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domingo, 16 de dezembro de 2018

CA XI de Agosto será trincheira democrática no próximo ano

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Confira os desafios da próxima gestão da entidade
A faculdade mais antiga do país, a Faculdade de Direito do Largo São Francisco, teve seu processo eleitoral para a nova diretoria do Centro Acadêmico XI de Agosto no início do mês de novembro.

Com 540 votos, a chapa Enfrente venceu a eleição (em segundo, a chapa Construção teve 449). A UEE-SP conversou com a estudante de Direito do 3º ano, Laura Arantes Quintino dos Santos, 22 anos,  que presidirá a entidade no próximo ano para saber quais os desafios dessa gestão diante do atual momento político. O CA XI de Agosto durante o processo eleitoral para presidente, nos últimos meses, posicionou-se ativamente contra o fascismo e os retrocessos nos direitos. Para 2019, segundo a presidenta, a entidade fortalece sua posição como “trincheira democrática”.

Confira abaixo a entrevista com a estudante:

Na sua opinião, quais são os principais desafios da gestão?
 
Dentro desse período, acredito que nosso principal desafio está na mobilização dos estudantes. Ainda que a grande maioria da faculdade do largo São Francisco tenha dimensão do momento histórico que vivemos, vemos muito receio, por parte dos alunos, na organização dentro do movimento estudantil, na participação em atos e eventos e em traçar debates sobre a conjuntura. Nosso papel gira em torno de mostrar para os estudantes a relevância em se discutir política entre a juventude e formular conjuntamente saídas para superarmos esse momento de crise social e econômica. Dessa forma, para estarmos mobilizados para quaisquer ataques aos nossos direitos, é necessário que tenhamos plena consciência do símbolo de resistência que significamos, e isso se dá através de formações políticas e de intensa reflexão sobre o tempo que vivemos.
 
Quais os projetos desta gestão? Qual o legado que planeja deixar?

Antes de todas as eleições para o Centro Acadêmico, formulamos uma carta programa que estabelece os nortes de nossa atuação para o próximo ano. Em 2019, temos como principais diretrizes o constante posicionamento sobre as decisões tomadas pelo Presidente eleito, Jair Bolsonaro, fazendo da Sanfran o que chamamos de “trincheira democrática”. A São Francisco possui grande influência política e jurídica nos acontecimentos de nosso contexto, por isso cabe a nós enquanto estudantes de direito estarmos atentos às afrontas a ordem jurídica que o próximo governo já mostrou querer traçar. Acreditamos que somente a partir da defesa da democracia seremos livres para discutir sobre nossas ideias e sobre a Universidade que queremos construir, sendo esta um reflexo da sociedade que almejamos. Além disso, lutaremos, dentro da Sanfran, pelo ensino de qualidade e pela expansão de pautas de permanência estudantil. A universidade pública vem sendo a cada dia mais ameaçada por planos que envolvam sua privatização e sucateamento. Sendo assim, é essencial que pautemos perante órgãos deliberativos a prioridade a ser dada para todas as atividades-fim da universidade, englobando tanto a sala de aula como as atividades extracurriculares, o fornecimento de moradia estudantil para aqueles que precisam e os grupos de estudos e extensão.

Como é atualmente o diálogo com a reitoria? E com os estudantes?

O diálogo com a Reitoria em específico ocorre, principalmente, através do DCE Livre da USP e da sua atuação na Representação Discente dos Conselhos Centrais, que no último ano tem acolhido nossas demandas e tentado travar discussões sobre assuntos como o bandejão, a moradia estudantil e as melhorias a serem implantadas na infraestrutura da faculdade. Acreditamos ser importante o diálogo com órgãos de instâncias superiores para que possamos concretizar nossas propostas e efetivamente atender as demandas do corpo discente. Com os estudantes, priorizamos o diálogo e o acúmulo constante, criando canais de comunicação, físicos ou virtuais, para que alcancemos o maior público possível e o debate seja amplo.

Nesse atual momento político, como enxerga o movimento estudantil e atuação das entidades estudantis, como o CA?

A atuação das entidades estudantis será muito ameaçada no próximo período pelo presidente Jair Bolsonaro. Em declaração recente, já se manifestou criticando os centros acadêmicos, dizendo que o dinheiro gasto com entidades de representação é jogado no lixo. Enxergamos que os Centros Acadêmicos, DCEs e outras entidades, como a própria UNE, tem um papel irrenunciável de defesa dos direitos, das liberdades e da própria democracia. É necessário que essas entidades sejam fortalecidas, para que cada vez mais a voz dos estudantes seja ouvida e tenha impacto na sociedade, resultando em mais políticas de estado voltadas para a juventude, para o povo trabalhador e para o fortalecimento da educação pública. Sabemos que, com a eleição de Jair Bolsonaro, viveremos tempos duros, de repressão às liberdades dentro e fora da universidade. O movimento estudantil deverá ser vanguarda na luta pelo direito de livre manifestação, bem como pela liberdade de cátedra e demais liberdades que já se encontram ameaçadas antes mesmo da posse do novo presidente.
 
Tem algum projeto sobre debates, ações, atividades para o posicionamento contra retrocessos, opressões, em defesa da democracia?

Acreditamos que a defesa da democracia deva ser uma pauta transversal a todos os debates que quisermos trazer para a faculdade. Reivindicar o Estado Democrático de Direito como pressuposto básico para que possamos garantir o respeito das liberdades civis, aos direitos humanos, as garantias fundamentais, bem como a proteção jurídica é, de fato, pano de fundo para qualquer projeto que venhamos a elaborar. Ainda que nossas ações venham a ser muito desenhadas pela conjuntura, temos projetos que atingem diretamente a formação dos estudantes, para que esses tenham consciência de seu papel enquanto formadores de opinião: curso de formação feminista, curso de direito à cidade, aulas sobre advocacia popular – muito relevante em um contexto em que se quer criminalizar os movimentos sociais-, rodas abertas sobre combate às opressões, eventos que envolvam a questão do encarceramento e as expectativas para o ramo do direito penal, eventos que tragam personalidades que se posicionem a favor da democracia, entre outros

Fonte: UEE/SP

Institutos Federais: riqueza brasileira que não pode ser vendida


Por Alejandro Guerrero, presidente da UJS Viamão
Em 2018 uma das pautas fortemente levantadas foi a educação. Acompanhamos um candidato professor, que apresentou um projeto de educação emancipadora com investimento real no setor, disputando com um candidato que é declaradamente a favor da privatização das universidades e contra o pensamento de Paulo Freire, referência mundial em matéria de pedagogia.
Um tema que preocupa grande parcela do movimento educacional e da sociedade de modo geral é a manutenção dos Institutos Federais (IF) e de suas políticas para fortalecer uma educação pública, gratuita, de qualidade e democrática.
Os IF são resultados da alteração da Lei 8.948/1994 que permitiu a expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Essa expansão permitiu quase que a triplicação do número de 143 para 517 unidades entre os anos de 2005 e 2016.
Ao analisar as médias nas provas objetivas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) notamos a importância da defesa desse modelo de ensino. Em 2014, a média das notas dos estudantes no ENEM foi de 561,5, enquanto nacionalmente foi de 517,6. Isso quer dizer que o desempenho dos IF é superior à média nacional. Para corporações que defendem a educação privada, esse resultado acaba se tornando uma ameaça à estratégia de privatização dos IFs.
Com o tripé do ensino, pesquisa e extensão, os Institutos Federais vêm se destacando na produção de tecnologia e no fortalecimento da nascente indústria 4.0. São milhares de estudante que se beneficiam de projetos de muitas áreas da ciência. Paulo Freire já dizia que “não há ensino sem pesquisa e nem pesquisa sem ensino.” O investimento na expansão de 2005 até 2016 foi o responsável pelo sucesso que os IFs se tornaram.
No que diz respeito à extensão, cada campus do Instituto Federal dialoga com a vocação da região em que está inserido, o que ajuda a estimular o desenvolvimento regional e a garantir que a comunidade esteja direta ou indiretamente inserida no IF. Boa parte da juventude periférica, sobretudo negra, está dentro da sala de aula ou nos bancos dos Institutos. A extensão proporciona que a comunidade local se sinta parte do campus e acredite na possibilidade de acessar essa esfera do ensino.
Outro fator importante é que os IFs são grandes centros políticos onde há núcleos de estudos variados como gênero e sexualidade; estudos afro-brasileiros; ações afirmativas, etc. Esses núcleos contribuem para a luta antirracista, da população LGBT+, de deficientes e demais pautas vinculadas ao movimento social.
Os IFs são pólos de resistência na medida em que os estudantes se organizam através dos Grêmios Estudantis – representa os estudantes da instituição -, dos Diretórios Centrais dos Estudantes (DCE) – que representam estudantes do Ensino Superior e dos Centros Estudantis Unificados (CEU) – que representa igualmente secundaristas e universitários.
Apesar de todo o cenário positivo que os Institutos Federais representam os governos Temer e mesmo o que se aproxima, de Bolsonaro, tentam privatizar e desmontar essas instituições.
O que há por trás da falta de investimento na rede federal de educação é justamente o lobby da iniciativa privada para que as instituições sejam precarizadas. Uma “saída” seria, diante disso, implementar a política de cobrança de mensalidades. O discurso de “quem tem mais paga e quem não tem não paga” é um discurso que pavimenta o processo de privatização da educação em nosso país. Esse processo não só fere a luta de décadas do movimento estudantil como também entrega ao setor privado a garantia de um direito constitucional.
Essa precarização da educação está associada a um projeto antinacional, que impede o desenvolvimento soberano do Brasil, precariza o trabalho e entrega as nossas riquezas. Não há como negar que Bolsonaro já apresenta um projeto de destruição da educação. Essa crise, como já dito por Darcy Ribeiro, é, na verdade, um projeto. Uma nação que não tem a educação como saída para atual crise fatalmente irá amargar um cenário de violência, descaso com a saúde pública, enfim, de negação dos direitos sociais.
Por isso os Institutos Federais devem ser uma rede da resistência ao desmonte da educação e da defesa de um projeto de desenvolvimento que atenda aos interesses da maioria da população brasileira.
Fonte: UJS

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Projeto da "Escola sem Partido" é derrotado na Câmara dos Deputados

Parlamentares comemoram sepultamento da comissão 
Foram quase três horas de obstrução até o presidente do colegiado, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), jogar a toalha e encerrar os trabalhos da comissão especial que analisa o projeto que ficou conhecido como Escola Sem Partido (PL 7180/14). Após seis semanas tentando votar o relatório do deputado Flavinho (PSC-SP) e enfrentando dura obstrução da Oposição, o parlamentar reconheceu o trabalho dos deputados contrários à matéria e criticou a ausência de seus aliados no colegiado.

Por Christiane Peres

Richard Silva/PCdoB na Câmara


“A Oposição cumpriu seu papel e merece o reconhecimento desta comissão, mas quem está sepultando este projeto são aqueles que são favoráveis à matéria, que não se fazem presentes”, disse Marcos Rogério.

Logo após o encerramento da comissão, os deputados contrários ao texto, ocuparam a mesa da presidência da comissão e comemoram o feito ao som de “viva Paulo Freire”.

Vice-líder da bancada comunista, a deputada Alice Portugal (BA), que foi perseguida e calada diversas vezes na reunião do colegiado, vibrou com a vitória. “Marcos Rogério talvez não quisesse essa nódoa na sua biografia. Viu que iríamos derrubar esta comissão e decidiu encerrá-la. É uma das maiores vitórias da minha vida. Talvez enfrentemos uma guerra grande na próxima legislatura, um tsunami, mas ter derrotado essa matéria agora foi muito importante. Foi a prova de que a resistência dá certo. E estamos fortalecidos para enfrentar qualquer tentativa de reduzir a educação. Queremos uma educação plural”, defendeu.

Para o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Pedro Gorki, com o projeto que estava sendo analisado, os deputados favoráveis ao chamado “Escola Sem Partido” subestimavam a capacidade de pensar dos estudantes. “Eles acham que engolimos tudo? Agora, é preciso dar voz aos estudantes. Se eles pensam que vão conseguir nos enterrar, que eles saibam de uma coisa: somos que nem sementes, quanto mais nos enterram, mais floresceremos”, disse o estudante.

Professora da rede pública amapaense e membro do PCdoB na comissão, a deputada Professora Marcivânia (PCdoB-AP) foi uma das importantes vozes contrárias ao projeto. Para ela, o texto tira a qualidade da educação e prejudica os professores brasileiros. “Foi uma batalha incrível. A gente mostrou que não tem medo. Eles disseram aqui que virão com tropa de choque na próxima legislatura, podem vir. Nós vamos enfrentar com a força que sempre enfrentamos”, destacou.

Agora, com o encerramento da comissão, para o texto ser analisado novamente pela Casa, uma nova comissão especial deverá ser formada na próxima legislatura. 


Fonte: PCdoB na Câmara

VIOLAÇÕES DE DIREITOS - Centrais denunciarão governo brasileiro na Organização Internacional do Trabalho

negociação coletiva
Centrais reclamam o não cumprimento da Convenção 151 da OIT, ratificada pelo Brasil durante o governo do ex-presidente Lula
Representantes dos trabalhadores ingressam amanhã (12) com uma denúncia na OIT contra práticas do governo brasileiro que impedem ou dificultam a negociação coletiva no serviço público.
São Paulo – “Temos casos de categorias, como os professores, que não têm piso salarial respeitado (…) Há denúncias de que as contribuições sindicais estão sendo canceladas mesmo com a aprovação dos trabalhadores em assembleia”, denuncia a secretária sub-regional da Internacional de Serviços Públicos (ISP) no Brasil, Denise Motta Dau. As denúncias levaram as centrais sindicais brasileiras a denunciar o governo brasileiro na Organização Internacional do Trabalho (OIT), informa Tatiana Melim, no Portal CUT.
As violações serão denunciadas em um documento a ser entregue às 15h de amanhã (12) e, em seguida, uma reunião está agendada juntamente do diretor da organização no Brasil, Martin Hahn. Além da ISP, federação sindical mundial que reúne mais de 20 milhões de trabalhadores no serviço público em 163 países, assinam a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), a Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas) e a Força Sindical.
As centrais reclamam o não cumprimento da Convenção 151 da OIT, ratificada pelo Brasil durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Tal acordo assegura os trabalhadores e trabalhadoras do serviço público brasileiro o direito a uma negociação coletiva justa. “Assim como a CUT e demais centrais denunciaram as violações de direitos com a reforma trabalhista, o que colocou o Brasil na lista suja da OIT, mostraremos que a Convenção 151 também não é respeitada”, continua Denise.
Para a sindicalista, o Estado brasileiro “fere gravemente as normas internacionais do trabalho”. As novas denúncias entram no contexto de flexibilização dos direitos trabalhistas que tomaram forma com a aprovação da reforma pelo governo do presidente Michel Temer (MDB). Entre os desrespeitos a direitos conquistados estão a fragilidade nas relações do trabalho, ataques à liberdade sindical, além de interferências em negociações coletivas.
“Os trabalhadores do serviço público sofrem também as consequências de não ter regulamentado o direito à negociação coletiva quando precisam fazer greve para assegurar os seus direitos, ou até mesmo garantir o pagamento dos seus salários e benefícios em dia”, completa Denise.
Mesmo ratificada pelo governo, a norma não é aplicada de fato no Brasil. O argumento é de que seria necessário uma lei específica para regulamentar as negociações coletivas dos servidores. “Essa necessidade de ter uma lei específica foi justamente um projeto de lei aprovado no Congresso e que o Temer vetou no final do ano passado, retrocedendo todo o debate”, afirma a sindicalista sobre o veto de Temer em dezembro de 2017 ao Projeto de Lei 3.831/2018, aprovado pelo Congresso.
Fonte: redebrasilatual.com.br

domingo, 9 de dezembro de 2018

Em estreia literária, advogado Cyrus Benavides compartilha visão de mundo

Durante a concorrida sessão de autógrafos, o autor dedicou um exemplar da obra ao diretor-presidente da LBV, José de Paiva Netto.
Por Arivaldo Oliveira
O advogado, professor e diretor do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) do Rio Grande do Norte, sr. Cyrus Benavides, promoveu, recentemente, no Salão Nobre da Ordem dos Advogados do Estado (OAB/RN), o lançamento do livro “Postagens da Vida — Crônicas de Cyrus Benavides”, sua primeira obra literária.
O título reúne mais de 127 textos publicados pelo advogado em suas redes sociais, expressando seu ponto de vista sobre o cotidiano, as relações humanas, demonstração de fé, sonhos, ideais, trabalho, amor, amizade, família, saudade, gratidão, origem e seus desafios.
Representantes da Legião da Boa Vontade (LBV) estiveram no evento e transmitiram ao autor os cumprimentos do diretor-presidente da Entidade, José de Paiva Netto. Ele retribuiu o gesto, enviando um exemplar da obra ao dirigente legionário, com a seguinte mensagem: “Ao mestre maior Paiva Netto! Meu amor pela LBV!”.
Fonte: boavontade.com

REVEJA O CASO! Como o professor pode agir em caso de perseguição?

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“Além da via jurídica, diálogo com pais e alunos precisa ser estimulado”, orienta especialista.
Professora de história da rede estadual do Rio de Janeiro (RJ), Valéria Borges foi acusada por um vereador cristão de “doutrinação ideológica” após uma aula sobre o nazismo. Já o educador de um colégio particular de Fortaleza (CE), Jam Silva Gomes, foi exposto e agredido verbalmente nas redes sociais após usar um filme sobre a resistência na ditadura militar brasileira em uma aula de sociologia.
Os dois casos exemplificam situações de perseguições vivenciadas por professores em tempos de movimentos como o Escola Sem Partido. Contudo, qualquer docente vítima de constrangimento pode encontrar apoio jurídico em sua entidade sindical, conforme explica o assessor jurídico da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Eduardo Ferreira.
“A depender da natureza da denúncia, deve-se recorrer a um boletim de ocorrência na unidade policial responsável pela área onde o fato ocorreu e ao Ministério Público “, orienta.
O professor também deve reunir testemunhas quando possível, que são meios de prova. “Qualquer um pode testemunhar, desde que esteja, de algum modo, vinculado ao incidente, como estudantes e funcionários”, informa.
Ainda segundo Ferreira, não é necessário acionar a polícia no momento do episódio, a não ser em casos de violência extrema. Por fim, o advogado afirma que o artigo 206, da Constituição Federal de 1988, apoia o professor e assegura “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber”.
“Para além das referidas garantias constitucionais, toda escola possui um projeto pedagógico elaborado pelo corpo docente em parceria com a comunidade. Há também conselhos escolares e de educação que formulam e fiscalizam orientações curriculares. Ou seja, a própria instituição de ensino já possui medidas de freios e contrapesos que, por si só, impedem que educadores extrapolem em suas funções profissionais”, assinala.
Lei proíbe gravações
Em novembro de 2018, a recém-eleita deputada estadual de Santa Catarina, Ana Caroline Campagnolo (PSL-SC), incentivou alunos a gravarem docentes que apresentassem “manifestações ideológicas”. A atitude lhe rendeu uma ação civil do Ministério Público.
O advogado do CNTE lembra que todo material de apoio utilizado pelo educador está protegido por direito autoral e não pode ser divulgado ou reproduzido sem a sua autorização, seja por meio de gravação em áudio ou vídeo.
“O professor é a principal autoridade em sala de aula. O direito autoral está assegurado no artigo 46, inciso IV, da Lei nº 9.610/98. A sua transgressão pode gerar indenizações”, esclarece. “O uso de sua imagem também deve ser preservado”, acrescenta.
Diante do crescimento de iniciativas contra a liberdade de cátedra dos professores, mais de 60 entidades da educação e dos direitos humanos elaboraram, em conjunto, um Manual de Defesa contra a Censura nas Escolas. O documento reúne estratégias pedagógicas e jurídicas de defesa e combate às agressões.
Caminho do diálogo
Para coibir perseguições e dar suporte ao docente paulista, a Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp) também lançou um canal de apoio em parceria com o Instituto Vladimir Herzog. O profissional que for vítima de violência e ameaças pode acionar a entidade pelo telefone (11) 5082-5357 ou e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..">juridico@fepesp.org.br.
Ainda assim, a diretora de projetos educacionais do Instituto Vladimir Herzog, Ana Rosa Abreu, reforça que o caminho jurídico não deve ser a única via para tentar resolver a questão.
“Apesar do contexto pouco amistoso e desafiador, o professor precisa estar preparado para levar essa discussão em sala de aula. É importante abrir um espaço de diálogo com pais e alunos, sair da perspectiva de mocinhos e bandidos e não vê-los como inimigos. Lembrar que eles estão contaminados por um movimento”, recomenda. “Claro que nem sempre isso será possível, restando, nesses casos extremos, apenas a via judicial. Mas é importante tentar. Sem diálogos, não avançaremos nessa questão”, orienta.
Abreu sugere promover reunião com pais e alunos, ouvi-los, explicar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, e reforçar que o pensamento crítico é uma demanda educacional do mundo atual. “O educador necessita ser educador em todas as horas, inclusive nessa”, afirma.
(Portal Instituto NET Claro Embratel, 27/11/2018)
Fonte: CNTE
Republicada pela ANE/RN, em 09/12/2018;

sábado, 8 de dezembro de 2018

CASA DO ESTUDANTE RN - CERN CORRE RISCO DE SER FECHADA DEFINITIVAMENTE !!! NÃO DEIXEM ISSO ACONTECER!!! LUTEMOS!

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A CERN RESISTE E PRECISA DE VOCÊ! APOIE ESTA LUTA!
O SOL NASCE PARA TODOS
Pois é, se a sociedade se descuidar poderemos sim, perdermos a CASA DO ESTUDANTE DO RN! É bem verdade que a mesma passa por uma das suas maiores crises em toda a sua existência!  Mas isso não pode simplesmente acabar fechando-a, muito pelo contrário, a sociedade deve sim abraçar essa luta que de todos!

Muitos que passaram por ela sabe de sua importância, lá se passaram vários estudantes oriundos de todas as regiões do estado e que hoje são juízes, advogados, promotores, prefeitos, médicos, jornalistas, etc, etc.  Por isso esta é uma luta de TODOS NÓS!

Ela passa por uma INTERVENÇÃO, cujo objetivo será o de fechá-la, é tanto que a comissão interventora deu um prazo até dia 10/12 para que os que ali residem e que "estejam" irregular saiam e com isso a mesma corre sério risco de ser fechada.

É bem verdade que deve existir "alguns estudantes irregulares" na casa, mas isso não é motivo para fechamento, inclusive os que realmente sonham em se formar na capital precisam da casa para sobreviver aos obstáculos e concluir seus estudos. E isso é fato!

O MP/RN tem sido em alguns momentos flexíveis, mas precisamos URGENTEMENTE de uma solução para resolver este problema.

Na última sexta-feira (30/11), o presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos, juntamente com a presidenta da UEE/RN (União Estadual dos Estudantes), Yara Costa, o jovem e talentoso advogado, Dr. TONY ROBSON, e os residentes da Casa GERLIANO E YGOR, representando a CERN.

É preciso que a sociedade potiguar abrace esta luta e fiquem do lado dos nossos estudantes, em que sua maioria são oriundas de interiores de várias regiões do estado, cheios de esperanças em concluir seus estudos e serem gente nesta sociedade tão egoísta e centralizadora. Sonho também de seus pais.

Conclamamos a todos e a todas as autoridades, entidades e a sociedade a se engajarem nesta luta em defesa da CASA DO ESTUDANTE DO RIO GRANDE DO NORTE e da IMPORTÂNCIA QUE A CERN REPRESENTA PARA O POVO POTIGUAR!!! A CERN É DO POVO! 

IFRN 10 ANOS - IFRN celebra 10 anos em grande evento no próximo dia 15

IFRN celebra 10 anos em grande evento no próximo dia 15
O Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) realiza, em 15 de dezembro, às 18h30, um evento comemorativo à criação dos Institutos Federais, aberto ao público. Caracterizada como uma noite de celebração às histórias construídas com a expansão da instituição, a ocasião terá como sede o auditório do Campus Natal-Central do IFRN, contando, também, com a entrega de homenagens e do título de Professor Honoris Causa a Belchior de Oliveira Rocha e Francisco das Chagas de Mariz Fernandes, que atuaram diretamente neste processo.
Com um segundo momento, a noite de festa segue com a exibição do filme do IFRN, produzido pela Assessoria de Comunicação Social e Eventos (Asce) da Reitoria. A peça audiovisual conta com depoimentos de servidores, alunos, ex-alunos e demais funcionários dos campi de todo o estado e dá início a uma série de filmes de cada unidade, que será lançada no decorrer do primeiro semestre de 2019. Para finalizar a noite, será oferecido um breve Coffee Break aos convidados, com apresentação da banda Os Epistemológicos, formada por estudantes do Campus Natal-Central.
Fonte: IFRN

UBES, UNE e ANPG convocam primeira Bienal unificada das entidades

Mais de 10 mil estudantes de todo o Brasil se reunirão em Salvador, de 6 a 10 de fevereiro de 2019, para o Festival dos Estudantes.

Pela primeira vez, secundaristas, universitários e pós-graduandos realizam um encontro nacional em conjunto. Será a 11º Bienal da UNE: Festival dos Estudantes, entre 6 e 10 de fevereiro, em Salvador (BA). A ideia é aumentar a resistência pela escola e universidade públicas e somar forças frente a um contexto político de ameaças, com a irreverência e arte da juventude brasileira.
Nesta edição especial, a Bienal da UNE, maior mostra estudantil da América Latina, vira Festival dos Estudantes e conta com a participação dos secundas e pós graduandos, que poderão inscrever seus trabalhos artísticos. “Gilberto Gil – Um reencontro com o Brasil” é o tema do evento, que deve reunir mais de 10 mil estudantes do Brasil todo.

Cultura e organização

Ao longo dos cinco dias de evento, acontecem ainda os encontros de base de cada entidade nacional: o 4º Encontro Nacional de Grêmios da UBES, o 15º Conselho Nacional de Entidades de Base (CONEB) da UNE e o 8º Encontro Nacional de Pós-Graduandos (ENPG), da ANPG. Todas as atividades se concentram na Universidade Federal da Bahia.
Enquanto a bienal incentiva a cultura como meio de expressão e resistência, o CONEB, o ENG e o ENPG são espaços de diálogo e reflexão, para traçar os próximos passos do movimento estudantil.

Que festival é este?

A Bienal da UNE, agora transformada em Festival dos Estudantes, é um evento de tradição no movimento estudantil. Vai completar 20 anos em 2019, com sua 11º edição. Já passaram pela bienal figuras como Gilberto Gil, Oscar Niemeyer, Ariano Suassuna, Abdias Nascimento, Alceu Valença, Ziraldo, Tom Zé, Martinho da Vila, Augusto Boal, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, Lenine, Naná Vasconcelos, Criolo, Pitty e muitos outros personagens.
Criada em 1999, a mostra tem como norte a investigação e celebração do DNA do Brasil. É uma celebração da brasilidade.
Qualquer estudante secundarista, universitário ou pós-graduando pode inscrever trabalhos em sete áreas: artes cênicas, literatura, música, artes visuais, audiovisual, ciência e tecnologia e projetos de extensão.

Por que Gilberto Gil?

Em 2019, logo após a vitória das eleições presidenciais de um candidato ultraconservador nos valores, com uma agenda explicitamente ultraliberal na economia, de tradição militar, que flerta com o fascismo, o Festival dos Estudantes evoca o exemplo criativo e combativo de Gilberto Gil com o tema “Gilberto Gil: um reencontro com o Brasil”.
manifesto do evento explica: “Um convite ao reencontro do Brasil da fé, do futebol, da festa em meio à resistência. Uma revisita à nossa própria história para, a partir daqui, forjar a nossa sobrevivência, o nosso futuro”.
Acompanhe as redes sociais da UBES para mais informações sobre o evento.
Fonte: UBES

CASA DO ESTUDANTE RN - CERN CORRE RISCO DE SER FECHADA DEFINITIVAMENTE !!! NÃO DEIXEM ISSO ACONTECER!!! LUTEMOS!

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A CERN RESISTE E PRECISA DE VOCÊ! APOIE ESTA LUTA!
O SOL NASCE PARA TODOS
Pois é, se a sociedade se descuidar poderemos sim, perdermos a CASA DO ESTUDANTE DO RN! É bem verdade que a mesma passa por uma das suas maiores crises em toda a sua existência!  Mas isso não pode simplesmente acabar fechando-a, muito pelo contrário, a sociedade deve sim abraçar essa luta que de todos!

Muitos que passaram por ela sabe de sua importância, lá se passaram vários estudantes oriundos de todas as regiões do estado e que hoje são juízes, advogados, promotores, prefeitos, médicos, jornalistas, etc, etc.  Por isso esta é uma luta de TODOS NÓS!

Ela passa por uma INTERVENÇÃO, cujo objetivo será o de fechá-la, é tanto que a comissão interventora deu um prazo até dia 10/12 para que os que ali residem e que "estejam" irregular saiam e com isso a mesma corre sério risco de ser fechada.

É bem verdade que deve existir "alguns estudantes irregulares" na casa, mas isso não é motivo para fechamento, inclusive os que realmente sonham em se formar na capital precisam da casa para sobreviver aos obstáculos e concluir seus estudos. E isso é fato!

O MP/RN tem sido em alguns momentos flexíveis, mas precisamos URGENTEMENTE de uma solução para resolver este problema.

Na última sexta-feira (30/11), o presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos, juntamente com a presidenta da UEE/RN (União Estadual dos Estudantes), Yara Costa, o jovem e talentoso advogado, Dr. TONY ROBSON, e os residentes da Casa GERLIANO E YGOR, representando a CERN.

É preciso que a sociedade potiguar abrace esta luta e fiquem do lado dos nossos estudantes, em que sua maioria são oriundas de interiores de várias regiões do estado, cheios de esperanças em concluir seus estudos e serem gente nesta sociedade tão egoísta e centralizadora. Sonho também de seus pais.

Conclamamos a todos e a todas as autoridades, entidades e a sociedade a se engajarem nesta luta em defesa da CASA DO ESTUDANTE DO RIO GRANDE DO NORTE e da IMPORTÂNCIA QUE A CERN REPRESENTA PARA O POVO POTIGUAR!!! A CERN É DO POVO!