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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

ESCOLA NESTOR MARINHO/NOVA CRUZ-RN, TERMINA O ANO LETIVO COM CHAVE DE OURO!

Diretora Sônia Ferreira abrindo o evento
Adolescentes prestigiando o evento
O estudante Marceliano deu mais uma vez sua contribuição
Diretora, Sônia e seu Vice, João Maria ao lado dos educadores/as prestigiando o evento
 A E. M. Nestor Marinho é um berço de lindas estudantes

 Orquestra do Telecentro "Edmar Viana" após ter dado um SHOW no evento pousam para a foto
 Professora Luzia Vieira ao lado de suas alunas
 O bloguista, Eduardo Vasconcelos prestigiou o evento e aproveitou para registrar este momento
 Professor Miguel Rosa Filho representando a Secreta´ria, Valéria Arruda Câmara no evento
Professor Quelfre com seus alunos

Escola Municipal NESTOR MARINHO - NOVA CRUZ/RN: 49 ANOS! Amanhã pela manhã e tarde ! "Projetos Unidos pela Força do Saber - CIAPHE, LES, AMIL, GEI, PROITEC E PROJETO DE MÚSICA! Presenças da Secretária de Educação, Drª Valéria Arruda Câmara, Miguel Rosa, Sônia Ferreira Silva e professor João Maria de Oliveira. Vai ser legal! Estarei lá fazendo a cobertura! Todos/as estão convidados! Prefeitura de NOVA CRUZ: Trabalhando o Presente, Construindo o Futuro!  

"Nunca me senti tão bem hoje na Escola M. Nestor Marinho, tanta coisa maravilhosa foi apresentado neste dia de hoje, o Natal antecipado, teatro, orquestra-Telecentro "Edmar Viana", danças, sorteios, apresentação em sala de aula sobre o índio, foi maravilhoso!  Todos estão de parabéns, toda a comunidade escolar. Unidos as coisas acontecem!  Valeu" - Eduardo Vasconcelos.  O professor Miguel Rosa Filho representou a Secretária, Valéria Arruda. Tudo aconteceu nesta manhã e agora a tarde!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

SENADO APROVA REGULAMENTAÇÃO DA MEIA-ENTRADA

Consolidando anos de muita luta, senadores aprovaram nesta quarta-feira (05/12) o Projeto de Lei que regulamenta o benefício da meia-entrada em salas de cinema, cineclubes, teatros, espetáculos musicais e circenses, eventos educativos, esportivos, de lazer e entretenimento, em todo o território nacional. A matéria segue para sanção presidencial.
Permanentes na defesa da garantia de acesso à formação dos estudantes, no que compreende o acesso à escola e à formação além da sala de aula, as líderes estudantis do movimento estudantil brasileiro estiveram presentes na galeria do Plenário durante a votação com dúzias de estudantes. A participação contou com a presença das presidentas da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), Bárbara Melo; da União Nacional dos Estudantes (UNE), Virgínia Barros; da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), Luana Bonone, e dos representantes dos artistas que, durante todo o processo, acompanharam as discussões e deliberações sobre o tema no Congresso.

O PROJETO

De acordo com o projeto, têm direito à meia-entrada estudantes, pessoas com deficiência, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e idosos. A concessão da meia-entrada é assegurada para pelo menos 40% dos ingressos disponíveis e não se aplica aos eventos da Copa do Mundo 2014 e das Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016.
A segurança da identificação dos estudantes, uma das maiores preocupações dos artistas e produtores culturais, ficou assegurada com a determinação de que as carteiras de identificação estudantil serão emitidas pela UBES, UNE, ANPG e entidades a elas filiadas, e aos Diretórios Centrais dos Estudantes (DCEs), Centros e Diretórios Acadêmicos.
Para terem direito ao benefício, os estudantes terão de comprovar essa condição por meio da apresentação da Carteira de Identificação Estudantil (CIE) emitida por entidades estudantis de cada segmento. Os jovens carentes terão de comprovar essa condição por meio da inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
A confecção da CIE deverá seguir modelo único nacionalmente padronizado e publicamente disponibilizado pelas entidades estudantis qualificadas em lei e, mediante certificação digital, pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI). A carteira deverá ser renovada a cada ano, sendo que 50% das suas características poderão ser locais ou regionais.
A proposta prevê ainda sanções que poderão ser aplicadas às entidades que emitirem carteiras estudantis de maneira irregular ou fraudulenta: multa, suspensão temporária da autorização para emitir carteiras ou perda definitiva dessa autorização.

FISCALIZAÇÃO

O projeto também prevê que o benefício da meia-entrada não será cumulativo com “quaisquer outras promoções e convênios” e também não se aplica ao valor de serviços adicionais como “camarotes, áreas e cadeiras especiais”.
O respeito ao mínimo de 40% deverá ser comprovado pelos realizadores dos espetáculos e eventos, que deverão disponibilizar o número total de ingressos e o número total de meias-entradas em todos os postos de venda, “de forma visível e clara”. Se os ingressos disponíveis para os usuários da meia-entrada esgotarem, a produtora também terá de divulgar o fato de maneira clara nos postos de venda.
O projeto estabelece ainda que os órgãos públicos competentes federais, estaduais e municipais, como o Ministério da Cultura e secretarias estaduais e municipais, ficarão responsáveis pela fiscalização do cumprimento da lei. O relator acredita que a própria população ajudará na fiscalização da nova lei.
Do Senado com Agências
(UBES)

“O RAP ME SALVOU”, DIZ MANO BROWN EM ENTREVISTA

Grupo paulistano falou com exclusividade à revista Rolling Stone
Conhecidos por não falar com a imprensa, o grupo de rap paulistano ”Racionais MC’s”, abriu uma exceção e concedeu no mês de novembro, uma entrevista para a revista Rolling Stone, na qual falam sobre o sucesso, a carreira e é claro, a música que os consagrou.
Em trecho publicado no site da revista, os quatro integrantes – Mano Brown, Ice Blue, KL Jay e Edi Rock mostram porque mesmo após 11 anos sem lançar um disco, o grupo ainda continua sendo a voz da periferia.
“O rap fez mudar muita coisa – ensinou o cara a não ter vergonha de onde mora, do cabelo, da cor, a poder falar da sua quebrada. Hoje, você vê qualquer moleque falando que mora na favela de peito aberto, mesmo que não more.”
Confira:
O olhar de Pedro Paulo Soares Pereira está fixado no horizonte do Capão Redondo, periferia sul de São Paulo. Apesar de ser primavera, o céu cinza-chumbo dá o tom àquela tarde fria de outubro. Sentado em uma cadeira plástica, com um caderno surrado apoiado na perna e contra o qual desliza o lápis mal apontado, ele está na varanda da Casa Azul, o porto seguro dele na Favela da Godoy. Ali, uma rede de proteção – invisível para quem não é da área –, formada por moradores e amigos, faz a triagem de quem, quando e como pode ter acesso a Pedro Paulo, chamado pela maioria de Brown e, pelas crianças, de “tio Brau”. Mano Brown e o grupo de rap do qual ele faz parte, o Racionais MC’s, estão na capa edição de aniversário da Rolling Stone Brasil, que chega às bancas na próxima quinta, 14. Avessos a entrevistas, os quatro integrantes – ao lado de Brown, Ice Blue, KL Jay e Edi Rock – falaram com exclusividade ao repórter especial André Caramante, relembrando o duro início de carreira e falando sobre diversas polêmicas (ou críticas) que envolvem o nome do grupo.
Uma delas foi um show duas semanas depois do encontro acima, em uma casa noturna “de playboys”, a Royal – com Kleber Geraldo Lelis Simões, 44, Paulo Eduardo Salvador, 43, e Adivaldo Pereira Alves, 43, respectivamente DJ KL Jay, Ice Blue e Edi Rock –, cantando músicas que protestam contra tudo o que se via ali. Eles, “os quatro pretos mais perigosos do Brasil”, como sempre se autodenominam.
A justificativa veio no curto discurso antes de “1 por Amor 2 por Dinheiro”. “Vamos aos fatos. O que leva um homem a estar na rua domingo à noite? Você devia estar descansando, cara. Só há um motivo que me traz para a rua e um deles é esse aqui, ó”, declarou Brown, antes de KL Jay soltar o ruído de uma caixa registradora. Quando questionado mais tarde sobre o show, Brown foi sucinto: “Ele [Marcus Buaiz, dono da boate] não pagou pau pra mim e eu não paguei pau pra ele. Estávamos ali para fazer negócio”.
O fato é que o camisa 10 do Racionais MC’s defende hoje o trabalho do quarteto como um “produto” – para quase qualquer plateia, em quase qualquer lugar. E eles lidam com os riscos disso. “Tem de ter cuidado para não chapar. A Billie Holiday chapou. Fazia show com os brancos a venerando e sabia dos pretos enforcados por aquela plateia que a aplaudia”, divaga KL Jay, para quem o discurso ideológico continua ali, apesar da eficácia duvidosa junto àquele público. “Acho que os convencemos de que estamos certos, mas eles não assumem que estão errados [risos].”
O “show Robin Hood” (“quem tem mais paga um pouco mais para nos ver cantar; que tem menos paga menos ou nada”, diz Brown) passou longe de ter sido um momento tenso na carreira do grupo. Em 25 anos, eles pegaram em armas por ideologia, disseram não a uma indústria pré-estabelecida e deram um nó no modelo de sucesso. Há duas décadas, já haviam despertado discussões por terem angariado fãs bem-nascidos com Raio X Brasil (1993), que trazia “Fim de Semana no Parque” e “Homem na Estrada”. Parecem, portanto, suportar tranquilamente uma nova geração de admiradores abastados, um Lobão vociferante ou críticas por Edi Rock ter ido à Globo divulgar o trabalho solo dele.
“O rap fez mudar muita coisa – ensinou o cara a não ter vergonha de onde mora, do cabelo, da cor, a poder falar da sua quebrada”, avalia, a certa altura, Blue. “Hoje, você vê qualquer moleque falando que mora na favela de peito aberto, mesmo que não more.” E também disse ao negro que é preciso estudar e se cuidar, completa KL Jay. “Racionais é utilidade pública”, diz o DJ, o mais passional e radical da família.
Durante a entrevista, Brown também revela ter cometido pequenos furtos na juventude. “Não tem por que mentir agora. Era uma época em que você roubava ou passava fome. Não era para ostentar. Todos os meus amigos, da mesma geração, começaram a roubar ao mesmo tempo.”
“Posso dizer que o rap me salvou. E o casamento foi minha segunda salvação. Me casei com 18 anos, em um momento em que eu estava com um pé no crime e outro fora. Minha mulher me deu um rumo”, Brown diz sobre Eliane Dias, hoje na linha de frente dos negócios do grupo, com a produtora Boogie Naipe.
Outro assunto que não ficou de fora foi o aguardado novo disco do grupo. Quando dizemos que os fãs estão ansiosos e parecem não se contentar mais com as músicas “soltas” lançadas nos últimos anos (“Cores e Valores”, “Mente do Vilão”, “Mulher Elétrica”, “Dance, Dance”, “Mil Faces de um Homem Leal (Marighella)”, “Gangsta Boogie” e “Homem Invisível”), Brown afirma que ainda não há data para um álbum completo, mas que preparam um EP para ser lançado “em breve”.
“Pode ter até seis faixas inéditas e será para comemorar os 25 anos. Será para download. É para criar um fluxo no nosso canal e um grande tumulto na internet”, diz Blue, o mais negociador do grupo e aquele que diz “não” para quem propõe negócios vistos como pouco rentáveis aos quatro. “Ficamos 20 anos resistindo a não ser uma banda grande, correndo. Éramos a banda do ‘não tem’: não tem site, assessoria, porra nenhuma. Agora tem. Saímos dos problemas. Nós somos chatos pra caralho.”
A expressão “em breve” parece vaga, e de fato é. Na edição de dezembro de 2009 da Rolling Stone Brasil, Brown afirmou que um novo disco do quarteto seria lançado até a Copa de 2010 (leia a entrevista completa aqui). Mas Edi Rock, o Cocão (ou Coquinho, como é chamado pelos amigos) é mais preciso – ou menos impreciso. “Vamos entrar em estúdio em 2014. O disco levará de seis meses a um ano para ficar pronto.”
Via Revista Rolling Stone - UBES

EQUADOR ESPERA RECEBER 20 MIL JOVENS PARA O FESTIVAL MUNDIAL DA JUVENTUDE

A luta contra o imperialismo será o grande mote do XVIII Festival Mundial da Juventude e Estudantes, que acontecerá em Quito, capital do Equador, de 7 a 13 de dezembro. O evento, que existe desde a década de 1940, tem o desafio de criar espaços de discussão sobre crise global e o direito à educação, assim como outros assuntos relacionados à unidade de ação do movimento juvenil e estudantil progressista.
Sob o tema “Juventude unida contra o imperialismo, por um mundo de paz, solidariedade e transformações sociais”, cada dia da 18ª edição do evento será dedicado a um continente. No caso da América Latina e Caribe será o dia 12 de dezembro, com o tema da paz, a soberania e a solidariedade, assim como a unidade e a integração na luta contra o imperialismo.
A expectativa é que compareçam cerca de 20 mil jovens de todos os continentes, com a oportunidade única de trocar informações sobre as lutas juvenis de seus países e regiões. “Estamos, hoje, no processo de construção das delegações nacionais e cada país já formou o seu comitê preparatório. Estamos trabalhando com a possibilidade de levar uma delegação de mil estudantes de todo o Brasil, principalmente da região norte do país”, afirmou o secretário executivo da Organização Continental Latino Americana e Caribenha dos Estudantes (OCLAE), Mateus Fiorentini.
Como representante da UNE na organização do festival, Mateus também ressaltou que a entidade pretende realizar um grande ato de repulsa às ações de espionagem que afrontam a soberania nacional de vários países da América Latina. “Os jovens de todo o mundo encontrarão uma juventude que pulsa e esta mobilizada em luta pelo aprofundamento das mudanças iniciadas nesse ciclo progressista”. Durante o festival, a UNE construirá as atividades organizadas pela OCLAE nos marcos da Jornada Continental de Luta dos Estudantes e da campanha Educação não é Mercadoria.
O movimento do festival existe desde 1947 e tem seguido a mesma proposta principal de debater e promover ações de resistência e luta anti-imperialista. Ao longo de 65 anos e após 17 edições, a juventude do mundo já uniu sua voz e luta contra o fascismo, as ditaduras, os regimes antidemocráticos e outras formas de repressão, sendo também um espaço onde é expressa a solidariedade internacional de todos os participantes com o país onde é realizado o evento.
Da Redação - UNE

" A NELSON MANDELA " - POR ISMAEL CARDOSO

Em fevereiro de 2010 escrevi este artigo sobre o filme Invictus, que retrata de maneira memorável a figura unificadora de Neslon Mandela. Adeus Mandiba!
Título original do artigo:
INVICTUS, O ESPORTE E A UNIÃO NACIONAL DA ÁFRICA
“…sou dono e senhor de meu destino; sou o comandante de minha alma”.
Assisti uma bela história: Invictus, poema e título do filme que homenageia Nelson Mandela – ou Mandiba, como é chamado pelo povo africano, que em 2010 completa 20 anos em liberdade.
A história começa com sua libertação depois de 27 anos obrigado a trabalhos forçados na cadeia. Pasmem: ele optou por viver em regime fechado. Seus inimigos ofereceram uma prisão em regime semi-aberto caso deixasse de lado a luta revolucionária pela libertação de seu povo, mas se recusou a aceitar tal proposta e enviou uma carta a seus companheiros dizendo: “Unam-se! Mobilizem-se! Lutem! Entre a bigorna que é a ação da massa unida e o martelo que é a luta armada devemos esmagar o apartheidl”.
O filme aborda um aspecto interessantíssimo do governo Mandela e sua luta para unificar o país, com negros e brancos. Em 1995, a África do Sul sediaria a copa do mundo de Rúgbi e o time sul-africano, que era a paixão da “África branca”, tinha apenas um negro e não tinha a menor chance de ser campeão.
Mandela assume o poder com o país à beira de uma guerra civil, sob a desconfiança do mundo e a expectativa de utilizar sua vitória para revidar toda a humilhação que seu povo sofreu com o Aparthied.
Foi instigado pelas massas e seu partido a revidar, mas, aparentemente contrariando sua história de guerrilehiro e líder incoteste anti-apartheid, utiliza um dos maiores símbolos dos brancos – o rúgbi – para unificar seu país. Sua primeira atitude é impedir a mudança das cores do time que representam a África divida e a mudança do hino nacional que, obviamente, era um canto da “superioridade branca”. Dizia que mudar as cores do time e o hino nacional era fazer com os brancos o que eles fizeram com o negros – ou seja, tirar-lhes aquilo que gostavam.
Ele governaria para todos – acho que já ouvi essa frase por aqui -, mas, não seria fácil. Além de toda a desconfiança e sabotagem das elites, havia até um urubólogo do tipo Mirian Leitão que fazia piada com a vontade do líder de fazer do time de rúgbi campeão daquela copa do mundo – o time era muito ruim! Mas sabia que, quando o time jogasse com todo o país, jogasse com o coração de uma nova nação, democrática, de direitos para todos, a história poderia ser diferente. Em síntese, Mandela buscou utilizar o esporte para universalizar o sentimento de uma nova nação!
Ficou fácil agora entender por que o filme se chama invictus? Claro, o time foi campeão sem perder nehuma partida e, quando o urubólogo provoca o capitão do time dizendo que foi até facil ganhar com 63 mil pessoas torcendo a favor, o capitão, branco, filho de um anti-mandela, responde prontamente: “não fomos campeões com 63 mil, fomos campeões com 43 milhões de africanos”.
Por último, o título do filme, como disse, é de um poema e não tem relação apenas com a invencibilidade do time de rúgbi, mas é o poema preferido de Mandela. Dizia ele que nos 27 anos que passou naquela pequena cela, toda vez que se sentia enfraquecido, triste, abatido, ele lia aquele poema, que o revigorava a continuar de cabeça erguida pelo fim de todas humilhações impostas pelo imperialismo ao seu povo e que, mesmo assim, foi capaz de perdoar e governar para todo o povo africano, brancos e negros.
Invictus (William E Henley)
Do fundo desta noite que persiste

A me envolver em breu – eterno e espesso,
A qualquer deus – se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,

Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei – e ainda trago
Minha cabeça – embora em sangue – ereta.

Além deste oceano de lamúria,

Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda – eu não declino,

Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

Fonte: UNE

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

PREFEITURA DE NOVA CRUZ PROMOVEU HOJE A TARDE EVENTO DE MOBILIZAÇÃO EM DEFESA DOS DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

 Prefeito Cid Arruda abrindo o evento





















Hoje a tarde no Ginásio Poliesportivo "Geovanna de Azevedo Targino a Prefeitura de Nova Cruz através das Secretarias de Assistência Social, Saúde e da Educação promoveu um grande evento: Programa de Mobilização em Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Dezenas de crianças, além de professores/as, diretores/as, estudantes do SENAC/PRONATEC e a sociedade em geral estiveram presentes.  Foram várias as ações desenvolvidas, entre elas destacamos Apresentações Artística e Dinâmicas com a psicóloga do NASF, Arielma Marques - Dinâmica I - Biodança: A dança da vida e Dinâmica II A Dinâmica dos Sonhos. Apresentação do teatro de fantoches, equipe da SMAS, cujo tema foi: E agora quem poderá me orientar?  Em seguida houve uma participação da Secretaria de Educação, cujo tema abordado foi INCLUSÃO!

A Secretaria Municipal de Assistência Social - SMAS promoveu no local do evento os serviços do CRAS, CREAS e Programa Bolsa Família, inclusive com encaminhamentos para 2ª via da identidade.

A Secretaria Municipal de Educação montou mesas com livros e jogos educativos.

A Secretaria Municipal de Saúde prestou atendimento de verificação de glicemia, vacinação, aplicação de flúor e verificação de pressão com a participação da Equipe do NASF.

Prefeito CID ARRUDA não participou como também discursou para os presentes e em especial para as pessoas com deficiência presentes, como também disponibilizará toda a estrutura da prefeitura em benefício das pessoas com deficiência, aproveitou também para parabenizar a professora LINDACI VITORINO que se encontrava presentou pela sua recente participação no Seminário Estadual do Encerramento da I Etapa do Programa Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, onde foi destaque, ocorrido em Natal nos dias 2, 3 e 4/12.

As secretárias de Educação, Drª Valéria Arruda Câmara e da Assistência Social, Márcia Valéria também participaram do evento.

NOVA CRUZ/RN PARTICIPOU DO ENCERRAMENTO DA I ETAPA DO PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA

 Lindaci ao lado das professoras, Ivana e Gracinha
 Lindaci com a professora, Nerice Barbosa
 Professoras Dorinha, LINDACI, Nereice e Ivana
 LINDACI, Nerice, Gracinha e Ivana
 Ivana e Gracinha
 Lindaci com sua coordenadora
Do dia 2 a 4 de dezembro em Natal a Prefeitura de NOVA CRUZ através da Secretaria Municipal de Educação - SME participou do Seminário Estadual de Encerramento da I Etapa do Programa Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa.

Representando o município a professora da Escola Municipal Deputado Márcio Marinho, Lindaci Vitorino apresentou um belíssimo trabalho, trabalho esse realizado com os seus alunados durante o ano de 2013.  Além da professora Lindaci participaram também do seminário as orientadoras de estudo: Ivana Lúcia de Paiva Carvalho, Maria das Dores Genuino Varela e Nerice Maria Barbosa Augustinho, na ocasião também participou do evento a coordenadora local (Nova Cruz) do PNAIC, Maria das Graças Amaro do Nascimento.

Todas envolvidas no PNAIC relataram os impactos positivos do programa.

A nossa professora Lindaci Vitorino os nossos parabéns pelo destaque merecido com toda a sua dedicação e amor ao ensinar nossas crianças e sendo referendada entre os professores/as que foram homenageadas no pacto.  Nova Cruz se orgulha Lindaci!  Continue assim com suas convicções de educar os nossos jovens. Valeu!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

MEIA-ENTRADA SEGUE À SANÇÃO PRESIDENCIAL

Foto: Pedro França - Agência do Senado
Os senadores aprovaram, na tarde desta quarta-feira (4), o substitutivo da Câmara dos Deputados ao projeto de lei do Senado (PLS 188/2007) que regulamenta o benefício da meia-entrada em salas de cinema, cineclubes, teatros, espetáculos musicais e circenses, eventos educativos, esportivos, de lazer e entretenimento. A matéria segue para sanção presidencial. A votação foi acompanhada por dúzias de estudantes, na galeria do Plenário, a maioria deles ligada à União Nacional dos Estudantes (UNE) - uma das polêmicas relacionadas à matéria era a responsabilidade pela emissão das carteiras que darão direito aos benefícios. Os senadores mantiveram a emissão a cargo
A maior novidade do texto aprovado é a inclusão de pessoas com deficiência entre os beneficiários da meia entrada. O projeto contempla também o direito à meia-entrada para estudantes, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e idosos - todos já beneficiados por legislações anteriores. A concessão da meia-entrada é assegurada para pelo menos 40% dos ingressos disponíveis e não se aplica aos eventos da Copa do Mundo 2014 e das Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016.
O relator Vital do Rêgo (PMDB-PB) acolheu sugestões apresentadas por Paulo Paim (PT-RS) e por outros senadores e retirou do texto final aprovado expressões que pudessem ser interpretadas como prejudiciais aos direitos dos idosos. Os idosos já têm direito a pagar 50% da entrada inteira nesses eventos e espetáculos, pois já há essa previsão no Estatuto do Idoso. O projeto aprovado não altera o Estatuto da Juventude, que também já prevê o benefício para jovens de baixa renda e estudantes.
Em seu formato original, o projeto, de iniciativa dos então senadores Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Flávio Arns (PSDB-PR), previa o benefício apenas para estudantes e idosos com mais de 60 anos. O substitutivo da Câmara incluiu as pessoas com deficiência e os jovens de baixa renda de 15 a 29 anos, independentemente de vinculação ao sistema educacional. No caso das pessoas com deficiência, a meia-entrada será concedida, inclusive, quando necessário, ao acompanhante.
Carteira
Para terem direito ao benefício, os estudantes devem comprovar essa condição por meio da apresentação da Carteira de Identificação Estudantil (CIE) emitida por entidades estudantis de cada segmento. Os jovens carentes terão de comprovar essa condição por meio de comprovação de que estão inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
A confecção da CIE deverá seguir modelo único nacionalmente padronizado e publicamente disponibilizado pelas entidades estudantis qualificadas em lei e, mediante certificação digital, pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI). Cinquenta por cento das características da carteira poderão ser locais ou regionais. A carteira deverá ser renovada a cada ano.
O texto aprovado determina que as carteiras estudantis serão emitidas pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) e pelas entidades municipais ou estaduais filiadas à essas três instituições. Também ficam autorizadas a emitir as carteiras todos os Diretórios Centrais de Estudantes (DCEs) e os Centros e Diretórios Acadêmicos (CAs e DAs), filiados ou não à UNE, Ubes ou ANPG.
Vital do Rêgo disse que a regulamentação da meia-entrada “é desejada há muitos anos”, principalmente devido à falta de fiscalização das carteiras estudantis. Há alguns anos, disse o senador, um espetáculo artístico vendia até 40% dos ingressos como meia-entrada mas, com a proliferação de carteiras estudantis, as meias-entradas passaram a ser até 85% dos ingressos vendidos. Com isso, acrescentou o relator, os produtores culturais transformaram a meia-entrada em ficção, pois o preço cobrado para a meia-entrada geralmente é o preço da entrada inteira, ficando o ingresso comum com o dobro do preço justo.
- Todo mundo emite carteira. Nós temos quase que a totalidade das pessoas com carteiras estudantis. Essa lei será um salto muito grande para a garantia de direitos e para o planejamento da produção cultural. Agora temos uma lei que regula a meia-entrada – afirmou Vital do Rêgo.
O relator registrou ainda que a aprovação da proposta só foi possível após ampla negociação com lideranças partidárias e representantes de grupos estudantis, do setor cultural e de grupos de defesa dos idosos. Ele disse acreditar que a proposta vai proporcionar a redução do preço de ingressos para eventos e espetáculos ao disciplinar a meia-entrada e as carteiras estudantis.
Fiscalização
O projeto também prevê que o benefício da meia-entrada não será cumulativo com “quaisquer outras promoções e convênios” e também não se aplica ao valor de serviços adicionais como “camarotes, áreas e cadeiras especiais”.
O respeito ao mínimo de 40% deverá ser comprovado pelos realizadores dos espetáculos e eventos “por meio de instrumento de controle que faculte ao público o acesso a informações atualizadas referentes ao quantitativo de ingressos de meia–entrada disponíveis para cada sessão”.
As produtoras dos eventos deverão disponibilizar o número total de ingressos e o número total de meias-entradas em todos os postos de venda, “de forma visível e clara”. Se os ingressos disponíveis para os usuários da meia-entrada esgotarem, a produtora também terá de divulgar o fato de maneira clara nos postos de venda.
O projeto estabelece ainda que os órgãos públicos competentes federais, estaduais e municipais, como o Ministério da Cultura e secretarias estaduais e municipais, ficarão responsáveis pela fiscalização do cumprimento da lei. O relator acredita que a própria população ajudará na fiscalização da nova lei.
A proposta prevê ainda sanções que poderão ser aplicadas às entidades que emitirem carteiras estudantis de maneira irregular ou fraudulenta: multa, suspensão temporária da autorização para emitir carteiras ou perda definitiva dessa autorização.
Ao final da votação, o presidente do Senado, Renan Calheiros, comemorou o resultado, elogiou os autores e relatores da proposta e registrou a presença, em Plenário, das presidentes da UNE, Virgínia Barros, e da Ubes, Manuela Braga.
Também apoiaram o projeto os senadores Mário Couto (PSDB-PA), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Wellington Dias (PT-PI), Gim (PTB-DF), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Benedito de Lira (PP-AL), Aloysio Nunes (PSDB-SP), Lúcia Vânia (PSDB-GO) e Eduardo Braga (PMDB-AM), entre outros.
Augusto Castro e Gorette Brandão
Fonte: Agência Senado

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

EM SEU 1º DIA, NOVA GESTÃO DA UBES REALIZA PASSEATA COM 2 MIL ESTUDANTES OCUPANDO AS RUAS DE BH

Liderados pela nova presidenta à frente da entidade, o ato deste domingo (01/12) partiu da Praça da Liberdade e ocupou a Praça da Estação, centro de Belo Horizonte. A manifestação pacífica pautou as lutas centrais da diretoria para os próximos 2 anos
Entre baterias, cartazes e tintas, mais de 2 mil estudantes que deram corpo ao 40º Congresso Nacional da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (CONUBES) realizaram neste domingo, 01/12, o primeiro grande ato da nova gestão da entidade. Eleita presidente no encontro que reuniu mais de 7 mil jovens em Minas Gerais desde a última quinta-feira, a carioca Bárbara Melo liderou a passeata que percorreu avenidas centrais da capital.
Palavras de ordem, megafones e bandeiras caracterizaram a caminhada que partiu da Praça da Liberdade, em frente o Memorial Minas Gerais Vale, indicando com a mobilização um novo período para os estudantes da UBES. “Esse domingo é de luta na cidade que recebeu o maior congresso da história desta entidade, para mim é um orgulho iniciar essa gestão com toda galera tomando as ruas, sabendo que não para por aqui”, comemorou Bárbara, eleita há menos de um dia com 82% dos votos (saiba mais aqui).
Percorrendo a rua Espírito Santo, Tupinambás e a Avenida dos Andradas, a marcha culminou em uma grande ciranda na Praça da Estação, pautando com pluralidade as principais discussões do movimento secundaristas para o próximo biênio. Entre os motes centrais esteve o passe livre estudantil, reformulação do ensino médio, a desmilitarização da polícia militar e o direito à liberdade e emancipação das mulheres.
passeata conubes (5)
Estudantes unidos jamais serão vencidos

OS SONHOS SONHADOS JUNTOS E AS NOVAS LUTAS

Além de transformar o tema do 40º Conubes (Prepara uma avenida que a gente vai passar) em realidade, com as mãos para cima e a convicção que só um estudante secundarista pode exprimir nas passeatas estudantis, os jovens de diversas regiões do país cantaram expressivamente “Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”. Como um hino aos novos caminhos e desafios, a passeata volumosa parou os faróis de Belo Horizonte marcando com pluralidade de pautas e muita descontração as ruas ocupadas com “olas”, música e as famosas corridinhas.
passeata conubes (6)
Educação já

A CARA DESSA JUVENTUDE

Compondo a passeata, o quebra-cabeça dos desafios da educação brasileira foi montado, das mais diversas tribos e anseios, os jovens apresentaram seus principais questionamentos. Para o secundarista do Amapá, Wilson Bruno, o passe livre estudantil é fundamental. Do município Laranjal do Jaré, o estudante do curso técnico de informática do Instituto Federal do Amapá, também afirmou que “as estruturas das escolas são precárias e quem sofre são os estudantes, precisando mostrar à população do quanto é preciso priorizar a educação e a saúde”, contou.
Do alto do carro de som, o presidente da União Municipal de Estudantes Secundaristas de Betim (UMES-Betim), Kenedy Alessandro, reafirmou a cobrança ao governo de Minas pela efetiva aprovação da gratuidade nos transportes como política pública. “Não queremos esse meio passe que não representa nem 1% dos estudantes”, comentou. “O governo mineiro não responde aos nossos anseios, foi aqui que aconteceu uma das maiores greves dos professores neste ano, no entanto, ainda não é cumprido a lei do piso salarial”, denunciou.
Para além dos rostos pintados, violões, skates e faixas, os estudantes ainda surpreenderam o ato com intervenções feministas. Emily Santos, 18, da escola Duque de Caxias era uma delas; a pernambucana tirou a blusa para se manifestar. “Os estudantes precisam mostrar o querem e pensam, queremos que a mulher deixe de ser tratada como carne e essa mudança nós queremos agora”, finalizou com os punhos cerrados.
Nesse mesmo cenário de descontração, tambores, baterias, outros cartazes indicavam a reivindicação por uma escola sem homofobia e pela reforma estrutural nas instituições de ensino. Bruno Barbosa, presidente do grêmio estudantil do Colégio Estadual Nilo (RJ) era um dos jovens a segurar um cartaz denunciando a presença de policiais nas escolas cariocas. Segundo ele, existem escolas cariocas que diante de problemas simples acionam a polícia militar. “O resultado são estudantes intimidados, que na maioria das vezes, não encontram a possibilidade de diálogo com a diretoria escolar”, declarou.
meninas
Juventude nas ruas
Entre tantas outras intervenções, Taís Sousa de 16 anos pulava na multidão. A secundarista da escola estadual do Ceará, Elzza Goersch, enfrentou dois dias de viagem até Minas Gerais, onde participou do CONUBES e da passeata. “Viemos aqui reivindicar. Antes eu só via os meus deveres, hoje eu tenho consciência dos meus direitos, e é meu direito vir pra rua e mostrar que a juventude tem força pra mudar o nosso país”, comentou.
O encerramento da passeata na Praça da Estação contou com as saudações da presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Vic Barros. “Estão aqui todos que conseguiram construir o maior congresso da história da UBES, dormindo um pouco menos e levando horas na estrada até chegar aqui. Foi assim que nos últimos dias conseguiram levantar debates politizados e saudáveis, mas ainda tem muita luta pela frente. Muitos carros de som precisam ir para a porta das escolas reivindicar todas essas mudanças, e é assim que vamos mais uma vez espalhar essa nossa alegria pelas escolas de todo Brasil”.
Suevelin Cinti - UBES

domingo, 1 de dezembro de 2013

CARIOCA BÁRBARA MELO É ELEITA PRESIDENTA DA UNIÃO BRASILEIRA DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS (UBES)


Congresso da entidade terminou neste sábado (30/11) em Belo Horizonte, com a participação de 7 mil estudantes de todos os estados do Brasil

A União Brasileira dos Estudantes (UBES) encerrou, neste sábado (30) o seu 40º Congresso na cidade de Belo Horizonte, com a participação de 7 mil estudantes de todo o Brasil, a definição dos rumos do movimento estudantil para os próximos anos e a eleição da nova diretoria da entidade. Na plenária final do encontro, realizado no ginásio do Mineirinho, a carioca Bárbara Melo, de 19 anos, foi eleita presidente da UBES e terá, a partir de agora, a responsabilidade de representar os mais de 50 milhões de estudantes do ensino médio, fundamental e técnico brasileiro.

Estudante da escola Oscar Tenório na capital fluminense e intensamente envolvida com a onda de manifestações brasileiras que tiveram sua explosão no mês de junho, Bárbara espera que a entidade, com mais de 65 anos, avance na luta pelo passe livre estudantil, na reformulação do ensino médio e nas lutas feministas. A eleição marca a continuidade de gestões de mulheres no movimento secundarista, com a saída da pernambucana Manuela Braga.

VEJA ABAIXO PERFIL COMPLETO DE BÁRBARA MELO, NOVA PRESIDENTA DA UBES

Do total de 2.209 votos, a chapa da nova diretoria da UBES “Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós” obteve 82% dos votos, totalizando voto de 1.815 delegados. Também participaram as chapas “Oposição de Esquerda”, com 313 votos, “Reconquistar a UBES”, com 36 votos e “UBES é pra Lutar” com 33. Foram somados apenas 4 votos brancos e 8 votos nulos.
O Congresso da UBES, que teve início no dia 28/11, reuniu, por três dias, 7 mil estudantes de todos os estados brasileiros nas cidades de Contagem e Belo Horizonte. Foram debatidos temas como passe livre estudantil, reforma política e gestão democrática. Além de emancipação feminina, combate ao genocídio da juventude negra e os desafios do ensino técnico.
A plenária final aprovou resoluções importantes como a permanente luta da entidade pela Reformulação do Ensino Médio, reforma radical no Estado brasileiro em defesa da democratização das mídias e a convocação da Jornada Nacional de Lutas 2014.

A FUNÇÃO AUMENTOU: UM PERFIL DE BÁRBARA MELO 


No bom carioquês da juventude da zona oeste do Rio de Janeiro, cabe dizer que Bárbara Melo é uma menina “na função”. Aos 19 anos, moradora da região de Bangu, filha de um pai técnico em eletrônica e de uma mãe que gastou suor para conciliar o trabalho doméstico e um curso na faculdade de direito, a nova presidenta da UBES é bate-pronto, desembolada, na fita, disposição. Estudante do pré-vestibular e recém-formada no ensino técnico, em um curso de administração, ela acredita que a vida tem acelerado o passo no caminho que a levou, em apenas três anos, da disputa na quadrilha de festa junina da escola ao movimento do grêmio estudantil, posteriormente à presidência da Associação Municipal dos Estudantes do Rio de Janeiro (AMES) e agora ao posto máximo do movimento secundarista brasileiro. “Admito que dá um pouco de medo, mas tô aí”, sorri matando no peito.
A capacidade de encarar e se dar bem com grandes desafios está na biografia recente. Como estudante de uma escola pública tradicional do bairro de Marechal Hermes, aprendeu a improvisar em uma rotina envolvendo uma hora de ônibus para chegar à aula de manhã, outra hora de tarde para ir ao estágio na Eletrobrás, no centro da capital, e jogo de cintura para ainda participar das reuniões e “corres” do movimento estudantil na cidade. Trocar de roupa e se maquiar na estação de metrô, fazer refeição com a tradicional batata frita com bacon na região da escola ou vender bijuteria entre os amigos para fazer um extra foram apenas o começo.
O clima “na função” na vida de Bárbara aumentou e muito, a partir de 2012, quando já presidente da AMES tornou-se uma das mobilizadoras do Fórum de Luta contra o Aumento da Passagem no Rio. Totalmente envolvida com um dos temas mais importantes do movimento secundarista, o passe livre, viu o Fórum tornar-se, um ano depois, um dos nascedouros da histórica jornada de manifestações de junho de 2013, em todo o Brasil. Desde então não saiu das ruas e integra, hoje, a geração de jovens cariocas que tem emendado lutas após lutas, como a campanha do caso Amarildo, a greve dos professores municipais e a mobilização pela desmilitarização da polícia militar. Na suposta trincheira de oposição caricata entre black blocs de um lado e “coxinhas” de outro, ela aponta um caminho do meio:
“Não me incluo na tática dos black blocs, apesar de achar simbólico o fato de quebrarem, principalmente, os grandes bancos privados. Há uma mensagem nisso. Por outro lado, acho perigoso o discurso dos que gritam contra todos os partidos e contra as entidades do movimento social. É errado criminalizar a política no geral porque, inclusive, os que estão na rua são políticos. Fazer uma manifestação é um gesto político”, afirma. Entre as outras lutas que encampa estão a democratização dos meios de comunicação, o combate à homofobia e o conjunto das pautas feministas. Participante do movimento da Marcha das Vadias no Rio de Janeiro, ela acredita que os temas voltados às mulheres – principalmente as jovens – estão explodindo na cidade e no Brasil. Menciona os recentes casos de suicídio de duas jovens estudantes brasileiras, após terem vídeos envolvendo sua sexualidade expostos na internet: “O problema do chamado ‘revenge porn’ é urgente, precisa ser mais debatido dentro da escola e também pela UBES”, acredita.
No que diz respeito à educação pública brasileira, a grande bandeira da entidade, Bárbara espera que o movimento educacional passe a discutir, com mais afinco, qual é o papel do sistema de ensino na atualidade. “Comemoramos algumas vitórias como a conquista dos royalties do petróleo para a área da educação, mas precisamos saber como e onde esse recurso deve ser investido. Qual escola queremos?”, indaga. Ela enxerga a necessidade de reformas pedagógicas e estruturais no ensino médio, grandes reajustes salariais para a classe de professores, alterações curriculares, adequação de cada sistema de ensino às realidades locais das regiões brasileiras, o fortalecimento da democracia nas escolas e a valorização de órgãos como os conselhos escolares e os próprios grêmios estudantis que, em sua opinião, estão crescendo de forma marcante no país. “O estudante brasileiro, no geral, ainda acha a escola um saco, além de achá-la ruim, e a escola não se preocupa com os anseios desses jovens.”, aponta. Segundo ela, outra prioridade de sua gestão será a campanha pela reestruturação do ensino técnico, a busca por melhorias nos institutos federais e no projeto original do Pronatec, realizado pelo governo federal.
A pauta requer fôlego, mas ela se diz otimista para o ano de 2014, que envolve grandes eventos como as eleições e a Copa do Mundo no país. Terá que conciliar as viagens e responsabilidades da presidência da UBES com a sua preparação para a universidade, onde espera ingressar no curso de administração pública. “Estou me sentindo desafiada”, descreve. O sentimento é semelhante àquele que teve na primeira disputa do campeonato de quadrilha da escola, mas Bárbara sabe que, agora, não é ela que perde ou ganha. São todos os estudantes secundaristas brasileiros.
Crédito de Imagem: Vitor Vogel - UBES

CONTROLE SOCIAL E PARTICIPAÇÃO POPULAR: CONQUISTAS, PERSPECTIVAS E ATUAIS DESAFIOS DA SAÚDE NO CONUBES

 Estudantes realizam o 2º Seminário de Juventude, Saúde e Participação
A juventude brasileira sempre esteve ligada às diversas lutas travadas no Brasil para a construção de um sistema avançado de democracia e participação popular. Dentro e fora dos diversos movimentos sociais, ela conseguiu criar seus espaços de interlocução com a sociedade de forma inovadoras e trouxe renovação para as construções de base.
Pensando na saúde como um campo fértil para a intervenção dos jovens, o CONUBES, realizou o 2º Seminário de Juventude, Saúde e Participação com a presença do secretario de Saúde de Contagem, Ricardo Faria; o representante do Ministério da Saúde, Eleutério Rodriguez Neto; o secretario de saúde do estado; e o presidente da UMES, Rodrigo Lucas.
O movimento de democratização da saúde e participação popular, que lutou árduos anos para garantira Reforma Sanitária Brasileira e a construção do Sistema Único de Saúde – o SUS, foi o ponto sistemático para a construção do debate.
“Esse movimento se propôs a discutir a democratização das estruturas políticas para garantia de direitos cidadãos através da construção basal de um novo modelo democrático, propondo a saúde como porta de entrada na vida político-social de qualquer cidadão”, pontuou Ricardo Faria.
De acordo com o secretário, a luta por um SUS fortalecido passa primeiramente pelo entendimento que seu projeto não condiz com o modelo de sociedade que estamos inseridos, onde prevalece a cultura mercadológica e de opressão das minorias sociais. “Só através de uma mudança desse paradigma poderemos edificar um sistema de saúde que esteja de acordo com um estado de direitos, que garanta a luta social referenciada em uma cultura de construção coletiva em todas as áreas –educação, cultura, economia etc. O SUS é o documento mais avançado que um país pode ter”, completou Eleutério.
Os estudantes também pontuaram que as instituições de ensino do nosso país ainda estão em desconexão com a realidade da saúde pública e não conseguem formar profissionais que realmente se propõem a trabalhar no SUS, na perspectiva de construir uma saúde para a sociedade brasileira como um todo.
*O Seminário faz parte da intervenção do Centro de Estudos e Memória da Juventude (CEMJ).
Patricia Blumberg - UBES