Páginas

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Tudo que você precisa saber sobre a meia-entrada

Novo direito válido desde o dia (1) será assegurado através de carteira de identificação estudantil padronizada nacionalmente e que pode ser solicitada exclusivamente pela internet
Depois de anos de luta dos estudantes, no último dia 1 de dezembro, entrou em vigor no Brasil a lei 12.933/2013, a nova lei da meia-entrada, regulamentada pelo governo federal no começo de Outubro de 2015.
Esclareça suas dúvidas:

O QUE É A LEI DA MEIA-ENTRADA?

A lei da meia-entrada (Lei 12.933/2013), em vigor desde o dia 1 de dezembro padroniza nacionalmente a carteira de identificação estudantil, reforça a fiscalização sobre a emissão do documento e assegura que um piso de pelo menos 40% de ingressos para espetáculos artísticos, culturais e esportivos sejam reservados exclusivamente para estudantes, deficientes e jovens de baixa renda.

QUEM TEM DIREITO?

Estudantes, jovens de 15 a 29 anos de baixa renda e pessoas com deficiência. Maiores de 60 anos já têm esse direito garantido.

COMO FUNCIONA?

Bilheterias e sites de venda deverão avisar “de forma clara, precisa e ostensiva” a carga total de ingressos, a proporção disponível de meia-entrada e quando esses ingressos esgotarem. Caso contrário, o consumidor poderá pagar a metade do preço.

QUEM IRÁ FISCALIZAR?

Se essa informação não estiver clara, o beneficiário poderá exigir o pagamento da metade do preço, mesmo que a quantidade de 40% já tenha sido alcançada. O Procon de São Paulo, por exemplo, esclareceu que a regra vale para todos os postos de vendas físicos ou virtuais, e a informação deve ser disponibilizada durante todo o período de venda. A fiscalização fica por conta do próprio Procon e das entidades estudantis por todo o Brasil.

QUAIS DOCUMENTOS É PRECISO MOSTRAR?

Para evitar falsificações haverá um padrão para a carteira estudantil, expedida pela UNE e entidades estudantis. Jovens de baixa renda terão a Identidade Jovem, documento que será emitido pela Secretaria Nacional de Juventude. A emissão vai levar em conta informações sobre beneficiários de programas sociais do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Já pessoas com deficiência devem apresentar o cartão de Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social ou documento emitido pelo INSS.

QUEM É RESPONSÁVEL PELA EMISSÃO DE CARTEIRAS?

A emissão legalmente fica a cargo da União Nacional dos Estudantes, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), e as uniões estaduais e municipais de estudantes, DCEs, DAs e CAs das universidades devidamente credenciadas. Dessa forma, a lei determina que somente as entidades representativas do movimento estudantil possam emitir o documento. Essa medida contribui para o autofinanciamento da rede que agora poderão arcar de forma independente com os custos de suas atividades, como palestras, debates, internet e comunicação.

O QUE MUDA NA CARTEIRINHA NOVA?

As entidades estudantis padronizaram nacionalmente sua carteirinha agora com certificação Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI). A nova carteira contém tarja magnética e QR Code com validação eletrônica que traz mais segurança e evita fraudes.

COMO SOLICITO MINHA CARTEIRINHA?

A solicitação somente será feita através da Internet no site www.documentodoestudante.com.br O custo é de R$25 mais taxa de entrega. O prazo para entrega do documento é de até 30 dias após conferência e aprovação dos dados e documentos enviados.

AS CARTEIRAS ANTIGAS CONTINUAM VALENDO?

Não. A partir do dia 1 de dezembro só são aceitas carteiras emitidas no novo padrão expedidas pela UNE e entidades estudantis credenciadas. O novo padrão inclui além de layout diferenciado, QR Code e tarja magnética, conferência de documentação por triagem especializada, impressão em gráfica de segurança entre outros. Pela Lei, a Carteira de Identificação Estudantil deverá ser atualizada anualmente e tem validade até Março do próximo ano.
>>>> Leia aqui a Lei 12.933/2013 que regulamenta a Meia-Entrada em todo o Brasil.
Fonte: UNE

sábado, 5 de dezembro de 2015

Presidenta da UNE afirma que impeachment é imoral

Para Carina Vitral medida é imoral e fruto de chantagem política
A presidenta da União Nacional dos Estudantes, Carina Vitral, pronunciou-se sobre a decisão do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que enfrenta processo de cassação no Congresso Nacional, em aceitar o pedido de impeachment contra Dilma Rousseff. Em declaração pelas redes sociais, ela afirmou que a medida é imoral e fruto de chantagem política.
“A aceitação do impeachment por Eduardo Cunha é imoral, sua admissibilidade é fruto de uma chantagem política e não terá apoio da UNE!.”, publicou em sua conta no microblog Twitter (@carina_une)
A UNE deverá reunir seus diretores, nos próximos dias, a fim de avaliar a conjuntura nacional e o posicionamento dos estudantes.  A presidenta prevê ainda que movimentos sociais e os estudantes irão às ruas para defender a democracia e reagir contra tentativa de desestabilizar um mandato legítimo.
“Cunha diz atender às ruas, mas nas ruas estamos lutando por direitos, como em SP contra fechamento das escolas. Não por impeachment furado”, divulgou.
A UNE seguirá ao lado da democracia, assim como fez em diversos momentos da história nacional, incluindo o período da ditadura militar entre 1964 e 1985. Os estudantes brasileiros não aceitarão movimentos de ruptura democrática e estarão ao lado do povo brasileiro e da soberania nacional
“Impeachment sem base legal é golpe, isso se parece mais com 1964 do que 1992.”, pontou na rede social a presidenta da UNE.
Fonte: UNE

UNE se posiciona contra impeachment de Dilma Rousseff

Confira abaixo nota oficial da União Nacional dos Estudantes em repúdio ao processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff:
Chantagem não vencerá a democracia
A União Nacional dos Estudantes vem a público repudiar a aceitação do impeachment contra a Presidenta Dilma Rousseff, fruto de uma flagrante chantagem política por parte de Eduardo Cunha, diante da votação para continuidade do processo de cassação do Presidente da Câmara dos Deputados no Conselho de Ética.
Em 2014 a presidenta Dilma foi reeleita obtendo resultado eleitoral limpo e democrático, mas desde a sua vitória vem sofrendo diversos ataques. Não há nenhuma prova ou indícios de envolvimento de Dilma com corrupção, ao contrário de Eduardo Cunha que até agora não conseguiu responder às acusações de lavagem de dinheiro e escondeu suas contas na Suíça. Por isso, não temos dúvidas, a palavra de ordem que moverá os estudantes é “Fora Cunha!”.
Eduardo Cunha não representa os anseios da juventude que luta em todo o Brasil. Ao contrário do que ele disse, a aceitação do impeachment não é o que pede as ruas. Nas ruas estamos lutando por direitos, como foi a recente “Primavera das Mulheres” que rechaçou o deputado, a Marcha das Mulheres Negras e das Margaridas, a ocupação das universidades estaduais no Rio de Janeiro, e a luta dos estudantes secundaristas contra o fechamento das escolas em São Paulo. As “pedaladas fiscais” não configuram crime de responsabilidade, portanto, o impeachment sem base legal se configura num verdadeiro golpe à democracia.
Ao longo dos quase 80 anos de história, a UNE sempre se colocou ao lado da democracia, ainda que jovem, a democracia no Brasil foi construída com a luta e a vida de estudantes brasileiros e nesse momento voltaremos às ruas para defendê-la. Esse movimento de impeachment, representa mais uma tentativa de promover um grave retrocesso na política brasileira. O povo sofre por conta de uma crise econômica mundial, aprofundada pelo ajuste fiscal, com cortes na educação e diminuição de direitos. Esses problemas não serão resolvidos com o impeachment, é preciso barrar a tentativa do conservadorismo de se consolidar como alternativa, e lutar pelo aprofundamento das mudanças com uma nova política econômica e um novo sistema político.
Nesse momento é preciso muita unidade, para resistirmos aos ataques oportunistas, convocamos aos estudantes e movimentos sociais a tomarem as ruas para barrar o impeachment, para defender a democracia e cassação de Eduardo Cunha.

Conclamamos as diversas iniciativas que a UNE faz parte, como a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo para marcharem juntas contra o retrocesso. Venceremos

Fonte: UNE

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

CARTEIRA ESTUDANTIL: O direito na mão de quem tem direito: a meia-entrada agora é lei

 Carina Vitral Presidenta da UNE
Agora, os estabelecimentos deverão avisar, “de forma clara, precisa e ostensiva”, o total de ingressos disponíveis para meia-entrada
A partir desta terça-feira, 1 de dezembro, entra em vigor no Brasil a lei 12.933/2013, a nova lei da meia-entrada, regulamentada pelo governo federal no começo de outubro.
A União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a Associação Nacional dos Pós Graduandos (ANPG) vão cobrar que todos os eventos e estabelecimentos culturais e esportivos do país estejam adequados à nova legislação, que pela primeira vez estabelece as mesmas regras em todos os estados e municípios brasileiros.
Depois de anos de luta da UNE e do movimento estudantil, incontáveis tramites no Congresso Nacional, agora a Lei saiu do papel.
Entenda melhor:

O QUE MUDOU COM A NOVA LEI?

A partir de agora, a identificação do estudante precisará seguir um padrão nacional definido pelas entidades nacionais, UNE, UBES e ANPG, regido por estritas medidas de segurança e fiscalização. Toda a rede do movimento estudantil, de centros acadêmicos, diretórios centrais, uniões estaduais e municipais, poderão emitir o documento nacional do estudante adequado ao padrão nacional. Dessa forma, a lei determina que somente as entidades representativas do movimento estudantil possam emitir o documento. Essa medida contribui para o autofinanciamento da rede que agora poderão arcar de forma independente com os custos de suas atividades, como palestras, debates, internet e comunicação. Todos os eventos são obrigados pela lei a oferecer a meia-entrada, cumprindo no mínimo um piso de 40% dos ingressos voltados a esse direito.

CADASTRO DAS ENTIDADES

Em breve, as entidades estudantis nacionais vão divulgar o sistema online de cadastro para DCEs, CAs, Das, entidades estaduais e municipais filiadas a UNE, ANPG e UBES, e Grêmios secundaristas poderem emitir as novas carteiras. As entidades deverão preencher um cadastro eletrônico que será disponibilizado pela UNE e enviar os seguintes documentos: Atas de Eleição e Posse; Estatuto da Entidade; CNPJ; RG e CPF dos Responsáveis Legais pela Entidade; Comprovante de Endereço da Entidade.

COMO É O NOVO DOCUMENTO?

A UNE, UBES e ANPG investiram na consolidação de um sistema transparente e seguro para atender às demandas da nova legislação e assegurar o direito dos estudantes de todo o país. O Documento do Estudante das entidades possui certificação digital e passou a ser produzido a partir de padrões rigorosos, de forma a evitar fraudes e garantir o cumprimento da lei. Na próxima semana, será apresentado o novo padrão do documento para 2016.
Os estudantes que desejarem emitir o seu documento devem acessar www.documentodoestudante.com.br

PORQUE OS 40% É UM AVANÇO?

Pela primeira vez, a meia-entrada será exercida sob uma mesma lei em qualquer estado e município do Brasil. Antes da aprovação da nova lei, apenas as legislações locais regiam o acesso a esse direito. A confusão gerava também falta de fiscalização no cumprimento do direito e os estabelecimento sequer se viam obrigados a ofertar a meia-entrada.
De acordo com a nova Lei, os estabelecimentos agora deverão também avisar, “de forma clara, precisa e ostensiva”, o total de ingressos disponíveis para meia-entrada, deixando tudo mais transparente. Um mínimo de 40% devem ser reservado exclusivamente para a meia.
É esperado que a famosa lógica “a meia é o novo dobro” seja combatida. Como agora os produtores culturais poderão ter um planejamento sobre a quantidade, as entidades estudantis vão pressionar para que os preços dos ingressos possam baixar jã a curto prazo.

PADRONIZAÇÃO

Além da padronização nacional da meia-entrada, o principal avanço é a correção de distorções que ocorreram nas últimas décadas e fizeram com que os estudantes perdessem o direito de fato. Com a intensa falsificação das carteiras e completo descontrole do acesso à meia-entrada, os produtores culturais e promotores de eventos passaram a aumentar o preço dos ingressos, fazendo com que a meia tivesse preço de inteira e a inteira virasse o dobro. O cenário de “falsas carteiras” e de “falsos estudantes” foi propiciado pela medida provisória 2.208/2001, que permitiu a qualquer associação, empresa ou organização emitir as carteiras.
“Até aqui, estávamos convivendo com os efeitos dessa medida provisória, que permitia a qualquer organização ou mesmo empresa emitir as carteiras de estudante, de forma indiscriminada. Agora é a hora de extinguir as falsas carteiras e falsos estudantes dos eventos culturais e esportivos. Para isso, cobraremos a devida fiscalização das autoridades”, explica a presidenta da UNE, Carina Vitral.
A partir da nova legislação, não há espaço para a prática de inflação irreal do valor dos ingressos ou da “meia estendida a todas as categorias” nos eventos.

QUEM FISCALIZA?

Se essa informação não estiver clara, o beneficiário poderá exigir o pagamento da metade do preço, mesmo que a quantidade de 40% já tenha sido alcançada. O Procon de São Paulo, por exemplo, esclareceu que a regra vale para todos os postos de vendas físicos ou virtuais, e a informação deve ser disponibilizada durante todo o período de venda. A fiscalização fica por conta do próprio Procon e das entidades estudantis por todo o Brasil.

LINHA DO TEMPO

Todas as vezes que a democracia foi ameaçada em nosso país o direito a meia-entrada dos estudantes também foi colocado em cheque. Veja a linha do tempo:
Década de 40
Como forma de garantir a complementação da formação acadêmica dos jovens a UNE conseguiu na década de 40, o direito do estudante pagar somente metade do valor dos ingressos em shows, teatros, cinemas e atividades esportivas e culturais. A entidade passou então a confeccionar a carteira de identificação estudantil, para garantir o cumprimento deste direito.
Golpe militar (1964)
Após o golpe militar, com o fechamento das entidades estudantis, deu-se início ao processo de descaracterização da meia-entrada. As carteirinhas, antes emitidas pela UNE e pela UBES, passaram a ser livremente produzidas pelas próprias escolas. No final da década de 70 e início da década de 80, era comum encontrar camelôs vendendo, em praça pública, identidades estudantis falsas e sem legitimidade.
Reestabelecimento da Democracia
Com a reconstrução das entidades estudantis, o benefício da meia-entrada foi reestruturado com Leis Estaduais por todo país. As carteiras passaram a ser emitidas pela UNE e a UBES.
Governo FHC
Durante o governo FHC, a Medida Provisória (MP) 2.208/01 derrubou essas conquistas, permitindo qualquer escola, curso, agremiação ou entidade estudantil produzir a carteira, sem nenhum parâmetro ou fiscalização. No auge da implementação do neoliberalismo no país, a medida tinha a intenção de enfraquecer os DCEs e CAs das universidades através do estrangulamento de seu financiamento. Na época o estudantes faziam forte pressão no governo e organização uma greve histórica nas universidades federais do país.
Fevereiro de 2013
Para se adaptar a Lei da Copa do Mundo (Lei nº 12.663, de 5 de Junho de 2012) a UNE remodelou sua carteira estudantil em parceria com Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) e a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia em Identificação Digital (Abrid). O novo documento passou a ter um padrão com código de barras e um QR Code de segurança.
Agosto de 2013
A presidente Dilma Rousseff sancionou o Estatuto Nacional da Juventude, que, entre outras ações, garante meia-entrada em eventos esportivos e culturais a jovens de baixa renda e estudantes, além de estabelecer 50% da tarifa em transporte interestadual.
Dezembro de 2013
No dia 26 de dezembro de 2013, o Governo Federal sancionou a nova lei da meia-entrada, Lei nº 12.933, que prevê a padronização nacional do documento do estudante por meio da União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), uniões estaduais e municipais de estudantes, além dos diretórios centrais dos estudantes, diretórios acadêmicos e centros acadêmicos das universidades.
Outubro de 2015
O decreto 8537 da Presidência República regulamentou no dia 06 de outubro a lei 12.933/2013, estabelecendo as regras para o direito à meia-entrada em eventos culturais e esportivos de todo o país.
Dezembro de 2015
Regulamentação do decreto 8537 passa a valer em todo o Brasil.
Fonte: UNE

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Em Assembleia, categoria decide por encerramento da greve no IFRN

O Sinasefe Seção Sindical Natal realizou nessa segunda-feira (30) uma Assembleia Geral Extraordinária para, além de outros assuntos, decidir os rumos da greve no IFRN, retomada em 10 de novembro de 2015. Na plenária, a categoria decidiu pelo encerramento do movimento, com 125 votos a favor da finalização e 25 abstenções. O Comando Geral de Greve iniciou a reunião com os informes sobre a agenda da greve na semana anterior e com um histórico de todas as atividades realizadas pelo Comando desde a retomada da greve.
Na Assembleia também foram feitos os informes sobre os eventos que foram realizados, como a 138ª Plena, realizada nos dias 14 e 15/11; e a Marcha das Mulheres Negras, que aconteceu no dia 18/11 em Brasília; e os próximos eventos agendados, como o Curso de Formação Política do Nordeste, de 18 a 20/12 em Natal; o Seminário de Educação, Carreira e Aposentados, de 11 a 13/12 em Brasília; os debates dos candidatos a diretores-gerais dos Campi – que já estão acontecendo – e a reitor do IFRN; a 139ª Plena, de 11 a 13/12 em Brasília; e o Consinasefe Eleitoral, agendado para o período de 18 a 21/03/2016.
Fonte: Robson Pires

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

NUCA INTENSIFICA CAMPANHA CONTRA A AIDS NAS ESCOLAS E ADOLESCENTES ADEREM A CAMPANHA - DIA MUNDIAL CONTRA A AIDS - 1º DE DEZEMBRO

 Adolescentes da E. E. Alberto Maranhão aderindo a Campanha Contra a AIDS
 Adolescentes da E. E. DJALMA MARINHO aderindo a Campanha Contra a AIDS
 Adolescentes da E. E. Djalma Marinho aderindo a Campanha Contra a AIDS

 Adolescentes da E. E. Djalma Marinho aderindo a Campanha Contra a AIDS

 Adolescentes e professores da E. E. Alberto Maranhão aderindo a Campanha Contra a AIDS

 Adolescentes da E. E. Alberto Maranhão aderindo a Campanha Contra a AIDS 
 Adolescentes da E. E. Alberto Maranhão aderindo a Campanha Contra a AIDS
 Adolescentes da E. E. ROSA PIGNATARO aderindo a Campanha Contra a AIDS


 Alunas/os da E. E. Rosa Pignataro - Noturno


 Alunas/os da E. E. Rosa Pignataro - Noturno

 Alunas/os da E. E. Rosa Pignataro - Noturno


 Alunas/os da E. E. Rosa Pignataro - Noturno
 Alunos da UNOPAR aderindo a campanha (Educação Física - Noturno)

Na terça-feira (01/12) comemora-se o Dia Mundial de Combate à Aids. Em virtude da data, adolescentes do NUCA e o Articulador do Selo UNICEF, Eduardo Vasconcelos estão promovendo ações de conscientização.  Foram escolhidos 5 (cinco)) escolas: Escola Municipal Nestor Marinho; Escola Municipal Deputado Márcio Marinho; Escola Estadual Alberto Maranhão; Escola Estadual Rosa Pignataro e Escola Modelo e a UNOPAR. Durante todo o dia e hoje a noite membros do NUCA e o Articulador Eduardo Vasconcelos distribuíram panfletos , juntamente com "um" preservativo simbolizando a campanha e também  promoveram um diálogo com os alunos/adolescentes/jovens para alertar sobre a importância do uso da camisinha. O objetivo da ação é dar continuidade ao trabalho de prevenção do HIV/AIDS, do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas. O público alvo seão alunos/adolescentes de 15 a 25 anos.
Informe:
No Seminário SER ADOLESCENTE, que ocorrerá dia 14 de dezembro no Plenário da Câmara Municipal de Nova Cruz, promoverá Rodas de Conversas com alunos das Escolas das Redes Municipal e Estadual de Ensino, convidados para participar e se engajarem nesta luta! 
Por uma infância/adolescência SEM AIDS!
A campanha tem o apoio da CNTE - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação; SMS; SME; SMAS; AMES; ANE/RN; CPC/RN; CPC DA ANE/RN; CBV - Nova Cruz; Rede NUCA; IJC; CONSEC; CASA RENASCER e Prefeitura Municipal de Nova Cruz.
Participam como voluntários dessa campanha; Eduardo, Gabriel, Thais, Daniele, Alcione, Andressa e tantos outros/as, que de forma direta ou indireta contribui e com com certeza irão contribuir muito mais... INFÂNCIA , ADOLESCÊNCIA E JOVENS SEM AIDS!
Amanhã (2) será a vez do IFRN, Nestor Marinho (manhã) e E. E. Rosa Pignataro.
ENTENDA O QUE Á HIV - AIDS

O que é HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.

Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, podem transmitir o vírus a outros pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações. 
Biologia – HIV é um retrovírus, classificado na subfamília dos Lentiviridae. Esses vírus compartilham algumas propriedades comuns: período de incubação prolongado antes do surgimento dos sintomas da doença, infecção das células do sangue e do sistema nervoso e supressão do sistema imune.
Veja também:

Somos a geração da esperança - "Não Custa Nada da uma OLHADINHA, aprendam com ELES/AS!" - Eduardo Vasconcelos

Decidimos escrever esse texto para esclarecer alguns pontos sobre as ocupações das escolas públicas que não são mostrados pela mídia.
Somos estudantes e estamos ocupados nas nossas escolas. Nossa bandeira é a clara: a qualidade da educação pública.
Não estamos ocupando as escolas por não ter o que fazer, por sermos desocupados, como já chegamos a ler em revistas. Alguns de nós já trabalham como jovem aprendiz, entregando pizza aos finais de semana ou no comércio de nossas comunidades.
Temos irmãs, irmãos, primos e até os nossos pais que estão sendo afetados pelo fechamento das escolas. Sem falar dos nossos professores, que muitas vezes passam mais tempo com a gente do que a nossa própria família.
Sim, ocupar é o verbo mais adequado para usar nas matérias e é muito diferente de invadir. Ultimamente lemos nos jornais que são sinônimos, mas sabemos muito bem que não têm o mesmo significado. É uma ocupação porque estamos nos apoderando do que é nosso, um patrimônio público que devia ser lugar do saber.
Outra coisa que não é mostrado são os porquês de seremos contra o fechamento das escolas. Essa omissão nos leva a crer que a mídia está querendo favorecer um lado – que não é o nosso.
Somos contra o fechamento das escolas porque vai gerar ainda mais salas superlotadas.
Também somos contrários ao ensino desestimulador que nos é dado. Nosso ensino vai de mal a pior e por isso, a nossa ocupação também pede uma educação de qualidade. Muitos de nós só aprenderam a fazer uma conta de dividir no segundo ano do ensino médio. E o mais absurdo é que muitos estudantes descobrem fora da escola o quanto é bom estudar.
Para nós, a grade escolar poderia estimular as coisas boas que existem nos estudantes. Com as ocupações nós descobrimos o potencial de nossas colegas que estão dando aulas de artes, esportes, origami, kung fu. Por que a escola não descobriu isso antes?
Na nossa ocupação a bandeira contra a precarização da escola também está presente. O ambiente escolar não poder ser sujo, quebrado, cheio de grades.
Senhor Governador, você já utilizou algum banheiro de escola pública? Com certeza não, senão já teria feito algo para melhorar a estrutura escolar, não é?

Mas essas reivindicações não constam nas matérias que tentam retratar as ocupações. Muito menos a repressão que estamos enfrentando, que não é só da Polícia Militar com seu spray de pimenta, mas de pessoas que não esperávamos.
Em muitas escolas, as diretoras e vice- diretoras estão agindo com violência e ódio, chegando a jogar carros em cima dos estudantes, ligar para os pais para dizer a orientação sexual de estudantes e assim incentivar a intolerância nas famílias. Isso a mídia não mostra. Por quê?
De acordo com as matérias, quem está protagonizando as ocupações são os partidos políticos, o MTST, a Apeoesp, as entidades estudantis gerais. Não é verdade.
O nosso movimento é de dentro para fora e isso não quer dizer que não queremos o apoio dessas entidades, pelo contrário, queremos o apoio delas e de toda a sociedade porque a nossa causa é justa e sabemos que não é só nossa.
Temos consciência de que não podemos voltar atrás. Se uma, apenas uma escola desistir ou o Governador Geraldo Alckmin conseguir a reintegração de posse o impacto será em todas as outras, por isso, mesmo estando separados dentro de cada escola, a nossa luta é uma só: a educação pública.
Não vamos desistir, não vamos desocupar até que seja revogada a decisão de fechar as escolas. Não somos melhores que ninguém, mas somos a geração da esperança, que sonha, se organiza e luta por uma educação de qualidade e pública para todos.
Texto escrito por:
Alicia Esteves, 16 anos
Antônio de Assis Soares, 15 anos
Clara Esteves, 16 anos
Érica dos Santos Teixeira, 16 anos
Evelyn Ferreira Lima, 16 anos
Gabriela Callis, 17 anos
Guilherme França, 19 anos
Júlia Gabriela Costa e silva, 16 anos
Leonardo Botellho Pires, 17 anos
Luana Dias Farias, 18 anos
Mickaely P. Goes, 16 anos
Ricardo Almeida dos Santos, 15 anos
Stanley Sousa, 16 anos
Thais Milena, 16 anos

Fonte: UNE

Vice-Presidenta da UNE tem trabalho reconhecido por coletivo feminista

Moara Correa é uma das mulheres inspiradoras de 2015 segundo coletivo Think Olga
Por Cristiane Tada
A vice-presidenta da UNE, estudante de Engenharia Civil da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Moara Correa, teve seu nome reconhecido na lista – divulgada no dia 27 – de mulheres inspiradoras de 2015 do coletivo feminista Think Olga na categoria Blogs e Comunicação.
Moara é a primeira mulher negra a chegar à vice-presidência da União Nacional dos Estudantes desde a ditadura militar,  bem como é militante do Coletivo Enegrecer, organização do movimento negro que tem origem na militância estudantil. Ela mantém a página Nem Tenta Argumentar, que procura visibilizar o racismo no Brasil e convida as pessoas brancas a demandar representatividade negra em palestras, eventos, painéis e debates.
O projeto se espelha na campanha #nãotemconversa.
“Sempre estivemos nos espaços de militância mista onde é alarmante a falta de representação negra nos processos de formação e direção. Isso sempre gerou um incomodo e foi definidor para o nosso processo de auto-organização”, afirmou Moara.
O projeto é tocado pela vice-presidenta da UNE e pelo estudante Cledisson Junior que já foi diretor de Combate ao Racismo da UNE e foi também membro do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR).
Lançada no dia 25 de junho deste ano a comunidade no facebook tem mais de 13 mil curtidas.
Eles explicam que começaram com um projeto despretensioso mais rico em em esperança. “Até aqui acumulamos importantes relações, frequentadores da página compartilham suas impressões e tem nos incentivado a continuar com o projeto. Avaliamos que precisamos agregar mais atores, militantes, movimentos e assim chegar em mais lugares e pessoas”, afirmam.
Falando especificamente da inclusão de mulheres negras nos debates Moara ressalta que o seu grande desafio, enquanto mulher negra “é de convencer as nossas companheiras brancas dos privilégios que elas usufruem pelos simples fato de serem brancas em uma sociedade como a brasileira e que construir a solidariedade entre as mulheres significa, também, ceder espaços e desconstruir esses privilégios”.

MULHERES INSPIRADORAS DE 2015

De acordo com a ONG não se trata de uma premiação, tampouco de uma lista definitiva, mas sim uma referência geral de histórias e trabalhos femininos que se destacaram durante o ano e fizeram este grande 2015 eternizado como o ano da Primavera Feminista. Entraram na lista ainda nomes como Anna Muylaert, diretora do premiado “Que Horas Ela Volta?”, candidato brasileiro ao Oscar 2016; a atriz Taís Araújo, que não se deixou intimidar quando foi vítima de racismo nas redes sociais, denunciando seus agressores; a youtuber Jout Jout que usou seu canal para falar de violência feminina de forma empoderadora, entre muitas outras. Veja a lista completa aqui.
Apesar das diversas tentativas de retrocesso político e retirada de direitos o feminismo definitivamente entrou para a discussão pública brasileira.
O Exame Nacional do Ensino Médio pautou o tema em outubro deste ano, citando Simone de Beauvoir e o movimento feminista. Pelo país todo milhares de mulheres gritaram “Fora, Cunha!” pelo direito aos seus corpos contra a PL 5069 do presidente da Câmara dos Deputados que proíbe o aborto e a pílula do dia seguinte em caso de violência sexual.
Em Brasília as mulheres negras invadiram as ruas da capital federal marchando contra o racismo. Além disso as hashtags #primeiroassédio, #meuamigosecreto, #agoraéquesãoelas inundaram a internet com denúncias de abusos que as mulheres lidam no cotidiano. Toda essa visibilidade contribuíram para que número de relatos de violência contra a mulher pelo disque 180 ser 40% maior de Janeiro a Outubro deste ano comparado com o mesmo período do ano passado.
“Ocupar as ruas e as redes é fundamental para construirmos nossas próprias narrativas. Foi um ano que ocupamos as ruas para dar visibilidade às nossas lutas e as redes para dar voz as diversas mulheres. Somos dezenas, milhares de meninas e mulheres em todo país tentando dar visibilidade para nossas pautas e construindo o protagonismos das mulheres. Construindo nossas próprias narrativas. Inundaremos as redes com nossas histórias, um exemplo disso são as campanhas : #meuprimeiroassedio e #meuamigosecreto”, destacou
E foi taxativa: “ aos privilegiados e opressores de plantão: Nem Tenta Argumentar”
Fonte: UNE

“A meia-entrada voltará a ser meia de verdade”, por Mateus Coelho

mateus UEEMG
Diretor de Políticas Educacionais da UEE-MG fala sobre a entrada em vigor da a nova lei da meia-entrada (Lei 12.933/13)
A história é conhecida: quem paga meia, paga inteira e quem paga inteira, paga o dobro. Mas isso deve mudar: começa a valer hoje a nova lei da meia-entrada (Lei 12.933/13), regulamentada em outubro.
Temos agora uma Lei Federal que garante o direito a pagar metade do  valor do ingresso em todas as categorias nos eventos de arte, cultura  e esporte EM TODO O PAÍS. Com a nova lei, têm direito à meia-entrada os estudantes de ensino básico, médio, técnico e superior (inclusive  de pós-graduação), idosos, deficientes físicos incluindo, se necessário, acompanhante, bem como jovens de baixa renda.
Resultado da influência dos produtores de eventos, a lei define em 40% o mínimo de ingressos reservados para a meia-entrada em todos os setores do evento, devendo estar disponível em tempo real os números total e restante de ingressos em todos os locais de venda. Um relatório ainda deve especificar quantas meias e inteiras foram vendidas,garantindo a transparência e o cumprimento da lei. Eventos que não cumprirem as exigências terão que vender meia-entrada independente do percentual de ingressos. A estimativa dos produtores é que o preço dos ingressos caia mais de 30%: a meia voltará a ser meia de verdade!
Avanço ainda maior se dá com a especificação de um único Documento Nacional do Estudante: uma carteirinha segura, com certificação eletrônica e livre de fraudes. As carteirinhas serão emitidas pela rede do movimento estudantil, por entidades eleitas para representar os estudantes: UNE, UBES, ANPG, UEE e cada CA, DA e DCE. Com isso, teremos o fim das carteirinhas falsas e a criação de um banco de dados nacional de validação das carteiras. Vale lembrar, ainda, que estudantes de baixa renda são isentos de taxa para emissão da carteirinha.
A meia-entrada é um mecanismo fundamental para o acesso a cultura e a complementação da nossa formação estudantil. Procure sua entidade e faça sua carteirinha de estudante. Vamos todos e todas garantir, fiscalizar e FORTALECER nosso direito! Seguiremos em luta!
*Mateus Coelho é estudante de Direito da UFJF e diretor de Políticas Educacionais da UEE-MG. 
Fonte: UNE