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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Mídia e democracia nas arquibancadas de futebol

A partir do final do ano passado, os torcedores pelo Brasil voltaram a erguer os punhos em torno de pautas em comum. A exemplo da Argentina, onde o futebol foi um elemento para o avanço da Lei de Medios, a campanha “Jogo 10 da noite, não!”, do coletivo “Futebol, mídia e democracia”, do Barão de Itararé teve rápida adesão nas redes e nos estádios, buscando através do futebol, escancarar o controle que a Globo exerce sobre o esporte dos brasileiros.
Obviamente a questão do horário, que no caso dos jogos às 22 horas exclui quem precisa de transporte público para atender interessas da grade de programação da emissora carioca, não é o único problema. Ingressos caros, cotas muito discrepantes entre as equipes, campeonatos regionais ignorados pela TV o que faz com que os clubes de fora do eixo Sul e Sudeste não consigam verba para estruturar suas equipes e acabem ficando de fora das principais divisões do futebol brasileiro, enfim, a lista é longa…
Mas o fato é que com quase 10 mil seguidores no Facebook, a campanha “Jogo 10 da noite, não!”, acabou apontando o caminho para novos protestos que neste início de ano se tornam mais abrangentes, mas que também tem a Globo como um dos principais alvos.
Faixa contra o horário do jogo às 22 horas exibida em uma partida no ano passado no Rio Grande do Sul
Faixa contra o horário do jogo às 22 horas exibida em uma partida no ano passado no Rio Grande do Sul
A Gaviões da Fiel, maior organizada do Corinthians, após ser punida pelo uso de sinalizadores na final da última Copa SP de Juniores, promove uma série de ações contra a Federação Paulista de Futebol, a CBF, contra Fernando Capez (PSDB), acusado de desviar verba das merendas das escolas públicas de São Paulo e um dos maiores inimigos das organizadas no estado e, assim como a campanha “Jogo 10 da noite, não!”, ataca também a Rede Globo.
Além de protestos em frente à sede da FPF, a maior organizada do estado também tem conseguido burlar a censura vigente nos estádios paulistas e abrir faixas com mensagens atacando seus principais alvos.
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Historicamente as arquibancadas de futebol deram espaço, em diferentes lugares e momentos, a manifestações de todas as formas. Das faixas pela “anistia ampla, geral e irrestrita” da própria Gaviões da Fiel no final dos 70 até os recentes protestos em relação ao preço do ingresso na Inglaterra e na Alemanha, onde os torcedores abandonam o jogo todos juntos em um determinado momento da partida.
Sendo assim, não é necessariamente uma novidade que o futebol seja novamente o lugar onde bandeiras políticas e democráticas sejam empunhadas independente dos clubes envolvidos. Isso para não dizer quando os protestos chegam dentro das quatro linhas, como o caso da famosa Democracia Corintiana, liderada por Sócrates, que lutava pela redemocratização do país no começo dos anos 80.
O que fica evidente é a força do futebol como elemento que contribui na conscientização dos brasileiros em relação a, por exemplo, a democratização dos veículos de comunicação e para além disso, demonstra o potencial do ambiente do futebol para propagar ideias que lutem por justiça, democracia e que, de alguma forma, faça frente ao monopólio comunicacional que se apoderou da TV brasileira.
Fonte: UNE

A sua escola é homofóbica, sexista ou preconceituosa?

Pesquisa com estudantes LGBTs reunirá dados e opinião sobre o cotidiano das salas de aula

Quem está nas salas de aula das escolas públicas sabe o quanto é difícil encarar no dia a dia a homofobia, o sexismo, o machismo e as outras diversas formas do bullying e de violência, não é verdade? Mas muitas vezes, essas vozes são silenciadas. Ainda é uma disputa muito grande para o movimento estudantil e dos direitos humanos dar voz à juventude lésbicas, gay, bissexual, travesti e transexual, os LGBTs.
Para fortalecer os argumentos de que é urgente a ampliação desse debate e o compromisso da educação em tratar esses temas, a Pesquisa Nacional sobre o Ambiente Escolar 2015 lançou uma plataforma online, que por meio de um questionário de perguntas e respostas, o estudante pode contar suas experiências de forma voluntária e anônima.
PARTICIPE DA PESQUISA
Para participar, basta acessar ao link Tinyurl.com/abgltpesquisa. O questionário contém perguntas sobre você, sua instituição educacional e suas experiências na mesma – inclusive até que ponto você se sente seguro/a nela e os preconceitos que você possa ter observado e vivenciado lá durante o ano letivo de 2015.
De maneira anônima, a expectativa é que o estudante ou ex-estudante, se sinta à vontade para responder as perguntas sobre casos de homofobia, sexismo, posicionamento dos profissionais da educação, relatos de experiências vividas e reflexos na vida escolar. Caso tenha alguma pergunta sobre a pesquisa, pode entrar em contato com os membros da equipe pelo e-mail: dignidade@grupodignidade.org.br.
Mais de 300 mil estudantes já responderam a pesquisa. O projeto foi criado pela parceria do Grupo Dignidade com o IBDSEX, ABGLT e a Universidade Federal do Paraná. Um relatório com os resultados da pesquisa será divulgado no último trimestre de 2016 em www.grupodignidade.org.br e www.abgt.org.br.
- Fonte: UBES

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

SÃO PAULO/SP: Apeoesp denuncia “reorganização disfarçada”

Segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o ano letivo de 2016 foi iniciado com o fechamento de pelo menos 913 classes, em 39 regiões. Os números alarmantes são resultado de levantamento do sindicato que consultou 93 subsedes sobre fechamento de classes, séries/anos e turnos, transferências compulsórias de estudantes, negativas de matrículas e outras ocorrências.
A Apeoesp denuncia que as alterações das Diretorias de Ensino, por meio de uma “reorganização disfarçada”, visam “driblar” a decisão judicial que suspendeu em dezembro de 2015 o projeto oficial que fecharia ao menos 94 unidades e transferiria 311 mil estudantes.
Em entrevista à Rádio Brasil Atual, a presidenta da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, chamou atenção ao impacto que será causado. “São quase mil salas de aula fechadas, o que vai implicar aumento do número de alunos em salas”, disse. “Vamos continuar apurando e vamos entrar com um ofício junto ao Ministério Público mostrando que o que foi pactuado não é cumprido.”
Para os estudantes, o momento é de resistência. Após protagonizar em 2015 o movimento de ocupação de 213 escolas contra o projeto que conquistou em dezembro a suspensão da reorganização, o momento é de alerta para impedir retrocessos.
“É preciso considerar que em 2015 foi contabilizado o fechamento de 3.390 classes, provocando, ao mesmo tempo, a superlotação das salas de aulas, como poderá ser constatado na semana que vem, com o início do ano letivo”, declara a União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) em publicação nas redes sociais. “Fechamento de classes e superlotação de salas de aula não combinam com qualidade da educação, mas esta não parece ser a preocupação do Governo do Estado de São Paulo”, diz.
- Fonte: UBES

Diretoria de Combate ao Racismo da UNE lança Campanha #PoderiaSerEu na Bahia


Ato político aconteceu em frente a sede do Movimento Negro Unificado, no Curuzu, em Salvador 
,por diretoria de Combate ao Racismo da UNE.
“Poderia ser eu
O jovem negro da favela
Que sai de casa de boa e leva um tiro na viela
Poderia ser eu
Poderia ser você
Mais um jovem negro na rua que vai morrer”
No dia 06 de fevereiro de 2016 a Diretoria de Combate ao Racismo da União Nacional dos Estudantes (UNE) lançou a campanha #PoderiaSerEu em Salvador, Bahia, na sede do Movimento Negro Unificado (MNU), localizada no bairro da Liberdade (Curuzu) – um dos bairros mais negros do mundo fora da África.
O evento teve início às 19 horas e contou com a presença de diversas organizações de juventude, do movimento negro e de grandes referências para a luta negra. Foi organizado um ato político na rua em frente a sede do MNU com lideranças de diversas organizações políticas, cujo objetivo foi sobretudo dialogar com a própria comunidade local. Em seguida, todas as pessoas presentes saíram em marcha, cantando gritos de ordem, panfletando e adesivando, rumo à saída do bloco do Ilê Aiyê. Foi um ato que interagiu bastante com a comunidade e teve grande adesão da população local.
O ato coincidiu com a data do assassinato de 12 jovens negros do Cabula por policiais, um momento triste para Bahia e o Brasil, evidenciando que o atual modelo de segurança pública é racista e genocida. Ao final, os e as participantes retornaram à sede do MNU para ver a passagem do Ilê e gravar depoimentos de lideranças importantes, como o vereador Gilmar Santiago, o deputado federal Valmir Assunção, Vovô do Ilê, Ângela Guimarães, secretária adjunta da Secretaria Nacional de Juventude e vice-presidenta do Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE); Caruso Costa do Conselho Estadual de Juventude (CEJUVE), Tâmara Terso, secretária executiva do CONJUVE; Dandara Tonantzin, conselheira nacional de Promoção da Igualdade Racial  (CNPIR); Samira Soares, da Marcha do Empoderamento Crespo;  Raimundo Bujão e Herlom Miguel do Movimento Negro Unificado (MNU), entre outras lideranças.
Marcaram presença no ato as seguintes organizações e entidades: Coletivo Kizomba, Coletivo Enegrecer, União dos/as Estudantes da Bahia (UEB), Donas do Rolê, Rede Mumbi, CONEN, UNEGRO, União Nacional dos/as Estudantes (UNE), entre outros. >>> Veja a galeria de fotos: http://www.une.org.br/galerias/poderiasereu/

CAMPANHA #PODERIASEREU OCUPA AS RUAS NA MUDANÇA DO GARCIA

No dia 08 de fevereiro a campanha #PoderiaSerEu marcou presença na Mudança do Garcia, em Salvador, Bahia – espaço em que os movimentos sociais e sindicais vão às ruas lutar por mais direitos. O bloco contou com a presença de diversas organizações de juventude e do movimento negro e se somou à Iniciativa Negra de Política Sobre Drogas (INNPD), bem como de lideranças importantes para denunciar que é preciso dar um basta ao extermínio da juventude negra.
Segundo o Diretor de Combate ao Racismo da UNE, Rodger Richer, “a campanha defende a aprovação do PL 2438 que institui o Plano Nacional de Enfrentamento aos Homicídios de Jovens, enquanto uma medida fundamental para reduzir os alarmantes índices de homicídios de jovens negros e pobres no Brasil”.
O ato aconteceu durante o carnaval evidenciando que esse não é apenas um período de diversão – apesar das contradições sociais da festa – mas também de muita tristeza, pois os jovens negros continuam morrendo nesse período, fruto do atual modelo de segurança pública e da guerra às drogas.
Essa é uma campanha que está sendo repercutida nas redes sociais e nas ruas, cujo objetivo é lutar pelo direito de viver da juventude negra. No Brasil, não é difícil que você ou alguém muito próximo já tenha tido um primo, amigo, colega, familiar (…) vítima da brutalidade da instituição policial. Você já se perguntou #PoderiaSerEu?
Some-se à essa luta e não deixe o jovem negro virar estatística!
Fonte: UNE

LUGAR DE MULHER É… NO TEATRO!

Múltipla, a atriz e diretora Georgette Fadel transita entre palcos e bastidores com diferentes projetos há mais de 20 anos. Ao Site da UNE, ela falou sobre a peça “Guerrilheiras ou Para a terra não há desaparecidos” e os planos para o próximo ano
Quando, aos 17 anos, Georgette Fadel desembarcou em São Paulo para cursar bacharelado em Artes Cênicas na Escola de Comunicações e Artes da USP e o curso técnico da Escola de Artes Dramáticas, o teatro era coadjuvante em sua vida. “Tinha estudado apenas no ano anterior. Passei um período fazendo teatro de rua e aulas no conservatório Carlos Gomes, em Campinas”, diz.
A escolha impulsiva da menina do interior, no começo dos anos 1990, talvez estivesse cravada de alguma maneira no inconsciente, mas, antes, transbordava urgência. “Pensei no que poderia me garantir a liberdade”, conta. “Não sou filha de artistas. Ao mesmo tempo, sou. Meu pai é engenheiro eletricista, mas é um artesão da madeira, um artesão dos metais. Minha mãe é uma pessoa que me ensinou a cantar e a dançar.”
No teatro, encontrou não só a independência, como o protagonismo. Ao longo dos mais de 20 anos de carreira como atriz e diretora, consolidada sobretudo nas cenas artísticas paulistana e carioca, desdobrou-se em diversos papéis e projetos simultâneos. Com colegas da universidade, fundou a Companhia São Jorge de Variedades, pela qual dirigiu alguns espetáculos. Como atriz, foi vencedora do Prêmio Shell, um dos mais tradicionais do teatro brasileiro, com a peça “Gota D’água”, de Chico Buarque.
Seu último trabalho — ainda em cartaz nos dias 12, 13 e 14 de fevereiro, no Sesc Belenzinho, em São Paulo –, é a direção do espetáculo“Guerrilheiras ou Para a terra não há desaparecidos”, um resgate da trajetória de doze guerrilheiras que lutaram e morreram na Guerrilha do Araguaia, um dos maiores massacres da ditadura militar brasileira. A peça, idealizada pela colega Gabriela Carneiro da Cunha, esgotou a bilheteria para o mês de apresentações em São Paulo.
“Para mim foi muito importante dirigir ‘Guerrilheiras’. É um assunto escondido, velado, ainda não trazido à tona completamente, tanto que os corpos estão desaparecidos. É um tema de uma violência brutal sobre pessoas que estavam lutando por ideais humanos”, diz. “A minha relação com a ditadura é a que todo brasileiro deveria ter, aquela complexidade grande diante da opressão, diante da violência de um ser humano sobre outro. É a sensação de uma comunista, uma pessoa que tem um coração comunista, no sentido de querer o bem e a gestão comum, justa, humana, fraternal dos bens e de tudo que existe.”
De olho no momento político do Brasil, ela acredita que uma era de extremos — “tão difícil, tão dura, tão bélica, tão de lados opostos” — possa ser proveitosa para os movimentos sociais.  “Eu acho positivo que o positivo se diferencie do negativo, que as mulheres se diferenciem dos homens, que os negros se diferenciem dos brancos, que as coisas se acirrem para que cada minoria possa saber de si, possa reconquistar sua dignidade, suas características próprias, suas vontades, seus desejos e a luta possa acontecer com lealdade e transparência. Quando a direita se traveste de outra coisa, é muito difícil suportar. Então que venham. Que venham os gritos de guerra de todos os lados, porque pelo menos a coisa está visível.”
Em meio ao caos do mundo, Georgette busca suas verdades. Um de seus projetos para os próximos meses é um espetáculo de rua sobre ética e conflito com um grupo carioca. Nos palcos, ela estreia “A tragédia latino-americana” e “A comédia latino-americana”, dobradinha ousada de Felipe Hirsch, e, nas telas, participa de um longa de Daniela Thomas.  Entre um e outro compromisso, cava a consolidação de vontades pessoais, como um trabalho sobre a filósofa Simone Weil e a montagem do texto japonês “Hagoromo”.
Apesar de não saber escolher com clareza a preferência por atuar ou dirigir, nos últimos tempos Georgette tem se dedicado menos ao palco do que ao comando dos atores. “Como no ano passado eu dirigi quatro espetáculos, estou com mais vontade de estar em cena”, confessa. “Gosto muito de ter meu corpo envolvido, como um estado dionisíaco, mas gosto muito também do distanciamento do olhar da direção, que se aproxima muito de um olhar divino ou de um espectador.” No fim, para ela, só uma coisa importa: “Prefiro estar entre gente criativa, gente boa, gente amorosa.”
Fonte: UNE

“Diálogo que nos UNE” com Boaventura de Sousa Santos

por De Porto Alegre, Rafael Minoro e Fábio Bardella.

Desta vez, conversamos com o professor português que pede mais valorização do conhecimento popular e das “utopias realistas ancoradas nas experiências que existem por aí”
Passamos um dia com o professor da Universidade de Coimbra, o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, durante o Fórum Social Temático em Porto Alegre, realizado de 19 a 23 de janeiro de 2016.
Frenético, ele não parou. Pulou de um debate para outro, sempre com disposição impressionante de expor suas ideias anticapitalistas contra o tripé da opressão que atua sempre articulado: o capitalismo, o colonialismo e o patriarcado.
“O mundo é sempre algo estranho para nós porque afinal ele sempre nos é apresentado como desenvolvido e nós somos subdesenvolvidos, como avançado e nós somos atrasados, como inteligente e nós somos ignorantes”, provocou.
“Se nós queremos fazer e transformar o mundo temos que ser utópicos, mas ter utopias com raízes. Asas com raízes. Utopias abertas, porosas, realistas e ancoradas nas experiências que temos por aí”, disse.
Boaventura é boa-pinta, gente boa. Abraça forte, tira foto, conversa e parece estar sempre de bom humor. Já era tarde da noite quando, de sorrisão no rosto, ele apareceu na rua em frente à Casa de Cultura Mario Quintana, no centro da capital. Lá, ele ouviu feliz outros músicos entoarem canções de sua autoria que estão em seu livro “Rap Global”. No fim, ele próprio mandou uma rima e explicou como aprendeu a fazer o “ham” do rap. Figura. Confere aí:
Fonte: UNE

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Entidades denunciam descumprimento da lei da meia-entrada no carnaval baiano

Venda antecipada de acesso a blocos e camarotes não oferecem desconto aos estudantes
Um coletivo de entidades estudantis formado pela União dos Estudantes da Bahia (UEB), Associação Estudantil Secundarista (Abes), União Soteropolitana dos Estudantes Secundaristas (Uses), UNE e UBES compareceu na última quinta-feira (28/01) ao Ministério Público do Estado (MP-BA), em Salvador, para denunciar o descumprimento da lei da meia-entrada por empresas que atuam no carnaval da capital. Um levantamento feito pelos estudantes apontou que a venda antecipada de acesso a blocos e camarotes não tem permitido que os estudantes paguem 50% do valor, como determina a lei.
Na lista, aparecem marcas como os camarotes Planeta Band, Nana, Reino, Salvador, Cerveja & Cia, e os blocos Nana Banana, Cheiro, Cerveja & Cia, Coruja, Inter e Camaleão. Ao todo, foram identificados 65 eventos  que não aceitam a meia-entrada.
“Historicamente, o movimento estudantil reivindica a lei da meia-entrada. No dia 01 de dezembro entrou em vigor o decreto que regulamenta a lei. Nós, do movimento estudantil, não vamos medir esforços para que ela seja cumprida”, falou a presidenta da UEB, Nágila Maria.
Para Nadson Rodrigues, presidente da Abes, a denúncia é uma maneira de exigir o cumprimento da lei da meia-entrada e, assim, democratizar o acesso ao carnaval. “Ficamos decepcionados quando nos deparamos com a enorme lista de blocos e camarotes que não respeitam a meia-entrada, mas temos otimismo e coragem para exigir que a lei seja cumprida”, disse.
Aprovada em 2013 e regulamentada no final do ano passado, a Lei nº 12.933, da meia-entrada, assegura aos estudantes, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência o pagamento de 50% do valor para o acesso a eventos culturais, de esporte e lazer no Brasil. As empresas devem destinar um mínimo de 40% dos ingressos para esse público específico, em cada atividade.

BOLINHO DEMOCRÁTICO

Na contramão dos empresários do setor, o bloco carnavalesco ‘’Bolinho de Estudante’’ , promovido pelas entidades estudantis do estado tem entrada livre. Neste ano, o tema ‘’#DemocratizaFolia’’ invade o famoso circuito Barra-Ondina do carnaval de Salvador com muita música, alegria e respeito aos direitos da juventude.
O Bolinho de Estudante desfila na sexta-feira de carnaval, 5 de fevereiro.
Para a presidenta da UEB,  a  expectativa para o Bolinho de Estudante é grande. ‘’É a segunda edição do bloco das entidades estudantis no Carnaval de Salvador, que é uma das maiores festas populares do mundo. Iremos colocar o nosso bloco e dialogar com a juventude e os estudantes na avenida’’, contou Nágila.


Lei que cria programa de combate ao bullying começa a valer esta semana

A partir desta semana, escolas, clubes e agremiações recreativas em todo o país deverão desenvolver medidas de conscientização, prevenção e combate ao bullying. A lei que institui o chamado Programa de Combate à Intimidação Sistemática foi sancionada em novembro passado e prevê a realização de campanhas educativas, além de orientação e assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e aos agressores.
O texto estabelece que os objetivos propostos pelo programa poderão ser usados para fundamentar ações do Ministério da Educação, das secretarias estaduais e municipais de educação e também de outros órgãos aos quais a matéria diz respeito. Entre as ações previstas está a capacitação de docentes e equipes pedagógicas para a implementação das ações de discussão, prevenção, orientação e solução do problema.
Fonte: Robson Gomes

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

13 CNSP FOLIA FOI UM SUCESSO! DEZENAS E DEZENAS DE ALUNOS - FUNCIONÁRIOS - PROFESSORES E COORDENAÇÃO PERCORRERAM AS PRINCIPAIS RUAS DE GOIANINHA.. ERA SÓ FOLIA!

Uma bandeira respeitada na Educação Potiguar e na Cultura dos Agresteiros
Foliões: alunos, pais e funcionários em mais um CNSP FOLIA

 Jovens orgulho de CNSP
 Dezenas de foliões mais uma vez comparece a mais um CNSP- Goianinha - RN
  Dezenas de foliões mais uma vez comparece a mais um CNSP- Goianinha - RN



Gustavo e sua esposa uma união e amor pela educação do seu município
 CNSP Excelência em Educação


 Uma equipe de primeira
Mais um sucesso do CNSP FOLIA 2016



Galera do CNSP que foram aprovados nos vestibulares 2016

Hoje (5) como já é tradicional, o Colégio Nossa Senhora dos Prazeres - CNSP de Goianinha - RN, Região do Agreste Potiguar promoveu seu 13º CNSP Folia.

São alunos, pais, funcionários, professores e direção, juntos na FOLIA, abrindo assim a temporada de mais um Carnaval.
A concentração aconteceu de fronte ao CNSP e em seguida percorreu as principais ruas da cidade de Goianinha, puxado por um Trio Super Potente com direito a uma enorme variedades de músicas, baianas, frevo, pagode, levantando assim a galera ao delírio carnavalesco.

Essa folia já virou tradição.  Uma forma de resgatar o carnaval local, sabendo-se que a maioria da população local curte também as linda praias, de Pipa, Tibaú do Sul e é claro, Barra de Cunhaú, as mais próximas da cidade.  Mas é bom lembrar, que outras opções são feitas por esses lindos foliões... Baia Formosa!

O CNSP vem a todos os anos se destacando pelo seu profissionalismo, dedicação e inovação com auxílios de novas tecnologias, métodos avançados, revolucionando o Ensino Fundamental, Médio e Pré Vestibular, sem contar com a Educação Infantil, inclusive esse ano o CNSP inaugurará uma sala espetacular! Ampla, climática, com banheiros super  modernos, além de um programa educacional excepcional.  As crianças que ali estudam vão adorar!

Destaque também para os quase 80% do alunos do PRÉ – (Ensino Médio) que passaram no ENEM 2016! Já virou tradição em aprovações nas principais universidades, como a UFRN, UFPB, UERN, entre outras.  Resultados de um trabalho em equipe e com visão educacional comprometida com a evolução dos seus alunados, colhendo assim sempre resultados positivos todos anos. Nós da imprensa só temos mesmo é que agradecer, pois é só com um verdadeiro compromisso com educação brasileira, que teremos uma geração radiante e comprometida com o Brasil e o desenvolvimento da região onde ele vive!

Que venha mais resultados positivos!  Que venha mais CNSP FOLIA!


Bom Carnaval a Todos!



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

NOVA CRUZ-NUCA: FINAL DAS 5 (CINCO) OFICINAS – COMPETÊNCIAS PARA A VIDA: VIOLÊNCIA – GRAVIDEZ – VIOLÊNCIA SEXUAL – EXPLORAÇÃO DO TRABALHO E SER MENINO OU MENINA.

 Final das oficinas - NUCA - Competências Para a Vida

 Apresentação da Oficina: Gravidez


 Apresentação da Oficina Violência 
Adolescentes fazendo a sua parte

 Conselheiros Tutelares participando das oficinas
 Apresentação da Oficina: Exploração do Trabalho
 Depoimento emocionante de um jovem, que superou obstáculos
Município: NOVA CRUZ/RN – Data: 03 e 04/02/2016 – Local: Escola M. Nestor Marinho.

As Oficinas promovidas pelo NUCA (Núcleo de Participação dos Adolescentes), CMDCA e a Comissão Intersetorial ocorreram nos dias 03 e 04 de fevereiro de 2016, tendo sua Abertura Oficial, ás 8:30 da manhã na Escola Municipal Nestor Marinho – Nova Cruz/RN. Fizeram parte da Mesa Oficial: O Articulador do Selo, Eduardo Vasconcelos; Juliane Borges Representando a SMAS; Dreyd Karla Alves de Medeiros, Vice Presidenta do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA; Gabriel da Costa Toge, Representante do NUCA e Marleide Alves da Silva Oliveira. Os participantes foram recepcionados e inscritos pelos representantes do NUCA e o CMDCA. 

As oficinas teve como temas: I Violência; II Gravidez; III Violência Sexual; IV Exploração do Trabalho e V Ser Menino ou Menina. As oficinas contaram com a participação de 37 (trinta e sete) componentes, entre crianças e adolescentes (13), 08 (oito) técnicos profissionais, entre  (psicólogos, pedagogos e assistentes sociais), 01 (um) representante da AMES (Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas), 03 (três) representantes da SMAS, 03 (três) representantes da SME, 03 (três) estudantes de Pedagogia do Campo PRONATEC/UFRN, 04 (quatro) estudantes de Assistência Social – UNOPAR, 02 (dois) Conselheiros Tutelar, a Vice Presidenta do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescentes e o Articulador do Selo Unicef, Eduardo Vasconcelos.

As oficinas teve como objetivo mobilizar os adolescentes para temas importantes para que eles que são cheios de energias possam desconstruir preconceitos e superar desigualdades.
Os participantes foram divididos em cinco (5) grupos, ou seja, Grupo 1: Violência; Grupo 2: Gravidez; Grupo 3: Violência Sexual; Grupo 4: Exploração do Trabalho e o Grupo 5: Ser Menino ou Menino.  Todos os grupos discutiram, debateram e aprovaram propostas para que após sua aprovação pelos participantes sejam encaminhadas ao Gestor Público Municipal para ajuda-lo a elaborar ações eficazes na defesa das crianças e dos adolescentes.

As apresentações dos trabalhos do grupos se deram na plenária final, na seguinte ordem:

Grupo 01 VIOLÊNCIA

Reflexão: “Que bom que o UNICEF mobiliza e articula a sociedade civil.”; “Que pena os engajamentos dos políticos públicos deixa à desejar.” – QUE TAL: Que Tal que a Violência Contra Criança e Adolescente Fosse Apenas Sonho.”
Violência Sexual:

Que Bom... Que a Violência Sexual Fosse Erradicada... Que Pena...Que Essas Pessoas (crianças/adolescentes) Não São Amparada Pela Sociedade.”  QUE TAL à Sociedade Abraçar a Causa.

Grupo 2: GRAVIDEZ

Reflexão: “Mudanças internas e externas; planejamento/preparação e principais ocorrências.”
Propostas: Palestras em períodos diferentes com os profissionais de saúde nas escolas;
Orientações a respeito dos cuidados com a gravidez (antes, durante e depois);
Campanhas em bairros – Distribuição de panfletos e preservativos;
Trabalho com os pais para reforçar a importância da discussão a respeito do tema.
O QUE É SER MÃE NA ADOLESCÊNCIA?

Grupo 03: VIOLÊNCIA SEXUAL

Propostas: Elaborar projetos ou ações com o Conselho Tutelar, CAPS e Assistência Social. Para diminuir os estupros no município;
Município e Estado juntos para conscientizar os jovens sobre violência sexual, disponibilizar sexólogos nas escolas, e a presença da família na escola e;
Cobrar das escolas a presença de um psicólogo.

Grupo 04: EXPLORAÇÃO DO TRABALHO

Propostas: Trabalhar a prevenção nas escolas, postos de saúde, grupos sociais e programas;
Inserir a temática do Trabalho Infantil nos Projetos Pedagógicos das Escolas;
Mais incentivos ao Esporte, a Cultura e o Lazer, criando um Complexo Municipal;
Atuação maior, fiscalização e punição por parte do sistema de garantias de direitos em relação aos casos de trabalho infantil e;
Fortalecer um Gripo Articulador no Município no Enfrentamento do Trabalho Infantil, tendo representantes da Saúde, Educação,  Assistência Social e Sistema de Garantia dos DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE.

Grupo 05: Ser Menino ou Menina:
  
Propostas: Campanhas em bairros, sítios e localidades com maior necessidade, junto ao CREAS e aos demais temas;
Campanha de conscientização da importância das denúncias e;
Participação dos representantes da Justiça.

Encerrando as discussões dos grupos das oficinas, as 16:30, o Articulador do Selo Unicef, Eduardo Vasconcelos recolhe o material contendo as propostas, pedem que todos assinem a lista de presença e ao mesmo convida para que todos estejam amanhã (quinta-feira), dia 4/2 no mesmo horário para as apresentações das propostas, que serão lidas e colocadas em votação na plenária geral e em seguida agradecem as presenças de todos.

Ás 8:30 do dia 04 de fevereiro foram reiniciados as atividades das oficinas sob a coordenação do Articulador do Selo, Eduardo Vasconcelos, que dá bom dia a todos e convoca todos os grupos para apresentarem seus resultados/propostas seguindo a sequência, ou seja, Grupo 1, 2, 3 , 4 e 5, já citados com as seus respectivos conteúdos de discussão, obtidos ontem (segunda-feira - -3) nas oficinas.

Após as apresentações das propostas apresentadas pelos grupos, Eduardo Vasconcelos, articulador coloca-as em votação e é aceita por unanimidade pelos presentes a oficina.  O Articulador aproveita o momento para propor, que marca-se uma grande reunião para o dia 16 de fevereiro na Câmara dos Vereadores pela manhã como todos os secretários municipais e seus respectivos coordenadores para junto com a Comissão intersetorial avaliem as ações que já foram efetivadas e as outras que ainda estão pendentes.  Todos concordaram prontamente.


Em seguida, Eduardo Vasconcelos agradecem o emprenho de todos, entrega os certificados de participação e as 11:30 dá por encerrado o evento.

Coletivo Dandara Zumbi do DCE da FATEC na Campanha #PoderiaSerEu

Por Cristiane Tada
Coletivo do DCE da FATEC está na Campanha da União Nacional dos Estudantes pelo Enfrentamento aos Homicídios da Juventude Negra  
O Coletivo de Negros e Negras, Dandara Zumbi, do DCE FATEC, divulga em nota seu apoio a Campanha da União Nacional dos Estudantes pelo Enfrentamento aos Homicídios da Juventude Negra  que pede principalmente a aprovação do Projeto de Lei 2438/15 que visa apurar as causas, razões, consequências, custos sociais e econômicos da violência, morte e desaparecimento de jovens negros e pobres no Brasil. 
Leia na íntegra:

NOTA DO COLETIVO DANDARA ZUMBI EM DEFESA DO PL 2438/15

O Coletivo de Negros e Negras, Dandara Zumbi, do DCE FATEC repudia o racismo institucional, estrutural e o extermínio da população negra, jovem e periférica que assombra este recorte populacional no país e a omissão representada pela vassoura que a grande mídia passa empurrando todos os dados para de baixo do tapete.

Mesmo há mais de um século após a abolição dos escravos e mais de uma década após a assinatura do termo na Conferência da ONU em Bourbon (África do Sul, 2001) contra o racismo, o comprometimento firmado pelo nosso país tem pouquíssimos aspectos mudados. Os números de assassinatos, crimes contra os negros e negras, os números de estudantes, empreendedores, ricos e afins que representam a população negra nos comprovam.

A segunda nação com maior população negra no mundo ainda açoita diariamente esse recorte populacional marginalizado no país. A questão não é apenas social, mas também racial. Ainda que alcancem um alto grau de formação, dificilmente isso impactará na vida da população negra. Prova disso é a média salarial dos trabalhadores e trabalhadoras. Negros com formação superior recebe em média R$ 3.777,39 enquanto a média salarial do restante da população é de R$ 5.589,25.

Com tudo, ainda existe em nossa sociedade resquícios da escravidão e todo o preconceito gerado em torno dela. A maioria da população negra está nas periferias. A quantidade de estudantes negros nas Universidades, nos espaços de poder ou ocupando rankings entre os mais ricos do mundo, é assustadora. Com isso, é fundamental que haja cada vez mais políticas públicas para a juventude, cultura e esporte na periferia, cota nas Universidades Públicas e melhoria na qualidade de ensino da rede pública.

Visto a marginalização da juventude negra e ainda mais, de periferia, notamos a truculência da Polícia Militar e as chacinas decorrentes a isto. Mesmo em meio ao fim dos autos de resistência, muitos jovens, negros, pobres e de periferia são mortos diariamente sem qualquer razão.

O Coletivo Dandara Zumbi se posiciona totalmente contra qualquer tipo de violência ou truculência contra a juventude. É de exímia importância apoiar a Campanha da União Nacional dos Estudantes pelo Enfrentamento aos Homicídios da Juventude Negra. É incontestável a importância da aprovação do Projeto de Lei 2438/15 que visa apurar as causas, razões, consequências, custos sociais e econômicos da violência, morte e desaparecimento de jovens negros e pobres no Brasil.

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Fonte: UNE

Bloco formado por entidades estudantis desfila pela segunda vez na maior festa do mundo

Bloco formado por entidades estudantis desfila pela segunda vez na maior festa do mundo.
“Bolinho de Estudante” é uma comida típica da Bahia feita de coco, açúcar e tapioca. Mas é também o nome do trio elétrico formado pelas entidades estudantis do estado. Neste ano, o Bolinho de Estudante desfila pela segunda vez no circuito Barra-Ondina, o mais famoso de Salvador, sob o tema #DemocratizaFolia, na próxima sexta-fera (5).
‘’Esse ano, o tema central do Bolinho de Estudante é a democratização do carnaval de Salvador. Estamos caminhando nesta perspectiva. A democratização da folia e da nossa cultura é importante. O Carnaval de Salvador pertence ao povo, pertence à juventude’’, falou a presidenta da União dos Estudantes da Bahia (UEB), Nágila Maria.
Além de muita luta, alegria e irreverência o trio contará com a presença da dupla Juan & Ravena para agitar ainda mais as marchinhas do carnaval.
Para Nágila é muito gratificante participar de uma das maiores destas do mundo. ‘’É a segunda edição do bloco das entidades estudantis no carnaval de Salvador. Iremos colocar o nosso bloco e dialogar com a juventude e os estudantes na avenida’’, disse.

CARNAVAL E DIREITOS

Na última quinta-feira (28), um coletivo de entidades estudantis formado pela União dos Estudantes da Bahia (UEB), Associação Estudantil Secundarista (Abes), União Soteropolitana dos Estudantes Secundaristas (Uses), UNE e UBES compareceu ao Ministério Público do Estado (MP-BA), em Salvador, para denunciar o descumprimento da lei da meia-entrada por empresas que atuam no carnaval de Salvador . Um levantamento feito pelos estudantes apontou que a venda antecipada de acesso a blocos e camarotes não tem permitido que os estudantes paguem 50% do valor, como determina a lei.
Para Nadson Rodrigues, presidente da Abes, a denúncia é uma maneira de exigir o cumprimento da lei da meia-entrada e, assim, democratizar o acesso ao carnaval. “Ficamos decepcionados quando nos deparamos com a enorme lista de blocos e camarotes que não respeitam a meia-entrada, mas temos otimismo e coragem para exigir que a lei seja cumprida”, disse.

SERVIÇO

O que? Trio elétrico Bolinho de Estudante
Quando? Dia 5 de fevereiro
Onde? Circuito Barra-Ondina em Salvador
Fonte: UBES