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domingo, 15 de maio de 2016

PENÚLTIMO DIA DA VI FESTIVAL DE CULTURA E MOSTRA CULTURAL DE PASSA E FICA/RN FOI UM SUCESSO!

 Prefeito PEPEU reconhecendo o trabalho daqueles que se dedicaram para o sucesso da VI Festival de Cultura

  Prefeito PEPEU reconhecendo o trabalho daqueles que se dedicaram para o sucesso da VI Festival de Cultura

 Prefeito Pepeu e o Secretário de Educação, Arlindo reconhecendo o trabalho de diretores/professores e funcionário, que obteve mais um sucesso

  Prefeito Pepeu e o Secretário de Educação, Arlindo reconhecendo o trabalho de diretores/professores e funcionário, que obteve mais um sucesso





 Prefeito Pepeu conversando com a comunidade que foi prestigiar o evento
 Apresentações culturais exibidas no palco

  Apresentações culturais exibidas no palco

 Escolas se preparando para apresentações no palco


 Apresentações lindas foram exibidas pelas crianças no palco, muito lindo!



 Uma EXPOSIÇÃO NOTA 10 - NINHA BRAUNA,  Uma passifiquense de primeira linha, parabéns!

 Eduardo Vasconcelos - Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN e Ninha Brauna
Ontem (14) o penúltimo dia do VI FESTIVAL DE CULTURA e MOSTRA CULTURA de Passa e Fica na Região do Agreste Potiguar, foi um SUCESSO!  Primeiro pela organização e segundo pelas lindas apresentações de grupos de danças compostas por crianças da creches, escolas e outras convidas de outras cidades.

O prefeito, Pedro Augusto Lisboa (Pepeu) acompanhado pelo Secretário Municipal de Educação, professor Arlindo entregou aos coordenadores/as troféus e lembranças, mostrando o reconhecimento de todos pela dedicação, organização e exposição dos trabalhos exibidos nas dezenas de tendas, que resgatava a história cultural e educacional da cidade e ao mesmo resgatando a memórias das grandes personalidades políticas da cidade, como Aryyan Pessoa Cunha Lima (ex prefeito), Luiz Antonio Ramalho Lisboas, Ociram Damasceno Barbosa e tantos outros.

O VI Festival de Cultura tem como tema: "Passa e Fica, "Gestão de Crescimento na sua Trajetória Política" - Expostas nas Tendas representadas pelas escolas.

O VI Festival de Cultura comemora também os 54 Anos de Emancipação Política da Passa e Fica/RN. O VI Festival de Cultura iniciou desde o dia 13/05 e vai até o dia de hoje (15).

Além das apresentações culturais exibidas no grande palco no centro da cidades, paralelamente aconteceu oficinas e jogos esportivos nos ginásios de esportes.

Mais uma vez Passa e Fica fechará seu festival com chave de ouro, hoje (15), com as bandas.....

sexta-feira, 13 de maio de 2016

SELO UNICEF: COMISSÃO SE REUNIU E DEFINIU ESTRUTURA PARA A REALIZAÇÃO DO II FÓRUM COMUNITÁRIO

 Comissão Intersetorial pelos Direitos da Infância e Adolescência
 Em discussão

 Encerramento sob a orientação do Presidente do CMDCA, Pastor José Vieira

Hoje (13) a  Comissão Intersetorial pelos Direitos da Infância e Adolescência se reuniu no Plenário da Câmara Municipal de Nova Cruz durante toda a manhã, cuja pauta foi a estruturação do II FÓRUM COMUNITÁRIO e a Campanha Permanente Contra o Mosquito da DENGUE.

Após duas horas de debates a comissão aprovou: Que o II FÓRUM COMUNITÁRIO será realizado no Plenário da Câmara Municipal dia 31 de maio (data selecionada pelo SELO UNICEF), durante toda a manhã.  O 2º Fórum Comunitário será o momento de prestar contas à comunidade do que foi executado a partir do Plano de Ação Municipal e das desigualdades identificadas nos grupos de trabalho,os elaborados no 1º Fórum.

É bom lembrar que o 2º Fórum Comunitário contará com a presença do Mediador do Selo UNICEF, que deverá acompanhar o evento de acordo com os critérios estabelecidos na metodologia do Selo UNICEF, bem como verificar o funcionamento, presencialmente, do CMDCA e do Conselho Tutelar - CT.  Para executar essas atividades, o Mediador permanecerá um dia em cada município.

Foi aprovado também que, as secretarias envolvidas exibirão ações que foram realizadas e essas ações ficarão em tendas específicas para que os participantes do II Fórum e a própria comunidade possa visitá-las.

Serão convidados autoridades dos poderes Legislativo, Judiciário, Executivo, adolescentes (NUCA), Sociedade Civil, entre outros.

Participaram da reunião: Representantes do CMDCA, Conselho Tutelar, CMS, CMAS, CBV, SMAS, SMS, SME, ESTUDANTES, PROFESSORES e Membros da Comissão Intersetorial pelos Direitos da Infância e Adolescência

Em resistência, mobilizações se espalham por todo o Brasil contra o golpe

FOTO: Janine Moraes/Fotojornaleira
Após ataque à democracia concretizado nessa madrugada no Senado, atos aconteceram e prosseguem em todo país.
Ao longo de todo território nacional, nas últimas 24 horas, diversas manifestações ocorreram no Brasil em defesa do Estado Democrático de Direito, que foi duramente golpeado na madrugada desta quinta-feira (12), no Senado Federal, que votou o afastamento da presidenta Dilma Rousseff por até 180 dias, mesmo sem crime de responsabilidade.
Reforçando seu posicionamento de luta em defesa da democracia e contra a tomada de um governo sem legitimidade eleitoral, as manifestações dos movimentos sociais, organizações estudantis e trabalhadores foram intensificadas nesta quarta-feira (11).
Em Brasília (DF), após a 4ª Conferência Nacional de Política Para Mulheres, centenas de mulheres marcharam pelas ruas da capital do país. No início da noite, na Esplanada dos Ministérios, a polícia reagiu com truculência contra os manifestantes. Bombas de efeito moral foram atiradas contra os manifestantes que realizavam ato pacífico, duas mulheres feridas precisaram ser transportadas em macas por socorristas.
Em defesa da educação, os estudantes de São Paulo ocuparam a reitoria da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) em crítica ao plano de governo de Michel Temer denominado “Ponte para o Futuro”, que ameaça direitos sociais. Contra o governo que assume o poder sem legitimidade, na Avenida Paulista, ato ocupou o Vão Livre do MASP em “Vigília Contra o Golpe”.
SP vigilia
Vigília contra o golpe, realizado ontem (11), Av.Paulista.
FOTO: Mídia Ninja
No Rio de Janeiro, durante a madrugada, o movimento estudantil tomou as ruas para manifestar descontentamento com o prosseguimento dado ao golpe. Hoje, viam-se muros e calçadas com os dizeres “PMDB Golpista” e “Ditadura Nunca Mais”. Na Cinelândia, desde o fim da tarde, centenas de pessoas se encontram para fazer a resistência durante a votação no Senado.
CUCA DA UNE
FOTO: Bruno Bou/ CUCA da UNE
Em Belo Horizonte, não foi diferente. A noite mineira foi marcada por trabalhadores, artistas e movimentos sociais que ocuparam a Praça da Liberdade numa manifestação que foi chamada de “Fora Temer”. O ato integra uma série de atividades do “Acampamento pela Democracia”, iniciado no Primeiro de Maio, dia do trabalhador.
Quinta-feira de luta
Hoje, a luta continua em todo Brasil. Eventos estão marcados em diversos estados. Em Brasília (DF), o evento “Povo pela democracia, fora Cunha, fora Temer, fora Bolsonaro”, deve ocorrer no Palácio do Planalto. Em São Paulo, mais de um evento ocorre: o “Fora Temer, Cunha na cadeia”, às 17h, na Nova Sede Estadual do PMDB, além do  “Temer jamais! Resistir nas ruas por direitos”, com início às 17, no Vão do MASP, localizado na Av. Paulista. Há ainda a “Marcha noturna pela democracia”, às18h, na Praça Antônio Prado, na região central de São Paulo.

O “Fora Temer, Cunha na cadeia” é uma manifestação que deve acontecer em todo o país. Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Recife (PE) e Salvador (BA) aderiram ao movimento e vão às ruas no intuito de evidenciar a insatisfação com o PMDB e a instauração de um governo construído por meio de um golpe de Estado.
- Fonte: UBES

A firmeza de quem lutou contra o golpe de Estado de 2016

Guilhermina Marrati não queria chorar. Disse pra si mesma, antes de sair de Vitória, no Espírito Santo, na quarta-feira (11) à tarde, que o governo de Dilma Rousseff não havia acabado, mas apenas sofrido um ataque mais duro dos conspiradores nacionais.
Justamente por isso decidiu pegar o ônibus com destino a Brasília e encarar as 17 horas de viagem entre as duas cidades: queria ser mais uma entre a multidão de pessoas que presenciariam, talvez, o começo da luta da presidenta contra o golpe de Estado que sofrera durante a madrugada – do qual foi notificada na manhã desta quinta (12).
A promessa, no entanto, durou cerca de uma hora. Após o discurso da presidenta na rampa do palácio perante as milhares de pessoas que a ouviam, Guilhermina resolveu segui-la durante o breve período em que abraçou e beijou alguns manifestantes.
Quando Dilma entrou em uma SUV preta e, rodeada de carros oficiais, sumiu no horizonte de Brasília rumo ao Palácio da Alvorada, caiu em um pranto sepulcral sobre o meio-fio da Praça dos Três Poderes.
“O choro não é por causa da Dilma. Eu nem conheço ela, não sei como ela é, se ela é realmente brava, como muitos falam. O choro é por causa do que essa saída dela do Palácio do Planalto representa ao Brasil. Um completo retrocesso da nossa democracia que eu nem sei como explicar aos meus alunos”, conta. Ela é professora de história do ensino médio na rede pública de Vitória há dez anos.
Eduardo Ribeiro, ao contrário de Guilhermina, não precisou se conter. Veio a Brasília durante a madrugada imaginando que o golpe pudesse ser revertido no Senado – onde estava sendo votado enquanto atravessa a Bahia.
O auxiliar administrativo de 32 anos, porém, compartilhava a mesma motivação da professora capixaba: “Ontem (quarta) eu liguei a TV e comecei a ver a votação em casa. Pensei: ‘Ué, se eu não acho esse golpe legítimo o que eu vou fazer ficando aqui? Vou pra Brasília’”.
Chegou à capital pela manhã, quando a conspiração contra Dilma havia terminado, e só conseguiu acompanhar o discurso dela na rampa do edifício presidencial e a posterior saída.
Ficou olhando os carros oficiais partirem com a presidenta encostado na grade colocada pela Polícia Militar do Distrito Federal com um sorriso sem graça característico dos derrotados, mas foi o primeiro a puxar o grito de “Dilma guerreira da pátria brasileira” quando todos ainda choravam.

DILMA

Dilma Rousseff falou por aproximadamente quinze minutos ao público postado em frente ao Palácio do Planalto, na Praça dos Três Poderes, com um pedestal improvisado e uma caixa de som relativamente baixa. Ao contrário do usual, não leu nenhum documento pronto e ousou até mesmo quebrar o protocolo e se colocar à frente do móvel que servia para amparar o microfone.
Atrás dela estavam líderes variados, como o ex-presidente Lula, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o presidente do PT, Rui Falcão, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-SP) e a presidenta da UNE, Carina Vitral. .
Milhares de pessoas se aglomeraram no local para escutarem as palavras da presidenta, interrompida sete vezes durante o discurso pelos gritos dos manifestantes, ora contra Michel Temer, ora contra Eduardo Cunha, ora enaltecendo o nome dela.
Em todas as interrupções, Dilma esperou pacientemente que o próprio povo fizesse silêncio para voltar a falar.
“Eu estou sendo vítima de um golpe. Chamo isso de golpe porque não cometi nenhum crime de responsabilidade. Os atos cometidos por mim foram cometidos por todos os presidentes que me antecederam. Se não foi crime com eles, não pode ser comigo agora”, disse, de cara.
“Quem conspirou para esse golpe o fez por vingança. O que fez porque nós nos recusamos a dar a ele, ao senhor Eduardo Cunha [interrompida pelas vaias], os votos na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados”, continuou.
A presidenta ainda lembrou de sua luta pela democracia durante a ditadura militar, das conquistas sociais dos governos do PT e do fato de ser uma mulher, o que colaborou para que ela caísse. “O golpe é machista”, gritaram os manifestantes. O momento em que foi mais ovacionada foi quando disse que era uma “fiadora da democracia brasileira”.
Ao lado de Lula e Jandira Feghali, Dilma distribuiu abraços e beijos aos ocupantes da praça. Lula havia feito o mesmo horas antes, quando chegou ao palácio e se encontrou com a presidenta em seu gabinete. Em um dos momentos, ela foi beijada por uma outra mulher que a instigou a lutar. Dilma, então, respondeu: “Eu vou lutar!”. Depois sorriu e foi engolida pelo restante da multidão.
Fonte: UNE

O Brasil não anoitecerá: Nota da UNE sobre afastamento de Dilma Rousseff

A madrugada de 11 para 12 de maio de 2016 virou com a impressão de ter sido mais enevoada do que as outras deste outono. Ao determinar o afastamento da presidenta da República legitimamente eleita Dilma Rousseff por meio do golpe de um processo apodrecido de impeachment, o Senado Federal aprofunda a ferida aberta na democracia nacional já no fim das eleições presidenciais de 2014, quando perdedores decidiram, à força, sair vencedores da disputa das urnas. É o movimento para remover, sob quaisquer condições, um projeto popular e progressista de desenvolvimento que passou a priorizar as camadas historicamente excluídas das políticas públicas nacionais.
As sombras que começaram a se forjar no início de 2015, com as primeiras manifestações que trouxeram o discurso da defesa da ditadura militar, transformaram-se em uma jornada sem precedentes da intolerância e do autoritarismo desde o fim do regime, em 1985. Cresceram com a progressão de um pedido absurdo de impedimento presidencial sem os devidos crimes de responsabilidade que a lei exige. Atingem dimensão preocupante neste momento em que o golpe conseguiu a retirada da presidenta por até 180 dias e permite ao vice-presidente Michel Temer assumir sorrateiramente a cadeira presidencial como um vulto esgueirando-se para onde não foi convidado.
Enganam-se, no entanto, aqueles que imaginam que os movimentos populares e democráticos da sociedade brasileira assistirão com passividade ao teatro detestável de conspiradores e saqueadores da ordem democrática. A União Nacional dos Estudantes, representante dos milhões de universitários e universitárias do país e uma das mais antigas instituições da vida pública nacional anuncia que não reconhecerá o governo de Michel Temer. Em cumprimento estrito da Constituição Federal de 1988, conquistada após a morte de tantos que lutaram contra o regime de exceção que a precedeu, a UNE tem o dever de reportar-se como presidenta da República somente àquela que é de fato a presidenta da República: Dilma Vana Rousseff.
Ainda que o golpe busque repetir a história de 1964, retirando os tanques e metralhadoras de seu roteiro e incluindo togas e gravatas, não conseguirá acuar a voz das ruas. Nos últimos meses, cresceu no país a articulação inédita de movimentos organizados de trabalhadores, juventude, camponeses, lutadores por moradia, mulheres, negros, LGBT, coletivos de cultura e comunicação de todas as partes que formam a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo. A coalizão democrática dessas forças engendrou a semente de um núcleo poderosíssimo de resistência ao golpe, com força imensamente superior à dos movimentos que tentaram resistir à ditadura iniciada em 1964.
Não haverá, portanto, um minuto sequer de trégua concedido aos inimigos do povo. Estaremos nas ruas, nas universidades, nas redes sociais, em todos os espaços alcançáveis em que possamos deixar a denúncia da grave lesão sofrida pelo país. Foi com esse espírito que crescemos e nos multiplicamos nos últimos anos, com manifestações que ultrapassaram a marca dos milhões de brasileiros, com atos públicos de norte a sul, acampamentos de resistência, ocupações, comitês universitários, atividades culturais, ações estratégicas de comunicação e a gestação espontânea de milhares de núcleos de defesa da democracia, a maior parte formada pela juventude.
Não pensem os golpistas que o Palácio do Planalto os pertence. A UNE, que teve muitos de seus militantes torturados e mortos na luta democrática desta nação, não concede a Michel Temer, Eduardo Cunha, Aécio Neves e outros trapaceiros o direito de rasgar a carta magna das leis nacionais sobre seus corpos. Não passarão. Podem tentar fingir, para o conjunto da sociedade, que estão do lado certo, mas terão que disputar essa versão com a nossa militância na praça pública. Não tememos, tampouco, que neste processo tentem nos prender ou nos matar, pois, como o diz o ditado, se o fizerem, voltaremos em milhões. Somos hoje jovens de todas as origens, estudantes filhos das famílias ricas ou da periferia que chegaram à universidade por meio do avanço dos programas sociais, do Prouni e do Fies, da reserva de vagas, da expansão do ensino superior. Representamos a transformação de um país que não aceitará retrocessos.
A noite de 11 para 12 de maio não será como a de primeiro de abril de 1964. Não deixaremos o Brasil submergir frente a sua própria soberania. Não estaremos imóveis, não nos calaremos, reuniremos a força, a motivação, a sensibilidade, a determinação e a criatividade que foram capazes de nos fazer vencer em momentos bem mais dramáticos do que este na história brasileira. Preparem-se golpistas. Aqui está presente o movimento estudantil. O Brasil não anoitecerá mais uma vez.
União Nacional dos Estudantes
12 de maio de 2016

sábado, 7 de maio de 2016

BRASIL: Recado de menino ao governo Alckmin viraliza na internet


Em sua fala, o jovem chama a atenção do governo estadual e explica que o movimento de ocupação das escolas foi uma medida usada como último recurso, diante da séria situação das instituições e a falta de apoio do poder público.

Carlos reforçou que os estudantes não pretendem ceder às pressões para encerrarem a mobilização.

“A gente entendeu que as ocupações e os manifestos de forma radical estavam dando resultado. E se infelizmente essa for a nossa única forma, a gente vai usar. Espero que o governo entenda isso e que nós não vamos desistir. Se tiver que ocupar de novo, a gente ocupa porque a nossa luta é pela educação”, disse.

O vídeo com o discurso do estudante na Alesp foi publicado pela Mídia Ninja e, em três horas, alcançou mais de 20 mil compartilhamentos e 19 mil curtidas no Facebook.

“A escola não consegue cumprir o seu papel de formar cidadão consciente de seus direitos e deveres, porém a luta e a militância vêm fazendo isso”, comentou uma internauta.

“Eu sinto vergonha que uma criança dessa idade tenha que comprar uma batalha de maneira radical pra lutar pelo que é seu por direito”, opinou outra.

Assista ao vídeo abaixo: 

 

Com Pragmatísmo Político e Mídia Ninja 
Fonte; Portal Vermelho

sexta-feira, 6 de maio de 2016

5º Enune: ”Minha presença te incomoda?”

Nova edição do Encontro de Negros, Negras e Cotitas da UNE acontece em julho, em Salvador
Acontece de 29 a 31 de julho, em Salvador, o 5º Encontro de Estudantes Negros, Negras e Cotistas da UNE (Enune). Sob o tema ‘’Minha presença te incomoda? Conquistar direitos e afrontar o racismo’’, o evento promete debater as mais variadas experiências de enfrentamento ao racismo nos dias atuais.
Segundo o diretor de combate ao racismo da UNE, Rodger Richer, são esperadas cerca de 2 mil pessoas nesta edição. ‘’ Vamos convidar grupos culturais negros, movimentos sociais, grafiteiras(os), grupos de hip-hop, artistas, movimentos comunitários, intelectuais, comunidades tradicionais e religiões de matriz africana e a população negra em linhas gerais para debater as diversas faces do racismo no Brasil e caminhos para superá-lo’’, disse.
No Brasil, a situação de exclusão e discriminação sofrida pela população negra é resultado de um passado escravagista e da consequente não incorporação do negro aos espaços de poder da sociedade brasileira. Por isso, a UNE encontra nas políticas de ações afirmativas, dentre elas as cotas raciais, um importante instrumento de reparação das desvantagens historicamente sofridas pelo(a)s negros e negras.
Rodger lembra que, historicamente, as Instituições de Ensino Superior (IES) contaram com pouquíssima participação da população negra.
”Hoje, felizmente, graças às políticas de democratização do ensino superior, há muito mais negros(as) nas IES e, também, no movimento estudantil. Ainda há muito a ser feito, por isso é fundamental a organização dos estudantes negros e negras para potencializar a luta em defesa da ampliação dos direitos e da superação do racismo”, avaliou.
As inscrições para o Enune serão divulgadas na próxima semana no site da UNE e Facebook da UNE.
Fonte: UNE

Vídeo: Assista ao “Diálogo que nos UNE” com Rico Dalasam

Site da UNE conversou com o músico que tem ganhado cada vez mais espaço no cenário independente e do rap com seu discurso contra os opressores e o ódio, pelas liberdades e em defesa da decmoracia
Rico Dalasam chegou pra somar. Adicionar forças à luta de um movimento que já enfrentou preconceitos, bateu no teto do sucesso, caiu, voltou, apresentou hits, heróis, vilões e não cansa de se renovar e teimar em dizer: o hip hop é grande demais e ainda vai dar muito trabalho aos opressores.
Dalasam, ou, “Disponho Armas Libertárias a Sonhos Antes Mutilados“, tem fala pausada e certeira, voz grave marcante e reflexões amplas sobre, por exemplo, a sua existência-estética e como ela pode influenciar a pessoa ao seu lado.
Eu já acordo, coloco o chinelo rosa e vou a padaria. Sinto que as unhas pintadas coloridas já batem no olhar da caixa, o cabelo desse jeito talvez mexa com a ideia do cara do balcão que quer fazer algo parecido mas está oprimido pelo patrão. Então, a estética também é luta“, afirma.
Aos 26 anos, Jefferson Ricardo da Silva, nome de batismo, conversou com o site da UNE dentro de um teatro na Praça Roosevelt, no centro da cidade. Criado na cidade de Taboão da Serra, região metropolitana, ele sabe da dificuldade de uma pessoa como ele, “negro gay, cantor de rap, da periferia”, circular, transitar e se empoderar da cidade.
“A gente não é aceito. Tem uns amigos meus que quando são chamados para ir na Paulista os caras nem querem porque sabem que ali não é o lugar deles, que ali não foi feito para eles e que ali eles serão olhados diferente. Eles preferem ficar na periferia.”, diz.
Nessa conversa, Dalasam ainda foi enfático na defesa da democracia e sobre o “ter lado nessa quase guerra” que tem se estabelecido no país. Falou também sobre o papel que ele acha que tem como artista nessa batalha e combateu o ódio. “Não vejo espaço, não posso aceitar o ódio na democracia. Isso não!”
Impulsionado por uma geração conectada, Rico Dalsam despontou ainda em 2014 com a música Aceite-C, que tem mais de 220 mil visualizações no YouTube. O EP “Modo Diverso”, com seis faixas, só veio depois, lançado em março de 2015. O álbum propriamente dito chegará agora, no dia 29 de maio, com show programado para o Auditório do Ibirapuera. Vai se chamar Orgunga, uma simbiose de orgulho negro e gay.
Confira mais uma entrevista da série Diálogo que nos UNE:

> Assista a outros vídeos da série “Diálogo que nos UNE”:
– Tico Santa Cruz: http://bit.ly/1VVF1wV
– Boaventura de Souza Santos: http://bit.ly/1Te6tQc
– Rapper Moysés: http://bit.ly/21fngsg
Fonte: UNE

Carta aberta dos estudantes ao povo paulista

Foram quatro dias de ousadia, resistência e luta. Pela primeira vez na história da ALESP e do Estado de São Paulo o povo se viu representado neste importante espaço. Nós jovens, negros, mulheres ao lado do povo e toda sua diversidade, ocupamos o plenário do poder legislativo, ensinamos e aprendemos muito.

Resistimos. Mesmo com toda a desinformação, truculência e terror psicológico nos mantivemos inabaláveis e convictos da legitimidade do nosso movimento. O que nos move é apenas a fome e o desejo de ter uma escola e uma educação que atenda as necessidades de desenvolvimento, emancipação e dignidade de todas e todos.

Conquistamos a mais importante vitória que um movimento pode ter: A opinião de todos vocês. Recebemos o apoio e o carinho de mães, pais, professores, trabalhadores, funcionários da ALESP, artistas, intelectuais, autoridades e os mais diversos setores da sociedade, o que fez toda a diferença para nós.
Tomamos um duro golpe da justiça. Nós que não conseguimos nem comprar o lanche na cantina, não aceitaremos que nossos pais paguem pela corrupção. Há meses travamos uma luta democrática contra o ladrão de merenda. Sabemos o valor que tem a democracia e a importância de se respeitá-la.
Apesar de não ter repressão e violência policial, o governo decidiu pela truculência econômica. Por isso, nossa decisão coletiva foi desocupar a ALESP. Não recuamos, não desistimos e nada vai nos calar. Nossa luta, graças a essa ocupação, atingiu um patamar histórico.
Através da nossa ocupação começamos a escrever mais um grande capítulo da história do Brasil, depois de muito tempo o povo pautou o principal parlamento estadual do país.
Paralisamos o estado de São Paulo, o Brasil e o mundo travando os trabalhos da ALESP para que todos os deputados nos ouvissem nesse momento. Na próxima semana estaremos aqui novamente cobrando que cada deputado ouça a nossa voz, a voz de milhares de estudantes secundaristas que há meses estão sem merenda.

Seguiremos em luta intensa pela abertura da CPI, pela punição dos ladrões de merenda e pela escola dos nossos sonhos.
Apenas começamos!
MUITO OBRIGADO PELO APOIO DE TODAS E TODOS!
- Fonte: UBES

quinta-feira, 5 de maio de 2016

SÃO PAULO Após pressão, governo do Rio aceita negociar com estudantes


  
Os alunos protestam contra o sucateamento da educação pública no estado e reivindicam melhorias na infraestrutura e o fim da superlotação das classes, entre outras pautas.

Nesta tarde, foram recebidos pelo chefe de Gabinete da Secretaria de Educação, Caio Castro Lima, e pelas subsecretárias de Gestão de Ensino, Ana Valéria da Silva Dantas, e de Gestão de Pessoas, Cláudia Raybolt Marques. Eles se comprometeram a negociar com a comissão de alunos e marcaram a primeira reunião. 

De acordo com os estudantes, mais de 70 escolas estão ocupadas. Os professores da rede estadual de ensino estão em greve desde março. 








Do Portal Vermelho, com agências

Conheça a jovem que enfrentou o Coronel Telhada e ganhou a Internet

Karoline, que iniciou sua militância há três anos durante a construção do DCE da Fatece e logo após como diretora de comunicação da União Estadual dos Estudantes de São Paulo, (UEE-SP), afirma que construiu ao longo desse tempo uma paixão pela luta e por justiça, "Me apaixonei pela militância e todo esse processo ocorreu no movimento universitário". 

A jovem avalia que a repercussão do vídeo foi grande, pois muitas pessoas tem medo do Telhada, mas ele se deparou com uma militânte que tem interesses reais em defender a causa do povo, "Ele esqueceu que hoje ele é deputado e não mais capitão da polícia militar e meu deu voz de prisão, ordenando os policiais que estavam na Alesp que me retirassem à força do local, mostrando a sua face mais fascista. Quando eu questionei se ele estava me dando voz de prisão devido a participação na luta pela CPI da merenda e ele afirmou que sim, é visível os resquícios da ditadura militar que se fazem presentes na fala autoritária do Telhada", denuncia. 

"Ele veio atrás de mim, segurou meu braço e começou a me agredir verbalmente. Na visão machista do deputado, eu estava em uma posição inferior a dele, sou mulher estudante e mais jovem e, em nenhum momento, eu poderia questioná-lo. Alguns assessores parlamentares ajudaram a me retirar do local, pois ele ameaçou me agredir fisicamente" relata Karoline. 

Líder da bancada da bala rebate

O líder da Bancada da Bala da Alesp, Coronel Telhada, gravou um vídeo nesta quinta-feira (5) dizendo que foi agredido pela jovem estudante e que as pessoas estão lá, acampadas há três dias em condições extremas, "pois ganham um pão com mortandela e 30 reais, esse motivo da CPI não é o verdadeiro", conclui. 

Histórico violento 

Líder da Rota [a polícia de São Paulo que foi criada com as práticas e posturas da ditadura militar] até 1992 e logo depois coronel da polícia militar, Telhada tem em seu histórico a exaltação à violência e perseguição aos jornalistas. 

Assista ao vídeo: 

 

Do Portal Vermelho, Laís Gouveia 

    terça-feira, 3 de maio de 2016

    Canto a esperança de um mundo socialista – Por Caio Botelho

    É inspirador o tema escolhido pela União da Juventude Socialista para seu 18º Congresso Nacional: “Canto a esperança de um mundo novo”.

    Falar em esperança em um tempo tão sombrio é um gesto corajoso. Defender a novidade – quando o atraso se impõe com tanta força – é uma prova de audácia por parte de uma organização de juventude reconhecida pela sua combatividade e capacidade de fazer vitoriosas, causas que eram dadas como perdidas.

    O Congresso da UJS é um momento ímpar: dezenas de milhares de jovens de todos os cantos do Brasil participam de assembleias, plenárias, etapas municipais e estaduais, dentre outras atividades, para discutir e construir coletiva e democraticamente a entidade. Portanto, ele não começa e nem termina quando da realização de sua etapa nacional – que vai acontecer entre os dias 14 e 17 de julho, em São Paulo, capital – mas também quando cada militante se reúne para debater a tese e as formas de dialogar com a juventude, além das bandeiras de luta e os desafios organizativos.
    Apenas essa razão é o suficiente para que este momento conte com a atenção e a importância que merece.

    Mas tem outro motivo que amplia ainda mais o significado deste Congresso: ele ocorre no momento em que o Brasil se encontra em uma encruzilhada histórica, com a possibilidade de graves retrocessos às conquistas dos últimos anos. Diante de um cenário tão desafiador, não há hora melhor para reunir a tropa e definir uma tática para as novas condições de luta que permita, o quanto antes, a retomada da ofensiva.
    Falando em tropa, pedimos licença para um breve devaneio histórico:
    Sabemos que a Segunda Guerra Mundial foi decidida em uma batalha: Stalingrado – ocorrida entre julho de 1942 e janeiro de 1943 em território soviético. Se vitorioso, o exército nazista iria se apoderar de uma região rica em minérios, especialmente ferro e petróleo. Ali estava sendo decidido o maior conflito da história da humanidade. Quem vencesse aquela batalha, venceria a Guerra.
    Em todos os aspectos, os alemães tinham imensa vantagem sobre o Exército Vermelho. Possuíam mais tropas, armas, munições, aviões, alimentos, etc. Uma avaliação exclusivamente pragmática da situação não daria a menor esperança de vitória soviética.
    A não ser por um detalhe nada pequeno: a moral da tropa. Enquanto os alemães lutavam por Hitler, os soviéticos lutavam por uma causa, por sua pátria e por tudo o que ela representava. Seus soldados cumpriram com destemor a ordem do alto comando: “nenhum passo atrás!”. E depois de meses de combates encarniçados as tropas alemães se renderam.
    Encerrado o devaneio, retornemos ao assunto:
    É preciso buscar inspiração nos soldados vermelhos. Guardadas as proporções históricas e a realidade própria de cada época e país, também estamos diante de uma grande e decisiva batalha e em condições imensamente desfavoráveis. E em meio à situação adversa, a primeira tarefa é justamente levantar a moral da tropa ou, em nosso caso, da militância.
    Imprescindível enxergar não apenas a árvore, mas a floresta. A luta política em curso no Brasil é parte de uma longa jornada pela emancipação do nosso povo, que compreende vitórias e derrotas e não começou com a eleição de um presidente, mas remonta às lutas travadas desde os tempos coloniais. E não nos cabe nem a acomodação quando triunfamos e menos ainda o desânimo quando somos derrotados.
    Nesse cenário, o principal desafio desse Congresso da UJS é reforçar o entendimento de que a luta continua, mas em novas condições. E isso é possível apenas na medida em que reafirmamos o caráter estratégico desta organização – afinal, esse novo mundo pelo qual cantamos não é outro senão o mundo socialista.
    Socialismo que, em nosso país, vai se inspirar na trajetória de lutas e nas características do povo brasileiro. Como diz o manifesto da UJS: “O nosso Socialismo será verde e amarelo, tocará viola, fará hip-hop, dançará samba e rock. Fará carnaval e jogará futebol. Será construído a partir de nossa realidade e caminhos que nós descortinaremos”. Mas, ao mesmo tempo, será solidário e saberá aprender com as lutas dos povos de todos os cantos do mundo.
    Não há, portanto, a possibilidade de acabar com o machismo, racismo, homofobia, com os preconceitos de todas as espécies e as desigualdades sociais sem derrotar o sistema que alimenta tudo isso. É preciso, de forma ampla e inteligente, concatenar todas essas bandeiras com a luta contra o capitalismo.
    Neste Congresso, a UJS deve transmitir à juventude brasileira uma mensagem de esperança. É possível e necessário romper com as amarras que nos mantém presos ao atraso! Somos jovens e, por consequência, rebeldes por natureza e revolucionários em potencial. Com alegria e disposição, vamos dar conta da tarefa de construir um mundo novo – e socialista!
    Fonte UJS

    Fernando Morais : “Programa Temer é privatizar tudo. Vão começar pelo pré-sal”

    Por Rafael Minoro
    Durante Congresso de jornalistas mineiros, escritor anuncia que vai “se dedicar integralmente a infernizar a vida dessa gente”; site da UNE acompanhou o debate
    O escritor Fernando Morais participou na noite da sexta-feira (29/4), em Belo Horizonte, da abertura do 14° Congresso Estadual de Jornalista de Minas Gerais, e como vem fazendo em diversos pronunciamentos Brasil afora e pela internet, fez um duro discurso contra o golpe que está em curso no Brasil.
    Jornalista com passagem pelos principais veículos do país e três Prêmio Esso na bagagem, ele se disse frustrado por ter o privilégio de ser testemunha de umas das maiores revoluções dos últimos tempos, que é a digital, e ao mesmo tempo presenciar um momento dramático para o país.
    Um golpe de Estado como nunca se tinha visto aqui no Brasil mas que tem se tornado moda na América Latina. Igual foi no Paraguai, muito parecido com o de Honduras. É o golpe das mãos limpas, golpe sem tanques na rua, sem baioneta, mas que certamente trará à nacionalidade um prejuízo infinitamente maior do que trouxe a ditadura militar mesmo com todos os mortos, perseguidos e exilados. Isso, porque essa gente esta aí para entregar o Brasil “, disse.
    Morais denunciou o programa anunciado por Michel Temer. “É para privatizar tudo. Vão começar por onde? Vão começar pelo Pré-sal. Estão querendo forçar que a Petrobras seja vendida na bacia das almas para o capital internacional”, disse.
    Com a propriedade de ser um dos principais pesquisadores e conhecedores da política brasileira, com a publicação de obras como “Chatô” e “Olga”, Fernando Morais fez um rápido histórico e afirmou que quem está por trás do golpe “são os arquitetos de outrora”.
    “Os mesmos que levaram Getúlio [Vargas] ao suicídio em 1954 e que tentaram impedir a posse de Juscelino [Kubistcheck] em 1955 e que depois de empossado tentaram dar-lhe outros golpes. Os mesmos que na renúncia do Jânio [Quadros] tentaram impedir a posse do vice João Goulart e depois o derrubaram”, explicou.

    UM GOLPE NAS VIRTUDES

    O escritor destacou ainda que a presidenta Dilma Rousseff é só um obstáculo.
    Eles querem derrubar o projeto de nação. Com todos os defeitos que governo tem, não é pelos defeitos que eles querem derrubar, é pelas virtudes do projeto que tirou milhares da miséria e deu condições ao povo de viver e comer“, disparou.
    “Estamos perdidos?”, perguntou. Para ele, não. “Quem tem a verdade nunca está perdido, quem esta do lado do bem e da democracia nunca está perdido.”, disse e convocou todos os presentes para a luta.
    “Assumo o compromisso de me dedicar em tempo integral a infernizar a vida dessa gente. Tudo o que eu puder fazer eu farei para não dar um minuto de sossego a esses golpistas”, prontificou-se.

    INTERNET CONTRA O GOLPE

    Entusiasta da rede mundial de computadores, Fernando Morais falou mais de uma vez durante a sua aula sobre a importância deste instrumento para o jornalismo atual de combate.
    “Não acabou o jornalismo, acabou o modelo de jornalismo que está aí. Quem tem um celular pode ser o seu próprio Roberto Marinho. A internet brasileira que abriu os olhos dos grandes meios internacionais para dizer que o que estava acontecendo aqui era, sim, um golpe. Nós temos que utilizar a internet para enfrentar os golpistas.”, disparou, tecendo ácidas críticas à Globo e ao Estadão, segundo ele, organizações que golpeiam o país e conspiram há anos.
    Morais disse que ele já está preparado. Atualmente, publica freneticamente em sua página no Facebook e, em breve, vai inaugurar o seu blog chamado Nocaute, sugestivo nome para quem está na linha de frente liderando a tropa e contaminando as pessoas ao seu redor para cada vez mais terem forçar e derrubar os golpistas.

    MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA

    Na mesa, além do palestrante, estavam o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, Kerison Lopes, o presidente da Casa do Jornalista, Mauro Werkema, e o deputado federal Reginaldo Lopes (PT). Antes da palestra, Werkema leu o manifesto “Jornalistas em defesa da democracia”.
    Nós, jornalistas, denunciamos a articulação reacionária que afronta a lei e convoca a estratégia ilegítima do golpe, cassa o voto popular, defende ações entreguistas e busca solapara direitos […] Em nome da democracia brasileira, das conquistas sociais, do patrimônio nacional, do respeito à alteridades, da aliança com os trabalhadores e da defesa das instituições, oferecemos nosso compromisso com a verdade e o empenho em não abandonar a busca da palavra exata, da ação justa, da interpretação mais rica. Nossa força é nossa voz. Contra as tentativas de amordaçamento, deve se erguer o grito em defesa da liberdade. Golpe nunca mais. Democracia sempre“, diz trecho do documento que estará disponível no site do Sindicato.
    Fonte: UNE