Páginas

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Quem está nas ruas contra o golpe

Conheça alguns dos personagens que ajudaram a construir uma das maiores mobilizações contra o impeachment
Fim do ajuste fiscal, ‘’Fora Cunha’’ e a contrariedade ao processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff reuniram cerca de 100 mil pessoas na Avenida Paulista nesta quinta-feira (16).  Gente de todas as idades, com diferentes gostos, mas com uma vontade em comum de defender a democracia tomaram as ruas da maior cidade do país.
O casal Nival e Vera Marques esteve na rua em 89 a favor do impeachment de Collor e está nas ruas em 2015, desta vez contra o processo que pretende tirar a presidenta do poder. ‘’Em 89 nós éramos caras pintadas lutando para tirar bandidos do poder. Agora estamos nas ruas para impedir que bandidos tirem a presidente do poder’’, pontuou Nival.
Questionada sobre a participação dos estudantes nas manifestações, Vera foi enfática. ‘’Os jovens são o futuro. Serão os pais de amanhã, os formadores de opinião de amanhã. Os jovens precisam lutar e calar essa mídia vendida’’, exclamou.
personagens1

A metalúrgica Magailda Pereira conta que decidiu participar da manifestação para defender seu voto e a democracia. ‘’O povo escolheu a presidenta. E ela é uma mulher, uma mulher como eu e tantas outras. Não vamos deixar que o golpe acabe com nossas escolhas’’, disse.
personagens2
Em meio à multidão, o pequeno Benjamin Siqueira de apenas 8 anos acompanhava as palavras de ordem. Ao lado do pai e da madrasta, o menino contou que estava feliz em participar da manifestação. ‘’Estou gostando de gritar Fora Cunha’’, falou.
personagens5
De bicicleta, a atriz Mônica Simões conta que está contente em poder ocupar a cidade. ‘’Eu acredito que é muito importante a nossa participação nessa manifestação, por um Brasil mais justo. A bike e a ciclovia simbolizam também esse avanço, das pessoas poderem compartilhar mais os espaços públicos. Eu estou feliz em estar na rua hoje com os jovens dizendo não ao golpe’’, destacou.
personagens3
Os estudantes Lucas e Luís, vieram juntos de Caraguatatuba, litoral norte do estado para participar da mobilização. ‘’O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, não tem legitimidade para pedir o impeachment. Por isso estamos na rua. Viemos defender o estado democrático e a juventude está de olho’’, disse.
personagens4
Fonte: UNE

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

3ª Conferência Nacional de Juventude terá presenças de Mujica, Emicida e Dilma

Evento já reuniu cerca de 600 mil pessoas de todo o Brasil entre junho e novembro
Via Portal da Juventude
Entre os dias 16 e 19 de dezembro acontece no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília (DF), a etapa nacional da 3ª Conferência Nacional de Juventude, com o tema “As  Várias Formas de Mudar o Brasil”.  Dois mil delegados e delegadas de todos os estados, jovens eleitos nas etapas presenciais e digital – por meio de um aplicativo –, representarão as reivindicações e lutas da juventude brasileira. Os debates servirão de subsídio para a formulação do Plano Nacional de Juventude.
Na próxima quarta-feira, a cerimônia da abertura contará com a presença da ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, ao lado do secretário nacional de Juventude, Gabriel Medina, e do presidente do Conselho Nacional de Juventude, Daniel Souza. Após a abertura acontecerá um grande encontro dos jovens com o ex-presidente e atual senador uruguaio, José Pepe Mujica, e a presidenta Dilma Rousseff.
“A presença de Mujica e da presidenta Dilma reforça a celebração de valores de participação política, respeito às diversidades e desconstrução de preconceitos, principais objetivos da Conferência”, afirma o secretário nacional de Juventude, Gabriel Medina. “Desde o início do processo, quando apostamos na eleição de delegados por um aplicativo, a Conferência mostrou-se inovadora e potente. É por isso que, além dos atos e debates políticos, teremos uma grande mostra cultural que trará 250 jovens do país”, completa o secretário.
Ao longo da programação haverá uma mostra artística, cultural e científica selecionada por meio da chamada pública “Manifesta”, que traz uma grande diversidade de shows, oficinas, pesquisas, materiais audiovisuais e danças produzidas por jovens de todo o Brasil. A primeira noite da Conferência, misturando-se com as atividades propostas pelos jovens, contará com show do rapper Emicida e de convidadas como as rappers Karol Conká e Drik Barbosa, além do MC Rico Dalasam.
Durante a Conferência, os delegados irão debater e votar propostas de políticas públicas prioritárias a serem implementadas pelos governos, em grupos de trabalho divididos entre os 11 eixos do Estatuto da Juventude: Participação, Educação Segurança, Meio Ambiente, Trabalho, Saúde, Cultura, Esporte, Diversidade, Território e Comunicação. Outros temas serão discutidos em Arenas Livres, espaços de livre participação entre os participantes da Conferência e convidados.

LANÇAMENTO: SERVIÇO DE DENÚNCIA DE VIOLAÇÕES DE DIREITOS CONTRA A JUVENTUDE NEGRA

Os dois novos módulos do Disque 100, que receberá também denúncias de racismo, serão lançados nesta quarta (16), na abertura da Conferência Nacional de Juventude. O serviço, que já recebe denúncias de violações de direitos humanos contra diversos públicos, passa a contar com um novo módulo que receberá denúncias de violações contra a juventude negra, mulher ou população negra em geral; e outro módulo para denúncias de violações contra comunidades quilombolas, de terreiros, ciganas e religiões de matriz africana.
Para o secretário especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Ronaldo Barros, trata-se de mais um importante instrumento de enfrentamento ao racismo que o governo brasileiro oferece à população negra. “A população negra brasileira passa a contar com este importante instrumento para o enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa. Não podemos nos calar diante da violência, seja ela qual for, e o que o governo faz agora é oferecer mais caminhos para que a população negra não se cale e denuncie a violência que tem como motivação o racismo”, declara.

INTERNACIONAL: ENCONTROS ENTRE GESTORES DO MUNDO TODO E CONVIDADOS DA CPLP

A 3ª Conferência também receberá delegações internacionais representando governo e sociedade civil. Ocorrerão dois encontros: o primeiro consiste num seminário que reunirá gestores de políticas públicas de juventude do mundo todo e a Organização das Nações Unidas (ONU). O segundo será uma reunião de convidados internacionais dos países da comunidade dos Países de língua portuguesa (CPLP) e representantes da sociedade civil.
POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS PARTICIPAM E FAZEM ENCONTRO PRÉ-CONFERÊNCIA
A Conferência também contou com momentos específicos para o debate das juventudes de comunidades e povos tradicionais. Indígenas, quilombolas, ciganos, povos de terreiros e matrizes africanas estarão representados na etapa nacional. Antes disso, nesta segunda e terça-feira (14 e 15), se reunirão em Brasília, no Carlton Hotel, para formulação e elaboração de propostas de políticas públicas específicas para esse público.
INOVAÇÕES
  • Toda os estados construíram suas delegações a partir de critérios de paridade de gênero, proporcionalidade étnico-racial e diversidade regional.
  • Diferentemente das edições anteriores, a 3ª Conferência realizou, além dos eventos presenciais, uma etapa digital: cerca de vinte mil jovens participaram por meio de um aplicativo para celulares e computadores, sendo selecionados 484 delegados e 305 propostas à etapa nacional.
  • Outra novidade é a Manifesta, uma mostra cultural desenvolvida para oferecer à juventude, oportunidades de trabalhar o potencial criativo. São 92 apresentações protagonizadas por 250 jovens, selecionados através de uma chamada pública. As atividades incluem teatro, dança, música, artes visuais, cinema, poesia, circo, mídia livre, cultura digital, popular, indígena, cigana, e muito mais.

COBERTURA COLABORATIVA

Todo o evento será divulgado por jovens midiativistas e coletivos de comunicação por meio de uma cobertura colaborativa. Haverá uma sala especial para o desenvolvimento das atividades ao longo de toda a #3ConfJuv. Parte das atividades serão transmitidas ao vivo pelo juventude.gov.br e a programação poderá ser acompanhada pelo site e redes sociais da SNJ e dos coletivos da cobertura colaborativa a partir da hashtag #3ConfJuv.

SERVIÇO

O quê: Etapa Nacional da 3ª Conferência Nacional de Juventude
Quando: 16 e 19 de dezembro de 2015
Onde: Estádio Nacional Mané Garrincha, em  Brasília (DF)
Fonte: UNE

Dia 16: todos na rua contra o impeachment e em defesa da democracia

Representantes das Frentes Brasil Popular e de movimentos populares marcharão juntos em mobilizações em todo o país.

Em reunião na última segunda-feira (7) em São Paulo, integrantes da Frente Brasil Popular e de outros movimentos populares definiram o dia 16 de Dezembro como dia de ir às ruas nacionalmente contra o impeachment.

Os atos acontecerão em todo o Brasil organizados pela UBES e a UNE, pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e entre outras entidades do movimento social.
Na capital paulista a concentração será às 17h no Masp, na Avenida Paulista, e deve terminar Praça da República, no Centro.  Nos próximos dias as entidades se reunirão em Brasília para definir detalhes do ato no Distrito Federal.
“Nesse momento é importante que os movimentos sociais estejam nas ruas para barrar esse golpe à democracia que é o impeachment sem base legal”, esclareceu a presidenta da UNE, Carina Vitral.
A União Nacional dos Estudantes  divulgou esta semana, em nota oficial, que repudia o acolhimento do pedido de abertura do processo de impeachment contra o mandato da presidenta Dilma Rousseff, pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). No texto, a entidade afirma que o requerimento é “fruto de uma flagrante chantagem política por parte de Cunha”. E que a reeleição de Dilma foi um “resultado eleitoral limpo e democrático”.
O coordenador Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulous destacou a importância da unidade neste momento de agravamento da conjuntura política do país.
“É um campo de unidade de vários movimentos sociais que tem um acordo em ter uma posição neste momento contra o impeachment”, disse Guilherme.
Ele defendeu o fortalecimento do trabalho de base, de conscientização e da mídia popular de esquerda como formas de fazer chegar até o povo as motivações da luta.
“Temos um monopólio midiático no Brasil que mais desinforma do que informa”, afirmou Guilherme.
Nesta quarta (9) será realizada uma coletiva de imprensa, no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, para divulgar o ato do dia 16.
Fonte: UBES

Congresso da AMES e UEES movimenta Rio de Janeiro

As duas entidades elegem mulheres à presidência e saem à luta contra o golpismo.
No momento em que os estudantes de todo Brasil levantam suas bandeiras pelo empoderamento das mulheres e em defesa da democracia para impedir o golpe do impeachment contra a primeira mulher a ocupar a presidência do país, os estudantes do Rio de Janeiro dão aula de cidadania contra o machismo e elegem duas jovens secundaristas para presidir a Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro (AMES) e a União Estadual dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro (UEES).
Além de colocar as meninas na linha de frente das entidades nos próximos dois anos, o congresso unificado que aconteceu no último sábado (5), no bairro Quintino Bocaiuva, na Escola Técnica Estadual República, também definiu as lutas para o próximo período.
Mais de 300 estudantes compareceram ao fórum máximo das entidades. Os debates aconteceram juntos, com plenárias e votações separadas. Entre as pautas discutidas estão os desafios do ensino público, o desmonte da educação no Rio de Janeiro, a luta contra o corte de verbas, apoio às ocupações das escolas de São Paulo e democracia.
AMES ELEGE ISABELA QUEIROZ
No 22º Congresso da AMES, a estudante do curso médio-técnico em produção audiovisual, Isabela Queiroz, foi eleita a presidenta da entidade. Aos 17 anos, ela já liderou em sua escola [ETE Adolpho Bloch] o “Movimento 850” – de reconstrução do grêmios, que arquitetou projetos como o Núcleo IRIS (Igualdade e Respeito a Identidade Sexual) e o Núcleo Feminista, além de presidir a diretoria de Mulheres da AMES e a vice-presidência da entidade.
Para a jovem que está no 2º ano, é preciso lutar contra o desmonte do ensino na capital e pela abertura do processo democrático.
“Acho que o maior desafio para o próximo período é unificar os estudantes contra o desmonte da educação no Rio de Janeiro, principalmente na questão democrática, que vivemos cada vez menos em nossas escolas. O presidente da rede estadual de ensino técnico, Wagner Victer, foi indicado politicamente sem nenhuma consulta aos estudantes; o presidente da FAETEC, ex-presidente da CEDAE, tem tentado fazer com o ensino técnico o mesmo que fez com a rede de saneamento: falir! Precisamos mostrar a eles que educação não é mercadoria!”, bradou Isabela.
ANA KAROLINE CARPES ASSUME GESTÃO DE LUTAS DA UEES
No 4º Congresso da UEES-RJ, a secundarista Ana Karoline Carpes, 20, foi eleita a nova presidenta da entidade estadual. Natural do Rio Grande do Sul, onde atuou na UMES de Passo Fundo,  a jovem chegou em terras fluminenses há pouco menos de um ano, e ajudou a construir o Encontro de Grêmios em Duque de Caxias.
Agora, cursando o pré-vestibular, fala sobre o próximo período contra o autoritarismo nas escolas. “A educação precisa ser igualitária e livre das opressões, os estudantes estão insatisfeitos com a polícia dentro da escola, o machismo, o racismo e a homofobia. Vamos ocupar as ruas e tornar essa uma luta da escola que repercutirá em toda sociedade”, afirma.

Ana falou sobre o posicionamento do movimento estudantil do Rio de Janeiro contra a tentativa de impeachment da presidenta. “Estamos empenhados em dar continuidade ao processo democrático do nosso país, não aceitaremos o golpismo. Assim como nas entidades estudantis, na UBES, na AMES e UEES, as mulheres precisam ocupar os espaços de poder e ser empoderadas, e sem dúvidas, os estudantes já assumiram sua posição, estamos do lado da democracia, por uma educação igualitária, contra os preconceitos e o golpismo”, finaliza.
Fonte: UBES

Congresso da ACES convoca Primavera Secundarista no Ceará

Encontro inicia período de lutas pela consolidação da democracia e o fortalecimento do movimento estudantil cearense.
Os estudantes do Ceará renovaram as forças do movimento estudantil e realizaram no último sábado (12), o 4º Congresso da Associação Cearense dos Estudantes Secundaristas (ACES), no CUCA Jangurussu, em Fortaleza. Com cerca de 250 lideranças que vieram das diversas regiões do estado, o encontro marcou a realização de um ato político e a convocação de uma “Primavera Secundarista”.
Entre debates sobre a luta pela democracia nas escolas, a meia-entrada cultural, contra o machismo, racismo e homofobia, o congresso deliberou o posicionamento dos cearenses em defesa da liberdade democrática que começa nas salas de aula. Em resolução, os estudantes denunciaram o caso de uma escola técnica no Canindé, onde a direção não realiza eleições há 6 anos para se manter no poder.

ENFRENTAMENTO E MUITA LUTA

O estudante eleito durante o congresso para presidir a ACES nos próximos dois anos foi o jovem Willamy Correia, 17, de Juazeiro do Norte. Atualmente é vice-presidente do grêmio da escola onde estuda, a Presidente Geisel – Polivalente, e vice-presidente da União de Estudantes Secundaristas do Cariri. O jovem conta que o principal compromisso da gestão será com a democracia.
“Será analisado a conjuntura das escolas, queremos democracia, e se não houver, os estudantes ocuparão. Esse é nosso compromisso, protagonizaremos a luta contra o impeachment que ameaça o mandato democrático da presidência do nosso país, vamos pedir o ‘Fora Cunha’ e defender a educação”, declara Willamy.
Cursando o 2º ano do ensino médio, o secundarista destacou o posicionamento da ACES na consolidação do movimento secundarista. “Iremos fortalecer as bases, formar lideranças estudantis, movimentar a fundação dos grêmios estudantis das escolas e a regulamentação das UMES. Será uma verdadeira ‘Primavera Secundarista’, haverá mulheres empoderadas, negras, negros e lgbts em todos os espaços, inclusive na presidência das entidades”, falou.
A programação do evento foi marcada pela presença de parlamentares, representantes dos movimentos sociais, sindicais, da secretaria de Mulheres e de Juventude, da União Brasileira de Mulheres, UBES e UNE.
Para acompanhar as atividades do movimento estudantil no Ceará, acesse o Blog da ACES:http://acesceara.blogspot.com.br/
Fonte: UBES

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

IFRN - NOVA CRUZ: A FORÇA DA JUVENTUDE VENCE AS ELEIÇÕES! Márcio Dadox é eleito novo Diretor Geral do IFRN - Nova Cruz


A Força da Juventude supera todos os obstáculos!  Professor Márcio Dadox VENCE as eleições para diretor do Campus do IFRN de Nova Cruz!

Isso mostra a Força da Juventude, pois eles são a razão do IFRN, eles mostram que a unidade, o compromisso e a garra são ingredientes necessários para a CONQUISTA!

Estive recentemente conversando com o Márcio Dadox e muitas de suas propostas bateiam com as minhas, entre elas destaco o Ensino Noturno e a rotatividade dos cursos;

Parabenizo-o pela linda vitória e espero que possamos unir todos e todas as pessoas nesses objetivos, pois quem ganha é a Região Agreste Potiguar e em especial os novacruzenses.

Já em 2016 teremos a realização do nosso IV Debate em Defesa dos Campus da UERN e UFRN, entrando na pauta o IFRN (Ensino Noturno e a Rotatividade dos Cursos), vamos acreditar em mais uma vitória,pois não custa nada sonhar e concretizar!

Conte conosco, Márcio Dadox!

ELEIÇÕES 2015 Comissão reforça as regras para votação e divulga lista dos votantes - retificad


A eleição acontece dia 9 de dezembro das 8h às 21h, ininterruptamente.
A Comissão Eleitoral Local do IFRN Campus Nova Cruz divulga as listas dos votantes dos três segmentos (alunos, docentes e tecnicos administrativos), aptos a escolherem o Reitor IFRN e Diretor Geral do campus.
Dos procedimentos para a votação:
A votação acontecerá no dia 9 de dezembro do ano em curso, das 8h às 21h, ininterruptamente, no auditório do campus, onde estará instalada a mesa receptora, a qual recepcionará os eleitores sob as seguintes orientações:
I. O curso da votação obedecerá a ordem de chegada dos votantes.  
II. O votante servidor apresentará aos componentes da mesa receptora um documento oficial com foto, sendo vedado o crachá do servidor.
III. O votante discente apresentará aos componentes da mesa receptora um documento oficial com foto ou a carteira estudantil.
IV. Após a identificação, o eleitor assinará a folha de votação, receberá duas cédulas (uma para escolha de Reitor e a outra para escolha do Diretor Geral), dirigir-se-á à cabine do segmento que faz parte e procederá à votação na urna convencional.


Importante:
a) As cédulas eleitorais deverão estar assinadas por pelo menos 2 (dois) membros da mesa receptora, para validação;
b) O eleitor receberá duas cédulas: uma contendo os nomes dos três candidatos a Reitor e a outra com os nomes dos candidatos a Direção Geral, devendo obrigatoriamente depositar as cédulas na urna do segmento do qual faz parte;
c) As cédulas que contenham rasuras, desenhos, ou qualquer tipo de identificação por parte do eleitor, bem como cédulas danificadas serão considerados como voto nulo;
d) Consoante aos artigos dispostos nas Normas Eleitorais, não é permitido fazer campanha no dia da eleição.
d.1) Art. 7º Fica estabelecido o seguinte calendário para o processo de escolha: 08/12 - Encerramento da campanha.
d.2) Art. 9º A campanha restringir-se-á aos prazos estabelecidos no calendário e às normas desta Resolução, sob pena de impugnação ou cancelamento da candidatura caso seja comprovada campanha em período distinto deste ou infração às normas.
d.3) Art. 10º. São normas da campanha eleitoral: I. Os candidatos deverão observar o código de ética do servidor público nas suas ações durante a campanha. III. Não será permitido a nenhum candidato dispor de recursos próprios ou de terceiros que visem ao aliciamento dos eleitores. XII. Não poderão ser utilizadas faixas, folders, panfletos, bottons e/ou camisetas, ou outros materiais de natureza publicitária, excetuando-se os descritos nos incisos VI e VII das Normas Eleitorais.
Confira a listagem dos aptos aqui.
Fonte: IFRN - Campus Nova Cruz

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Dia 16: todos na rua contra o impeachment e em defesa da democracia

Representantes das Frentes Brasil Popular e de movimentos populares marcharão juntos em mobilizações em todo o país
Em reunião na última segunda-feira (7) em São Paulo, integrantes da Frente Brasil Popular e de outros movimentos populares definiram o dia 16 de Dezembro como dia de ir às ruas nacionalmente contra o impeachment.
Os atos acontecerão em todo o Brasil organizados pela UNE, pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e entre outras entidades do movimento social.
Na capital paulista a concentração será às 17h no Masp, na Avenida Paulista, e deve terminar Praça da República, no Centro.  Nos próximos dias as entidades das duas frentes se reunirão em Brasília para definir detalhes do ato no Distrito Federal.
“Nesse momento é importante que os movimentos sociais estejam nas ruas para barrar esse golpe à democracia que é o impeachment sem base legal”, esclareceu a presidenta da UNE, Carina Vitral.
A União Nacional dos Estudantes  divulgou esta semana, em nota oficial, que repudia o acolhimento do pedido de abertura do processo de impeachment contra o mandato da presidenta Dilma Rousseff, pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). No texto, a entidade afirma que o requerimento é “fruto de uma flagrante chantagem política por parte de Cunha”. E que a reeleição de Dilma foi um “resultado eleitoral limpo e democrático”.
O coordenador Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulous destacou a importância da unidade neste momento de agravamento da conjuntura política do país.
“É um campo de unidade de vários movimentos sociais que tem um acordo em ter uma posição neste momento contra o impeachment”, disse Guilherme.
Ele defendeu o fortalecimento do trabalho de base, de conscientização e da mídia popular de esquerda como formas de fazer chegar até o povo as motivações da luta.
“Temos um monopólio midiático no Brasil que mais desinforma do que informa”, afirmou Guilherme.
Nesta quarta (9) será realizada uma coletiva de imprensa, no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, para divulgar o ato do dia 16.
Fonte: UNE

UNE e UBES se posicionam contra impeachment de Dilma Rousseff

Confira abaixo nota oficial das entidades sobre o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff: -
A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas e a União Nacional dos Estudantes vem a público repudiar a aceitação do impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, fruto de uma flagrante chantagem política por parte de Eduardo Cunha diante da votação para continuidade do processo de cassação do presidente da Câmara dos Deputados no Conselho de Ética.
Em 2014, a presidenta Dilma foi reeleita obtendo resultado eleitoral limpo e democrático, mas desde a sua vitória vem sofrendo diversos ataques. Não há nenhuma prova ou indícios de envolvimento de Dilma com corrupção, ao contrário de Eduardo Cunha que até agora não conseguiu responder às acusações de lavagem de dinheiro e escondeu suas contas na Suíça. Por isso, não temos dúvidas. A palavra de ordem que moverá os estudantes é: “Fora Cunha!”.
Eduardo Cunha não representa os anseios da juventude que luta em todo o Brasil. Ao contrário do que ele disse, a aceitação do impeachment não é o que pede as ruas. Nas ruas estamos lutando por direitos, como foi a recente “Primavera das Mulheres” que rechaçou o deputado, a Marcha das Mulheres Negras e das Margaridas, a ocupação das universidades estaduais no Rio de Janeiro, e a luta dos estudantes secundaristas contra o fechamento das escolas em São Paulo.
As “pedaladas fiscais” não configuram crime de responsabilidade, portanto, o impeachment sem base legal se configura num verdadeiro golpe à democracia.
Ao longo dos quase 70 anos de história, a UBES sempre se colocou ao lado da democracia. Ainda que jovem, a democracia no Brasil foi construída com a luta e a vida de estudantes brasileiros e, nesse momento, voltaremos às ruas para defendê-la. Esse movimento de impeachment representa mais uma tentativa de promover um grave retrocesso na política brasileira. O povo sofre por conta de uma crise econômica mundial, aprofundada pelo ajuste fiscal, com cortes na educação e diminuição de direitos. Esses problemas não serão resolvidos com o impeachment. É preciso barrar a tentativa do conservadorismo de se consolidar como alternativa e lutar pelo aprofundamento das mudanças com uma nova política econômica e um novo sistema político.
Nesse momento é preciso muita unidade para resistirmos aos ataques oportunistas. Convocamos os estudantes e movimentos sociais a tomarem as ruas para barrar o impeachment, defender a democracia e pedir a cassação de Eduardo Cunha.
Conclamamos as diversas iniciativas que a UBES e a UNE faz parte para marcharem juntas contra o retrocesso.
Venceremos!
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas e União Nacional dos Estudantes.
5 de dezembro de 2015
Fonte: UBES/UNE

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

CNTE: Chega de chantagem! Não ao golpe!

banner nota publica
A atitude pessoal e desesperada do presidente da Câmara dos Deputados em autorizar o procedimento de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, com clara motivação de retaliação à decisão do Governo que não lhe deu guarida no processo de cassação que ele, Eduardo Cunha, enfrenta na Casa que preside, coloca fim a processo de quase um ano de chantagens de políticos (além de Cunha) contra o governo eleito democraticamente por mais de 54 milhões de brasileiros e brasileiras.

A despeito dos procedimentos políticos e jurídicos que se sucederão daqui por diante em relação ao processo de impeachment – se é que ele vingará, pois necessita de aprovação por 2/3 dos/as deputados/as –, fato é que a crise econômica, que tem ceifado milhares de empregos no país, se deve em muito ao ambiente político achincalhado e motivado pela mídia golpista, que impera desde a derrota nas urnas dos líderes da oposição conservadora em 2014.

Se é verdade que o Governo tem errado o tom na política econômica – penalizando a classe trabalhadora ao invés de taxar as grandes fortunas –, nada depõe contra o comportamento pessoal ou político-administrativo da presidenta Dilma. Sobre as ditas “pedaladas fiscais”, trata-se de prática corriqueira nos estados e municípios – e mesmo em gestões do Executivo Federal que antecederam a atual –, que nunca tiveram consequências drásticas impostas pelos respectivos Tribunais de Contas, a não ser recomendações para que ajustes fossem procedidos sequencialmente.

Convém chamar a atenção para essa premissa “técnica” do pedido de impeachment, uma vez que as ditas “pedaladas” no governo Dilma resguardaram políticas sociais – a exemplo do Bolsa Família e do Minha Casa Minha Vida – do superávit primário, que é a parcela prevista no orçamento para pagar juros da dívida pública. Portanto, a motivação política do impeachment é também uma disputa por verbas públicas, obviamente que aliada ao golpismo de quem tenta chegar ao poder sem ter votos necessários para tanto.

Dada a confusão política instalada no Congresso Nacional, nós, povo, não podemos perder de vista “quem está do lado de quem” neste momento.

Até outrora, a oposição ao Governo, que tinha esperança do impeachment da presidenta através do deputado Eduardo Cunha, o apoiou deliberadamente até desconfiar que sua demanda não seria atendida pelo deputado. E com o desenrolar das gravíssimas denúncias sobre o presidente da Câmara (contas secretas e não declaradas ao fisco na Suíça, venda de emendas parlamentares em Medidas Provisórias para banqueiros, achaque a empresas prestadoras de serviços à Petrobras, entre outras), parte da oposição passou a “pedir a cabeça” de Eduardo Cunha sob o pretexto da moralidade e da ética.

Contudo, os novos fatos indicam que o pedido de impeachment da presidenta Dilma possa constituir-se em moeda de troca entre Eduardo Cunha e a oposição, no exato momento em que o parlamentar está prestes a ser cassado por seus pares. E essa tese ficará comprovada caso os membros da oposição, que pediram publicamente a cassação de Eduardo Cunha, recentemente, voltarem atrás e votarem pelo arquivamento do processo de quebra de decoro do parlamentar no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, esta semana.

Essa possibilidade de jogatina política antirrepublicana é grave para o regime democrático e precisa ser contida. Trata-se de conluio obsceno de um parlamentar que, no mínimo, prevarica ao utilizar-se do cargo público para satisfazer interesse pessoal, com uma oposição historicamente alinhada a golpes antidemocráticos quando não consegue chegar ao poder pelo voto popular.

Quanto ao presidente da Câmara, seus crimes políticos, civis, penais e tributários devem ser punidos com seu afastamento imediato do comando da Casa, com a consequente cassação do mandato parlamentar e com a imediata prisão, a ser requerida pelo Ministério Público Federal, até como forma de transpor as suspeitas de seletividade que pairam nas operações policiais em curso no país.

Mesmo vendo com preocupação a crise política no Brasil, a CNTE confia que medidas serão tomadas para conter o ímpeto insano de um parlamentar e de uma oposição sinistra que pretendem colocar o país de joelhos a seus pés. Isso é imperioso para retomar a normalidade política e o processo de desenvolvimento com inclusão social, emprego e renda, que são as verdadeiras pautas emergenciais do Brasil.

A CNTE, ao lado da CUT e demais movimentos sociais, atuará nas ruas em defesa da democracia e da paz social. Não admitiremos golpe que leve a retrocessos políticos e institucionais. Temos lado e defenderemos nossos interesses contra quem tenta desestabilizar o país e submeter o povo a graves retrocessos.

Não ao golpe!

Fonte: CNTE

O retrato dos estudantes que mudaram a cara das escolas de São Paulo

As ocupações mostram que a luta não é só contra a reorganização e sim contra o sistema educacional precarizado.
Não dá para afirmar que eles tenham passado à base de pão e água mas esses eram os itens mais comuns entre as doações que receberam. Depois vinham macarrão e óleo. Também não dá para dizer que estivessem em uma colônia de férias pois era preciso cozinhar, limpar os banheiros, varrer o pátio, dormir no chão e muitas vezes tomar banho no cano com água fria. Era necessário fazer vigia 24 horas por dia a fim de evitar os ataques ameaçados por carros suspeitos que passavam durante a noite.
No sábado passado o gás tinha acabado na escola Antonio Alves Cruz. O almoço estava em risco. Na Fernão Dias Paes, o dia era de faxina pesada. Os banheiros passaram a ser mais limpos que o de costume e não faltava mais papel higiênico. Na escola Maria José, o material didático continuava perfeitamente empilhado e intacto, como deixado pela direção da escola antes da ocupação. Aliás, a ordem em todas as ocupações era não utilizar nem tocar em nada que fosse do estoque da escola. Nem os mantimentos da despensa, nem material de escritório ou de limpeza. As salas que guardavam esses materiais ficaram permanentemente trancadas.
As atividades extras proliferaram. Eram oficinas, manifestações culturais de teatro, saraus e palestras. Os estudantes passaram a ter aulas de disciplinas que não constam na grade curricular. Através de voluntários, assuntos que nunca são tratados na escola passaram a ser e eles fizeram mais sentido na cabeça desses jovens. Era o pragmatismo versus o quadrado da hipotenusa.
A estudante Camila foi quem me chamou a atenção para o fato de que estava tendo aulas que jamais teria pela grade normal. Três dias depois Camila foi presa pela polícia durante um protesto na avenida Nove de Julho.
Demonstraram um apego pela escola e pela educação que uma concepção viciada insistia em dizer que não existia, que eram um bando de vagabundos, sendo que na verdade provaram ser capazes de passar 24 horas por dia na escola se ela for interessante.
O que os alunos reforçaram é que a escola precisa de transformação. Do jeito que é não serve mais, não atende às expectativas dos jovens e não será transferindo-os daqui pra lá que isso irá melhorar. Eles querem sentir-se parte da escola e rejeitam um projeto que reforça ainda mais a imposição, a repressão, que acentua a superlotação de salas, que não investe nem em estrutura nem em conteúdo.
Os estudantes, muitos deles no último ano do ensino médio, deram uma aula de cidadania. Assim como a jovem Eloá, solidária em detrimento a seu ano letivo às vésperas do vestibular, mostrou que a luta não era só contra a reorganização e sim contra o sistema educacional precarizado.
As ocupações representaram ainda uma apropriação do bem público, algo fundamental em se tratando de escolas. Uma oposição à eterna visão de que aquilo que é público não é de ninguém e fica abandonado, degradando. Apropriar-se significa que aquilo finalmente passa a ser público e não do poder público.
Em entrevista, o agora ex-secretário de Educação declarou sentir vergonha do ensino público paulista. Foi um mea culpa incomum (se ele hoje tem vergonha é resultado de um ‘não trabalho’ realizado em duas décadas de tucanato), mas disse o óbvio. Deveria é orgulhar-se dos alunos, sr Herman Voorwald. O ensino é algo abstrato, são as pessoas quem merecem reconhecimento. Reconheça o valor de Lilith que mesmo sendo agredida pelo diretor da escola não correu para baixo da saia da mãe.
Com sua coragem os estudantes conseguiram colocar na prática uma gestão democrática das escolas, algo que o governo não sabe o que é. Os jovens deixaram de ser massa de manobra e passaram a ser massa crítica. Propõe debates e promovem mudanças.
E a emblemática prisão de Elissandro, carregado de cabeça para baixo, simbolizou o que as tais transferências propostas pela atual gestão almejavam: da escola para a prisão.
Via Diário do Centro do Mundo
Foto: Bia Parreiras.
- Fonte: UBES

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O Movimento Pedagógico Latinoamericano cresce na disputa por uma educação pública de conteúdo popular e democrático

 JOR3806 corte Copia
III Encontro do Movimento Pedagógico Latinoamericano
O III Encontro do Movimento Pedagógico Latinoamericano encerrou-se após três dias de intercâmbio, debates e palestras conforme a proposta formulada pelo Comitê Regional da Internacional da Educação para América Latina desde 2011, com o objetivo de representar um salto qualitativo do movimento sindical na formulação de políticas públicas alternativas que possam gerar uma educação libertadora para a transformação. Leia a seguir a declaração de San José, que é o documento de conclusão formulado coletivamente por reprsentantes de todo o continente e aprovado por mais de 500 participantes de 18 países e 34 sindicatos de educação da América Latina:
1. Somos educadores e educadoras, auxiliares e pessoal de apoio da educação. Somos orgulhosamente trabalhadores e trabalhadoras da educação e resolvemos aqui, em San José, Costa Rica, convocados pelo Movimento Pedagógico Latinoamericano ratificar nosso compromisso com a educação pública popular e democrática como ferramenta emancipatória dos povos.
2. O Movimento Pedagógico Latinoamericano nasce como uma proposta das organizações que integram a Internacional da Educação para América Latina, que não se define a si mesma como no âmbito exclusivamente sindical, mas como um movimento aberto e popular, orientado a convocar os diversos setores sociais. A participação no Movimento Pedagógico é uma decisão livre e consciente daqueles que acreditamos que a educação pública deve ser um instrumento de luta para a libertação de nossos povos.
3. Nesse sentido, o Movimento Pedagógico Latinoamericano se soma aos sindicatos como uma ferramenta de luta com uma perspectiva, que transcende a defesa profissional que os sindicatos exercem. Propõe um olhar mais amplo e emancipador, já que nasceu para construir novas propostas e realidades educativas que rompam com o projeto hegemônico com que os setores dominantes pretendem tutelar o trabalho docente e o modelo educativo para tornar funcionais a organização social e a reprodução das desigualdades.
4. Este é um espaço de encontro, debate e construção coletiva, decidido a representar, no campo da educação, uma visão de sociedade contraposta à que prevalece hoje no mundo pelas mãos do bloco dominante através do poder econômico, midiático, financeiro e militar.
5. A educação pública, de conteúdo popular e democrático, para nós do Movimento Pedagógico Latinoamericano, é aquela que forma com valores solidários; é aquela em que pulsa a memória de nossas lutas contra as diferentes formas de opressão sofridas ao longo da história deste continente; é aquela em que flui a música, a poesia, o olhar e os saberes, que nos remetem às raízes comuns de uma história tecida com muitas identidades, sobre as quais temos que continuar construindo a unidade estratégica dos latinoamericanos e latinoamericanas.
6. Dez anos após a rejeição histórica da ALCA na Cúpula de Mar del Plata, imbuídos dessa necessidade e conscientes das novas investidas para dominação como os Tratados de Livre Comércio (Tratados Transpacífico, TTP ou o TISA, etc), reafirmamos a Pátria Grande como uma tarefa a cumprir em contraposição às poderosas minorias dominantes, sócias do “dividir para reinar” da geopolítica da dependência com que, a partir da Casa Branca, pretenderam nos transformar no seu quintal.
7. Justamente porque não aceitamos essa condição, é que os integrantes deste Movimento estãos coesos em torno da ideia de que a educação pública tem que ser um instrumento para a emancipação dos latinoamericanos e latinoamericanas, habitantes de um continente que possui enormes riquezas, mas também enormes desigualdades.
8. A reação frente a essas desigualdades é que impulsionou a resistência popular às políticas neoliberais que deixaram como sequelas desemprego, fome e exclusão social. Em vários países do continente essas lutas fizeram nascer uma nova etapa histórica marcada por governos populares e democráticos que se distanciaram da submissão ao Consenso de Washington. Entretanto, hoje assistimos a uma ofensiva do poder que avança em nossa região a partir da derrota eleitoral das forças populares na Argentina e na ofensiva golpista com que, sob o pretexto de um processo de impeachment, quer interromper o mandato de Dilma Rousseff no Brasil. Se torna imprescindível a mobilização do movimento sindical junto com as demais forças populares para impedir que se consolidem esses cenários de retrocesso democrático que retiram de nós as conquistas sociais e o que foi alcançado no caminho rumo a unidade dos povos da América Latina.
9. Como trabalhadores e trabalhadoras da educação, percebemos o nosso compromisso com as lutas do passado recente e do presente, das quais orgulhosamente somos parte. Somos parte dos povos que conseguiram avançar e que hoje resistem aos ataques das classes dominantes na sua tentativa de deslegitimar os governos do campo democrático e popular, perseguindo os mesmos sistematicamente através dos grandes meios de comunicação que estão à seus serviços.
10. Também somos parte dos povos que ainda enfrentam governos que executam políticas que favorecem exclusivamente ao capital estrangeiro e a seus sócios locais. É nesses países da América Latina, que nossos povos lutam nas condições mais difíceis, onde as forças repressivas, oficiais ou camufladas, continuam gerando repressão, violação dos direitos humanos e crimes contra a humanidade, como o dos 43 estudantes normalistas do Estado de Guerrero, México, para os quais continuamos exigindo justiça.
11. Estes cenários são parte dos contrastes do nosso continente. Vivemos um momento crucial em que estamos diante do dilema de aprofundar as ações por mais direitos e conquistas para as maiorias populares ou ser arrastados para um período de restauração das velhas receitas neoliberais.
12. É nesse contexto que reiteramos nosso compromisso com a democratização da sociedade e do Estado. O Movimento Pedagógico desafia o poder estabelecido e a lógica das classes dominantes, a partir da elaboração coletiva do pensamento educativo e sociopolítico para a soberania e construção de sociedades igualitárias e democráticas.
13. Como defensores do que é público, rejeitamos a visão dos fundamentalistas do livre comércio que concebem as sociedades como conglomerados de indivíduos em estado de concorrência permanente entre si, condenados ao consumo, ao individualismo e a não participação.
14. A partir dessa visão mercantilista pretendem introduzir nas instituições de ensino a lógica da dualização social. Para isso promovem circuitos educacionais diferenciados. Formam as futuras elites econômicas e profissionais em instituições privadas, sem se misturar ou receber influência de qualquer tipo. Para as filhas e filhos da classe trabalhadora o que o sistema oferece é um conjunto de conteúdos que assegura sua adaptação e socialização dentro de uma lógica que lhes reserva para o futuro o papel de mão de obra eventual.
15. Nós que constituímos o Movimento Pedagógico rejeitamos esse modelo de sociedade e esse modelo de educação organizado a partir do patrão “poder aquisitivo”. Se os sistemas educativos funcionam para a estratificação social, se a educação forma seres intelectualmente incapacitados para reagir frente a exclusão ou aos modelos sociais que estigmatizam os pobres, é porque as instituições educativas e seus docentes foram submetidos à lógica dos setores dominantes.
16. Acreditamos em outro modelo de sociedade, o da inclusão social e igualdade. Por isso acreditamos também em outro modelo educativo constituído a partir da definição da educação pública como um direito social e humano. Há uma ligação profunda entre as lutas de nossos povos por sociedades mais justas e nossas lutas por uma educação para as maiorias populares.
17. Uma educação pública que recupere a memória histórica fugindo da história oficial imposta pelos setores dominantes; uma educação pública capaz de estruturar sentidos de inclusão, de integração, de desconstrução e rejeição a qualquer forma de discriminação. Uma educação pública que construa baseada na pedagogia da libertação e no pensamento crítico. Uma educação pública que afaste a condição social como algo restritivo para o direito ao conhecimento. Uma educação pública para a convivência pacífica, para a vivência da diversidade, que desafie e condene a violência de gênero, voltada para o cuidado de nossas crianças, jovens e idosos, para a preservação do meio ambiente e dos recursos naturais.
18. Esse modelo de educação popular e democrática não pode ser trabalho de tecnocratas afastados da realidade dos setores populares, nem pode ser uma graça concedida por um decreto governamental. Deve surgir do coração da sala de aula, elaborando e sistematizando a teoria que gera a prática docente no dia a dia das escolas e universidades. Um modelo de educação pública popular que seja construído a partir desse espaço fundamental de intervenção política e territorial que chamamos de “aula”. Um modelo educativo descolonizador, que reconheça o trabalho docente, tanto no que se refere a condições dignas de trabalho quanto às possibilidades de produção de conhecimentos e saberes emancipadores.
19. Nosso Movimento deve crescer a partir e juntamente com a comunidade educativa, com trabalhadores e trabalhadoras da educação que se constituam nos sujeitos sociais e sejam protagonistas da construção coletiva do projeto educativo latinoamericano. Nessa direção, reunidos no III Encontro de San José, Costa Rica, valorizamos as experiências pedagógicas de docentes de todo o continente, como uma forma de reconhecer o compromisso daqueles que se posicionam educando para formar seres livres nas escolas e universidades públicas. É desse modo que prestamos homenagem ao compromisso dos educadores e educadoras da nossa América Latina que seguem os passos de Simón Rodríguez, de Paulo Freire e de Carmen Lyra, símbolo da defesa do direito à educação na Costa Rica.
20. Próximo a completar quatro anos da criação do Movimento Pedagógico Latinoamericano inicia-se uma fase em que é necessário projetar-se em outras expressões do campo popular em busca de articulação com estudantes, trabalhadores da cidade e do campo e com os povos originários. Uma etapa em que necessitamos ampliar as redes de ação para fortalecer a luta por uma educação pública sem excluídos e de conteúdo emancipatório.
21. Portanto, o III Encontro de San José, Costa Rica, resolve:
I. Continuar as convocações para o Movimento Pedagógico Latinoamericano em cada um dos nossos países, com objetivo de somar e construir articulações com outras expressões organizadas do campo popular.
II. Convocar para o IV Encontro continental do Movimento Pedagógico Latinoamericano a ser realizado na Bolívia durante o ano de 2017.
III. Iniciar as ações para convergir em Recife, Brasil, berço de Paulo Freire, por ocasião do centenário de seu nascimento.
IV. Reafirmar nosso compromisso solidário com todos aqueles que defendem a educação nas salas de aula e nas ruas como um ato de liberdade e como um direito social inalienável.

San José, 4 de dezembro de 2015


Fonte: CNTE