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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

AGENDA DO FÓRUM NACIONAL DE EDUCAÇÃO


Foto: Reunião do FNE em 30/08/2012. Foto:Antônio Cruz/Agência Brasil

Data: 17/02/2014 a 21/02/2014

Evento: Conferência Nacional de Educação (CONAE/2014)
Hora: 08:00 - 20:00
Brasília – DF
Informações: fne@mec.gov

Data: 06/12/2012 a 07/12/2012

Evento: Reunião ampliada com representantes dos Fóruns Estaduais de Educação
Hora:
Pauta:
1 - Planejamento dos recursos financeiros referentes ao apoio institucional para realização das Conferencias Municipais e Estaduais e do Distrito Federal
2 – Elaboração do Plano de mobilização dos Fóruns Municipais/comissões organizadoras da etapa municipal da CONAE/2014.
Local: Brasília

Data: 08/11/2012

Evento: Apresentação dos membros do Fórum Estadual de Educação do Acre (FEE/AC)
Hora: 08:00 - 18:00
Rio Branco – AC
Informações: fne@mec.gov

Data: 25/10/2012 a 25/10/2012

Evento: Mobilização do FEE/ES com municípios da região central do estado
Hora: 09:00 - 16:00
Local: Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) - Av. Rio Branco, nº 50 - Santa Lúcia - Vitória (ES).
Informações: fne@mec.gov
Clique no link abaixo para saber mais:

Data: 23/10/2012 a 23/10/2012

Evento: Mobilização do FEE/ES com municípios da região sul do estado
Hora: 09:00 - 16:00
Local: auditório da Secretaria de Estado da Educação - Av. César Hilal, 1.111 - Vitória (ES)
Informações: fne@mec.gov
Clique no link abaixo para saber mais:

Data: 18/10/2012 a 18/10/2012

Evento: Mobilização do FEE/ES com municípios da região norte do estado
Hora: 09:00 - 16:00
Local: Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) - Av. Rio Branco, nº 50 - Santa Lúcia - Vitória (ES).
Informações: fne@mec.gov
Clique no link abaixo para saber mais:

FONTE: FNE

MEIO AMBIENTE: Senadores divergem sobre vetos à lei que altera Código Florestal


Os vetos impostos pela presidente Dilma Rousseff ao sancionar a lei que complementa o novo Código Florestal gerou ontem (18) reações adversas entre os senadores.
O presidente do Senado, José Sarney, e o relator da matéria, Luiz Henrique (PMDB-SC), consideraram positivos os vetos ao projeto (PLV 21/12). Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Sérgio Souza (PMDB-PR) também elogiaram a forma como, na quarta-feira, o Executivo incorporou a maior parte das modificações propostas ao novo código, vetou partes consideradas prejudiciais ao meio ambiente e, ao mesmo tempo, editou o Decreto 7.830/12, publicado ontem, suprindo os vetos e introduzindo normas para a regularização ambiental. Já Ana Amélia (PP-RS), Cyro Miranda (PSDB-GO) e José Agripino (DEM-RN) criticaram as mudanças apresentadas pelo Executivo.
Os vetos atingiram uma parcela dos médios produtores e limitaram vantagens esperadas pelos grandes agricultores. O Decreto 7.830/12, no entanto, define regras que facilitam a regularização dos que desmataram ilegalmente áreas de proteção permanente. Ele prevê que sejam instituídos nos estados e no Distrito Federal os programas de regularização ambiental (PRAs), nos quais estarão estabelecidas as ações a serem desenvolvidas pelos proprietários que queiram legalizar áreas hoje irregulares quanto às normas ambientais.
Os programas deverão ser implantados em até dois anos da data da publicação do novo Código Florestal. Nesse período até a implantação do PRA e após a adesão do agricultor ao programa, o proprietário rural não poderá ser autuado por desmatamentos ilegais ocorridos antes julho de 2008. E quando o agricultor assinar termo de compromisso previsto no PRA, estarão suspensas as multas por desmatamentos ilegais, que serão consideradas como convertidas em serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente.
Fonte: senado.gov.br
Gilv@n Vi@n@

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

12 PAÍSES REÚNEM 47% DAS CRIANÇAS QUE ESTÃO FORA DA ESCOLA, DIZ UNESCO


Dados divulgados nesta terça-feira (16) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) mostram que 47% de todas as crianças fora da escola no mundo vivem em apenas 12 países. O 10º Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos, que reúne os números mais recentes sobre a educação no mundo, aponta que 28,4 milhões das cerca de 60 milhões de crianças longe da sala de aula vivem em 12 nações da África e da Ásia. Só a Nigéria tem 10,5 milhões de crianças sem estudar. O Paquistão vem em segundo lugar, com 5,1% crianças fora da sala de aula.
Pelas informações, a Unesco estima que a meta de atingir a educação primária universal até 2015 provavelmente está perdida. Esse era um dos seis objetivos para a educação assumidos por 164 países em 2000. Porém, não é o único que não deve ser cumprido no prazo.
"Infelizmente, o Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos mostra que o progresso de muitos objetivos estão desacelerando, e que a maioria das metas do Educação para Todos são improváveis de serem cumpridas", afirmou a Unesco no documento.
CRIANÇAS FORA DA ESCOLA NO MUNDO
PaísNúmero
Nigéria10,5 milhões
Paquistão5,1 milhões
Etiópia2,4 milhões
Índia2,3 milhões
Filipinas1,5 milhões
Costa do Marfim1,2 milhões
Burkina Faso1 milhão
Níger1 milhão
Quênia1 milhão
Iêmen900 mil
Máli800 mil
África do Sul700 mil
Demais paísesCerca de 32 milhões
TOTALCerca de 60 milhões
FONTE: Unesco
Em geral, os números apresentados pela Unesco mostram que os principais avanços foram conquistados na primeira metade do século e que, nos últimos anos, o investimento e o progresso foi menor, quando não estagnou ou regrediu.
No caso das pessoas em idade escolar excluídas da sala de aula, o número caiu de 108 milhões para 61 milhões desde 1999. Mas 75% dessa queda aconteceu entre 1999 e 2004 e, entre 2008 e 2010, o número não mudou.
Dentro do grupo de crianças fora da escola, o número de meninos e meninas sem expectativas de jamais ter uma educação formal caiu de 61% para 47% entre 2004 e 2006. Porém, no mesmo período, aumentou de 9% para 26% a proporção de crianças que abandonaram a sala de aula, o que, segundo a Unesco, sugere que as crianças estão sendo levadas para a escola, mas é mais difícil para elas terminarem o ciclo escolar.
As meninas são as mais afetadas pela falta de educação, diz o estudo. Embora abandonem a sala de aula menos que os meninos, elas são maioria em todos os países no índice que mede a falta de perspectiva de elas se tornarem alunas.
Jovens sem ensino e emprego
As mulheres também são a maioria em outra estatística negativa: em seu relatório, a Unesco estima que 200 milhões de jovens entre 15 e 24 anos em 123 países de renda baixa e média não terminaram a educação primária. Eles representam cerca de 20% da população jovem no planeta, e 58% das pessoas nesta situação são mulheres.
Além da educação tradicional, o ensino técnico também falhou em avançar. Desde 1999 a porcentagem de estudantes no ensino secundário que estavam matriculados em cursos técnicos não sai do patamar de 11%.
200 milhões de jovens entre 15 e 24 anos não concluíram a educação primária, e 75 milhões estava sem trabalho em 2011
A falta de educação formal reflete na falta de oportunidades de emprego. O relatório aponta que, em 2011, 13% do total de jovens, ou cerca de 75 milhões de pessoas entre 15 e 24 anos, estava sem trabalho. O número cresceu quatro milhões em quatro anos, impulsionado pela crise econômica.
Outro objetivo atrasado em relação ao prazo é o de reduzir em 50% o índice de analfabetismo em adultos. "O progresso relacionado a esta meta tem sido muito limitado, principalmente como resultado da indiferença de governos e doadores. Ainda existiam 775 milhões de adultos que não sabiam ler e escrever em 2010. Metade deles estavam no sul e oeste da Ásia, e mais de um quinto na África subsaariana", diz o estudo.
Três quartos dos adultos analfabetos são habitantes de dez países, e 37% deles estão na Índia. Na maioria dos 146 países com dados sobre analfabetismo, o índice de mulheres analfabetas é maior que o de homens.
Financiamento estagnado
O estudo afirmou que  que o desenvolvimento da educação acontece de forma desigual entre os países e que as nações mais pobres acabaram sofrendo mais com os cortes no financiamento internacional. A Unesco afirma que, em 2011, o volume total de ajuda internacional caiu 3%. Foi a primeira queda desde 1997.
O estudo aponta que a promessa dos países do G8 de aumentar em US$ 50 bilhões (cerca de R$ 107 milhões) a ajuda entre 2005 e 2010 não foi cumprida.
Além disso, entre 2010 e 2011, a porcentagem de ajuda em relação à arrecadação nacional caiu em 14 dos 23 países-membros o Comitê de Assistência ao Desenvolvimento da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OECD, na sigla em inglês). O relatório da Unesco indicou Brasil, China e Índia como novos países doadores, mas afirmou que o volume de ajuda deles ainda é pequeno e não prioriza a educação básica em países de baixa renda.
(G1) - CNTE

INTEGRAL COLÉGIO E CURSO - GEO PASSA E FICA/RN, CINCO ANOS DE SUCESSO!


 Ensino Fundamental, qualidade comprovada
 Crianças felizes por estudar no Integral
 Ensino Médio RUMO AO ENSINO SUPERIOR
 Professores/as capacitados e valorizados 
 Idiomas: Inglês e Espanhol
O Integral Colégio e Curso - GEO de Passa e Fica/RN, que completou 05 anos de PURO SUCESSO por ter o aluno como principal motivo de existência, valorizando-o de maneira a investir constantemente na qualidade da educação, esporte e cultura.  Obtendo assim sucesso nos vestibulares tanto na Paraíba como no Rio Grande do Norte.

Hoje o Integral Colégio e Curso conta com 15 turmas do Ensino Fundamental e Médio no turno da manhã e a tarde tendo Idiomas de Inglês e Espanhol.

O Integral Colégio e Curso vem investindo na Cultura promovendo Feiras de Ciências, Gincanas, além de oferecer total conforto em suas salas de aulas para que o alunado senti-se bem acomodado e sinta prazer em estar na sala de aula.

A capacitação e as qualidades de seus professores é outro fundamental investimento que o Integral vem fazendo todos os anos, como seu próprio lema já diz: EDUCAR, UM GESTO DE AMOR QUE FICA PARA SEMPRE.

O Integral já começa a se organizar para abrir suas matrículas.

Lembrando que nos dias 22 2 23 de novembro o Integral Colégio e Curso promoverá a sua FEIRA DE CIÊNCIA, entre outras atividades, sucesso todos os anos.

Nós que fazermos parte das diretorias da ANE/RN (Associação Norteriograndense de Estudantes) e do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN sentimos muito felizes em publicamos esta matéria em virtude de sermos testemunhas do sucesso que é o Integral Colégio e Curso - GEO de Passa e Fica/RN.  Os professores, Emiliano Camilo e Geraldo Neto vem fazendo um ótimo trabalho pedagógico, cultural e administrativo frente do Integral Colégio e Curso, capacidade comprovada.

INTEGRAL COLE´GIO E CURSO - GEO DE PASSA E FICA/RN:  ORGULHO DE SER NORDESTINO.

O Integral Colégio e Curso fica localizado na Rua José Peixoto Mariano, S/N - Nossa Senhora Aparecida - Passa e Fica/RN - CEP> 59.218-000 fone: (84) 3288 2141 - E-mail: geopassaefica@hotmail.com

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

VITÓRIA PARA A EDUCAÇÃO BRASILEIRA : CÂMARA APROVA 10% DO PIB PARA A EDUCAÇÃO

UNE

PNE segue para o Senado, se for aprovado sem alterações, só precisará da sanção presidencial
O primeiro semestre de 2012 foi de muita luta para os estudantes brasileiros. A principal pauta defendida pelo movimento estudantil, que vem mobilizando estudantes de todo o país, é a defesa dos 10% do PIB para educação, assegurado pelo Plano Nacional de Educação (PNE). Ontem, dia 17 de outubro, o Brasil deu um importante passo rumo à conquista dessa bandeira: a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou PNE. Agora, o Plano segue para o senado.

O Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê a aplicação até 2020 de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação. O governo chegou a defender índices menores para a educação como 7% ou 8% do PIB, mas após a pressão contínua dos movimentos com passeatas, ocupações, acampamentos, blitz junto aos parlamentares e muito barulho nas redes, os 10% foram aprovados em primeira instância na Câmara no dia 26 de junho. Atualmente esse percentual chega a 5%.

A UNE encabeça uma grande campanha nacional pela aprovação imediata do PNE, com destinação de 10% do PIB para educação, mobilizando estudantes de todos os cantos do país. Institucionalmente, a entidade recolhe assinaturas no abaixo-assinado “Educação 10”, que posteriormente será entregue ao congresso.

Recentemente, a meta de investimento defendida pelos estudantes recebeu um importante apoio: a presidenta Dilma Rousseff, em reunião com lideranças estudantis no dia 22 de agosto, afirmou que os 10% seriam possíveis a partir de recursos do Pré-sal e se comprometeu a defender que a área da educação tenha 50% do Fundo Social do Pré-sal e 100% dos royalties dessa riqueza mineral.

Para a UNE, é hora de ampliar e enrijecer a luta dos estudantes por essa conquista: “É tarefa de cada estudante, ou diretor da UNE ou de centro acadêmico, DCE, UEE, executiva de curso, CUCA ou aglomeração juvenil ampliar a campanha e intensificar o debate público sobre os 50% do Fundo Social do Pré Sal, os 100% dos royalties e os 10% do PIB para a educação no Brasil”, afirmou Daniel Iliescu, presidente da entidade.

RETROSPECTIVA DA LUTA #PNEJÁ

A partir desse ano, a data de 26 de junho ganhou status de dia histórico. Após a realização de uma grande #marchadosestudantes, que levou mais de 3 mil às ruas de Brasília em defesa da educação e da universidade brasileira, o ministro Aloizio Mercadante recebeu uma delegação de 70 estudantes para debater os problemas e as melhorias necessárias nas instituições de ensino.

Esse encontro aconteceu em meio ao calor da greve das federais, quando praticamente todas as instituições estavam com suas atividades paralisadas, com seu corpo docente, funcionários técnico-administrativos e estudantes, mobilizados reivindicando melhorias urgentes em cada universidade.
Foi a primeira vez que um grupo tão grande de representantes diretos do movimento estudantil nas universidades brasileiras conseguiu levar suas reivindicações pessoalmente para o ministro. Na ocasião, um relatório extenso e completo de reivindicações dos alunos de cada uma das instituições foi entregue ao ministro.

No final do dia, também fruto de intensa disputa de ideias e mobilização, veio uma das maiores vitórias desde a redemocratização: a aprovação, pela Câmara dos Deputados, dos 10% do PIB para a Educação. A decisão aconteceu a partir de um acordo para a votação do Plano Nacional de Educação (PNE) na Comissão Especial da Câmara, completamente ocupada por cerca de 200 estudantes de todo o Brasil.

MANOBRA TENTA RETARDAR VOTAÇÃO DO PNE

Após essa importante conquista, mais uma vez os estudantes precisaram unir forças e pressionar o congresso para que a votação do plano fosse assegurada. No dia 14 de agosto, um recurso de 80 deputados apresentado na Câmara pediu a votação da proposta em Plenário, recurso que retardaria muito a votação do projeto de lei.

Exigindo do poder público o compromisso com a educação brasileira, a União Nacional dos Estudantes convocou todos os estudantes brasileiros a irem à luta e pressionarem o governo pela aprovação do PNE em 2012, enviando emails e telefonando para os deputados.

Felizmente, mais uma vez, a união fez a força, e como resultado de intensa mobilização, 49 dos 80 deputados que apoiavam o recurso assinaram o novo requerimento para envio do projeto ao Senado, o que fez com que o recurso anteriormente proposto fosse retirado de pauta. Enfim, no dia 4 de setembro o plano finalmente seguiu para votação no Senado.

Lado a lado com a UNE na luta pelos 10% do PIB para educação está a Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Para Daniel Cara, coordenador da campanha, a aprovação dos 10% será resultado da pressão de entidades ligadas ao setor: “São dois fatores primordiais que garantiram que esse acordo fosse consagrado: o trabalho técnico de diversas instituições, que mostraram a necessidade dos 10%, e a mobilização popular”, disse.

Da Redação/UNE

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Revalorizar magistério é objetivo de plano nacional


Os professores brasileiros, que ontem comemoraram seu dia, têm motivo para ficar de olho no Congresso nos próximos meses. O projeto do Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado pela Câmara dos Deputados, deve chegar ao Senado até o fim deste mês. O PL 8.035/10 traz metas específicas para a valorização do magistério, como a melhoria progressiva dos salários até a equiparação com outras categorias, o estabelecimento de prazo para criação de planos de carreira e a execução de uma política nacional de formação para garantir graduação e pós-graduação aos docentes da educação básica.

Com vigência de dez anos, o PNE chega em um momento de crise do magistério. Tida como pouco atrativa, principalmente por causa dos salários, a carreira está desvalorizada. Os cursos superiores de licenciatura (destinados a formar docentes) estão entre os menos procurados nos processos seletivos das universidades.

Pesquisa na Universidade de São Paulo mostrou que quase metade dos alunos de licenciatura em Física e Matemática não querem ser professores.

O problema começaria a afetar também outros países, como resultado da recente crise econômica. No início de outubro, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) emitiu um alerta sobre a "deterioração da posição dos mestres", afirmando que a crise afetou os investimentos em educação, piorando as condições de trabalho e os salários em diversas nações.

— As pessoas não percebem o ensino como uma profissão atrativa e muitos professores de fato a abandonam — afirma o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, frisando que é necessária uma ação urgente para melhorar a posição dos professores e desenvolver políticas e estratégias destinadas a atrair e motivar as pessoas ao ensino.

Federalização


O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, avalia que ainda há muito a fazer para melhorar as ­condições de vida e de trabalho dos professores brasileiros e, assim, tornar a profissão mais atrativa. Ele acredita que as metas do PNE estão bem ­estruturadas e podem ajudar a qualificar a educação pública de forma geral. No entanto, para fazer com que o país saia do atraso educacional, o ponto ­crucial é o aumento de recursos.

— Para que o plano tenha êxito, a grande meta é a que estabelece investimento de 10% do PIB em educação [meta 20 do PNE]. Essa não é uma reivindicação apenas dos professores, é da sociedade brasileira. Aí, será possível transformar em realidade o que hoje ainda é sonho, como equiparação salarial com outras categorias.

Autor do projeto que deu origem à lei que garante um piso nacional para o magistério e de outros projetos relacionados, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) vai além. Para ele, a única saída para garantir melhora substancial dos salários (e do ensino como um todo) é a federalização da educação básica, em que a União assumiria a responsabilidade pelo orçamento da educação infantil e dos ensinos fundamental e médio, ficando a gestão a cargo dos municípios e estados. Atualmente, apenas o ensino superior é de responsabilidade da União.

— Para educação de qualidade, é preciso uma trindade: bolso, cabeça e coração, com professores bem formados, salários justos, escolas com boa infraestrutura, horário integral, acesso às tecnologias de informação.

De acordo com Cristovam, só a União poderia garantir os recursos necessários para promover o salto qualitativo de que a educação básica precisa e dar equidade ao ensino público oferecido no país, marcado por profundas desigualdades. O tema vem sendo debatido em audiências públicas no Senado. A próxima acontece amanhã, às 10h, na sala 15 da Ala Senador Alexandre Costa.

Para o senador Paulo Bauer (PSDB-SC), a palavra-chave para revalorizar o magistério e qualificar o ensino, a partir da aprovação do PNE, é gestão.

— Não basta estar previsto em lei para que as metas do plano sejam alcançadas. É a gestão eficiente da educação que poderá tornar as melhorias exequíveis e a carreira docente, mais atrativa.

Na avaliação do secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Cesar Callegari, o processo de revalorização da docência já começou. "O magistério vai se transformar em uma função pública de alta prioridade", garante.

Entre as vantagens, ele cita a aposentadoria diferenciada (redução de cinco anos no tempo de contribuição); piso salarial estabelecido por lei; e estabilidade, no caso dos efetivos. As metas de formação inicial e continuada, planos de carreira e ganho salarial, previstas no PNE, contribuiriam para essa recuperação. O secretário acrescenta que, nos próximos 20 anos, o setor terá forte demanda, e é provável que haja pressão pela elevação salarial em razão disso.

— Gradativamente, o magistério vai se transformar em carreira atrativa de novo, em boa opção profissional e de vida. Nos próximos anos, ele recuperará o status que já teve, sobretudo na educação básica — sustenta.
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Motivação


Enquanto a revalorização da carreira não acontece, muitos professores conseguem encontrar no aprendizado dos alunos, em projetos inovadores ou mesmo no interesse das crianças e adolescentes o reconhecimento e a motivação que não estão nos contracheques ou na percepção da sociedade a respeito da docência.

— Meu maior motivador são os alunos. Tenho vontade de vir para a escola. O sorriso deles me faz bem — diz o professor Cleber Villa Flor, diretor do Colégio Polivalente, da rede pública do Distrito Federal. A escola é uma das campeãs do Índice de ­Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) no DF.

Graduada em Pedagogia com ênfase em educação especial, a gaúcha Alessandra Klein é outra que encontra motivação no dia a dia.

— Sempre quis ser professora, desde criança, e era triste ouvir as pessoas dizendo que essa é uma carreira que não vale a pena. Eu acredito na profissão por acreditar que podemos fazer diferença na vida dos alunos.

Em 2011, a crença de ­Alessandra foi reconhecida nacionalmente. Ela foi uma das vencedoras do Prêmio Professores do Brasil, instituído pelo MEC para valorizar práticas pedagógicas bem-sucedidas no ensino público.

O trabalho premiado foi realizado na Escola Municipal de Educação Infantil Paraíso da Criança, de Horizontina (RS), quando Alessandra preparou sua turma para receber uma colega surda.

A professora abordou temas como diferenças entre pessoas e cultura e identidade dos surdos. Depois, envolvendo toda a escola, ensinou a alunos e funcionários a língua brasileira de sinais (Libras).

— Quando a aluna entrou, os coleguinhas disseram "oi" em libras. E ela sentiu que seria respeitada na sua língua — conta.

(Jornal do Senado)  -  CNTE


DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO É COMEMORADO HOJE!


ASCOM-FNDE (Brasília) – O Dia Mundial da Alimentação é comemorado hoje, 16 de outubro, em todo o planeta. O tema deste ano – Cooperativas Agrícolas Alimentam o Mundo – está bem ligado a uma das diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que determina que 30% dos recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a merenda escolar devem ser investidos na compra direta de produtos da agricultura familiar, sobretudo de agricultores reunidos em associações ou cooperativas.

O orçamento do PNAE para este ano é de R$ 3,3 bilhões, o que significa que um valor em torno de R$ 990 milhões deve ser usado para a aquisição de gêneros alimentícios produzidos por agricultores familiares. Essa compra de produtos da agricultura familiar torna a alimentação servida nas escolas mais saudável, variada e com respeito aos hábitos locais. E também impulsiona a economia local, já que boa parte dos recursos federais para a alimentação escolar fica no próprio município.

“O País tem dados passos fundamentais para a erradicação da fome e tem sido exemplo para o resto do mundo, por combinar estratégias de crescimento econômico e aumento da produção agrícola com políticas públicas específicas de luta contra a fome como o Fome Zero e o Bolsa Família”, afirma Helder Muteia, representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil.

Dados divulgados pela FAO mostram a evolução do combate à desnutrição no país. O número de pessoas subnutridas no Brasil diminuiu de 23 milhões, no período 1990/92, para 13 milhões (2010/12). Somente nos últimos três anos, houve redução de 15 milhões (2007/09) para 13 milhões (2010/12), representando uma queda de 13%.

“O caso do Brasil demonstra que se uma sociedade se propõe a erradicar a fome e, para isso, converte a segurança alimentar e nutricional em uma política de Estado, podem ser realizados enormes avanços a curto prazo. Os múltiplos programas que integram o Fome Zero atacam as raízes profundas do problema multidimensional da fome. Além disso, garantem redes de segurança social que protegem os mais vulneráveis dos choques econômicos dos últimos anos”, explicou Raúl Benítez, representante regional da FAO para a América Latina e Caribe.

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é uma das ações que integram o Fome Zero, estratégia impulsionada pelo governo federal para assegurar o direito humano à alimentação adequada às pessoas com dificuldades de acesso aos alimentos. O programa oferece pelo menos uma refeição ao dia para alunos da educação básica, visando atender as necessidades nutricionais de estudantes durante a permanência na escola, contribuindo para o crescimento, desenvolvimento, aprendizagem e rendimento escolar, bem como para a formação de hábitos alimentares saudáveis.

Fonte: Assessoria de Comunicação - FNDE