuíam órgãos para atender jovens infratores.

A RESPONSABILIDADE PÚBLICA É A BASE DO PROBLEMA

A marginalidade torna-se uma prática moldada pelas condições sociais e históricas nas quais esses adolescentes em conflito com a lei estão inseridos. Os conflitos são reflexos das extremas desigualdades sociais, especialmente entre a população pobre e negra, nas quais desde a infância, um garoto de 16 anos já está sujeito às mais diversas violências e violações dos direitos humanos, muitas vezes geradas por quem o deveria proteger.
Deveríamos aqui pautar as grandes raízes dos problemas sociais que mata e extermina todos os dias nas comunidades periféricas do Brasil mais jovens do que o índice de jovens presos. O nome central deste problema é a Polícia Militar, isso mesmo galera, a PM que mata, que extermina mais jovens do que prende. O extermínio da juventude negra e periférica é visível nas notícias jornalísticas deste país, a falta de estrutura na educação é visível, a cada dia temos menos professores nas escolas, menos carteiras, portas, telhados, e o pior, menos esperança. Mas de quem é essa responsabilidade?
A resposta é simples de ser respondida, a culpa são daqueles que ainda acreditam que para melhorar a vida da juventude se deve acorrentá-la, ao invés de aumentar suas oportunidades no mercado de trabalho – já que sabemos que o PROJOVEM não sofre uma forte fiscalização, não tem um verdadeiro investimento no campo de capacitação. A culpa é daqueles que ainda hoje prefere debater a retirada de gênero no texto do PNE do que assegurar que mais nenhum jovem neste país entre no mundo do crime ou que a educação tenha mais investimento.
Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2011, 86% dos adolescentes que cumpriam internação declararam não ter concluído o ensino fundamental. Praticamente a metade interrompeu os estudos ainda na quinta série em um sucessivo cenário de fatores que caracterizam a vulnerabilidade da população infanto-juvenil.
Sabemos que a educação é fundamental para qualquer indivíduo tornar-se um cidadão, porém no Brasil, muitos jovens pobres são excluídos deste processo, como aponta o Censo Escolar 2010: 3,8 milhões de adolescentes estavam fora das escolas neste período. Mais uma vez, a exclusão de direito ao ensino se manifesta, abrindo novos questionamentos sobre outros direitos básicos que lhe são privados como a saúde, lazer e trabalho.
Outros tipos comuns de violação de direitos (negligência, violência física, psicológica e sexual) das crianças e adolescentes brasileiros, muitas vezes são responsáveis por “formar” um jovem infrator. Em 2012, já estávamos registrando no Disque Denúncia o índice de 120.344 mil ocorrências de violências sofridas por menores.
#AJuventudeDizNãoÀReduçãoDaMaiorIdadePenal!
UNIÃO BRASILEIRA DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS

ESTUDANTES REALIZAM RECONSTRUÇÃO DA UCMG

Com nova diretoria eleita, gestão tem novo presidente e pautas renovadas para os próximos 2 anos
No dia 1º de Abril, a juventude mineira se reuniu em peso em Belo Horizonte para o 42º Congresso da União Colegial de Minas Gerais, marcando a reconstrução da entidade que a mais de 60 anos é a estância máxima representação dos estudantes secundaristas de todo o estado. Com a presença de lideranças do movimento estudantil, a UBES e a UMES de Betim integraram o fórum deliberativo que reuniu cerca de 400 participantes.
Além de marcar um novo momento para atuação da UCMG que historicamente se levanta em defesa dos estudantes, durante o congresso as novas frentes de luta encarados pela entidade foi à votação. Com 200 delegados credenciados representando as escolas e grêmios de diversas cidades, a plenária final do encontro deliberou as pautas da nova gestão que será o enfrentamento ao programa Reinventando, contra a sua tentativa de incluir sexto horário para os estudantes do ensino médio e dar fim ao ensino noturno.
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Francisco Faria, eleito novo presidente da UCMG
Durante os debates, os estudantes discutiram a reformulação do ensino médio que não será possível sem o mínimo de diálogo com a comunidade escolar, sem condições estruturais e profissionais capacitados para desenvolver as atividades novas atividades pedagógicas e com o fechamento do turno noturno nas Escolas Estaduais.
Contra a medida do programa que também ganhou destaque na Jornada de Lutas, os estudantes também votaram outras direções políticas da entidade pautando o investimento em educação pública e a luta fundamental pela criação da rede estadual técnica em Minas Gerais. Para assumir a frente da entidade, os estudantes elegeram o diretor da UBES e estudante do Estadual Central, Francisco Faria o novo presidente na liderança da gestão para os próximos dois anos.
MG

A EDUCAÇÃO EM MINAS NÃO É LEVADA A SÉRIO

Nas ruas, o grito único da juventude seguiu o mesmo tema do Congresso de Reconstrução da UCMG: “A Educação em Minas não é levada a sério”! Nesta terça (02/04) foi a vez de Belo Horizonte colocar o pé na rua em busca das sonhadas conquistas para a juventude brasileira. A Jornada reuniu estudantes de BH e de cidades da região metropolitana como Betim, Contagem e Sarzedo, e de cidades do interior do estado como Juiz de Fora, Montes Claros, Ipatinga, Coronel Fabriciano e Governador Valadares.
A grande mineira reunia mais de 1.000 estudantes colocando o bloco na rua pela regulamentação do Meio-Passe municipal e do CREDUC. A pauta do passe livre que também foi em Minas a principal reivindicação e o estopim das jornadas de junho reapareceu na jornada da juventude. Há mais de 30 anos a UCMG e UBES lutam pelo passe-livre.
A mobilização que levantou as bandeiras rumo ao congresso de reconstrução reafirmou a unidade do movimento estudantil mineiro e sua “Deixamos bem claro que a nossa luta é por educação de qualidade”, finaliza Francisco em fala efervescente sobre o novo período.
Da Redação - UBES

terça-feira, 8 de abril de 2014

NOVA CRUZ-RN: ALUNOS DA APAE E E. M. SÃO JUDAS TADEU/SITIO DE LAGOA VERDE RECEBEM FARDAMENTO

Alunos da Comunidade de LAGOA VERDE (Lagoa da Mata e Relâmpago)

 Alunos da APAE recepcionando a secretária de educação








 Eduardo Vasconcelos e seus amigos da APAE

 Secretária de Educação, Valéria Arruda Câmara conversando com os alunos de Lagoa Verde






 Alunos após o recebimento da farda

Hoje a tarde a Secretaria de Educação de Nova Cruz/RN, através de sua secretária, Valéria Arruda Câmara reiniciou a entrega do fardamento escolar a alunos da rede pública municipal.

Dessa vez vez foi os alunos da APAE , juntamente com  os alunos da Escola Municipal SÃO JUDAS TADEU na comunidade de Lagoa Verde.

Todos receberam seu fardamento e ficaram muito felizes, pois além de proporcionar a organização proporciona também o bem estar.

Amanhã outras escolas da Zona Urbana e Rural receberão fardamento.