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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

UMA DOENÇA CHAMADA PRECONCEITO!

Eu gostaria de mudar um pouco o foco de hoje, só um pouco, se vocês me permitirem. Hoje não falaremos de política e sim sobre preconceito, um assunto tão importante e polêmico quanto. Talvez, no fim do texto, terá alguma relação com política, não sei ainda, escrevo direto no publicador do blog e não vou reler, as palavras fluirão direto para cá e depois é caminho sem volta. Me perdoem se eu cometer algum equívoco ou excesso, ok?

Eu sou descendente de italianos, espanhois, mineiros e baianos, descendentes estes de um senhor de terras europeu e uma escrava. Costumo brincar que herdei o melhor de cada raça, os olhos verdes e o cabelo preto liso da Itália, a estatura de gigante (1.90 de altura) da Espanha e a perseverança tupiniquim. Não me considero nem negro nem branco, sou tão misturado quanto um cão de rua e tenho orgulho disso. Os viralatas são os mais fortes. 


Na escola meu apelido era "negão", embora eu não tenha a belíssima pele negra. Me chamavam assim simplesmente por ser o menino mais escuro da sala. Na época não via isso como um sinal de discriminação e ainda não vejo. Gosto de conservar a inocência do pensamento "não o faziam com maldade e sim com afeto".  É claro que eu cansei de ouvir piadas sobre isso, racistas até, quem nunca ouviu? Tolerei as piadas até um ponto em que percebi que a tolerancia, em alguns casos, incentiva o crime. Com uma briga, da qual não me orgulho, levei ao chão o piadista e todas as chacotas. Depois disso, nunca mais me importunaram.
Fonte: CENSURADO.

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